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Beau Mirchoff (em off): Na temporada passada de Descobrindo...

 

Cláudio e Helen sentados em frente à casa de Amanda:

 

Cláudio: Ouça, o que quer que tenham te feito, não deixe isso afetar a pessoa doce que você é. É essa Helen que eu quero ter sempre por perto, independente das desilusões que a vida venha causar.

 

Helen (sorrindo): Pode deixar.

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Cláudio e Larissa na roda gigante:

 

Cláudio: Podemos tentar!

Larissa: Tentar o que?

Cláudio: Nos conhecer mais, ser mais do que amigos.

 

Corta:

 

Larissa: E não vai. Eu prometo. Cláudio, eu gosto muito, muito mesmo de você.

Cláudio (sorrindo): Okay, acredito então.

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Amanda e Roger no baile:

 

Amanda: Eu não sei o que vai ser do nosso futuro, mas sei que se não ficar hoje com você, minha vida será tão vazia quanto antes de te conhecer. Não importa se somos diferentes, o que importa é que meu coração não quer que isso tenha fim... (pausa por alguns segundos)... Eu não posso me imaginar ficar longe de você.

 

Corta:

 

Amanda (sorrindo, com os olhos cheios de lágrimas): Namoro de verdade agora, sem restrições.

 

Roger esboça um enorme sorriso no rosto, seus olhos estão brilhando.

 

Roger: Eu prometo fazer de você, a mulher mais feliz deste mundo.

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Helen e Léo no jardim secreto:

 

Léo (se aproximando ainda mais): Eu te amo, Helen. Jamais irei decepcioná-la outra vez. Prometo.

 

Em câmera lenta vemos seus rostos se aproximando, seus lábios se juntando

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Cláudio e Larissa no playground:

 

Larissa: O Jonatas recebeu uma proposta irrecusável de emprego.

 

Cláudio franze a testa, sem entender.

 

Larissa (deixando as lágrimas escorrerem): Na capital.

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Helen e Léo deitados em cima do capô do carro:

 

Léo: Então, ele era um olheiro e havia ficado de me ligar após algumas semanas. Há dois dias ele telefonou em casa, me convidando para jogar profissionalmente em seu time.

Helen (sorrindo e beijando-o): Mas isso é fantástico!

Léo: Só que o time fica no estado Sul do país.

 

Corta:

 

Léo: Então é isso? Nós terminamos?

Helen (deixando as lágrimas escorrerem em seus olhos e enxugando): Me leva para casa, por favor.

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Cláudio e Larissa se despedindo em frente à casa dela:

 

Rosangela (com pesar): Está na hora, filha.

Cláudio (olhando pra Larissa): Eu te amo muito, não se esqueça disso.

Larissa: Eu também te amo muito e tudo vai dar certo pra gente, pode confiar.

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Deise e Rosa discutindo da cozinha:

 

Deise: Eu fico imaginando, que tipo de pessoa tão cruel como você, é capaz de mentir para a própria neta que a mãe morreu em um acidente?

Rosa: Mas ela morreu realmente, quando meu filho faleceu, automaticamente ela ficou órfã de mãe também.

Deise: Chega de mentiras, eu vou contar a Helen que sou sua mãe.

Rosa (balançando negativamente a cabeça): Não tome uma decisão estúpida como essa, você acabar com a vida de...

 

Rosa pára de falar imediatamente, olhando assustada para frente. Deise franze a testa e vira. A câmera se movimenta, mostrando Helen parada na sala, em choque, olhando-as.

 

Helen: O que foi que você disse?

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Vista aérea de Bom Destino - Manhã.

 

Música: Citizen Cope - Son´s Gonna Rise

 

São mostradas várias partes da cidade em pequenos cortes, como a praça, lanchonete, o jardim secreto, colégio Esplendor, seguindo até o condomínio, passando por várias casas até parar em uma especifica, claramente se tratando da casa de Cláudio. A câmera se aproxima da porta, até transparecer para dentro, passando pelo corredor e chegando a sala.

 

Cláudio está sentado no chão, encostado no sofá. Ele está falando ao telefone, mas sua voz é encoberta pela música.

 

Legenda: Três meses depois.

 

Cláudio (em off): Quando somos crianças, a gente sempre tem um herói favorito. Aquele que enfrenta tudo, que tem super força e grande coragem. Aquele que nunca desiste, que supera qualquer desafio. Aquele a quem queremos imitar... (pausa por alguns segundos).... Acho que a maior decepção de nossas vidas é descobrir que nunca seremos como ele.

 

O som diminui, nos deixando ouvir o que ele fala ao telefone.

 

Cláudio: Que horas você vem? ... (pausa)... O que? Só vai conseguir sair daí a essa hora? Mas e se não tiver mais ônibus? ... (pausa)... Okay, me avisa assim que estiver saindo então?

 

Ouvem-se passos descendo a escada. Cláudio observa com o canto dos olhos. A câmera se movimenta, mostrando se tratar de Helen, que está prestes a abrir a porta.

 

Cláudio (falando com quem está na outra linha): Espera só um minuto... (levanta)... Helen!

 

Helen pára. Cláudio vai a sua direção.

 

Cláudio (sorrindo): Você está bem? Posso saber aonde vai?

 

Helen: Sabe, você está levando esse lance de cuidar de mim muito ao pé da letra... (sorri).

 

Cláudio: Não é nada demais, só queria saber por onde você tem andado, pois tem saído tanto ultimamente.

 

Helen: Vou encontrar algumas pessoas.

 

Cláudio (desconfiado): Algumas pessoas?

 

Helen (girando os olhos): É... Algumas pessoas que eu conheci no chat, só isso.

 

Ela vira e abre a porta.

 

Cláudio: E posso saber onde você vai encontrar essas pessoas que conheceu no chat?

 

Helen (bufando e virando): Vamos para a cachoeira... (pausa)... Vem cá, você não quer colocar um rastreador em mim? Assim fica mais fácil e te poupa de tantos questionários.

 

Cláudio a encara com uma aparência triste.

 

Cláudio: Eu só me preocupo com você.

 

Helen (arrependida): Eu sei, desculpa... (se aproxima)... Eu prometo que a partir de agora deixo uma listinha pra você saber exatamente onde estarei, okay?

 

Ela dá um beijo no rosto dele, em seguida vira-se para a porta, abrindo-a pela metade novamente.

 

Cláudio: Meu primo está chegando, queria que você o conhecesse.

 

Helen (sem virar): Vou ter tempo de sobra para conhecê-lo. Preciso ir agora, e você, não vai querer deixar sua namorada plantada no telefone, huh?

 

Cláudio abaixa o olhar para o telefone que está em sua mão.

 

Helen: Bye, bye!

 

Ela sai e fecha a porta. Cláudio volta a falar no telefone, indo em direção a sala.

 

Cláudio: Isso, era a Helen... (pausa e respira fundo)... Está difícil viu, está muito difícil.

 

 

Lado externo da casa – Rua.

 

Cont- Citizen Cope - Son´s Gonna Rise

 

Helen caminha descendo a rua numa feição extremamente séria e sombria. Ela passa em frente à câmera, em seguida corta para ela de costas, num ângulo aéreo.

 

Um flash toma conta da tela, abrindo na casa de Helen. Helen está com os olhos brilhando, arregalados, aparentemente em transe. Rosa se aproxima, colocando as mãos em seu rosto.

