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Anna
Popplewell: Anteriormente em Descobrindo... Helen: É verdade o que eu acabei de ouvir? Você é minha mãe? Deise: Sim meu amor, eu sou sua mãe. Corta: Helen (perturbada e apontando o dedo): Não se aproxima de mim! Deise: Querida, por favor, vamos conversar, deixar que tudo seja
explicado... Helen (interrompendo, alterada): Eu não quero ouvir nada de ninguém... (olha para Rosa)... Fiquem longe de
mim, não quero olhar pra cara de vocês, nunca, mais! ___________________________________________ Rapaz
(fora de cena): Que coisa feia, o primo vem passar uma temporada com ele
e nem em casa o sujeito está para recebê-lo. Cláudio
olha em sua direção e sorri. A câmera se movimenta, mostrando se tratar de
Bruno. Cláudio (sorrindo e
indo na direção dele): Bruno! ___________________________________________ Helen: As pessoas mudam,
Cláudio. Cláudio: Entendo perfeitamente
que as pessoas mudam, mas geralmente e tendência é pra melhor. Helen (olhando para
ele): Então eu mudei pra pior? Cláudio: Sinceramente? Sim... Você
anda estúpida, sai por aí sem dar satisfação alguma, como se não se
importasse com mais nada, com ninguém. Helen: Aquela garota ,
ingênua, inocente, não existe mais! ___________________________________________ Helen (tentando se
soltar): Me solta! Me solta! Enquanto Cláudio a puxa
para a saída, corta para a mão de um rapaz segurando um copo, Helen passando
e tirando o copo da mão dele e em seguida jogando a bebida em Cláudio.
Cláudio pára no mesmo instante. Close no rosto de Helen com os olhos arregalados,
aparentando não acreditar no que fez. Corta: Helen (triste): Cláudio... Cláudio (virando e
apontando o dedo): Não Helen! ...(pausa)....Sabe, no começo era até
compreensível esse seu modo rebelde de agir, mas agora você está
passando dos limites, e se você pensa que eu vou ficar parado, vendo você
destratar até quem se preocupa com você, está muito enganada, porque minha
paciência também tem limites. ___________________________________________ Cláudio desce a escada por completo e vai a sua direção,
apressadamente. Larissa deixa as garotas e também vai ao encontro dele. A
câmera se posiciona lateralmente, onde vemos ambos se aproximando e se
abraçando fortemente. Corta: Larissa: Queria que você
estivesse lá comigo. Cláudio: E eu queria que você
estivesse aqui comigo. ___________________________________________ Rua
do condomínio – Manhã. Música: Hot Hot Heat - Dirty Mouth Cláudio
e Bruno descem a rua, conversando. Ambos carregam mochilas nas costas. Cláudio: Fica tranqüilo, é
normal sentir essa dor no estomago. Bruno: Até ontem eu estava
bem, mas hoje estou apavorado. Cláudio: É só ansiedade, assim
que você se habituar ao colégio novo isso passa. Bruno: Esse vai ser o
problema, nunca estudei num colégio particular antes. Cláudio: Relaxa, pelo menos
você não vai estar sozinho, tem eu e os outros que você conheceu na festa. Bruno (subindo as sobrancelhas): Tem razão. Cláudio: Logo, logo você se
acostuma com tudo, faz o teste, entra para o time. Bruno: Tem razão... Cláudio (cutucando-o e sorrindo): Conhece uma garota... Bruno (sorrindo): Tem razão... Cláudio: Fico penando na
Larissa, cidade nova, colégio novo, sem conhecer ninguém, ela sim deve estar
apavorada nessa hora. Eles passam pela portaria. Bruno: Tem razão... Cláudio: Todos nós teremos que
lidar com esse momento de transição que estamos passando, você com o colégio
e cidade nova, a Helen com a mãe que não conhecia e seu novo estado, eu pela
primeira vez indo ao colégio sabendo que não verei minha amada, ela também em
nova cidade, o time sem o querido Roma. Claro, tem alguns que não conseguem
agüentar, como você pode perceber na festa. Bruno: tem raz.. Cláudio (cortando): Eu juro que se você
disser mais uma vez “tem razão“ vou fazer seu primeiro dia ser
traumático. Bruno começa a rir. Cláudio sorri e balança negativamente a
cabeça. Ouve-se uma buzina, Bruno olha para trás. Bruno: É seu amigo. Cláudio (falando baixo): Eu disse que tínhamos que sair mais cedo. O carro de Roger se aproxima deles. Roger: Hey, vocês , por que
não esperaram em casa? Cláudio (parando): Não queria incomodar. Roger: Ora bolas, desde
quando dar carona para o meu melhor amigo é incomodo? Vem, entrem aí, só
vamos passar na casa da Amanda antes. Roger abre a porta luvas para pegar alguns CDs. Cláudio e
Bruno se olham. Cláudio: Quer arriscar? Bruno (dando os ombros): Já enfrentei coisa pior... Roger: Então, vocês vem? Cláudio (abrindo a porta do carro): Claro meu amigo! Bruno entra e vai para o banco de trás, Cláudio entra, fica na
frente e fecha a porta. Cláudio (olhando para trás): Primo, você já pediu perdão pelos seus pecados? Bruno (sorrindo): Estou fazendo neste exato momento. Roger: Como vocês são
engraçadinhos, huh? Cláudio e Bruno riem, corta para o dedo de Roger ligando o
som, a mesma música que outrora estava em volume ambiente, toma conta como se
estivesse tocando no rádio. Roger (colocando óculos
escuro):
Colégio Esplendor, aí vamos nós! A câmera muda para o lado de fora, numa
vista aérea. O carro sai, se movimentando até o final da rua. A tela escurece.
