http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/SEASON2-1.jpg

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/trilha3.jpg

 

Anna Popplewell: Anteriormente em Descobrindo...

 

Helen: É verdade o que eu acabei de ouvir? Você é minha mãe?

Deise: Sim meu amor, eu sou sua mãe.

 

Corta:

 

Helen (perturbada e apontando o dedo): Não se aproxima de mim!

Deise: Querida, por favor, vamos conversar, deixar que tudo seja explicado...

Helen (interrompendo, alterada): Eu não quero ouvir nada de ninguém... (olha para Rosa)... Fiquem longe de mim, não quero olhar pra cara de vocês, nunca, mais!

___________________________________________

Rapaz (fora de cena): Que coisa feia, o primo vem passar uma temporada com ele e nem em casa o sujeito está para recebê-lo.

 

Cláudio olha em sua direção e sorri. A câmera se movimenta, mostrando se tratar de Bruno.

 

Cláudio (sorrindo e indo na direção dele): Bruno!

___________________________________________

Helen: As pessoas mudam, Cláudio. 

Cláudio: Entendo perfeitamente que as pessoas mudam, mas geralmente e tendência é pra melhor. 

Helen (olhando para ele): Então eu mudei pra pior?

Cláudio: Sinceramente? Sim... Você anda estúpida, sai por aí sem dar satisfação alguma, como se não se importasse com mais nada, com ninguém.

Helen: Aquela garota , ingênua, inocente, não existe mais!

___________________________________________

Helen (tentando se soltar): Me solta! Me solta!

 

Enquanto Cláudio a puxa para a saída, corta para a mão de um rapaz segurando um copo, Helen passando e tirando o copo da mão dele e em seguida jogando a bebida em Cláudio. Cláudio pára no mesmo instante. Close no rosto de Helen com os olhos arregalados, aparentando não acreditar no que fez.

 

Corta:

 

Helen (triste): Cláudio... 

Cláudio (virando e apontando o dedo): Não Helen! ...(pausa)....Sabe, no começo era até compreensível esse seu modo  rebelde de agir, mas agora você está passando dos limites, e se você pensa que eu vou ficar parado, vendo você destratar até quem se preocupa com você, está muito enganada, porque minha paciência também tem limites.

___________________________________________

Cláudio desce a escada por completo e vai a sua direção, apressadamente. Larissa deixa as garotas e também vai ao encontro dele. A câmera se posiciona lateralmente, onde vemos ambos se aproximando e se abraçando fortemente.

 

Corta:

 

Larissa: Queria que você estivesse lá comigo.  

Cláudio: E eu queria que você estivesse aqui comigo.

___________________________________________

 

 

Rua do condomínio – Manhã.

 

Música: Hot Hot Heat - Dirty Mouth

 

Cláudio e Bruno descem a rua, conversando. Ambos carregam mochilas nas costas.

 

Cláudio: Fica tranqüilo, é normal sentir essa dor no estomago.

 

Bruno: Até ontem eu estava bem, mas hoje estou apavorado.

 

Cláudio: É só ansiedade, assim que você se habituar ao colégio novo isso passa.

 

Bruno: Esse vai ser o problema, nunca estudei num colégio particular antes.

 

Cláudio: Relaxa, pelo menos você não vai estar sozinho, tem eu e os outros que você conheceu na festa.

 

Bruno (subindo as sobrancelhas): Tem razão.

 

Cláudio: Logo, logo você se acostuma com tudo, faz o teste, entra para o time.

 

Bruno: Tem razão...

 

Cláudio (cutucando-o e sorrindo): Conhece uma garota...

 

Bruno (sorrindo): Tem razão...

 

Cláudio: Fico penando na Larissa, cidade nova, colégio novo, sem conhecer ninguém, ela sim deve estar apavorada nessa hora.

 

Eles passam pela portaria.

 

Bruno: Tem razão...

 

Cláudio: Todos nós teremos que lidar com esse momento de transição que estamos passando, você com o colégio e cidade nova, a Helen com a mãe que não conhecia e seu novo estado, eu pela primeira vez indo ao colégio sabendo que não verei minha amada, ela também em nova cidade, o time sem o querido Roma. Claro, tem alguns que não conseguem agüentar, como você pode perceber na festa.

 

Bruno: tem raz..

 

Cláudio (cortando): Eu juro que se você disser mais uma vez  “tem razão“ vou fazer seu primeiro dia ser traumático.

 

Bruno começa a rir. Cláudio sorri e balança negativamente a cabeça. Ouve-se uma buzina, Bruno olha para trás.

 

Bruno: É seu amigo.

 

Cláudio (falando baixo): Eu disse que tínhamos que sair mais cedo.

 

O carro de Roger se aproxima deles.

 

Roger: Hey, vocês , por que não esperaram em casa?

 

Cláudio (parando): Não queria incomodar.

 

Roger: Ora bolas, desde quando dar carona para o meu melhor amigo é incomodo? Vem, entrem aí, só vamos passar na casa da Amanda antes.

 

Roger abre a porta luvas para pegar alguns CDs. Cláudio e Bruno se olham. 

 

Cláudio: Quer arriscar?

 

Bruno (dando os ombros): Já enfrentei coisa pior...

 

Roger: Então, vocês vem?

 

Cláudio (abrindo a porta do carro): Claro meu amigo!

 

Bruno entra e vai para o banco de trás, Cláudio entra, fica na frente e fecha a porta.

 

Cláudio (olhando para trás): Primo, você já pediu perdão pelos seus pecados?

 

Bruno (sorrindo): Estou fazendo neste exato momento.

 

Roger: Como vocês são engraçadinhos, huh?

 

Cláudio e Bruno riem, corta para o dedo de Roger ligando o som, a mesma música que outrora estava em volume ambiente, toma conta como se estivesse tocando no rádio.

 

Roger (colocando óculos escuro): Colégio Esplendor, aí vamos nós!

 

A câmera muda para o lado de fora, numa vista aérea. O carro sai, se movimentando até o final da rua.

 

A tela escurece.  