 

Rosa: Helen, querida?

 

Ela sai do estado de choque e lágrimas começam a escorrer de seus olhos. Ela olha para Deise.

 

Helen: É verdade o que eu acabei de ouvir? Você é minha mãe?

 

Deise: Sim meu amor, eu sou sua mãe.

 

Helen confusa começa dar alguns passos para trás, se distanciando das duas.

 

Helen (confusa): Mas a minha mãe morreu junto com o meu pai... (olha para Rosa)... Não foi?

 

Rosa fecha os olhos e coloca a mão no rosto, visivelmente nervosa.

 

Helen (gritando): Responde!

 

Deise: Não, não é verdade, eu sobrevivi ao acidente...

 

Helen olha outra vez para Rosa, decepcionada.

 

Helen: Até você me apunhalou?

 

Rosa começa a chorar. Deise se aproxima de Helen, tentando colocar as mãos em seu rosto. Helen furiosa recua.

 

Helen (perturbada e apontando o dedo): Não se aproxima de mim!

 

Deise: Querida, por favor, vamos conversar, deixar que tudo seja explicado...

 

Helen (interrompendo, alterada): Eu não quero ouvir nada de ninguém... (olha para Rosa)... Fiquem longe de mim, não quero olhar pra cara de vocês, nunca, mais!

 

Ela vira e abre porta, saindo e batendo-a com força. Deise olha apavorada para Rosa, sem reação.

 

Rosa (olhando para Deise): Está feliz agora?

 

Deise coloca a mão na cabeça, em seguida senta no sofá. O flash volta a tomar conta da tela, voltando para visão de Helen descendo a rua do condomínio.

 

Cláudio (em off): Quando a gente ama, às vezes inventa de guardar segredos por amor. Mas se amar é se entregar, como pode existir segredos no mesmo?

 

Ela passa pela portaria, após alguns segundos, a tela escurece.

 

 

 

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Parte interna de uma casa – Cozinha.

 

Um homem está sentado à mesa, escrevendo algo em um jornal. Atrás dele vemos que uma mulher esquenta algo na frigideira. A câmera se desloca para a entrada da cozinha, onde vemos Roger aparecendo.

 

Roger (sorrindo): Olá meus amores?

 

Helen (olhando para a mulher): Eu aposto dez que é...

 

Mulher: Assim não vale Artur, eu queria apostar que era...

 

Artur: Tudo bem dona Vera, o que eu não faço por você?

 

Vera esboça um sorriso e manda um selinho para ele. Roger coça a cabeça, confuso.

 

Roger: O que exatamente vocês estão apostando?

 

Artur: Que toda essa sua animação matutina, é por causa da Amanda.

 

Roger (sorrindo): Quem apostou no sim, acertou em cheio.

 

Artur bufa, em seguida tira do bolso uma nota de dez e entrega a Vera, que sorri vitoriosa.

 

Artur: Isso foi jogo sujo.

 

Vera: Tente apostar em algo menos obvio da próxima vez.

 

Roger: Estão me usando pra mais um de seus jogos psicóticos?

 

Artur e Vera sorriem e balançam positivamente a cabeça.

 

Artur: Então, que horas a princesa chega?

 

Roger: Daqui a pouco, nem acredito que ficamos um mês separados.

 

Artur: Mas é bom, imagina a hora que vocês estiverem sozinhos? (sobe e desce as sobrancelhas diversas vezes).

 

Vera (repreendendo-o): Artur!

 

Artur: O que? Nosso filho já virou hominho, ele mesmo nos contou.

 

Roger (levantando os braços e virando): Okay, esse papo está prestes a se tornar constrangedor. É melhor eu me arrumar.

 

Artur: Um momento, mocinho. Não está esquecendo-se de nada não?

 

Roger começa a mexer nos bolsos e olhar para os lados.

 

Roger: Acho que não... (olha para eles)... Vocês não acham que já estou bem grandinho pra ficar distribuindo beijinhos toda vez que tiver que sair?

 

Artur sorridente tira do bolso uma chave de carro e mostra para Roger. Roger o olha confuso e se aproxima.

 

Roger: Isso... (pausa)... Isso... (pausa)... Não é o que eu estou pensando, ou é?

 

Artur sorri mexendo as sobrancelhas e balançando a cabeça em sinal de positivo. Roger abre um enorme sorriso e caminha até ele pegando as chaves.

 

Roger (radiante): Eu não acredito que vou deixar de ser carona!

 

Artur: Só que tem uma condição.

 

Roger: Qual?

 

Artur mostra a bochecha  e faz sinal com o indicador.

 

Artur: Vai ter que distribuir beijinhos nos pais toda vez que for sair (sorri).

 

Roger sorri, beija e abraça o pai, em seguida faz o mesmo com Vera.

 

Vera: Não precisa me agradecer... Isso é arte dele ... Só dele.

 

Roger: Eu vou estrear agora mesmo.

 

Close em Roger radiante caminhando até a porta da cozinha.

 

Artur: Não quero ver esse carro por aí com vidros embaçados, se é que você me entende... (sorri).

 

Roger (sorrindo): Fica tranqüilo, pra isso existem os...

 

Vera (cortando): A Amanda não está para chegar?

 

Roger (jogando a chave para cima e depois a pegando): Yehp! Preciso ir...(pausa)... Papis, obrigado, de coração!

 

Artur sorri. Roger sai. Corta para Vera encarando Artur.

 

Vera: Não sei se foi uma boa idéia dar o carro para ele assim. Nem idade ele tem pra dirigir.

 

Artur: Relaxa meu amor. Em breve ele tira carta e aqui em Bom Destino ninguém liga pra isso, eu mesmo já vi diversos garotos dirigindo sem idade.

 

Vera (preocupada): Mas eu fico com o coração na mão. Você sabe que ele é meio ruinzinho na direção, e teve a quem puxar.

 

Artur (sorrindo): Não precisa temer, isso é questão de pratica. E eu, dirijo muito bem sim senhora!

 

Vera (subindo as sobrancelhas, ironizando): Ohh!!

 

Vera vai até ele. Close em sua barriga. Vemos que está grávida. Em seguida ela senta no colo de Artur.

 

Artur: Além do mais, ele vai precisar ser paparicado pra não sentir ciúmes desse pimpolho que está para chegar...

 

Ele começa a alisar a barriga dela, sorrindo.

 

Vera: Só nós mesmo, depois de tantos anos termos outro filho.

 

Artur (sorrindo): Prova que o pai ainda tem muito fogo pra queimar.

 

Vera (sorrindo): E a mãe não fica atrás.

 

Artur (beijando-a): mas não fica mesmo, você é quente, muito quente.

 

Eles começam a rir, em seguida a se beijar. Frisa essa cena por alguns instantes.

 

 

Casa de Helen. Rosa se aproxima da porta, abrindo-a. Deise aparece do outro lado.

 

Rosa (bufando): Deise.

 

Deise (entrando): Faz três meses que a farsa acabou, que tal me chamar pelo meu verdadeiro nome?

 

Rosa fecha a porta, enquanto Deise senta no sofá. Ela fica observando-a.

 

Rosa: O que você quer aqui, Márcia?

 

Márcia (sorrindo): Bem melhor assim... (pausa)... O que eu quero aqui? A única coisa que me interessa, saber da minha filha.