Frente do Colégio Esplendor. Vemos vários alunos no local.
Alguns se cumprimentando, outros apenas conversando, outros se abraçando como
se estivessem acabado se reencontrar. Música: The Veils - The Tide That Left And
Never Came Back A câmera se movimenta mostrando um garoto e uma garota indo em
direção ao portão. A garota pára e fica observando a frente do mesmo. Garota: Colégio Esplendor,
olha o nome desse negócio... Garoto: Colégio Esplendor, o
que tem demais ? Garota: Ai tudo nessa maldita
cidade! Garoto: Nicole, fala baixo! (olha
para as pessoas em volta)... Quer que alguém escute você falando mal da
cidade deles? Nicole: Quero que se danem! Nicole vai para o portão. O garoto fica parado, observando-a. Garoto (falando para si): Vai começar o inferno! Ele caminha até o portão. A câmera gira até o carro de Roger
estacionado. Encostado nele estão, Cláudio, Bruno, Roger e Amanda, esses
últimos abraçados. Amanda: Cláudio, e a Helen? Cláudio: Passou o final de
semana na casa do Felipe. Amanda: E vocês já conversaram
depois do ocorrido? Cláudio: Não, tentei ligar
algumas vezes, mas parece que ela não quis me atender. Roger (apontando com a cabeça para frente): Falando nela. Cláudio olha na direção apontada, Helen caminha junto com
Gustavo, ambos sorridentes. Cláudio (balançando a cabeça negativamente): Eu tenho uma leve impressão que ela está fazendo tudo isso só
para me provocar. Gustavo e Helen param, Gustavo olha na direção de Cláudio e os
demais. Gustavo: Seu irmão está ali,
não vai falar com ele? Helen (séria e olhando para Cláudio): Ele não é meu irmão. Gustavo: Amigo então... (a olha)... Ou será que nem isso ele
é mais? Helen: Não sei...(olha
para Gustavo)... Vem cá, virou algum tipo de reconciliador agora? Gustavo (sorrindo): Não, não. Só quis
saber o tamanho da sua ira. A câmera gira até onde Cláudio e os demais estão. Ele faz
menção de ir até eles, mas é barrado pela mão de Priscila que acaba de
chegar. Pri: Não! Cláudio (olhando para a mão de Priscila,em seguida para o seu
rosto): É muito bom te ver
também...(tira a mão dela e vai para frente)... Mas eu preciso ir... (começa a caminhar). Pri (virando para ele): E vai fazer o que? Chegar lá e ser humilhado como foi na festa? Cláudio pára. Priscila se aproxima, ficando do seu lado. Pri: Se for lá agora,
provavelmente ela vai falar as mesmas coisas que te disse naquela noite, é
isso que realmente quer? Cláudio fica pensativo, em seguida olha para baixo. Pri: A Helen já é
crescidinha , deixa , logo ela vai perceber que não adianta tanta revolta. Cláudio (olhando para Priscila): Você tem razão, não vai adiantar de nada eu falar com ela agora
mesmo. Pri (sorrindo): A maioria das vezes eu
tenho... (segurando na mão dele)...
Agora vem, vamos ficar ali com a turma. Ele olha para ela, e acena positivamente, desanimado. A câmera
muda para Helen e Gustavo que continuam no mesmo lugar. Gustavo: Pra quem não está nem
aí, você está olhando muito pra lá. Helen (olhando para ele): Vamos entrar. Gustavo levanta as sobrancelhas, ele e Helen saem. Corta para Cláudio e os demais. Pri: Então Bruno, preparado
para o primeiro dia de aula? Bruno: Talvez... Pri: Você tem noção que os
colégios daqui não são como os de lá, huh? Bruno: Com certeza, lá não
tem pessoas do tipo... Cláudio (cortando) : Olha o Felipe ali! Corta para o carro de Felipe estacionando, com o som alto. Ele
olha para turma e acena com a mão. Cont- The Veils - The Tide That Left And
Never Came Back Cláudio (ao ouvido de Priscila): Posso saber o motivo dessas alfinetadas no meu primo? Pri (rindo): É divertido mexer com
os novatos. Cláudio (rindo): Você não existe,
saiba? Felipe se aproxima. Felipe: E ai turminha!... (olhando para o carro do Roger)...
Wow, Roger, ainda não tinha visto seu carro! Roger: Gostou? Felipe: Muito! Amanda: Só falta agora o dono
aprender a dirigir, não é meu amor? Todos riem. Roger: Até você? Estou
perdido! A música aumenta. A câmera sobe, mostrando o ambiente num
ângulo aéreo. Frisa essa imagem por alguns segundos. Casa de Cláudio – Quarto.
