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Refeitório do colégio Esplendor. Cláudio, Helen e Roger estão em sua tradicional mesa, conversando. Roger expressa um ar de desconfiança, olhando algumas vezes para trás, onde fica a mesa de Léo, Gil, Felipe e os demais.

 

Música: Yellowcard - Only One

 

Cláudio (estranhando): Que tanto você olha para trás?

 

Roger: Vocês não acham estranho que após uma semana do ocorrido na festa, eles fazerem nada contra mim?

 

Helen: Talvez tenham achado melhor deixar isso para lá.

 

Roger: Certo, e nós nascemos ontem. Eles estão tramando algo, tenho certeza disso.

 

Helen: Se você quiser eu posso falar com o Léo a respeito.

 

Cláudio (estranhando, sério): Desde quando você tem intimidade com aquele babaca?

 

Helen: Esqueceu que estamos trabalhando juntos na organização do baile?

 

Cláudio: O que não quer dizer que pode pedir algum favor a ele.

 

Helen fecha a cara imediatamente.

 

Roger (olhando para Cláudio): Hey, relaxa, ela não vai precisar falar com o Léo, até porque sei me defender (pausa)... Eu acho. (olha para Helen)... E você Helenzinha, agradeço a sua preocupação, de coração, mas creio que poderei dar conta de tudo.

 

Helen apenas sorri,fazendo sinal de positivo com a cabeça. Roger olha na direção da mesa onde Amanda costuma ficar, ela faz sinal para ele se aproximar.

 

Cláudio (sorrindo): Vai lá que sua namorada de aluguel está te chamando.

 

Roger sorri para eles, levanta e sai. Corta para Amanda sozinha na mesa, Roger se aproxima.

 

Roger: Olá, Mandy, meu amor. Sentiu saudades?

 

Amanda: Mandy?

 

Roger: É, o pessoal todo te chama de Amandinha, Mandinha, resolvi ter o meu jeito próprio de te chamar.

 

Amanda (subindo as sobrancelhas, em seguida fazendo sinal de aprovação): Mandy, pode ser... (olha para ele)... Senta aí.

 

Roger (sentando): Não precisa pedir duas vezes.

 

Amanda: Não ia vir me ver hoje? Não que eu me importe com isso, só não quero que depois venha me dizer que não fiz todo o combinado do trato.

 

Roger (sorrindo): Com certeza. Estava resolvendo alguns assuntos pendentes com meus amigos. A propósito, a gente podia sentar com eles qualquer dia desses, você verá como são legais.

 

Amanda (dando os ombros): Pode ser.

 

Roger: Você está cada dia mais lindinha.

 

Amanda: Não abusa.

 

Roger ri. A câmera se desloca para a mesa em que Cláudio e Helen estão. Cláudio olha na direção de Amanda e Roger e sorri. Helen mantém uma expressão séria.

 

Cláudio (sorrindo): Talvez esse lance de namorada de alguém não seja uma péssima idéia.

 

Helen permanece séria, sem responder.

 

Cláudio: Então, como vão os preparativos para o grande baile de inverno?

 

Helen: Cláudio, eu não pedi para fazer dupla com ele, você sabe muito bem disso.

 

Cláudio: Aí que eu não entendo. Você não pediu para fazer dupla com ele, mas não fez nenhum esforço para desfazer, já que é voluntaria nisso tudo. Poderia ter muito bem pedido para trocar.

 

Helen: Não é tão simples assim. Alem do mais, não poderia deixar alguém que precisa de ajuda, nas mãos.

 

Cláudio: Alguém que precisa de ajuda? (olha para cima)... Certo.

 

Helen: Senti o seu sarcasmo.

 

Cláudio: Alguém que precisa de ajuda? Corta essa, Helen. Lembre-se que ele está lá porque mereceu, simplesmente porque me atacou.

 

Helen: Ah claro, se você não tivesse servido de canal para fazer ciúmes, talvez ele não tivesse te atacado.

 

Cláudio: O que você quer dizer com isso?

 

Helen: O que eu quero dizer é que, ou você é muito ingênuo ou adora ser bobo. Pois está na cara que aquela lá está te usando pra atacá-lo.