 

A campainha toca. Márcia levanta irradiante.

 

Márcia (feliz): Ele chegou!

 

Rosa vai até a porta, ela abre mas a câmera frisa apenas seu rosto.

 

Rosa (sorrindo): Oi Cláudio?

 

A imagem se desloca lentamente, mostrando Cláudio parado em frente à porta. Ele esboça um leve sorriso.

 

 

Um flash toma conta da tela, abrindo na casa dele, no quarto.  

 

Música: Snow Patrol - Chasing Cars

  

O telefone está tocando, a câmera passeia mostrando a cama, a estante com a televisão, computador, passa pelo guarda roupa, até parar na porta e descer. Cláudio está sentado no chão, chorando amargamente. O telefone continua tocando. Ele olha para na direção do mesmo, levanta, enxuga os olhos e vai até ele, atendendo.

 

Cláudio: Alô?

 

Helen (com a voz embargada) : Cláudio?

 

Cláudio (preocupado): Helen  ? Está chorando?

 

Helen : Cláudio... Preciso de você! Eu só tenho você agora.

 

Cláudio (preocupado): O que aconteceu ?

 

Helen: Não dá pra contar por telefone... Será que você poderia me encontrar?

 

Cláudio: Claro! Onde você está?...(pausa).... Acham... Sei... (pausa)...To indo pra aí ! Se acalma ta?

 

Coloca o telefone no gancho e sai apressado.

 

 

Corta para o grande jardim que dá visão para a cidade inteira.

 

Cont– Snow Patrol - Chasing Cars

 

Cláudio entra olhando para os lados, a câmera se movimenta mostrando Helen atrás dele ,sentada, encolhida em um banco, Cláudio corre em sua direção e senta ao seu lado, ela o abraça e começa a chorar muito. Cláudio a abraça forte, ficando com uma aparência preocupada.

 

Vista aérea da cidade, a câmera se desloca para o lado mostrando o grande jardim, começa a descer e se aproximar de ambos ainda sentados.Helen está olhando para frente, aparentemente mais calma.

 

Helen: Ela mentiu pra mim a vida inteira, a vida inteira eu fui vítima de uma farsa.

 

Cláudio (silêncio por alguns segundos): Eu nem sei o que te dizer.

 

Helen (olhando para ele): Eu não posso voltar para aquele lugar.

 

Cláudio: Eu sei que não. Você pode ficar na minha casa se quiser.

 

Helen: posso mesmo?

 

Cláudio: Claro, pode ficar o tempo que precisar, mas vou ter que passar na sua casa para explicar, buscar suas coisas e tudo mais.

 

Helen faz sinal de positivo com cabeça, em seguida o abraça.

 

Helen: não sei o que faria sem você....

 

Cláudio: Hey, eu disso que estaria aqui pra você, sempre que precisasse de mim.

 

Helen fica em silêncio por alguns instantes, em seguida olha fixamente para Cláudio.

 

Helen (séria): De uma coisa eu tenho certeza, nunca mais serei enganada ou pisada por alguém.

 

Cláudio franze a testa.

 

Helen (séria): O tempo da inocência acabou.

 

A câmera se aproxima do rosto de Cláudio, ele se mostra preocupado. O flash volta a tomar conta da tela, voltando a cena para a casa de Rosa.

 

 

Cláudio está sentado em um sofá, enquanto Rosa  e Márcia estão em outro.

 

Márcia: Cláudio, ela precisa me ouvir.

 

Cláudio: Olha, tudo que ela precisa agora é de tempo, espaço...

 

Márcia: Mas já se passaram três meses, você não acha que já é suficiente?

 

Silêncio por alguns segundos, Márcia abaixa a cabeça colocando as mãos por cima.

 

Cláudio:  Mas acredito que ela precisa de um pouco mais.... (pausa)... Olha, a Helen não é mais a mesma, ela mudou, tem agido de forma diferente, temo que  se forçar alguma coisa agora, pode revoltá-la ainda mais... (pausa)... Ela nem sabe que eu venho aqui.

 

Rosa (entristecida): É tudo culpa minha.

 

Márcia (olhando-a): Também acho.

 

Cláudio levanta, senta-se ao lado de Rosa e segura em sua mão.

 

Cláudio: Nós vamos resgatar o que a Helen foi antes dona Rosa, apenas dê mais um tempo. Eu prometo isso a senhora.

 

Rosa o olha tristemente, em seguida esboça um leve sorriso, balançando positivamente a cabeça.  

 

 

 

Uma Rodoviária – Interno.

 

Música: Stereophonics - Maybe

 

Roger está parado, ansioso, olhando para os ônibus que estão chegando. Um em especial pára. A porta se abre e vemos os pés de alguém com sandálias descendo. Roger começa  a mostrar-se feliz, fixa a imagem de seu rosto.

 

Um flash toma conta da tela, desfazendo dentro de um quarto.

  

Roger está deitando em uma cama, sem camisa, com as mãos para trás da cabeça, sorrindo. A câmera se desloca para o lado, onde podemos ver Amanda ao seu lado. O som diminui.

 

Roger (nas nuvens): Com certeza, essa tem sido as melhores férias da minha vida!

 

Amanda fica em silencio, Roger a observa.

 

Roger: O que foi?

 

Amanda (olhando-o): Se eu te contar uma coisa, promete não ficar chateado?

 

Roger (sorrindo): Amor, a coisa tem sido mais difícil ultimamente é eu ficar chateador, pode contar.

 

Amanda: A gente vai ficar um tempinho longe um do outro.

 

Roger levanta rapidamente da cama.

 

Roger: O que? Mas por quê?

 

Amanda: Eu vou viajar com meus pais.

 

Roger (desanimado): Oun!

 

Amanda: Mas é por pouco tempo.

 

Roger: Quanto? Uma semana? Duas?

 

Amanda (falando baixo): Um mês....

 

Roger (arregalando os olhos): Um mês? Mas isso é uma eternidade!

 

Amanda: Não seja exagerado.

 

Roger: Me responde uma coisa... Por que viajar com seus pais? Você nem ao menos gosta deles.

 

Amanda (brava): Não fala besteira, é claro que eu gosto deles!

 

Roger balança a cabeça e coloca as mãos no rosto.

 

Amanda: Você sabe que eu sempre quis ter atenção em casa, e desde que a Natália resolveu fugir com o namorado, eles meio que parecem que estão me dando mais valor, mais atenção e isso tem me feito bem.

 

Roger (balançando positivamente a cabeça): Aham e em breve começarão a te cobrar como fazia com ela, te obrigando também a fugir.

 

Amanda (nervosa): Eu pensei que você fosse me entender, me apoiar, mas parece que só está pensando no seu bem estar.

 

Amanda cruza os braços, emburrada, virando para o lado oposto de Roger. Ele a olha por alguns instantes e faz cara de arrependido.

 

Roger: Desculpa minha linda....(se aproxima e beija seu rosto)....Desculpa....É que só de pensar em ficar um mês longe de você, eu fico louco.

 

Amanda (olhando-o): Eu também não queria isso, mas é que eu preciso de um tempo com eles, tente me entender?

 

Roger (sorrindo): Tem razão, vá, divirta-se, pense muito em mim, que eu estarei aqui, pensando muito em você!

 

Amanda (sorrindo): E é só um mês. O que pode mudar em um mês? ....(sorriso malicioso)...Com a saudade que iremos sentir um do outro, imagina quando eu voltar!