Silvia e Lucio estão em pé. Ela está ajeitando a gravata do
terno dele. Lucio: Eu apareci tão pouco
na empresa nesses últimos meses, que deve estar uma loucura aquele lugar. Silvia: Saudades do tempo que
não parava em casa? Lucio (beijando-a): Claro que não, vou
sentir saudades do tempo em que vivia em casa, com minha esposa, filho
querido! Silvia sorri. Lucio: Um dono precisa cuidar
do seu patrimônio, mas se você me pedir, posso ficar mais um tempo aqui, não
vai ser sacrifício nenhum... (sorri). Silvia (sorrindo): Pode ir, assim poderei
sentir um pouco de saudades. Lucio: Quer dizer que já se enjoou
de mim? Silvia (fazendo sinal de pequeno com os dedos): Um pouquinho só. Lucio (sorrindo): Vem cá. Lucio abraça Silvia e a derruba na cama caindo por cima dela,
em seguida beijando-a intensamente. Silvia: É impossível enjoar de
você. Lucio: Eu prometo que não vai
ser como antes, vou vir para casa almoçar todos os dias, e no máximo até sete
horas meu expediente vai estar terminado! Tudo bem? Silvia (sorrindo): Muito bom saber disso. Eles se beijam outra vez. Ambos levantam e Silvia volta a
arrumar a roupa dele. Silvia: Eu estive pensando em
fazer alguma coisa, pra não ficar o dia inteiro em casa, o que você acha? Lucio: Muito bom, e o que
você tem em mente? Silvia: Não sei, quem sabe
algum curso , só para passar o tempo. Lembra que eu gostava bastante de
pintar? Lucio: Há alguns cursos bons
desses aqui em Bom Destino, acho que te fará muito bem... (sorri). Silvia: Me ajuda na procura? Lucio (sorrindo): Claro
que sim. Quando eu voltar a gente dá um passeio pela cidade, observando
algumas escolas do gênero. Silvia (beijando-o): Que marido atencioso
eu fui arrumar! Lucio sorri. Corta para o celular na cabeceira tocando. Lucio
pega e atende. Lucio: Pronto? Voz feminina (ao telefone): Lucio preciso falar com você... Lucio olha para o visor do celular. Lucio: Desculpa acho que você
se enganou, não tem ninguém com esse nome aqui. Lucio desliga o celular. Silvia está de costas mexendo no
guarda- roupa. Silvia: Quem era? Lucio: Engano, alguém
procurando um tal de Juvenal... É a terceira vez na semana que fazem isso, to
começando a achar que esse celular está clonado ou coisa parecida. Silvia mostra uma roupa para Lucio. Silvia: O que você acha? Lucio: Vai ficar linda,
alguma ocasião especial? Silvia: Preciso de alguma
ocasião especial para ficar bonita para o meu marido? Lucio: claro que não...(pega
a pasta que está em cima da cama)... Mas em todo caso, reserve uma mesa
no melhor restaurante da cidade, vou levar você para jantar após nosso tour
pelas escolas de arte....(caminha até a porta)... Há, e convença o
Cláudio a ir com a gente também, faz tempo que não fazemos um programa em
família. Silvia (sorrindo): Pode deixar. Corta para o corredor. Lucio beija Silvia. Lucio: No mais tardar, chego
as oito e meia. Silvia: Okay! Eles se beijam outra vez, em seguida Lucio desce, Silvia sorri
e entra no quarto. Colégio Esplendor – Sala de aula. A sala está bem alvoroçada, o professor está encostado na
mesa, conversando com uns dois alunos, no fundo podemos ver Cláudio e Roger. Roger (atacando papel em uma pessoa e depois se abaixando): Se tem uma coisa que eu adoro no colégio é o primeiro e o último
dia de aula! Cláudio: Pois é, uma pena o
Bruno não ter caído na nossa sala. Roger: Mas ele está bem, caiu
junto com a Helen. Cláudio olha para Roger. Roger: Okay, não tão bem
levando em conta o atual estado de Helen... Mas quem sabe isso mude? Cláudio (irônico): Com certeza irá mudar! Roger joga uma bola do papel com força para frente, vemos o
trajeto da bola até bater na testa do professor. Roger: Ops! Cláudio (rindo): Eu adoro o primeiro
dia de aula. Corta para o rosto do professor com cara de poucos amigos. Outra sala. Helen está sentada no fundo, com
a cabeça baixa encostada nos braços. Na carteira da frente é possível ver
Bruno, e na carteira ao lado está Gustavo rabiscando o caderno. Ele cutuca
Helen que resmunga. Gustavo: Hey, colégio não é
lugar de dormir. Helen (ainda com a cabeça baixa): Me deixa! Gustavo: Isso é ressaca de
ontem. Helen: E era pra você estar
também...(ela levanta a cabeça, sua expressão é de bastante sono)... Gustavo: Deus, devia ver seu
estado, que coisa lamentável. Helen passa as mãos no rosto. Bruno dá uma olhada, em seguida
vira para frente. Gustavo olha para ela, em seguida para ele. Gustavo: Hei, irmão... Bruno olha. Gustavo: Perdeu alguma coisa
aqui? Bruno: Primeiro, não sou seu
irmão, segundo, tem alguma lei que me proíba olhar? Gustavo: Tá afim de se
encrencar, novato? Bruno: E quem vai me meter em
encrenca, você? Helen: Pára Gustavo, ele deve
ter olhado porque é primo do Cláudio...(pausa)... Oi Bruno? Bruno: Oi Helen, você devia
escolher melhor com quem anda. Bruno volta a olhar para frente. Gustavo fica encarando-o. Gustavo: Primo do Cláudio, o
babaca que me empurrou na festa. Mais um motivo para eu quebrar a cara dele. Helen (rindo): Menos ta? Todos nós
sabemos que você só late mas não morde, do contrário já teria revidado na
festa. Gustavo: É que estava tonto,
tinha bebido demais, só por isso não revidei. Seria desvantajoso, não acha? Helen (girando os olhos): Claro, como não percebi esse detalhe? Gustavo: Está sendo sarcástica,
não está? Helen (rindo): Eu? Imagina! Gustavo: Pára de rir, por
favor? Helen (rindo): Desculpa! Ele balança negativamente a cabeça e volta a rabiscar no
caderno, em seguida levanta a cabeça olhando para Bruno numa expressão
ameaçadora. A tela escurece. Abre mostrando o refeitório do colégio num ângulo aéreo. Música: The Feeling - Never Be Lonely A câmera se aproxima de Nicole que está sentada sozinha a