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/DESCO24.jpg

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Participaes.jpg

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Participacoes/Paulo1.jpghttp://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Participacoes/Nicole.jpghttp://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Participacoes/Gabriel.jpg

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Participacoes/Mrcia.jpg

 

 

 

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Titulos/202.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Frente do Colégio Esplendor. Vemos vários alunos no local. Alguns se cumprimentando, outros apenas conversando, outros se abraçando como se estivessem acabado se reencontrar.

  

Música: The Veils - The Tide That Left And Never Came Back

  

A câmera se movimenta mostrando um garoto e uma garota indo em direção ao portão. A garota pára e fica observando a frente do mesmo.

 

Garota: Colégio Esplendor, olha o nome desse negócio...

 

Garoto: Colégio Esplendor, o que tem demais ?

 

Garota: Ai tudo nessa maldita cidade!

 

Garoto: Nicole, fala baixo! (olha para as pessoas em volta)... Quer que alguém escute você falando mal da cidade deles?

 

Nicole: Quero que se danem!

 

Nicole vai para o portão. O garoto fica parado, observando-a.

 

Garoto (falando para si): Vai começar o inferno!

 

Ele caminha até o portão. A câmera gira até o carro de Roger estacionado. Encostado nele estão, Cláudio, Bruno, Roger e Amanda, esses últimos abraçados.

 

Amanda: Cláudio, e a Helen?

 

Cláudio: Passou o final de semana na casa do Felipe.

 

Amanda: E vocês já conversaram depois do ocorrido?

 

Cláudio: Não, tentei ligar algumas vezes, mas parece que ela não quis me atender.

 

Roger (apontando com a cabeça para frente): Falando nela.

 

Cláudio olha na direção apontada, Helen caminha junto com Gustavo, ambos sorridentes.

 

Cláudio (balançando a cabeça negativamente): Eu tenho uma leve impressão que ela está fazendo tudo isso só para me provocar.

 

Gustavo e Helen param, Gustavo olha na direção de Cláudio e os demais.

 

Gustavo: Seu irmão está ali, não vai falar com ele?

 

Helen (séria e olhando para Cláudio): Ele não é meu irmão.

 

Gustavo: Amigo então... (a olha)... Ou será que nem isso ele é mais?

 

Helen: Não sei...(olha para Gustavo)... Vem cá, virou algum tipo de reconciliador agora?

 

Gustavo (sorrindo): Não, não. Só quis saber o tamanho da sua ira.

 

A câmera gira até onde Cláudio e os demais estão. Ele faz menção de ir até eles, mas é barrado pela mão de Priscila que acaba de chegar.

 

Pri: Não!

 

Cláudio (olhando para a mão de Priscila,em seguida para o seu rosto): É muito bom te ver também...(tira a mão dela e vai para frente)... Mas eu preciso ir... (começa a caminhar).  

 

Pri (virando para ele): E vai fazer o que? Chegar lá e ser humilhado como foi na festa?

 

Cláudio pára. Priscila se aproxima, ficando do seu lado.

 

Pri: Se for lá agora, provavelmente ela vai falar as mesmas coisas que te disse naquela noite, é isso que realmente quer?

 

Cláudio fica pensativo, em seguida olha para baixo.

 

Pri: A Helen já é crescidinha , deixa , logo ela vai perceber que não adianta tanta revolta.

 

Cláudio (olhando para Priscila): Você tem razão, não vai adiantar de nada eu falar com ela agora mesmo.

 

Pri (sorrindo): A maioria das vezes eu tenho... (segurando na mão dele)... Agora vem, vamos ficar ali com a turma.

 

Ele olha para ela, e acena positivamente, desanimado. A câmera muda para Helen e Gustavo que continuam no mesmo lugar.

 

Gustavo: Pra quem não está nem aí, você está olhando muito pra lá.

 

Helen (olhando para ele): Vamos entrar.

 

Gustavo levanta as sobrancelhas, ele e Helen saem. Corta para Cláudio e os demais. 

 

Pri: Então Bruno, preparado para o primeiro dia de aula?

 

Bruno: Talvez...

 

Pri: Você tem noção que os colégios daqui não são como os de lá, huh?

 

Bruno: Com certeza, lá não tem pessoas do tipo...

 

Cláudio (cortando) : Olha o Felipe ali!

 

Corta para o carro de Felipe estacionando, com o som alto. Ele olha para turma e acena com a mão.

 

Cont- The Veils - The Tide That Left And Never Came Back

 

Cláudio (ao ouvido de Priscila): Posso saber o motivo dessas alfinetadas no meu primo?

 

Pri (rindo): É divertido mexer com os novatos.

 

Cláudio (rindo): Você não existe, saiba?

 

Felipe se aproxima.

 

Felipe: E ai turminha!... (olhando para o carro do Roger)... Wow, Roger, ainda não tinha visto seu carro!

 

Roger: Gostou?

 

Felipe: Muito!

 

Amanda: Só falta agora o dono aprender a dirigir, não é meu amor?

 

Todos riem.

 

Roger: Até você? Estou perdido!

 

A música aumenta. A câmera sobe, mostrando o ambiente num ângulo aéreo. Frisa essa imagem por alguns segundos.

 

 

Casa de Cláudio – Quarto. 

 

Silvia e Lucio estão em pé. Ela está ajeitando a gravata do terno dele.

 

Lucio: Eu apareci tão pouco na empresa nesses últimos meses, que deve estar uma loucura aquele lugar.

 

Silvia: Saudades do tempo que não parava em casa?

 

Lucio (beijando-a): Claro que não, vou sentir saudades do tempo em que vivia em casa, com minha esposa, filho querido!

 

Silvia sorri.

 

Lucio: Um dono precisa cuidar do seu patrimônio, mas se você me pedir, posso ficar mais um tempo aqui, não vai ser sacrifício nenhum... (sorri).

 

Silvia (sorrindo): Pode ir, assim poderei sentir um pouco de saudades.

 

Lucio: Quer dizer que já se enjoou de mim?

 

Silvia (fazendo sinal de pequeno com os dedos): Um pouquinho só.

 

Lucio (sorrindo): Vem cá.

 

Lucio abraça Silvia e a derruba na cama caindo por cima dela, em seguida beijando-a intensamente.