 

Roger (beijando-a): Já estou com saudades!...(pausa).... Mas é bom já começar a compensar antes.

 

Eles começam a se beijar e devagar deitam na cama, ainda aos beijos, a imagem sobe lentamente, mostrando o teto.

 

 

O flash volta a tomar conta da tela, voltando a cena para a rodoviária.

 

Cont- Stereophonics – Maybe

 

Roger está sorrindo. A câmera se desloca para o ônibus, onde vemos Amanda parada, sorrindo também ao vê-lo.

A câmera se posiciona lateralmente, onde vemos ambos se aproximando devagar, até ficarem frente a frente.

 

Roger (sorrindo): Oi?

 

Amanda (sorrindo): Oi!

 

Eles se encaram por alguns segundos, em seguida Roger abre os braços e eles se abraçam, um pouco timidamente.

 

Roger (sorrindo): Que bom que está de volta.

 

Amanda (pensativa): Eu também acho.

 

Roger: E seus pais?

 

Amanda: Voltam depois de amanhã....(olha para os lados).... Vamos atrás de um táxi?

 

Roger (balançando a cabeça e sorrindo): Na ni na não!... Chega de táxis, tenho uma surpresa pra nós dois.

 

Amanda (interessada): Surpresa? Que surpresa?

 

Roger (sorrindo): Vamos lá fora que logo saber.

 

Roger abaixa e pega a bolsa dela. Ambos começam a caminha em direção a saída da rodoviária. A câmera muda para um ângulo aéreo, mostrando o movimento da rodoviária por alguns instantes, em seguida, a tela escurece.

 

 

Casa de Cláudio. Cláudio abre a porta e entra, olhando para o chão. Ouve-se a voz de um rapaz.

 

Rapaz (fora de cena): Que coisa feia, o primo vem passar uma temporada com ele e nem em casa o sujeito está para recebê-lo.

 

Cláudio olha em sua direção e sorri. A câmera se movimenta, mostrando se tratar de Bruno.

 

Cláudio (sorrindo e indo na direção dele): Bruno!

 

Ambos se abraçam.

 

Cláudio: Desculpa, eu acabei me atrasando no lugar que estava.

 

Bruno (sorrindo): Relaxa, faz pouco tempo que eu cheguei, o tio foi me buscar na rodoviária.

 

Cláudio: E onde eles estão? Já foram?

 

Bruno: Acabaram de sair...

 

Cláudio (sorrindo e balançando negativamente a cabeça): Essa lua de mel deles não acaba mais.

 

Ambos riem. A câmera dá um close no rosto de cada um, em seguida a cena transita para dentro do quarto de Cláudio. Bruno está sentado na cama, Cláudio abrindo o guarda-roupa.

 

Cláudio: Ainda não acredito que você vai morar aqui, o que aconteceu com a idéia de nunca sair de Guará, de perto da sua mãe e do ambiente de lá?

 

Bruno: Ah, Guará é um cidade maravilhosa de se morar, mas é só aquilo mesmo, eu preciso de um futuro não é?

 

Cláudio (rindo): E o que te faz pensar que o futuro está em Bom Destino?

 

Bruno: Bom, pelo menos vou estudar num colégio que pode me dar um futuro, ainda mais depois que seus pais me convenceram a vir morar aqui na sua ultima passagem em casa.

 

Cláudio: Mas pelo que me lembre você não pensou duas vezes na hora e recusou.

 

Bruno (respirando fundo): Pois é, mas agora as coisas estão diferentes.

 

Cláudio (curioso): Por quê? O que mudou de um mês pra cá?

 

Bruno fica em silêncio, pensativo por alguns instantes.

 

Bruno (sorrindo): Foi o que te falei, o futuro...

 

Cláudio (sorrindo): Okay então, seja muito bem vindo!

 

Bruno: Valeu primo, tenho certeza que vou me dar bem por aqui.

 

Cláudio: E a Carol, como está?

 

Bruno: ah, a Carol está bem, linda, um pouco afastada do grupo.

 

Cláudio: Por quê?

 

Bruno: Alguém esteve lá ano passado e fez ela enxergar o quanto é linda.

 

Cláudio (rindo): Acho que sou o culpado por isso.

 

Bruno: Mais cedo ou mais tarde ele iria florescer, era uma questão de alguém que não fosse do grupo dizer isso a ela.

 

Cláudio: Bom, não há como negar que você tinha uma queda por ela, eai, não rolou nada?

 

Bruno: Não deu tempo.

 

Cláudio (rindo): como? Se comigo aconteceu tudo em um dia?

 

Bruno: Eu conheci outra garota.

 

Cláudio (subindo as sobrancelhas) Hum. E como ela é?

 

Bruno abre a boca para falar, mas pára e fica um pouco pensativo.

 

Bruno: Deixa pra lá, não quero falar sobre ela, faz parte do passado.

 

Cláudio (dando os ombros): Tudo bem...(pausa)... Se prepara, tem uma festa pra irmos hoje!

 

Bruno: É mesmo? E já?

 

Cláudio (rindo): Meu amigo, você vai logo descobrir que qualquer coisa aqui é motivo para alguém dar alguma festa.

 

Bruno: Mas essa tem algo em especial?


Cláudio: Dessa vez é uma tradição, a parte elite do colégio dá uma festa no último final de semana antes das aulas começarem.

 

Bruno (balançando positivamente a cabeça): Perfeito, e você faz parte desse tal grupo?

 

Cláudio: Agora sim.

 

Bruno (sorrindo): É, nota-se em suas veias o meu sangue correndo!!

 

Cláudio sorri. Ouve-se do lado de fora uma porta batendo. Bruno franze a testa.

 

Bruno: Quem  será?

 

Corta para Helen subindo a escada apressadamente e passando pelo corredor. A porta do quarto em que Cláudio está se abre.

 

Cláudio: oi..

 

Helen (passando rápido e indo ao fundo do corredor): Oi, oi!

 

Cláudio (acompanhado com os olhos): Eu queria te apresentar o meu...

 

Helen não dá tempo para que ele fale, abre a porta de um quarto e entra, fechando-a.

 

Cláudio (olhando para Bruno do lado de dentro): Espera só um minuto.

 

 

Carro de Roger. Aparentemente o carro está parado num lugar não identificado. Amanda olha para frente, pensativa, Roger a olha e sorri.

 

Musica: Nada Surf - Always Love (como se estivesse tocando no rádio)

 

Roger: E então, o que achou?

 

Amanda: Roger, você precisa praticar mais.

 

Roger (sorrindo): Meu amor, você está falando com um verdadeiro piloto aqui!

 

Amanda (sorrindo): Nossa, que privilégio! É uma pena que nem todos enxerguem esse seu dom pra dirigir. Reparou quantas vezes você foi xingado pelos motoristas que passavam ao lado?

 

Roger (sorrindo): Realmente, não todos enxergam.

 

Amanda olha para os lados, estranhando o local.

 

Amanda: derrubaram meu bairro e eu não fiquei sabendo?

 

A câmera muda mostrando o carro parado num lugar vazio e de terra. Volta para dentro.

 

Roger: Bobinha! Eu estava sentindo falta desses sarcasmos.