mesa. O mesmo garoto do começo se aproxima dela e senta ao seu lado,
entregando-lhe um lanche e um refrigerante. Garoto: Demorei porque estava
lotado lá. Nicole: Humm... Garoto: De nada! E não adianta ficar emburrada,
agora nós moramos aqui, vai ter que se conformar com isso. Nicole: Nunca vou me conformar
e engana-se que eu vou ficar parada. Meu tempo aqui é determinado. Garoto: Claro, e o que você
vai fazer? Voltar para nossa cidade? E como vai se virar? Vai morar com quem? Nicole: Eu tenho várias
amigas.. Garoto: Que nem te convidaram
para ficar, alias, nem se importaram de você ter se mudado. Nicole lança um olhar furioso para ele. Nicole: Você está me ajudando
muito Gabriel. Gabriel: Estou tentando ser
realista com você. Pensa que eu também
quis me mudar? Eu também tinha uma vida lá, amigos, uma namorada que
amava,mas temos que dar uma chance a escolha que nossa família fez. Nicole começa a rir. Gabriel: Contei alguma piada? Nicole: Nossa família? Gabriel: Sim, nossos pais... Nicole: Primeiro, minha mãe,
seu pai. Gabriel: Puxa Nicole, somos sim
uma família, somos irmãos... Nicole: Segundo, não somos
irmãos, você que classificou assim, mas não temos laços sangüíneos. Gabriel: Mas não precisa ter o
mesmo sangue para considerar alguém como irmão. Nicole: Na minha convicção
sim! E outra, não foi nossa (ironizando)...”família” que escolheu
mudar pra cá, foi seu pai que tomou essa decisão! Gabriel: Você sabe muito bem que
ele teve motivos para ter feito. Nicole: Ah claro, medo, culpa
e por causa da burrada que ele cometeu, todos nós tivemos que pagar... (pausa)... Muito justo! Gabriel: Ele não tem medo, mas
foi melhor , não tinha como continuar naquele lugar, os olhares das pessoas
nos condenando... (pausa)... E ele não teve culpa do rapaz não ter parado
quando o advertiu. Nicole: Se não teve culpa, por
que saiu da corporação? Ele tinha o melhor cargo, agora estamos reduzidos a
um restaurante de beira de esquina que resolveu abrir nesse fim de vida! Gabriel: Ele não saiu dar
corporação por culpa, mas por nós, pra nos preservar, você não entende isso? Nicole: Não, não entendo e não
quero entender, cansei das pessoas fazerem coisas pensando no meu bem,
sem ao menos sequer me perguntar se eu quero que faça! Gabriel (balançando negativamente a cabeça): Com você não tem dialogo, você não sabe ouvir. Nicole: Se não sei ouvir, por
que ainda está falando? Gabriel a olha por alguns segundos. Gabriel (pegando seu lanche e levantando): Okay! Gabriel sai, Nicole olha para frente, aparentando não se
importar. A câmera gira até a mesa em que Cláudio, Bruno, Roger e Felipe
estão. Felipe (olhando para Bruno): Vai fazer teste para a equipe? Bruno: Não sei... Cláudio (sorrindo): Claro que vai! Bruno: É, uma possibilidade. Cláudio: Ele está sendo
humilde, mas precisa vê-lo jogando, é muito melhor que eu. Bruno (rindo): Não exagera. Roger: Por falar nisso, já
viram o novo técnico? Cláudio: Vamos conhecê-lo hoje
depois da aula. Voz de Amanda que acaba de chegar : Eu já vi. Corta para seu rosto, do seu lado está outra garota. Felipe: E como ele é? Amanda (sorrindo): Ele é simplesmente,
perfeito! Garota (sorrindo): Um gato! Amanda: Um Deus! Garota: A sétima maravilha do
mundo! Amanda: Um... Roger (cortando): Pode parar por aí! Amanda e a garota riem. Roger (para os rapazes): Levem em consideração que toda garota tem uma fantasia com algum
professor. Cláudio: Tem certeza que viram
o novo técnico, não um modelo? Garota: Até me deu vontade de
entrar para a equipe de futsal. Amanda (animada): Vamos pedir para formar uma
equipe feminina? Garota (sorrindo): Só se
ele for o técnico. Amanda (sorrindo): Quem
mais poderia ser? Roger (tossindo): Seu namorado está aqui, esqueceu? Amanda (sorrindo):
Relaxa amorzinho, como você mesmo disse, é só fantasia... (beija o rosto dele)... Vou me sentar
com a Cíntia, quero saber mais sobre as férias dela. Depois a gente se fala. Amanda e Cíntia saem, rindo. Roger
(falando alto e com firmeza): E está
proibida de sonhar com o professor!... (olha para os rapazes)... Viram
como deve se tratar para que não saia da linha? Os rapazes se olham e começam a rir. Mesa onde Priscila e outras duas garotas estão. Priscila fixa o
olhar na mesa de Cláudio e dos outros rapazes. Garota 1: O que foi Pri? Pri: Esse primo do
Cláudio... Garota 2 (sorrindo): Ah, já sei, é
bonitinho? Pri: Não era isso que eu
iria dizer. Garota 1: E o que é então? Pri: Não sei, não acham
estranho alguém que estudou em escola publica a vida inteira, e em outra
cidade, de repente, no segundo ano, vir a estudar num colégio particular e em
outra cidade? Garota 1: Não, aconteceu comigo depois
que meu pai enriqueceu, a única diferença é que eu estava na oitava série. Pri: Mas você ainda tinha
mais três anos e sempre morou aqui, depois desse, ele tem apenas mais um ano
para se formar, você acha que alguém largaria uma vida assim, para começar
outra do nada? Garota 2: Quer saber o que eu
penso? Que você está pegando no pé do garoto a toa, não tem nada de anormal
nisso... Pri (nervosa): Ah, deixa! Sabia que
vocês não seriam capazes de acompanhar o meu raciocínio. Mas deixa estar, eu
vou descobrir o que esse caipira esconde! Priscila dá um leve sorriso maldoso, as garotas se olhar e
mexem os ombros. Parte interna de uma sala, aparentemente
parecendo se tratar de um escritório. A câmera se movimenta pelo mesmo, até mostrar
Lucio sentado à uma mesa. Ele escreve em algumas folhas. Após alguns
segundos, o telefone começa a tocar. Lucio (atendendo):
Pronto... (pausa e bufa)... Pode
passar. Pausa por alguns segundos. Lucio: Quem você pensa que é pra ficar me
ligando? Voz feminina ao telefone:
Eu preciso muito falar com você. Lucio: Presta atenção numa coisa.