 

Silvia: É impossível enjoar de você.

 

Lucio: Eu prometo que não vai ser como antes, vou vir para casa almoçar todos os dias, e no máximo até sete horas meu expediente vai estar terminado! Tudo bem?

 

Silvia (sorrindo): Muito bom saber disso.

 

Eles se beijam outra vez. Ambos levantam e Silvia volta a arrumar a roupa dele.

 

Silvia: Eu estive pensando em fazer alguma coisa, pra não ficar o dia inteiro em casa, o que você acha?

 

Lucio: Muito bom, e o que você tem em mente?

 

Silvia: Não sei, quem sabe algum curso , só para passar o tempo. Lembra que eu gostava bastante de pintar?

 

Lucio: Há alguns cursos bons desses aqui em Bom Destino, acho que te fará muito bem... (sorri).

 

Silvia: Me ajuda na procura?

 

Lucio (sorrindo): Claro que sim. Quando eu voltar a gente dá um passeio pela cidade, observando algumas escolas do gênero.

  

Silvia (beijando-o): Que marido atencioso eu fui arrumar!

 

Lucio sorri. Corta para o celular na cabeceira tocando. Lucio pega e atende.

 

Lucio: Pronto?

 

Voz feminina (ao telefone):  Lucio preciso falar com você...

 

Lucio olha para o visor do celular.

 

Lucio: Desculpa acho que você se enganou, não tem ninguém com esse nome aqui.

 

Lucio desliga o celular. Silvia está de costas mexendo no guarda- roupa.

 

Silvia: Quem era?

 

Lucio: Engano, alguém procurando um tal de Juvenal... É a terceira vez na semana que fazem isso, to começando a achar que esse celular está clonado ou coisa parecida.

 

Silvia mostra uma roupa para Lucio.

 

Silvia: O que você acha?

 

Lucio: Vai ficar linda, alguma ocasião especial?

 

Silvia: Preciso de alguma ocasião especial para ficar bonita para o meu marido?

 

Lucio: claro que não...(pega a pasta que está em cima da cama)... Mas em todo caso, reserve uma mesa no melhor restaurante da cidade, vou levar você para jantar após nosso tour pelas escolas de arte....(caminha até a porta)... Há, e convença o Cláudio a ir com a gente também, faz tempo que não fazemos um programa em família.

 

Silvia (sorrindo): Pode deixar.

 

Corta para o corredor. Lucio beija Silvia.

 

Lucio: No mais tardar, chego as oito e meia.

 

Silvia: Okay!

 

Eles se beijam outra vez, em seguida Lucio desce, Silvia sorri e entra no quarto.

 

 

Colégio Esplendor – Sala de aula.

 

A sala está bem alvoroçada, o professor está encostado na mesa, conversando com uns dois alunos, no fundo podemos ver Cláudio e Roger.

 

Roger (atacando papel em uma pessoa e depois se abaixando): Se tem uma coisa que eu adoro no colégio é o primeiro e o último dia de aula!

 

Cláudio: Pois é, uma pena o Bruno não ter caído na nossa sala.

 

Roger: Mas ele está bem, caiu junto com a Helen.

 

Cláudio olha para Roger.

 

Roger: Okay, não tão bem levando em conta o atual estado de Helen... Mas quem sabe isso mude?

 

Cláudio (irônico): Com certeza irá mudar!

 

Roger joga uma bola do papel com força para frente, vemos o trajeto da bola até bater na testa do professor.

 

Roger: Ops!

 

Cláudio (rindo): Eu adoro o primeiro dia de aula.

 

Corta para o rosto do professor com cara de poucos amigos.

 

 

Outra sala. Helen está sentada no fundo, com a cabeça baixa encostada nos braços. Na carteira da frente é possível ver Bruno, e na carteira ao lado está Gustavo rabiscando o caderno. Ele cutuca Helen que resmunga.

 

Gustavo: Hey, colégio não é lugar de dormir.

 

Helen (ainda com a cabeça baixa): Me deixa!

 

Gustavo: Isso é ressaca de ontem.

 

Helen: E era pra você estar também...(ela levanta a cabeça, sua expressão é de bastante sono)...

 

Gustavo: Deus, devia ver seu estado, que coisa lamentável.

 

Helen passa as mãos no rosto. Bruno dá uma olhada, em seguida vira para frente. Gustavo olha para ela, em seguida para ele.

 

Gustavo: Hei, irmão...

 

Bruno olha.

 

Gustavo: Perdeu alguma coisa aqui?

 

Bruno: Primeiro, não sou seu irmão, segundo, tem alguma lei que me proíba olhar?

 

Gustavo: Tá afim de se encrencar, novato?

 

Bruno: E quem vai me meter em encrenca, você?

 

Helen: Pára Gustavo, ele deve ter olhado porque é primo do Cláudio...(pausa)... Oi Bruno?

 

Bruno: Oi Helen, você devia escolher melhor com quem anda.

 

Bruno volta a olhar para frente. Gustavo fica encarando-o.

 

Gustavo: Primo do Cláudio, o babaca que me empurrou na festa. Mais um motivo para eu quebrar a cara dele.

 

Helen (rindo): Menos ta? Todos nós sabemos que você só late mas não morde, do contrário já teria revidado na festa.

 

Gustavo: É que estava tonto, tinha bebido demais, só por isso não revidei. Seria desvantajoso, não acha?

 

Helen (girando os olhos): Claro, como não percebi esse detalhe?

 

Gustavo: Está sendo sarcástica, não está?

 

Helen (rindo): Eu? Imagina!

 

Gustavo: Pára de rir, por favor?

 

Helen (rindo): Desculpa!

 

Ele balança negativamente a cabeça e volta a rabiscar no caderno, em seguida levanta a cabeça olhando para Bruno numa expressão ameaçadora. A tela escurece.

 

 

Abre mostrando o refeitório do colégio num ângulo aéreo.

 

Música: The Feeling - Never Be Lonely

 

A câmera se aproxima de Nicole que está sentada sozinha a mesa. O mesmo garoto do começo se aproxima dela e senta ao seu lado, entregando-lhe um lanche e um refrigerante.