 

O som toma conta do ambiente , agora em forma original. Amanda olha para ele sorrindo, em seguida Roger se aproxima, eles começam a se beijar intensamente. A câmera se afasta, passando pelo vidro de trás, em seguida sobe, mostrando o carro num ângulo aéreo, permanecendo assim por alguns instantes.

 

 

Casa de Cláudio – Quarto onde Helen está.

 

Cláudio abre a porta e entra apressadamente. Helen o olha com censura.

 

Helen: Eu poderia estar nua, sabia?

 

Cláudio: Por isso existe um negócio chamado chave.

 

Helen: Interessante, vou me lembrar da próxima vez em que você resolver invadir o meu quarto desse jeito.

 

Cláudio fica em silêncio olhando para ela por alguns segundos.

 

Helen: O que foi?

 

Cláudio: Você quer conversar?

 

Helen (sem entender): Sobre ?

 

Cláudio: Sobre você, o modo como vem agindo ultimamente.

 

Helen (rindo): Não, estou bem, obrigado. 

 

Cláudio (sério): Estou falando sério, Helen.

 

Helen: Já disse que estou bem, não tem nada pra falar sobre mim.

 

Cláudio: Tem certeza? Não, porque acho que ultimamente você não sabe nem quem você é.

 

Helen: Não estou entendendo aonde você quer chegar?

 

Cláudio: Esse seu jeito novo de agir, essa não é você.

 

Breve pausa. Helen vira e vai até uma cômoda, abrindo-a.

 

Helen: As pessoas mudam, Cláudio.

 

Cláudio: Entendo perfeitamente que as pessoas mudam, mas geralmente e tendência é pra melhor.

 

Helen (olhando para ele): Então eu mudei pra pior?

 

Cláudio: Sinceramente? Sim... Você anda estúpida, sai por aí sem dar satisfação alguma, como se não se importasse com mais nada, com ninguém.

 

Helen: Aquela garota , ingênua, inocente, não existe mais!

 

 Cláudio: E o que está nascendo aí? Uma garota revoltada com o mundo?

 

Helen: Cansei de ser enganada por todos.

 

Cláudio: Qual é, não generalize.

 

Helen: Mesmo? Então me responde uma coisa, aonde você vai todas as tardes de sexta?

 

Cláudio fica sem reação.

 

Helen: Foi o que pensei. Quando pretendia me contar que agora resolveu tomar café da tarde com minha avó?

 

Cláudio: Helen, entenda...

 

Helen (interrompendo): Entender o que? Que até você resolveu mentir pra mim agora?

 

Cláudio: A sua avó está muito mal, ela precisava saber notícias suas.

 

Helen: Lindo esse seu lado caridoso, que se preocupa com tudo e com todos. Mas ela devia ter pensado nisso antes de me enganar por toda a vida.

 

Cláudio: Quem sabe se você a escutasse, ouvisse o seu lado da história, quem sabe não entenderia que ela fez...

 

Helen (cortando): Não me venha dizer por amor, nada justifica essa crueldade que ela fez comigo, preferiu deixar eu me sentir culpada pela morte de meus pais, do que me contar que minha mãe estava viva... (pausa)... Isso é imperdoável!

 

Close no rosto de Cláudio que fica sem saber o que dizer. Em seguida volta a imagem do rosto de Helen.

 

Helen: Mais algum sermão?

 

Cláudio: Nada que eu diga vai tirar esse ódio que se apossou dentro você... (pausa e vira para a porta)... Eu só queira minha melhor amiga de volta, foi aquele jeito dela que me conquistou.

 

 

Ele ainda a olha por alguns segundos, em seguida abaixa a cabeça  e sai do quarto. A câmera se aproxima do rosto de Helen, está balança negativamente a cabeça e olha para o lado. A tela escurece.  

 

 

Vista aérea da varanda da mansão de Felipe – Noite.

 

Música: Hawk Nelson - First Time

  

Vários jovens dançam e bebem, alguns em trajes de banhos, outros com roupas normais, a música está alta e o lugar lotado.

 

Corta para a rua, o carro de Roger se aproxima e estaciona em frente a casa. Dentro vemos Roger e Amanda na frente, Cláudio, Helen e Bruno atrás.

 

Cláudio (com os olhos bem abertos): Me lembrem de na volta chamar um táxi.

 

Roger: Hey, sem piadinhas, eu dirijo tão mal assim.

 

Helen (emburrada): Você quase matou a gente... (pausa)... Céus!

 

Ela abre a porta e passa por cima de Cláudio, saindo do veículo.

 

Roger: Sabe, eu preferia quando sua sinceridade tinha um pequeno tom de humor?

 

Corta para o lado externo. Eles saem do carro. Bruno olha admirado para o portão da casa que está aberta é possível ver o movimento das pessoas. Cláudio se posiciona do seu lado.

 

Cláudio: Tudo bem?

 

Bruno: Isso é tudo novo pra mim, será que  vou me acostumar?

 

Cláudio (sorrindo): Bom, se eu consegui montar na Gumercinda, pra você isso aqui vai ser moleza.

 

Bruno (rindo): Por falar nisso, ela perguntou de você, ficou dias deprimida depois que você foi embora.

 

Cláudio (puxando Bruno para dentro): Diz pra ela que também estou morrendo de saudades e que qualquer dia faço uma visita em seu curral.

 

O som aumenta tomando conta da cena. A câmera muda para um ângulo aéreo, onde vemos todos passando pelo portão.

 

Corta para um ambiente, ainda no jardim da mansão. Felipe conversa com alguns rapazes, de frente para a câmera. Cláudio e os demais se aproximam, parando perto deles.

 

Cláudio (sorrindo): Essa festa não deveria ser para o começo da faculdade ?

 

Felipe (ainda de costas para eles): É que eu amo tanto vocês, que resolvi esperar mais um pouco para me formar.

 

Felipe sorri e vira, Cláudio e ele se abraçam.

 

Felipe: Como é que vai Gladiador?

 

Cláudio: Bem e você? E como foi a viajem?

 

Felipe: A pior de todos os anos, imagina que passei a viajem inteira ouvindo sermões por ter sido reprovado ano passado... (olha para os demais e sorri)... Hey, garotada! Vem cá dar uma abraço em grupo!

 

Todos se aproximam, dando um abraço coletivo, com exceção de Helen e Bruno que fica parados em seus respectivos lugares. Após o abraço, Felipe olha para Bruno e franze a testa.

 

Felipe: Você eu não conheço...

 

Cláudio: Deixa eu te apresentar, esse aqui é meu primo Bruno, Bruno, Felipe. Ele vai estudar com a gente lá no colégio.

 

Felipe (cumprimentando-o e sorrindo): Legal, vai perceber que o colégio Esplendor é fora do comum.

 

Bruno apenas sorri e o cumprimenta. A câmera dá um close na expressão séria de Helen.

 

Felipe: E você Helen, como está?

 

Helen (dando um sorrisinho irônico): Ótima! Nunca estive melhor!...(pausa)... Vem cá, o que é preciso para pegar uma bebida aqui?

 

Felipe: Lá na cozinha, é só..

 

Helen (cortando e saindo): Valeu!

 

Felipe a segue com o olhar, em seguida olha para Cláudio, surpreso.

 

Felipe: Bebida, ela quis dizer refrigerante não é?

 

Cláudio (respirando fundo): Espero. Seqüestraram a antiga Helen, esse aí eu não conheço.