Esquece que eu existo, não me telefona mais! Voz feminina ao telefone:
Mas Lucio, eu... Lucio (interrompendo):
Passar bem! Ele desliga o telefone, ficando atordoado em
seguida. Lucio passa as mãos no rosto, em seguida encosta-se a cadeira,
respirando fundo. Colégio Esplendor – Corredor. Música: Better Than Ezra - A Lifetime Cláudio caminha pelo mesmo, conversando com
um rapaz. Ele avista Helen caminhando em sua direção, em seguida olha para o
rapaz. Cláudio: Depois a gente se
fala. Ele caminha na direção dela, parando a sua frente. Cláudio: oi Helen... Helen: oi... Silêncio por alguns segundos. Cláudio: Como você está? Helen: Bem e você? Cláudio: Também... Eles se encaram, Cláudio parece pensar em algo para dizer. Helen (abaixando a cabeça e saindo): Eu preciso ir. Cláudio (virando na direção dela): Quem sabe podemos conversar mais tarde? Helen (sem olhá-lo): Pode ser! Cláudio a acompanha com o olhar enquanto entra em uma sala.
Felipe chega e coloca a mão em seu ombro. Felipe: Crise de
relacionamento? Cláudio: Éramos quase irmãos, e
agora mal temos diálogo. Felipe: Fica tranqüilo, logo
isso passa. Cláudio (suspirando): Espero. O sinal toca. Felipe: Deixa eu ir, nos vemos
na quadra depois, para conhecer o galã! Ele sorri, em seguida sai. Cláudio permanece parado,
pensativo. A imagem começa a transparecer para frente do colégio, ainda
ao som da mesma música. Após alguns instantes, a imagem transparece
novamente, para dentro de uma sala de aula. Uma garota está em pé, de frente
para todos. A professora a observa da sua mesa, atenciosamente. Garota: Fomos para Califórnia,
depois eu e minha família fizemos um cruzeiro marítimo, explorando toda
América, depois... Corta para o fundo, Helen joga um papel em Gustavo, depois faz
sinal com o dedo na boca aberta, como se estivesse querendo vomitar. Gustavo ri.
Depois ele faz sinal com as duas mãos no pescoço, como se estivesse querendo
se enforcar. Helen ri. Professora (sorrindo): Muito bem Edilaine,
suas férias formam maravilhosas! Voz de Helen (do fundo): Aham, simplesmente perfeitas. A classe toda ri, a
garota senta olhando torto para Helen. Professora: Garanto que suas
férias foram mais interessantes dona Helen, por que não vem aqui contar para
a turma? Helen: Não obrigado! Professora: Vem, divide um pouco
com a gente. Helen: Já disse que não. Que
tipo de série nós estamos, primário? Professora (séria): Acontece que eu não estou te
fazendo um convite, eu estou mandando você vir aqui na frente. Gustavo: Professora, acho que
não é uma boa idéia... Talvez se a senhora chamasse... Professora (cortando): Eu não falei com você
Gustavo! Gustavo se cala e olha para Helen, levantando as sobrancelhas. Professora: E então Helen, vai
vir, ou prefere levar uma advertência logo no primeiro dia de aula? Helen fica pensativa. Gustavo (falando baixo para Helen): Fica com a advertência, não é tão mal assim... Professora: Estou esperando ... Helen arrasta a cadeira , levanta e vai até a frente,
percebe-se algumas pessoas cochichando. Professora: A Helen vai
compartilhar conosco um pouco da suas férias perfeitas, prestem atenção... E
sem gracinhas...(pausa e a olha)...
Pode começar... Helen fica em silêncio, olhando para todos, a câmera se
aproxima de seu rosto. Um flash toma a tela, mostrando Deise olhando para ela. Deise: Sim meu amor, eu
sou sua mãe. Corta: Helen está correndo na rua, chorando e se debatendo entre
algumas pessoas. Algumas a olham com espanto. Ela pára perto de uma cabine
telefônica, encosta a mão e desce lentamente, chorando sem parar, até se ajoelhar. O flash volta a tomar conta da dela, voltando para a sala de
aula. Helen continua olhando para frente. Professora: E então? Estamos
esperando. Helen olha para a professora. Helen: Quer saber como foi
minhas férias? Olha para os alunos. Helen: Todos aqui querem
saber? Então lá vai... Helen começa a caminhar pela sala, hora olhando para a
professora, hora para os alunos. Helen: Minhas férias foram um
inferno, isso na parte literal da coisa. Primeiro descobri que minha mãe
moribunda levantou da cova, minha avó que eu tanto amava e confiava, preferiu
mentir pra mim todos estes anos, fazendo com que eu me sentisse culpada, a
contar a verdade... A professora a olha com espanto. Helen: E tem mais, não acabou
não... Sabe o que aconteceu depois que eu descobri tudo? Eu simplesmente
surtei, comecei a agir como nunca pensei que agiria, até com maus
companhias comecei a andar... Todos olham pra Gustavo que encolhe no banco. Helen: Ah, e tratei mal meu melhor
amigo... Ou ex melhor amigo, não sei... (pausa)...