 

Garoto: Demorei porque estava lotado lá.

 

Nicole: Humm...

 

Garoto: De nada! E não adianta ficar emburrada, agora nós moramos aqui, vai ter que se conformar com isso.

 

Nicole: Nunca vou me conformar e engana-se que eu vou ficar parada. Meu tempo aqui é determinado.

 

Garoto: Claro, e o que você vai fazer? Voltar para nossa cidade? E como vai se virar? Vai morar com quem?

 

Nicole: Eu tenho várias amigas..

 

Garoto: Que nem te convidaram para ficar, alias, nem se importaram de você ter se mudado.

 

Nicole lança um olhar furioso para ele.

 

Nicole: Você está me ajudando muito Gabriel.

 

Gabriel: Estou tentando ser realista com você.  Pensa que eu também quis me mudar? Eu também tinha uma vida lá, amigos, uma namorada que amava,mas temos que dar uma chance a escolha que nossa família fez.

 

Nicole começa a rir.

 

Gabriel: Contei alguma piada?

 

Nicole: Nossa família?

 

Gabriel: Sim, nossos pais...

 

Nicole: Primeiro, minha mãe, seu pai.

 

Gabriel: Puxa Nicole, somos sim uma família, somos irmãos...

 

Nicole: Segundo, não somos irmãos, você que classificou assim, mas não temos laços sangüíneos.

 

Gabriel: Mas não precisa ter o mesmo sangue para considerar alguém como irmão.

 

Nicole: Na minha convicção sim! E outra, não foi nossa (ironizando)...”família” que escolheu mudar pra cá, foi seu pai que tomou essa decisão!

 

Gabriel: Você sabe muito bem que ele teve motivos para ter feito.

 

Nicole: Ah claro, medo, culpa e por causa da burrada que ele cometeu, todos nós tivemos que pagar... (pausa)... Muito justo!

 

Gabriel: Ele não tem medo, mas foi melhor , não tinha como continuar naquele lugar, os olhares das pessoas nos condenando... (pausa)... E ele não teve culpa do rapaz não ter parado quando o advertiu.

 

Nicole: Se não teve culpa, por que saiu da corporação? Ele tinha o melhor cargo, agora estamos reduzidos a um restaurante de beira de esquina que resolveu abrir nesse fim de vida!

 

Gabriel: Ele não saiu dar corporação por culpa, mas por nós, pra nos preservar, você não entende isso?

 

Nicole: Não, não entendo e não quero entender, cansei das pessoas fazerem  coisas pensando no meu bem, sem ao menos sequer me perguntar se eu quero que faça!

 

Gabriel (balançando negativamente a cabeça): Com você não tem dialogo, você não sabe ouvir.

 

Nicole: Se não sei ouvir, por que ainda está falando?

 

Gabriel a olha por alguns segundos.

 

Gabriel (pegando seu lanche e levantando): Okay!

 

Gabriel sai, Nicole olha para frente, aparentando não se importar.

 

 

A câmera gira até a mesa em que Cláudio, Bruno, Roger e Felipe estão.

 

Felipe (olhando para Bruno): Vai fazer teste para a equipe?

 

Bruno: Não sei...

 

Cláudio (sorrindo): Claro que vai!

 

Bruno: É, uma possibilidade.

 

Cláudio: Ele está sendo humilde, mas precisa vê-lo jogando, é muito melhor que eu.

 

Bruno (rindo): Não exagera.

 

Roger: Por falar nisso, já viram o novo técnico?

 

Cláudio: Vamos conhecê-lo hoje depois da aula.

 

Voz de Amanda que acaba de chegar : Eu já vi.

 

Corta para seu rosto, do seu lado está outra garota.

 

Felipe: E como ele é?

 

Amanda (sorrindo): Ele é simplesmente, perfeito!

 

Garota (sorrindo): Um gato!

 

Amanda: Um Deus!

  

Garota: A sétima maravilha do mundo!

 

Amanda: Um...

 

Roger (cortando): Pode parar por aí!

 

Amanda e a garota riem.

 

Roger (para os rapazes): Levem em consideração que toda garota tem uma fantasia com algum professor.

 

Cláudio: Tem certeza que viram o novo técnico, não um modelo?

 

Garota: Até me deu vontade de entrar para a equipe de futsal.

 

Amanda (animada): Vamos pedir para formar uma equipe feminina?


Garota (sorrindo): Só se ele for o técnico.

 

Amanda (sorrindo): Quem mais poderia ser?

 

Roger (tossindo): Seu namorado está aqui, esqueceu?

 

Amanda (sorrindo): Relaxa amorzinho, como você mesmo disse, é só fantasia... (beija o rosto dele)... Vou me sentar com a Cíntia, quero saber mais sobre as férias dela. Depois a gente se fala.

 

Amanda e Cíntia saem, rindo.

 

Roger (falando alto e com firmeza): E está proibida de sonhar com o professor!... (olha para os rapazes)... Viram como deve se tratar para que não saia da linha?  

 

Os rapazes se olham e começam a rir.

 

Mesa onde Priscila e outras duas garotas estão. Priscila fixa o olhar na mesa de Cláudio e dos outros rapazes.

 

Garota 1: O que foi Pri?

 

Pri: Esse primo do Cláudio...

 

Garota 2 (sorrindo): Ah, já sei, é bonitinho?

 

Pri: Não era isso que eu iria dizer.

 

Garota 1: E o que é então?

 

Pri: Não sei, não acham estranho alguém que estudou em escola publica a vida inteira, e em outra cidade, de repente, no segundo ano, vir a estudar num colégio particular e em outra cidade?

 

Garota 1: Não, aconteceu comigo depois que meu pai enriqueceu, a única diferença é que eu estava na oitava série.

 

Pri: Mas você ainda tinha mais três anos e sempre morou aqui, depois desse, ele tem apenas mais um ano para se formar, você acha que alguém largaria uma vida assim, para começar outra do nada?

 

Garota 2: Quer saber o que eu penso? Que você está pegando no pé do garoto a toa, não tem nada de anormal nisso...