 

Interior da casa. O local está cheio. Helen tenta passar pelas pessoas, um pouco deslocada. Ela pára perto da sala, observando o movimento. A câmera enquadra em seu rosto por alguns instantes.

 

 

Lado externo. Cláudio caminha pelo jardim, um pouco afastado das pessoas. Ele está falando ao celular.

 

Cláudio: Você não vem? Perdeu o último ônibus, huh?... (pausa)... Larissa, eu disse pra você ter vindo ontem... (pausa)... É, eu sei que não deu. Tudo bem, fazer o que?... (pausa)... Não vou ficar chateado, mas pelo menos amanhã você vem?... (balança positivamente a cabeça)... Ótimo!... Eu também te amo, beijo.

 

Voz de Priscila: Que bonitinho, ele todo preocupado com a namorada.

 

Corta para o rosto de Priscila. Cláudio vira para ela e sorri.

 

Pri (sorrindo): Vai me dar um abraço ou ficar plantado aí feito um bobo?

 

Cláudio (sorrindo): claro!

 

Os dois se abraçam.

 

Cláudio (sorrindo): Tudo bom com você, Pri? Como foi de férias?

 

Pri: Estou ótima, e as férias foram perfeitas, e você, como passou? E o namoro à distância? 

 

Cláudio: Bom, tirando algumas coisinhas, minhas férias foram boas também, e o namoro, nem ta tão à distância assim, a gente tem se visto com freqüência.....(pausa).... Vamos começar a sentir mesmo agora que as aulas vão começar.

 

Pri: Pois é, agora sim começa a prova de fogo.

 

Close no rosto dela. Cláudio a olha por alguns instantes. 

 

Cláudio (sorrindo): E os cachinhos?

 

Pri (mostrando os cabelos lisos): Gostou? Resolvi dar um look novo no visual.

 

Cláudio (sorrindo): Ficou bem em você.

 

Pri (sorrindo): obrigado!

 

Eles se encaram por alguns segundos.

 

Cláudio: Vem comigo, quero te apresentar o meu primo, ele vai estudar com a gente.

 

A câmera fica aparada, enquanto os vemos caminhando para junto do movimento, a tela escurece.

 

 

Lado interno da casa. Helen está sentada no sofá, visivelmente entediada. Ela segura um copo, aparentemente de cerveja. Um rapaz se aproxima, sentando ao seu lado.

 

Rapaz: Grande coisa não? Bando de playboyzinhos, filhinhos de papai, ecá.

 

Helen (animada): Gustavo! Pensei que você não viria mais.

 

Gustavo: Só vim porque você insistiu muito, pois nem convidado eu fui.

 

Helen (sorrindo): Querido, olhe para essas pessoas.

 

Close em várias pessoas e Gustavo atento.

 

Helen: Metade dessas pessoas não foram convidadas.

 

Gustavo (irônico): Que ótimo, me sinto bem melhor agora em não ser o único penetra da festa.

 

Helen: Além disso, eu tenho entrada vip, portando você é meu convidado.

 

Gustavo (sorrindo): Melhor assim!

 

Helen: Se quiser podemos ir pra outro lugar.

 

Gustavo: Ta brincando? Já que me sacrifiquei vindo até aqui, o melhor que posso fazer é aproveitar...(levanta)...Vou pegar uma bebida...

 

Helen: Pega pra mim também.

 

Gustavo olha para o copo de Helen que ainda está cheio.

 

Gustavo: Pra que? Pra comparar qual dos dois esquenta mais rápido?

 

Helen olha para o copo, em seguida começa a beber tudo de uma só vez.

 

Helen: Pronto?

 

Gustavo (sorrindo): Agora sim!

 

Gustavo sai, close no rosto de Helen que sorri satisfeita.

  

Lado externo da casa. Cláudio, Felipe, Priscila, Bruno, Amanda e Roger estão conversando animadamente.

  

Pri: Então Bruno, vocês pulam muito brejo lá em... Em.. Em...(tentando lembrar o nome da cidade)... Como é mesmo o nome do lugar?

 

Bruno: Guará...(pausa)... E sim, pulamos brejo, comemos fruta do pé, andamos a cavalo, nadamos na cachoeira, tudo que você possa imaginar.

 

Pri (sarcástica): Nossa, que empolgante.

 

Bruno: Mas não sabia que Bom Destino era cidade grande, pensei que também fizesse parte do (puxando o R)... Interiorr!

 

Priscila abre a boca para retrucar, mas Cláudio interrompe, cortando o assunto.

 

Cláudio: E você Amanda, fale de sua viajem.

 

Felipe: É, conta aí como foi?

 

Amanda (sem empolgação): Ah, foi legal.

 

Pri: Só isso? Legal? Eu me mataria se fizesse uma viagem apenas “legal”.

 

Amanda (dando os ombros): Ah, conheci alguns lugares, pessoas, nada demais.

 

Pri (maliciosa): Algum gatinho?

 

Amanda fica em silêncio, Roger olha com censura para Priscila.

 

Roger (abraçando Amanda): Não, ela deixou um gatão aqui esperando por ela! (sorri).

 

Amanda (para Roger): Vamos dar uma volta?

 

Roger: Ótima idéia!

 

Pri: Gente, não precisam sair por minha causa, é brincadeira.

 

Roger (irônico): Querida Pri, nós ficamos um mês longe um do outro, não leve a mal, mas é normal querermos passar um tempinho a sós, mas saiba que ficar perto de você é sempre uma honra.

 

Pri (dando um sorrisinho debochado): Obrigado, o sentimento é mutuo.

 

Roger e Amanda saem, close no rosto de Priscila e os rapazes olhando para ela.

 

Pri: Falei alguma coisa que não devia?

 

Cláudio, Bruno e Felipe se entreolham, em seguida Felipe se aproxima e a abraça.

 

Felipe: Claro que não, eles que são mal educados mesmo! Que gente sem classe, meu Deus.

 

Cláudio e Bruno riem. A cena muda para o interior da casa.

 

 

Roger e Amanda param na entrada da sala, ambos franzem a testa, olhando para frente. A câmera se movimenta, mostrando Helen bebendo e rindo descontroladamente junto com Gustavo. Roger e Amanda se olham por alguns instantes.

 

Roger: Um segundo.

 

Ele caminha até Helen, abaixando-se ao ouvido dela.

 

Roger: Helenzinha, posso falar com você um instante?

 

Helen (alegre): Claro...

 

Ela faz um sinal para Gustavo, que balança a cabeça. Em seguida se afastam um pouco.

 

Roger: Você está bem?

 

Helen (rindo): Eu? Nunca estive melhor!

 

Close em sua mão com um copo cheio. Roger observa.

 

Roger: Você está bebendo?

 

Helen (fazendo sinal de pequeno com os dedos): Um pouquinho! (risos).

 

Roger: O Cláudio sabe disso?

 

Helen: E o que importa ele saber ou não?

 

Roger: É que...

 

Helen (cortando): Ouça, o Cláudio não é meu pai, eu não devo satisfações a ele!

 

Roger a olha  com espanto, ela o encara, em seguida olha para Amanda perto da escada.

 

Helen: Sua namora está te esperando, não vai querer perder seu tempo aqui comigo não é?

 

Ela vira e sai. Roger a segue com o olhar, em seguida balança negativamente a cabeça.

 

 

Lado externo da casa.