A verdade é que eu resolvi explodir e parar de ser boazinha, e quer saber?
Isso tem me deixado muito melhor! Os olhos de Helen começam a se encher de lágrimas, ela caminha
até a professora, e a encara. Helen: isso é o bastante?
Está satisfeita? Ou prefere ouvir mais detalhes das minhas férias perfeitas? A professora a encara sem saber o que dizer.
Helen balança negativamente a cabeça, em seguida se desloca e sai da sala. Bruno a segue com o olhar, a sala inteira
fica em silêncio. Um garoto no meio da mesma levanta a mão. A professora
ainda em choque o olha, acenando com a cabeça. Garoto: Posso contar das
minhas férias agora? Corta para dentro de um banheiro. Música instrumental lenta. Helen entra chorando, indo em direção ao
espelho. Ela encosta as mãos na pia, olhando para seu reflexo. Sua aparência
é de ódio. Após alguns segundos, a tela escurece. Ginásio do colégio. Claudio, Felipe, e alguns rapazes estão em
quadra, conversando. Outros ao fundo treinam chutes a gol. Música: Rock 'n' Roll Soldiers -Funny
Litlle Feeling A câmera muda para o corredor, onde vemos os pés de alguém
caminhando. Três garotas que estão conversando, suspiram ao ver a pessoa
passar por ela. A câmera o segue de costas, em seguida corta para o seu
rosto. É um homem sério, cabeça raspada e com um apito pendurado no pescoço.
Ele abre o portão e entra na quadra. Corta para os rapazes conversando e rindo. O homem chega perto
deles, observando-os por alguns instantes. Ele coloca o apito na boca e
assopra. Os rapazes param o que estão fazendo e o olham. Após alguns segundos
ele apita novamente. Cláudio e Felipe se olham, sem entender. Homem: Já vi que vai ser difícil... (se aproxima
deles)... Vocês não conhecem o apito? Garoto (rindo): não é isso aí que o
senhor acabou de colocar na boca e assoprar? O treinador lança um olhar sério para ele, que se encolhe
entre os outros rapazes. Treinador: Esse apito (dá um apito
forte, longo e continuo)... Significa que eu quero vocês em formação! (apita novamente). Os rapazes continuam parados sem entender. Treinador (olhando para cima e falando baixinho): Oh Deus....(começa a gritar)... Em fila, agora! Um, dois,
três... Um ao lado do outro, distância de um braço! Os rapazes começam a fazer o que ele diz rapidamente, um pouco
assustados. Treinador: É isso que farão a
partir de agora, sempre que ouvirem esse apito! Close no rosto de Cláudio. Treinador: Muito bem, meu nome é
Paulo, a partir de agora serei o novo treinador de vocês, aquele que irá
levá-los ao bi-campeonato estadual, e muitos outros que disputarmos pela
frente! Ele caminha na frente dos rapazes. Paulo: Não quero
irresponsabilidades, badernas, falta de atenção, desrespeito e coisas do tipo
entendido? Felipe: Sim senhor! Paulo: Não escutei! Rapazes: SIM SENHOR! Paulo: Não quero preguiça,
medo, erros, brigas, individualismos, infantilidades. Entendido? Rapazes: SIM SENHOR! Paulo: Que aprendam e
obedeçam aos apitos. Rapazes: SIM SENHOR! Paulo: Quero vocês agindo
como homens, não como frangotes. Entendido? Rapazes: SIM SENHOR! Paulo: Vocês são o que? Rapazes: GLADIADORES! Paulo: Não entendi! Rapazes: GLADIADORES! Paulo: Fracotes? Rapazes: GLADIADORES! Paulo: Muito bom! Agora todo
mundo paga cinqüenta. Garoto: Como é que é? Felipe (para Cláudio): É vaquinha pra que? Cláudio (levantando a mão): Treinador... Quando o senhor diz “paga cinqüenta” o senhor quer
dizer exatamente o quê? Paulo: (fecha a cara,se aproxima de Cláudio e olha fixo em seus
olhos, depois caminha olhando para cada garoto) Então vocês não entenderam? Quando eu digo “paga dez” eu quero
dizer exatamente... (falando alto)... Cinqüenta flexões... (mais alto)... Agora! Paulo apita, os garotos abaixam e começam a fazer as
flexões. Paulo: Não quero mais moleza!
Não quero gemidos! Vocês acham que músculos se conquistam de que forma? Eu
quero um time, não um bando de moleques! Cont- Rock 'n' Roll Soldiers -Funny Litlle Feeling A câmera muda para um ângulo aéreo, na visão dos garotos
fazendo reflexão. Paulo caminha com os braços para trás, olhando para os
mesmos. Parte externa do colégio – Frente. Vários alunos saem pelo portão, entre eles Helen e Gustavo que
conversam. Gustavo: A professora se
arrependeu de ter te forçado a ir a frente. Helen: Quem sabe ela não
aprende?...(pausa)...completa idiota essa mulher! Gustavo: Eu teria feito o
mesmo, bom, acho que pior, teria quebrado alguma cadeira! Com certeza. Helen: Incrível como você é
corajoso. Gustavo (sorrindo): Você ainda não viu nada! Voz de Márcia: Helen... Helen vira, a câmera se desloca mostrando Márcia se
aproximando. Márcia (sorrindo e dando um passo a frente): Filha... Helen (séria): O que você quer aqui? Márcia: Eu queria te ver,
estou com tantas saudades...(se aproxima para abraçá-la) Helen (tirando as mãos dela e se afastando): Se afasta de mim! Márcia: Filha, você precisa me
escutar, deixa eu explicar tudo o que realmente aconteceu. Helen (nervosa): Eu não quero ouvir, eu
não quero ter nada a ver com você, eu não sou sua filha, a minha mãe está
enterrada ao lado do meu pai! Márcia (se aproximando): Não fala assim, apenas me dê uma chance com você? Márcia a abraça. Helen nervosa desfaz o abraço e a empurra. Helen (furiosa): Que parte você não
entendeu? Okay, vou ver se deixo bem claro dessa vez. Eu não sou sua filha...