 

Pri (nervosa): Ah, deixa! Sabia que vocês não seriam capazes de acompanhar o meu raciocínio. Mas deixa estar, eu vou descobrir o que esse caipira esconde!

 

Priscila dá um leve sorriso maldoso, as garotas se olhar e mexem os ombros.

 

 

Parte interna de uma sala, aparentemente parecendo se tratar de um escritório.

 

A câmera se movimenta pelo mesmo, até mostrar Lucio sentado à uma mesa. Ele escreve em algumas folhas. Após alguns segundos, o telefone começa a tocar. 

 

Lucio (atendendo): Pronto... (pausa e bufa)... Pode passar.

 

Pausa por alguns segundos. 

 

Lucio: Quem você pensa que é pra ficar me ligando?

 

Voz feminina ao telefone: Eu preciso muito falar com você.

 

Lucio: Presta atenção numa coisa. Esquece que eu existo, não me telefona mais!

 

Voz feminina ao telefone: Mas Lucio, eu...

 

Lucio (interrompendo): Passar bem!

 

Ele desliga o telefone, ficando atordoado em seguida. Lucio passa as mãos no rosto, em seguida encosta-se a cadeira, respirando fundo.

 

 

Colégio Esplendor – Corredor.

 

Música: Better Than Ezra - A Lifetime

 

Cláudio caminha pelo mesmo, conversando com um rapaz. Ele avista Helen caminhando em sua direção, em seguida olha para o rapaz.

 

Cláudio: Depois a gente se fala.

 

Ele caminha na direção dela, parando a sua frente.

 

Cláudio: oi Helen...

 

Helen: oi...

 

Silêncio por alguns segundos.

 

Cláudio: Como você está?

 

Helen: Bem e você?

 

Cláudio: Também...

 

Eles se encaram, Cláudio parece pensar em algo para dizer.

 

Helen (abaixando a cabeça e saindo): Eu preciso ir.

 

Cláudio (virando na direção dela): Quem sabe podemos conversar mais tarde?

 

Helen (sem olhá-lo): Pode ser!  

 

Cláudio a acompanha com o olhar enquanto entra em uma sala. Felipe chega e coloca a mão em seu ombro.

 

Felipe: Crise de relacionamento?

 

Cláudio: Éramos quase irmãos, e agora mal temos diálogo.

 

Felipe: Fica tranqüilo, logo isso passa.

 

Cláudio (suspirando): Espero.

 

O sinal toca.

 

Felipe: Deixa eu ir, nos vemos na quadra depois, para conhecer o galã!

 

Ele sorri, em seguida sai. Cláudio permanece parado, pensativo.

 

A imagem começa a transparecer para frente do colégio, ainda ao som da mesma música. Após alguns instantes, a imagem transparece novamente, para dentro de uma sala de aula. Uma garota está em pé, de frente para todos. A professora a observa da sua mesa, atenciosamente.

 

Garota: Fomos para Califórnia, depois eu e minha família fizemos um cruzeiro marítimo, explorando toda América, depois...

 

Corta para o fundo, Helen joga um papel em Gustavo, depois faz sinal com o dedo na boca aberta, como se estivesse querendo vomitar. Gustavo ri. Depois ele faz sinal com as duas mãos no pescoço, como se estivesse querendo se enforcar. Helen ri.

 

Professora (sorrindo): Muito bem Edilaine, suas férias formam maravilhosas!

 

Voz de Helen (do fundo): Aham, simplesmente perfeitas.

 

A classe toda ri, a garota senta olhando torto para Helen.

 

Professora: Garanto que suas férias foram mais interessantes dona Helen, por que não vem aqui contar para a turma?

 

Helen: Não obrigado!

 

Professora: Vem, divide um pouco com a gente.

 

Helen: Já disse que não. Que tipo de série nós estamos, primário?

 

Professora (séria): Acontece que eu não estou te fazendo um convite, eu estou mandando você vir aqui na frente.

 

Gustavo: Professora, acho que não é uma boa idéia... Talvez se a senhora chamasse...

 

Professora (cortando): Eu não falei com você Gustavo!

 

Gustavo se cala e olha para Helen, levantando as sobrancelhas.

 

Professora: E então Helen, vai vir, ou prefere levar uma advertência logo no primeiro dia de aula?

 

Helen fica pensativa.

 

Gustavo (falando baixo para Helen): Fica com a advertência, não é tão mal assim...

 

Professora: Estou esperando ...

 

Helen arrasta a cadeira , levanta e vai até a frente, percebe-se algumas pessoas cochichando.

 

Professora: A Helen vai compartilhar conosco um pouco da suas férias perfeitas, prestem atenção... E sem gracinhas...(pausa e a olha)... Pode começar...

 

Helen fica em silêncio, olhando para todos, a câmera se aproxima de seu rosto.

 

Um flash toma a tela, mostrando Deise olhando para ela.

 

Deise: Sim meu amor, eu sou sua mãe.

 

Corta:

 

Helen está correndo na rua, chorando e se debatendo entre algumas pessoas. Algumas a olham com espanto. Ela pára perto de uma cabine telefônica, encosta a mão e desce lentamente, chorando sem parar, até se ajoelhar.

 

O flash volta a tomar conta da dela, voltando para a sala de aula. Helen continua olhando para frente.

 

Professora: E então? Estamos esperando.

 

Helen olha para a professora.

 

Helen: Quer saber como foi minhas férias?

 

Olha para os alunos.

 

Helen: Todos aqui querem saber? Então lá vai...

 

Helen começa a caminhar pela sala, hora olhando para a professora, hora para os alunos.

 

Helen: Minhas férias foram um inferno, isso na parte literal da coisa. Primeiro descobri que minha mãe moribunda levantou da cova, minha avó que eu tanto amava e confiava, preferiu mentir pra mim todos estes anos, fazendo com que eu me sentisse culpada, a contar a verdade...

 

A professora a olha com espanto.

  

Helen: E tem mais, não acabou não... Sabe o que aconteceu depois que eu descobri tudo? Eu simplesmente surtei,  comecei a agir como nunca pensei que agiria, até com maus companhias comecei a andar...