 

Cláudio: Um momento, eu não sou bobo, muito menos ingênuo. Ta certo que o beijo foi realmente feito sob planejamento, mas se nós estamos tento algum tipo de relacionamento amistoso hoje, pode ter certeza que é mérito meu.

 

Helen (irônica): Com certeza, acabou de provar que de bobo você não tem nem um pouco.

 

Cláudio: E o ponto aqui não sou eu e a Larissa.

 

Helen (levantando): Tem razão, a conversa acabou.

 

Helen sai nervosa. Cláudio levanta as mãos, ficando de boca aberta. Ele balança negativamente a cabeça, em seguida a tela escurece.

 

 

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Refeitório. Larissa entra sorridente. Ela se aproxima da mesa em que Roger e Amanda estão e senta.

 

Música: Rock 'n' Roll Soldiers - Funny Little Feeling

 

Larissa: Olá casal vinte.

 

Roger (estranhando): Está realmente me vendo aqui?

 

Larissa (respirando fundo): Cheguei à conclusão que se minha melhor amiga consegue te suportar, acho que poderei fazer o mesmo. Afinal, é só até o baile, certo?

 

Roger olha para Amanda.

 

Amanda: Eu contei a ela.

 

Roger: Legal.

 

Larissa: Quer saber de uma coisa? Serei sua anfitriã no que deseja. Te ajudarei a se tornar popular... (olha para uma mesa cheia de garotas)... Garotas, vêem aqui um minuto.

 

As garotas se levantam e vão até lá. Close na expressão séria de Amanda.

 

Larissa (sorrindo): Conhecem o Roger?

 

Garota 1: O eterno romântico?

 

Roger franze a testa.

 

Garota 1: Festa? Lembra?

 

Roger (sorrindo, sem lembrando): Oh, claro. Como está?

 

Garota 1 (sentando): Muito bem e você.

 

As demais garotas puxam suas cadeiras e sentam. Eles começam a conversar, mas o som aumenta, encobrindo o que eles dizem. Larissa olha para Amanda e pisca para ela. Amanda esboça um sorriso forçado.

 

 

Mesa onde Léo, Gil e Felipe estão.

 

Felipe (rindo): Então, como está indo o trabalho voluntario.

 

Léo: Comparado a ter que varrer o colégio, o trabalho voluntário é uma maravilha.

 

Léo e Gil riem.

 

Felipe: De todas as punições, sem sombras de dúvidas a minha foi a pior. Sem contar que sequer cheguei a pintar aquele maldito quadro... (balança negativamente a cabeça)... E pensar que eu livrei a barra da Priscila, pra depois ela me der um chute.

 

Léo: Mulher, é o preço que se paga por confiar.

 

Gil: Falando me voluntariado e mulheres, como está sendo trabalhar com a pequena órfã?

 

Léo: Não fala assim. Ela está me ajudando a sair logo desse castigo.

 

Gil: Não se importa dela ser melhor amiga do seu inimigo?

 

Léo: E o que eu poderia fazer? Ou era aceitar a dupla ou uma punição mais severa. Não tive escolha.

 

Felipe (pensativo): Faz ela ficar louquinha por você.

 

Léo (rindo): A troco de quê eu faria isso?

 

Felipe: Do seu lugar no time.

 

Léo (sem entender): E no que fazer a garota ficar louquinha por mim, me trará algum benefícios em relação ao time?

 

Gil: Eu sei do que ele está falando. Aquele panaca tem cara que faz de tudo para não ver os amigos sofrerem. Então é simples, você conquista a órfã, e ao invés de humilhá-la, propõe uma troca fazendo com que ele entregue seu lugar no time, saindo definitivamente dele. Caso não faça...

 

Felipe (completando): Sua amiga pobrezinha receberá a maior humilhação em publico que alguém poderia receber.

 

Gil: E assim resolvemos duas coisas numa só. Seu lugar no time e ele fora de nosso convívio de uma vez por todas.

 

Léo parece refletir por instantes.

 

Felipe: O que me diz?

 

Léo (sorrindo): Me parece uma ótima idéia. Mas mais para tirá-lo definitivamente da equipe, porque o meu lugar, sei que logo irei recuperar.

 

A imagem se aproxima de seu rosto, frisando bem seus olhos por alguns instantes. A tela escurece. 