(pausa)... Eu odeio você! Close no rosto de Márcia, ela fica sem reação. Helen (nervosa): Odeio você com todas
as letras. Então, suma da minha vida! Helen começa a correr, Márcia a chorar. Gustavo balança a
cabeça e corre atrás de Helen. Close mais uma vez em Márcia e em alguns
alunos em volta, cochichando. Parte externa da quadra. Cláudio e Felipe
saem pela mesma. Cláudio (imitando a Amanda): Ele é simplesmente perfeito! Felipe (imitando Cíntia): Um gato! Cláudio (imitando a Amanda): Um Deus! Felipe: Ele é um completo
idiota! Cláudio: Um grosseiro! Felipe: Um tirano!... Aiiii,
todos os meus músculos doem. Amanda e Roger passam por eles. Amanda: E então garotos? Como foi
? Ele não é o máximo! Cláudio (irônico): Sim! Ele é o máximo! Felipe: O máximo do carrasco
isso sim! Amanda: Ai que horror!! Por
que estão falando isso? Cláudio : Depois de vinte
flexões... Felipe: ... Quarenta voltas na
quadra... Cláudio: ... Subir e descer a
arquibancada vinte e cinco vezes... Felipe: ... E fazer
duzentas abdominais... Ele não parece tão encantador como você
classificou. Amanda (sorrindo): Ahh, ta explicado! Ele
colocou vocês pra malhar e vocês se revoltaram! (risos). Roger: Ainda bem que eu não
faço nenhuma atividade extracurricular! Felipe: É meu caro, mas torça
para ele ser apenas o treinador da equipe, porque se ele for o professor de
educação física também, você está ferrado! Roger: Agora me deu medo! Amanda: Eu não vou me
importar. Roger: Fim de fantasia, agora sabemos que ele não é encantador! Amanda sorri e o beija. A tela escurece. Abre mostrando o céu estrelado, quando
desce, temos a visão da casa de Cláudio. Corta para dentro, sala. Lucio está sentado no sofá, assistindo
televisão, porém ele aparenta não estar prestando atenção no que passa. Após
alguns segundos, Cláudio chega a sala e senta ao seu lado. Lucio (olhando-o): Tudo bem, filho? Cláudio (cansado): An-han! Lucio: Você só chegou em casa
agora? Cláudio (respirando fundo): Conhecemos o novo treinador depois da aula e fomos para a
lanchonete. Lucio: E como é o novo
treinador? Cláudio (olhando-o): Sem comentários! Lucio (rindo): Okay... E o
Bruno? Cláudio: Saiu com o Felipe, foi
conhecer a cidade. Lucio: Sua mãe e eu vamos
jantar fora, você vem com a gente, certo? Cláudio (pensativo por alguns segundos, em seguida sorri): É, pode ser legal. Lucio sorri, em seguida olha para frente. Cláudio: Você está bem? Lucio: Estou, estou sim. Cláudio: Parece um pouco
cansado... Lucio: O dia hoje na empresa
foi meio estressante. O celular de Cláudio toca. Ele faz sinal com o dedo para Lucio
e atende. Cláudio: Oi... (levanta)...
Se acalma, se acalma... (pausa)...
Eu vou procurá-la... (pausa)...
Okay. Lucio (preocupado): O que aconteceu? Cláudio: A Márcia, foi procurar
a Helen e ela correu por aí, atordoada. Lucio: Quer que eu vá com
você? Precisa de uma carona? Cláudio: Não, não, pode deixar
que eu cuido disso. Fica pra próxima a jantar. A câmera o segue até a porta, saindo apressadamente. Casa de Roger. Artur e Vera estão na sala, sentados no chão e
encostados no sofá. Artur: Que tal Cleosvaldo? Vera: Credo Artur! Hércules
é mais bonito! Artur começa a rir. Vera: Qual o problema? É um
nome de guerreiro! Roger e Amanda entram de mãos dadas na sala. Roger: O que vocês estão
fazendo? Artur: Tentando escolher o
nome do seu irmão! Vera: Diz se Hercules não é
um nome bonito? Roger (para Amanda): Ainda bem que eles
estavam sãos quando escolheram o meu nome. Vera (olhando para Amanda e sorrindo): Olá minha nora, tudo bem? Amanda: Tudo bem dona Vera, e
senhor Artur. E os senhores, como estão? Artur (fazendo careta): Uii! Vera: Quantas vezes vamos
ter que te falar pra parar com essas formalidades? Só Vera e Artur basta! (sorri). Artur (sorrindo): E senhor me deixa com
um ar de velho, e eu estou na flor da idade! Amanda (rindo): Tudo bem , Vera e
Artur! Vera: Agora vêm cá vocês
dois, nos ajude a escolher o nome da criança.
Amanda e Roger se aproximam e sentam na frente deles. Vera: O que vocês acham de
Nabucodonosor ? Amanda e Roger se olham e começam a rir.
Vera os olha com se não tivesse entendido o motivo da graça. Praça do centro da cidade. Cláudio caminha
falando ao celular. Cláudio: Tem certeza que ela não está lá
na sua casa? ... (pausa)... Okay,
até mais Felipe. Ele desliga o celular e pára, ficando pensativo.