 

Todos olham pra Gustavo que encolhe no banco.

 

Helen: Ah, e tratei mal meu melhor amigo... Ou ex melhor amigo, não sei... (pausa)... A verdade é que eu resolvi explodir e parar de ser boazinha, e quer saber? Isso tem me deixado muito melhor!

 

Os olhos de Helen começam a se encher de lágrimas, ela caminha até a professora, e a encara.

 

Helen: isso é o bastante? Está satisfeita? Ou prefere ouvir mais detalhes das minhas férias perfeitas?

 

A professora a encara sem saber o que dizer. Helen balança negativamente a cabeça, em seguida se desloca e sai da sala.

Bruno a segue com o olhar, a sala inteira fica em silêncio. Um garoto no meio da mesma levanta a mão. A professora ainda em choque o olha, acenando com a cabeça. 

  

Garoto: Posso contar das minhas férias agora?

 

Corta para dentro de um banheiro.

 

Música instrumental lenta.

 

Helen entra chorando, indo em direção ao espelho. Ela encosta as mãos na pia, olhando para seu reflexo. Sua aparência é de ódio. Após alguns segundos, a tela escurece.

 

 

Ginásio do colégio. Claudio, Felipe, e alguns rapazes estão em quadra, conversando. Outros ao fundo treinam chutes a gol.

 

Música: Rock 'n' Roll Soldiers -Funny Litlle Feeling

 

A câmera muda para o corredor, onde vemos os pés de alguém caminhando. Três garotas que estão conversando, suspiram ao ver a pessoa passar por ela. A câmera o segue de costas, em seguida corta para o seu rosto. É um homem sério, cabeça raspada e com um apito pendurado no pescoço. Ele abre o portão e entra na quadra.

 

Corta para os rapazes conversando e rindo. O homem chega perto deles, observando-os por alguns instantes. Ele coloca o apito na boca e assopra. Os rapazes param o que estão fazendo e o olham. Após alguns segundos ele apita novamente. Cláudio e Felipe se olham, sem entender.

 

Homem: Já vi que vai ser difícil... (se aproxima deles)... Vocês não conhecem o apito?  

 

Garoto (rindo): não é isso aí que o senhor acabou de colocar na boca e assoprar?

 

O treinador lança um olhar sério para ele, que se encolhe entre os outros rapazes.

 

Treinador: Esse apito (dá um apito forte, longo e continuo)... Significa que eu quero vocês em formação! (apita novamente).

 

Os rapazes continuam parados sem entender.

 

Treinador (olhando para cima e falando baixinho): Oh Deus....(começa a gritar)... Em fila, agora! Um, dois, três... Um ao lado do outro, distância de um braço!

 

Os rapazes começam a fazer o que ele diz rapidamente, um pouco assustados.

 

Treinador: É isso que farão a partir de agora, sempre que ouvirem esse apito!

 

Close no rosto de Cláudio.

 

Treinador: Muito bem, meu nome é Paulo, a partir de agora serei o novo treinador de vocês, aquele que irá levá-los ao bi-campeonato estadual, e muitos outros que disputarmos pela frente!

 

Ele caminha na frente dos rapazes.

 

Paulo: Não quero irresponsabilidades, badernas, falta de atenção, desrespeito e coisas do tipo entendido?

 

Felipe: Sim senhor!

 

Paulo: Não escutei!

 

Rapazes: SIM SENHOR!

 

Paulo: Não quero preguiça, medo, erros, brigas, individualismos, infantilidades. Entendido?

 

Rapazes: SIM SENHOR!

 

Paulo: Que aprendam e obedeçam aos apitos.

 

Rapazes: SIM SENHOR!

 

Paulo: Quero vocês agindo como homens, não como frangotes. Entendido?

 

Rapazes: SIM SENHOR!

 

Paulo: Vocês são o que?

 

Rapazes: GLADIADORES!

 

Paulo: Não entendi!

 

Rapazes: GLADIADORES!

 

Paulo: Fracotes?

 

Rapazes: GLADIADORES!

 

Paulo: Muito bom! Agora todo mundo paga cinqüenta.

 

Garoto: Como é que é?

 

Felipe (para Cláudio): É vaquinha pra que?

 

Cláudio (levantando a mão): Treinador... Quando o senhor diz “paga cinqüenta” o senhor quer dizer exatamente o quê?

 

Paulo: (fecha a cara,se aproxima de Cláudio e olha fixo em seus olhos, depois caminha olhando para cada garoto) Então vocês não entenderam? Quando eu digo “paga dez” eu quero dizer exatamente... (falando alto)... Cinqüenta flexões... (mais alto)... Agora!

 

Paulo apita, os garotos abaixam e começam a fazer as flexões. 

 

Paulo: Não quero mais moleza! Não quero gemidos! Vocês acham que músculos se conquistam de que forma? Eu quero um time, não um bando de moleques!

 

Cont- Rock 'n' Roll Soldiers -Funny Litlle Feeling

 

A câmera muda para um ângulo aéreo, na visão dos garotos fazendo reflexão. Paulo caminha com os braços para trás, olhando para os mesmos.

 

Parte externa do colégio – Frente.

 

Vários alunos saem pelo portão, entre eles Helen e Gustavo que conversam.

 

Gustavo: A professora se arrependeu de ter te forçado a ir a frente.

 

Helen: Quem sabe ela não aprende?...(pausa)...completa idiota essa mulher!

 

Gustavo: Eu teria feito o mesmo, bom, acho que pior, teria quebrado alguma cadeira! Com certeza.

 

Helen: Incrível como você é corajoso.

 

Gustavo (sorrindo): Você ainda não viu nada!

 

Voz de Márcia: Helen...

 

Helen vira, a câmera se desloca mostrando Márcia se aproximando.

 

Márcia (sorrindo e dando um passo a frente): Filha...

 

Helen (séria): O que você quer aqui?

 

Márcia: Eu queria te ver, estou com tantas saudades...(se aproxima para abraçá-la)

 

Helen (tirando as mãos dela e se afastando): Se afasta de mim!

 

Márcia: Filha, você precisa me escutar, deixa eu explicar tudo o que realmente aconteceu.