 

Música: Yellowcard - Lights And Sounds

 

Vemos vários takes de jovens em trajes de banhos, outros dançando, outros apenas parados conversando e bebendo, Cláudio , Felipe, Bruno e Priscila conversando e rindo, outros jovens fazendo guerra de bexigas, dois segurando um garoto com roupas normais e jogando-o na piscina. A câmera gira novamente mostrando Cláudio, Felipe, Bruno e Priscila, Cláudio olhando insistentemente para trás. O som diminui.

 

Felipe: Que tanto você olha para trás?

 

Cláudio: A Helen, desde que entrou não voltou pra cá, preciso ver como ela está.

 

Pri: Quer que eu vá com você?

 

Cláudio: Tudo bem.

 

Cláudio e Priscila saem. Ficando Felipe e Bruno.

 

Felipe (sorrindo): Então Bruno, me fala da mulherada da sua cidade.

 

Bruno (tímido): Não tem muito que falar não, mas tem umas que vou te contar, é de tirar o fôlego por onde passam.

 

Felipe (entusiasmado): É mesmo? Fala mais...

 

 

Parte interna da casa. Helen está dançando ao lado de Gustavo, ela continua segurando um copo. Ela pára para  beber, perto de chegar a boca vemos a mão de Cláudio tirando o copo em seguida frisando a imagem de seu rosto.

 

Cont- Yellowcard - Lights And Sounds.

 

Cláudio: Você não acha que passou da conta não?

 

Helen (rindo): Quem sabe quando eu cair bêbada, não seja a hora de parar?

 

Cláudio (sério): Eu estou falando sério.

 

Helen (séria): Quem disse que estou brincando?

  

Close no rosto de Helen, depois no de Cláudio, algumas pessoas param o que estão fazendo e se aglomeram perto deles.

 

Cláudio: O que deu em você? Bêbada, agindo como uma irresponsável, como se não estivesse nem aí pra nada e ninguém?

 

Helen (dando os ombros): Talvez eu não esteja mesmo!

 

Silêncio por alguns segundos, Cláudio segura o braço de Helen.

 

Cláudio: Vem, vamos pra casa.

 

Helen (tirando o braço): Não! Você não é meu dono!

 

Cláudio: Mas sou seu responsável!

 

Helen começa a gargalhar e bater palmas.

 

Helen (batendo palmas): Parabéns papai, ótimo trabalho está fazendo.

 

Close na feição triste de Cláudio, ele a olha sem acreditar.

 

Helen (virando): Alguém pode me trazer outra bebida?

 

Cláudio (segurando e a virando): Não! Você vem comigo e agora!

 

Gustavo toma a frente de Helen, encarando Cláudio.

 

Gustavo: Que parte você não entendeu que ela não quer ir com você? É necessário fazer algum desejo?

 

Cláudio (girando os olhos): Gustavo...(pausa)... Quer fazer o favor de sair da minha frente?

 

Gustavo (se aproximando e encarando-o): Ou o que?

 

Cláudio olha pra cima, em seguida empurra Gustavo para o lado, que cai sobre as pessoas, em seguida se aproxima de Helen, segura seu braço e a puxa, conduzindo-a para fora da casa.

 

Cláudio: A noite acabou, vamos!

 

Helen (tentando se soltar): Me solta! Me solta!

 

Enquanto Cláudio a puxa para a saída, corta para a mão de um rapaz segurando um copo, Helen passando e tirando o copo da mão dele e em seguida jogando a bebida em Cláudio. Cláudio pára no mesmo instante. Close no rosto de Helen com os olhos arregalados, aparentando não acreditar no que fez.

 

Corta para a escada, Roger  e Amanda descem de mãos dadas, mas param ao ver Cláudio parado e encharcado, a câmera se desloca para Cláudio olhando para Helen.

 

Helen (sem o que dizer): Cláudio, eu...

 

Cláudio morde os lábios de nervos, em seguida se aproxima de Helen e a pega no coloca, colocando-a em seu ombro, pela cintura.

 

Helen (nervosa): O que você ta fazendo? Me coloca no chão, agora!

 

Cláudio (parando perto de Priscila): Vem comigo.

 

Ele começa a subir a escada, carregando Helen. Roger e Amanda apenas os observam, Priscila vem logo atrás. A câmera gira mostrando as pessoas paradas, alguns começam a rir.

 

 

Corta para dentro de um banheiro, uma banheira.Cláudio coloca Helen e abre o chuveiro, deixando ela se molhar, ainda vestida.

 

Cláudio (nervoso): É assim que você quer ser tratada? Então assim será! (vira as costas e começa a andar).

 

Helen (triste): Cláudio...

 

Cláudio (virando e apontando o dedo): Não Helen! ...(pausa)....Sabe, no começo era até compreensível esse seu modo  rebelde de agir, mas agora você está passando dos limites, e se você pensa que eu vou ficar parado, vendo você destratar até quem se preocupa com você, está muito enganada, porque minha paciência também tem limites.

 

Helen não responde, apenas abaixa o olhar. Cláudio vai até Priscila que está perto da porta.

 

Cláudio: Dê um banho bem gelado nela pra mim, por favor?

 

Priscila balança a cabeça em sinal de positivo e vai até Helen, Amanda também vai. Cláudio fecha a porta. A cena corta para o lado de fora, onde Roger também está. Cláudio encosta na parede, fechando os olhos e respirando fundo.

 

Roger: Que coisa, huh?

 

Cláudio: Estava na hora de ser um pouco duro com ela, embora tenha passado tudo o que passou, ela está começando a exagerar.

 

Roger: Talvez eu devesse ter dado mais apoio a ela também.

 

Cláudio: Roger, nós fizemos tudo que podíamos, eu mesmo não desgrudei dela, até nas vezes que a Larissa veio pra cá...(balançando a cabeça negativamente)... A verdade é que ela pensa que agindo desse modo não irá mais se machucar, mas está enganada.

 

Roger: A tendência é se machucar ainda mais.

 

Cláudio bufa, em seguida olha para Roger, cansado.

 

Cláudio: Eu vou dar uma volta.

 

Roger: Vai, eu vou ficar aqui esperando a Mandy!

 

Cláudio dá um leve tapa no ombro de Roger e caminha pelo corredor. Roger fica observando-o com pesar.

 

 

Música: Matchbox 20 – Unwell

 

Cláudio desce a escada, visivelmente desanimado. Ele pára no meio da mesma e começa a observar o movimento na sala. A câmera gira mostrando vários jovens, alguns dançando, rindo animadamente. Corta para alguns casais que se beijam apaixonadamente. Cláudio abaixa a cabeça e continua a descer a mesma. Novamente ele pára, fica pensativo por alguns segundos, em seguida olha para o lado, na direção da porta. Após alguns segundos sua feição começa a mudar, como se tivesse visto algo animador.

 

A câmera muda para algumas pessoas na frente, quando elas passam, vemos Larissa próxima a porta, conversando com duas garotas. Corta para o rosto de Cláudio que esboça um grande sorriso ao vê-la. Corta para Larissa ainda conversando com as garotas, ela desvia o olhar para frente, encontrando os olhos de Cláudio. Ela sorri ao vê-lo.