Ouve-se algumas risadas, Cláudio franze a testa como se reconhecesse. Ele
olha para o lado, a câmera se movimenta juntamente, mostrando Gustavo
conversando com alguns rapazes perto do banco. Cláudio vai até eles. Cláudio: Gustavo... Gustavo (rindo, virando e desfazendo o sorriso ao ver Cláudio): Ora, ora, se não é banhista de cerveja. Cláudio: Corta a palhaçada, vim
saber da Helen. Gustavo começa a mexer nos bolsos. Cláudio: O que você está
fazendo? Gustavo: Não, to vendo se ela
não está por aqui em algum lugar. Cláudio se aproxima e o segura pelo colarinho. Cláudio: Eu vou perguntar só
mais uma vez, onde está a Helen? Gustavo (tirando a mão dele e se afastando): Eu não sei! Passamos à tarde juntos, depois ela foi
embora, disse que precisava ficar sozinha um pouco. Cláudio fica pensativo. Gustavo: E não pense que pode
chegar assim e ficar me intimando, porque da próxima vez... Cláudio (cortando): já sei onde ela pode
estar.... Cláudio corre ignorando Gustavo, ele olha para os outros
rapazes. Gustavo: Sorte dele ter
corrido, só Deus sabe o que seria do coitado se tivesse ficando. Rapaz (sarcástico): Claro! Ele e os outros rapazes começam a rir,
Gustavo lança um olhar sério para eles. Grande jardim que dá visão para toda a
cidade. O local está escuro. Cláudio caminha olhando para os lados. Cláudio (procurando):
Helen, você está aí? Ele caminha um pouco mais, em seguida pára,
ficando pensativo. Olha para a alavanca e vai até a mesma, puxando-a. As
luzes do local acendem. A câmera se movimenta mostrando Helen sentada no
banco, encolhida. Ele a olha com pesar, ela está olhando para
baixo, triste. Cláudio vai até ela e senta ao seu lado.
Cláudio (olhando para frente):
Sabe, esse lugar não é tão secreto como o Léo havia dito. Roger e eu
costumávamos vir aqui quando crianças para brincar... (respira fundo)... É realmente um bom lugar para se colocar os
pensamentos em dia, porém, não é muito aconselhável ficar sozinho à noite
aqui, pode ser perigoso. Helen continua em silêncio, sem olhá-lo. Cláudio: Certa vez estávamos brincando
aqui e o gênio resolveu subir na árvore porque achou que podia voar. Não deu
outra, caiu de rosto no chão... Helen o olha, prestando atenção. Cláudio: Tinha que ter visto a quantidade
de sangue que escorria. O Roger ao invés de me ajudar, acabou desmaiando
quando viu meu rosto daquele jeito... (sorri)...
Então além de me socorrer, tive que carregá-lo comigo até o hospital... Foi
cômica a cena. Helen não resiste e ri. Cláudio a olha com
ternura. Música: Bon Jovi – Misunderstood Cláudio: Bom saber que você ainda sorri...
(pausa)... Não vim aqui pra falar
sobre o que aconteceu hoje com você ou lá atrás. Que tal a gente falar de
nós, de coisas engraçadas, como fazíamos antes, huh? Helen: E o que você sugere? Cláudio (pensativo): Já
conheceu o novo treinador? Helen: Acho que o vi no corredor, seria
um... Cláudio (interrompendo): Isso,
encantador, um sonho, um pão. Helen começa a rir. Cláudio continua a
falar, mas o som toma conta da cena, encobrindo o que ele diz. A câmera
começa a subir, mostrando o ambiente num ângulo aéreo. Cláudio (em off): Dizia
o sábio em um de seus provérbios, “Doloroso amar e a pessoa amada fazer parecer que não é
amada. Machuca o peito se dedicar a um carinho especial e não ser
entendido... Apesar de tudo... Perfeito Quem o é? Mas ninguém precisa sê-lo. Casa de Roger – Sala Cont- Bon Jovi – Misunderstood Roger, Amanda, Artur e Vera ainda estão sentados no chão perto
do sofá, Vera fala algo que faz todos rirem, a câmera focaliza o rosto feliz
de um por um. Parte interna de um quarto desconhecido. Cont- Bon Jovi – Misunderstood Márcia está chorando e olhando para um porta retratos. Ela
coloca ele na cabeceira, onde podemos ver a foto de uma criança recém
nascida. Fica essa imagem por alguns instantes. Jardim. Cláudio e Helen conversam animadamente, sentando no
mesmo lugar. Cont- Bon Jovi – Misunderstood Helen: Subir e descer a
arquibancada trinta vezes? ...(começa a rir)... Eu queria ter visto
isso... Cláudio: Mesmo? Pois torça para
que ele também não seja o professor de educação física, pois quem acabará
rindo de você, serei eu. Eles continuam conversando, mas novamente o
som os encobre. A câmera começa lentamente a se afastar, até se deslocar para
o ponto de onde é possível ver a cidade. Foca ela iluminada por alguns
instantes. A tela escurece. Créditos Finais: Criado e Escrito por: Thiago Monteiro Colaboração: Raquel Rosa Participações Especiais:
Vin Diesel – Treinador Paulo Nicole - Jennifer Nicole Freeman Gabriel - Anton Yelchin Música Tema: Switchfoot - Meant To
Live Trilha Sonora: Hot Hot Heat - Dirty Mouth The Veils
- The Tide That Left And Never Came Back The
Feeling - Never Be Lonely Better Than Ezra - A
Lifetime Rock 'n' Roll Soldiers
-Funny Litlle Feeling Bon Jovi – Misunderstood
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