 

Helen (nervosa): Eu não quero ouvir, eu não quero ter nada a ver com você, eu não sou sua filha, a minha mãe está enterrada ao lado do meu pai!

 

Márcia (se aproximando): Não fala assim, apenas me dê uma chance com você?

 

Márcia a abraça. Helen nervosa desfaz o abraço e a empurra.

 

Helen (furiosa): Que parte você não entendeu? Okay, vou ver se deixo bem claro dessa vez. Eu não sou sua filha... (pausa)... Eu odeio você!

 

Close no rosto de Márcia, ela fica sem reação.

 

Helen (nervosa): Odeio você com todas as letras. Então, suma da minha vida!

 

Helen começa a correr, Márcia a chorar. Gustavo balança a cabeça e corre atrás de Helen. Close mais uma vez em Márcia e em alguns alunos em volta, cochichando.

 

 

Parte externa da quadra. Cláudio e Felipe saem pela mesma.

 

Cláudio (imitando a Amanda): Ele é simplesmente perfeito!

 

Felipe (imitando Cíntia): Um gato!

 

Cláudio (imitando a Amanda): Um Deus!

 

Felipe: Ele é um completo idiota!

 

Cláudio: Um grosseiro!

 

Felipe: Um tirano!... Aiiii, todos os meus músculos doem.

 

Amanda e Roger passam por eles.

 

Amanda: E então garotos? Como foi ? Ele não é o máximo!

 

Cláudio (irônico): Sim! Ele é o máximo!

 

Felipe: O máximo do carrasco isso sim!

 

Amanda: Ai que horror!! Por que estão falando isso?

 

Cláudio : Depois de vinte flexões...

 

Felipe: ... Quarenta voltas na quadra...

 

Cláudio: ... Subir e descer a arquibancada vinte e cinco vezes...

 

Felipe: ... E fazer duzentas abdominais... Ele não parece tão encantador como você classificou.

 

Amanda (sorrindo): Ahh, ta explicado! Ele colocou vocês pra malhar e vocês se revoltaram! (risos).

  

Roger: Ainda bem que eu não faço nenhuma atividade extracurricular!

 

Felipe: É meu caro, mas torça para ele ser apenas o treinador da equipe, porque se ele for o professor de educação física também, você está ferrado!

 

Roger: Agora me deu medo!

 

Amanda: Eu não vou me importar.

 

Roger:  Fim de fantasia, agora sabemos que ele não é encantador!

 

Amanda sorri e o beija. A tela escurece.

 

 

Abre mostrando o céu estrelado, quando desce, temos a visão da casa de Cláudio. Corta para dentro, sala.

 

Lucio está sentado no sofá, assistindo televisão, porém ele aparenta não estar prestando atenção no que passa. Após alguns segundos, Cláudio chega a sala e senta ao seu lado.

 

Lucio (olhando-o): Tudo bem, filho?

 

Cláudio (cansado): An-han!

 

Lucio: Você só chegou em casa agora?

 

Cláudio (respirando fundo): Conhecemos o novo treinador depois da aula e fomos para a lanchonete.

 

Lucio: E como é o novo treinador?

 

Cláudio (olhando-o): Sem comentários!

 

Lucio (rindo): Okay... E o Bruno? 

 

Cláudio: Saiu com o Felipe, foi conhecer a cidade.

 

Lucio: Sua mãe e eu vamos jantar fora, você vem com a gente, certo?

 

Cláudio (pensativo por alguns segundos, em seguida sorri): É, pode ser legal.

 

Lucio sorri, em seguida olha para frente.

 

Cláudio: Você está bem?

 

Lucio: Estou, estou sim.

 

Cláudio: Parece um pouco cansado...

 

Lucio: O dia hoje na empresa foi meio estressante.

 

O celular de Cláudio toca. Ele faz sinal com o dedo para Lucio e atende.

 

Cláudio: Oi... (levanta)... Se acalma, se acalma... (pausa)... Eu vou procurá-la... (pausa)... Okay.

 

Lucio (preocupado): O que aconteceu?

 

Cláudio: A Márcia, foi procurar a Helen e ela correu por aí, atordoada.

 

Lucio: Quer que eu vá com você? Precisa de uma carona?

 

Cláudio: Não, não, pode deixar que eu cuido disso. Fica pra próxima a jantar.

 

A câmera o segue até a porta, saindo apressadamente.

 

 

Casa de Roger. Artur e Vera estão na sala, sentados no chão e encostados no sofá.

 

Artur: Que tal Cleosvaldo?

 

Vera: Credo Artur! Hércules é mais bonito!

 

Artur começa a rir.

 

Vera: Qual o problema? É um nome de guerreiro!

 

Roger e Amanda entram de mãos dadas na sala.

 

Roger: O que vocês estão fazendo?

 

Artur: Tentando escolher o nome do seu irmão!

 

Vera: Diz se Hercules não é um nome bonito?

 

Roger (para Amanda): Ainda bem que eles estavam sãos quando escolheram o meu nome.

 

Vera (olhando para Amanda e sorrindo): Olá minha nora, tudo bem?

 

Amanda: Tudo bem dona Vera, e senhor Artur. E os senhores, como estão?

 

Artur (fazendo careta): Uii! 

 

Vera: Quantas vezes vamos ter que te falar pra parar com essas formalidades? Só Vera e Artur basta! (sorri).

 

Artur (sorrindo): E senhor me deixa com um ar de velho, e eu estou na flor da idade!

 

Amanda (rindo): Tudo bem , Vera e Artur!

 

Vera: Agora vêm cá vocês dois, nos ajude a escolher o nome da criança. 

 

Amanda e Roger se aproximam e sentam na frente deles.

 

Vera: O que vocês acham de Nabucodonosor ?

 

Amanda e Roger se olham e começam a rir. Vera os olha com se não tivesse entendido o motivo da graça.

 

 

Praça do centro da cidade. Cláudio caminha falando ao celular.

 

Cláudio: Tem certeza que ela não está lá na sua casa? ... (pausa)... Okay, até mais Felipe.