 

Cláudio desce a escada por completo e vai a sua direção, apressadamente. Larissa deixa as garotas e também vai ao encontro dele. A câmera se posiciona lateralmente, onde vemos ambos se aproximando e se abraçando fortemente. Após alguns segundos, ele se olham e começam a se beijar apaixonadamente. A câmera começa a girar sobre eles, mostrando em vários ângulos eles se beijando. Fica assim por alguns instantes, logo mais, a tela escurece lentamente.

 

 

Abre mostrando-os caminhando abraçados pelo jardim.

 

Cláudio (feliz): Eu ainda não acredito que esteja aqui.

                                                                               

Larissa (sorrindo): Eu insisti para minha mãe e meu padrasto me trazerem. Bom, um pouco em cima da hora, mas aqui estou.

 

Cláudio: Por que não me ligou avisando?

 

Larissa: Eu quis fazer surpresa... (pausa)... Na verdade eu já estava a caminho quando nos falamos pela última vez... (pensativa)... A propósito, o que você estava fazendo lá em cima, hein mocinho?

   

Cláudio: O que eu mais tenho feito ultimamente?

 

Larissa: Helen?

 

Cláudio: Eu não sei mais como agir com ela, tentei ser compreensivo, dar meu apoio, mas ela extrapolou... (mostra a camisa molhada).

 

Larissa (rindo): Não acredito que ela jogou bebida em você?

 

Cláudio: E você acha lindo?

 

Larissa (rindo): Não, mas imaginar a Helen fazendo isso, inacreditável.

 

Cláudio: Pra você ver como todos nós temos um lado negro que quer despertar.

 

Larissa: Eu vou tentar conversar com ela, afinal, sei melhor do que ninguém como é ser uma garota rebelde.

 

Cláudio (abraçando-a e ficando com o rosto quase colado com o dela): Verdade, e eu tenho uma queda por garotas rebeldes... (sorri).

 

Larissa: Hum, então vou tratar de consertar logo a Helen.

 

Cláudio sorri. Ambos se olham por alguns instantes. Em seguida, fecham seus olhos e aproximam seus lábios, se beijando com bastante intensidade. A câmera sobe, mostrando ambos num ângulo aéreo por alguns instantes.

 

 

Parte Interna da casa – Quarto.

 

Música: Switchfoot – This is Your Life

 

Helen está deitada na cama com um lençol cobrindo todo seu corpo, deixando apenas seu rosto destampado. Priscila está sentada ao seu lado.

 

Pri: Se sente melhor?

 

Helen (resmungando): Uhum.

 

Pri: O Felipe disse que você pode dormir aqui esta noite, okay?

 

Helen em fica em silêncio, Priscila a olha, levanta e vira, caminhando até a porta.

 

Helen: Priscila.

 

Ela pára e vira para Helen.

 

Helen (triste): o Cláudio está me odiando muito?

 

Priscila a olha por alguns segundos, em seguida se aproxima e abaixa-se a sua frente.

 

Pri: Não, ele adora você... (pausa)... Mas não é fácil ver alguém que você tanto ama, agindo de forma completamente diferente. Só toma cuidado, pois ninguém é de ferro e a paciência de qualquer um se esgota.

 

Helen fica com uma expressão abatida. Priscila levanta.

 

Pri: Tenta dormir agora e amanhã conversa com ele.

 

Helen se mexe na cama e fecha os olhos, Priscila sai.

 

 

Vista aérea de Bom Destino à noite. A cidade aparenta tranqüilidade, sem movimentos.

 

Cont- Switchfoot – This is Your Life

 

Cláudio (off): “Quando a gente gosta é claro que a gente cuida”, já dizia o poeta... Por isso eu cuido da Helen, da Lari, do Bruno... (pausa)... Já estou achando que preciso de alguém pra cuidar de mim...

 

 

Casa de Cláudio – Quarto.

 

Cont- Switchfoot – This is Your Life

 

Bruno está sentado na cama com uma expressão pensativa. Ouvem-se dois batidos na porta, ele olha na direção da mesma. Cláudio a abre pela metade.

 

Cláudio: Ta tudo certinho? Cama, travesseiro, tudo?

 

Bruno (sorrindo): Perfeito!

 

Cláudio (sorrindo): Então me dá licença que eu vou namorar um pouco. Boa noite, primo.

 

Bruno (sorrindo): Durma com os anjos!

 

Cláudio sorrindo fecha à porta. Bruno fica pensativo por alguns segundos, em seguida levanta e caminha até pelo quarto, pegando o celular.

 

Cláudio (em off): Segredos, afinal, por que eles existem? Se é algo bom, por que esconder?

 

Ele disca um numero e espera alguns segundos.

 

Bruno: Hey... (pausa)... É, eu sei que é tarde... (pausa).... Me procuraram aí?... (balança positivamente a cabeça)... Okay, faça de tudo para que não saibam onde estou morando, certo?

 

Cláudio (off): ...E se é algo ruim, por que guardar?

 

Bruno desliga celular, close em seu rosto, uma expressão completamente preocupada.

 

 

Sala. Cláudio e Larissa se beijam intensamente no sofá. Ela está deitada em cima dele, segundos depois eles param de se beijar.

 

Cont- Switchfoot – This is Your Life

 

Cláudio: Não acredito que segunda começa as aulas e a garota mais linda não vai estar lá.

 

Larissa: E eu estou morrendo de medo de ser a garota nova do colégio.

 

Cláudio: Logo você conquista o seu espaço, sei que vai.

 

Larissa: Mas estou ansiosa.

 

Ela o beija, em seguida o olha com ternura.

 

Larissa: Queria que você estivesse lá comigo.

 

Cláudio: E eu queria que você estivesse aqui comigo.

 

Eles se olham por alguns segundos, em seguida Larissa o beija com a mesma intensidade do começo, o som aumenta tomando conta da cena. A câmera começa a se afastar do sofá, mostrando os dois ainda aos beijos, focando essa cena por alguns instantes.

 

Cláudio (em off): Chega de segredos, fugas, rebeldias. Todos nós precisamos de uma pausa. Mas a vida não espera que estejamos prontos para ela e se todos estavam fugindo, bom, eu não pretendo fugir.

 

 

A tela escurece lentamente.

 

 

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Créditos Finais:

 

 

Criado e Escrito por:

 

Thiago Monteiro

 

 

Elenco que compõe a Temporada

 

Elenco Principal:

 

Beau Mirchoff - Cláudio

Emma Roberts -Larissa

Calvin Goldspink - Roger

Anna Popplowell -Helen

Joana “Jojo” Levesque - Amanda

 

Secundários:

 

Nicole de Boer - Silvia
Johnny Messner - Lucio
Julie Walters - Rosa
Jonathan Bennett - Felipe
Mackenzie Rosman – Pri

Michael Angarano - Gustavo

Kevin Schmidt - Bruno

Jennifer Nicole Freeman - Nicole

Anton Yelchin - Gabriel

Emily Osment – Lívia

Vin Diesel – Treinador Paulo

Heather Tom - Márcia

Fred Willard – Artur

Jane Kaczmarek - Vera

 

Música Tema:

 

Switchfoot - Meant To Live

 

Trilha Sonora:

 

Citizen Cope - Son´s Gonna Rise

Snow Patrol - Chasing Cars

Stereophonics – Maybe

Nada Surf - Always Love

Hawk Nelson - First Time

Yellowcard - Lights And Sounds

Matchbox 20 – Unwell

Switchfoot – This is Your Life

 

 

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