 

Ele desliga o celular e pára, ficando pensativo. Ouve-se algumas risadas, Cláudio franze a testa como se reconhecesse. Ele olha para o lado, a câmera se movimenta juntamente, mostrando Gustavo conversando com alguns rapazes perto do banco. Cláudio vai até eles.

 

Cláudio: Gustavo...

 

Gustavo (rindo, virando e desfazendo o sorriso ao ver Cláudio): Ora, ora, se não é banhista de cerveja.

 

Cláudio: Corta a palhaçada, vim saber da Helen.

 

Gustavo começa a mexer nos bolsos.

 

Cláudio: O que você está fazendo?

 

Gustavo: Não, to vendo se ela não está por aqui em algum lugar.

 

Cláudio se aproxima e o segura pelo colarinho.

 

Cláudio: Eu vou perguntar só mais uma vez, onde está a Helen?

 

Gustavo (tirando a mão dele e se afastando): Eu não sei! Passamos à tarde  juntos, depois ela foi embora, disse que precisava ficar sozinha um pouco.

 

Cláudio fica pensativo.

 

Gustavo: E não pense que pode chegar assim e ficar me intimando, porque da próxima vez...

 

Cláudio (cortando): já sei onde ela pode estar....

 

Cláudio corre ignorando Gustavo, ele olha para os outros rapazes.

 

Gustavo: Sorte dele ter corrido, só Deus sabe o que seria do coitado se tivesse ficando.

 

Rapaz (sarcástico): Claro!

 

Ele e os outros rapazes começam a rir, Gustavo lança um olhar sério para eles.

 

 

Grande jardim que dá visão para toda a cidade. O local está escuro. Cláudio caminha olhando para os lados.

 

Cláudio (procurando): Helen, você está aí?

 

Ele caminha um pouco mais, em seguida pára, ficando pensativo. Olha para a alavanca e vai até a mesma, puxando-a. As luzes do local acendem. A câmera se movimenta mostrando Helen sentada no banco, encolhida.

Ele a olha com pesar, ela está olhando para baixo, triste. Cláudio vai até ela e senta ao seu lado.

 

Cláudio (olhando para frente): Sabe, esse lugar não é tão secreto como o Léo havia dito. Roger e eu costumávamos vir aqui quando crianças para brincar... (respira fundo)... É realmente um bom lugar para se colocar os pensamentos em dia, porém, não é muito aconselhável ficar sozinho à noite aqui, pode ser perigoso.

 

Helen continua em silêncio, sem olhá-lo.

 

Cláudio: Certa vez estávamos brincando aqui e o gênio resolveu subir na árvore porque achou que podia voar. Não deu outra, caiu de rosto no chão...

 

Helen o olha, prestando atenção.

 

Cláudio: Tinha que ter visto a quantidade de sangue que escorria. O Roger ao invés de me ajudar, acabou desmaiando quando viu meu rosto daquele jeito... (sorri)... Então além de me socorrer, tive que carregá-lo comigo até o hospital... Foi cômica a cena.

 

Helen não resiste e ri. Cláudio a olha com ternura.

 

Música: Bon Jovi – Misunderstood

 

Cláudio: Bom saber que você ainda sorri... (pausa)... Não vim aqui pra falar sobre o que aconteceu hoje com você ou lá atrás. Que tal a gente falar de nós, de coisas engraçadas, como fazíamos antes, huh?

 

Helen: E o que você sugere?

 

Cláudio (pensativo): Já conheceu o novo treinador?

 

Helen: Acho que o vi no corredor, seria um...

 

Cláudio (interrompendo): Isso, encantador, um sonho, um pão.

 

Helen começa a rir. Cláudio continua a falar, mas o som toma conta da cena, encobrindo o que ele diz. A câmera começa a subir, mostrando o ambiente num ângulo aéreo.

 

Cláudio (em off): Dizia o sábio em um de seus provérbios, “Doloroso amar e a pessoa amada fazer parecer que não é amada. Machuca o peito se dedicar a um carinho especial  e não ser entendido... Apesar de tudo... Perfeito Quem o é? Mas ninguém precisa sê-lo.

 

 

Casa de Roger – Sala

 

Cont- Bon Jovi – Misunderstood

 

Roger, Amanda, Artur e Vera ainda estão sentados no chão perto do sofá, Vera fala algo que faz todos rirem, a câmera focaliza o rosto feliz de um por um.

 

 

Parte interna de um quarto desconhecido.

 

Cont- Bon Jovi – Misunderstood

 

Márcia está chorando e olhando para um porta retratos. Ela coloca ele na cabeceira, onde podemos ver a foto de uma criança recém nascida. Fica essa imagem por alguns instantes.

 

 

Jardim. Cláudio e Helen conversam animadamente, sentando no mesmo lugar. 

 

Cont- Bon Jovi – Misunderstood

 

Helen: Subir e descer a arquibancada trinta vezes? ...(começa a rir)... Eu queria ter visto isso...

 

Cláudio: Mesmo? Pois torça para que ele também não seja o professor de educação física, pois quem acabará rindo de você, serei eu.

 

Eles continuam conversando, mas novamente o som os encobre. A câmera começa lentamente a se afastar, até se deslocar para o ponto de onde é possível ver a cidade. Foca ela iluminada por alguns instantes.

 

A tela escurece.

 

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Comunidade/Cludio2.jpg

 

 

 

 

Créditos Finais:

 

 

Criado e Escrito por:

 

Thiago Monteiro

 

Colaboração:

 

Raquel Rosa

 

Participações Especiais:

 

Vin Diesel – Treinador Paulo

Nicole - Jennifer Nicole Freeman

Gabriel - Anton Yelchin

 

Música Tema:

 

Switchfoot - Meant To Live

 

Trilha Sonora:

 

Hot Hot Heat - Dirty Mouth

The Veils - The Tide That Left And Never Came Back

The Feeling - Never Be Lonely

Better Than Ezra - A Lifetime

Rock 'n' Roll Soldiers -Funny Litlle Feeling

Bon Jovi – Misunderstood

 

 

 

http://i190.photobucket.com/albums/z119/lindaum458/Rodapdasegundatemporada-1.jpg