 

 

Casa de Cláudio, cozinha. Silvia está em frente ao fogão. Atrás dela vemos Lucio, com o paletó sobre os ombros, entrando no local.

 

Lucio (sorrindo): Cheguei.

 

Silvia (rindo): O que a culpa não faz com as pessoas, huh?

 

Lucio (sem entender): Desculpa?

 

Silvia (virando para ele): Em dezoito anos de casados, a coisa mais difícil de você fazer era vir almoçar em casa. De repente todos os dias resolve bater ponto aqui? Pra que tudo isso? Já disse que não preciso da sua pena.

 

Lucio: E já falei mais de cem vezes, eu não estou com pena de você. Coloque isso na sua cabeça.

 

Silvia: E o que você quer que eu pense? Que de repente começou a me amar incondicionalmente? Nem uma criança acreditaria nisso.

 

Lucio (se levantando e se aproximando): Mas eu amo. Nunca deixei de amar. Às vezes a gente precisa levar uma pancada na cabeça, para voltar a perceber o quanto essa pessoa é importante pra gente... (se aproxima ainda mais)... E o quanto não queremos perdê-la.

 

Silvia (sarcástica): Lindas palavras. Desse jeito é capaz de eu morrer do coração e não da cabeça. (sorri e se afasta).

 

Lucio: Como você pode fazer piadas com um negócio sério como esse?

 

Silvia: Já ouviu a frase “Rir para não chorar”? É o que estou fazendo.

 

Lucio: O que você deveria estar fazendo, era lutar.

 

Silvia: E estar aqui de pé, é o que então?

 

Lucio: Fugir... (novamente se aproxima)... Será que é tão difícil pra você entender que tem grandes chances de se curar?

 

Silvia: E será tão difícil pra você entender que esse assunto está encerrado?

 

Lucio (balançando negativamente a cabeça): Não pense que vou ficar de braços cruzados, esperando a morte vir te buscar. Nem que pra isso eu tenha que te levar amarrada ou sedada para o hospital.

 

Silvia começa a rir. Lucio fecha a cara.

 

Lucio: E não estou brincando.

 

Ele sai. Ela o segue com o olha, sorrindo e balançando negativamente a cabeça. 

 

 

Corredor do colégio Esplendor. O sinal toca e vários alunos começam a sair pelas portas.

 

Corta para Larissa e Amanda caminhando juntas.

 

Amanda: O que foi aquilo no intervalo?

 

Larissa: Sobre?

 

Amanda: Você, empurrando as garotas pra cima do Roger, daquele jeito?

 

Larissa: E qual o problema, por acaso está com ciúmes?

 

Elas param em determinado ponto, ficando de frente uma para a outra.

 

Amanda: Claro que não, só que nós dois temos um trato e...

 

Larissa (interrompendo): Então estou te fazendo um favor. Quanto mais rápido ele se popularizar, mais depressa largará do seu pé. Estou errada?

 

Amanda (abaixando o olhar): Não, não está.

 

Larissa: Então deixa de reclamar como uma namorada ciumenta... (pausa)... Preciso comer alguma coisa antes de começar a dar aulinha. A gente se vê mais tarde.

 

Amanda: Beijo.

 

Larissa sai. Amanda fica pensativa por alguns instantes, em seguida encosta-se na parede.

 

 

Uma sala. Léo e Helen estão na mesma sala cheia de almofadas. Ambos estão sentados, fazendo algumas anotações. Helen parece distante, riscando um caderno aparentemente sem prestar atenção. Léo pega um cd, olha para o mesmo, anota algo em uma folha e olha para Helen, sorrindo.

 

Léo: Está quase acabando.

 

Helen: Graças a Deus.

 

Léo (rindo): Tudo isso é pra ficar longe o mais rápido possível de mim?

 

Helen: Não, ultimamente sua presença tem se tornado menos insuportável.

 

Léo: Se foi um elogio, obrigado.

 

Helen: Se fosse a frase teria outro sentindo.

 

Ele a olha por alguns instantes, em seguida se aproxima com sua almofada, sentando próximo a ela.

 

Léo: O que foi? Parece tristinha desde que chegamos. Quer me contar o que aconteceu?

 

Helen (sorrindo): Como se você estivesse preocupado e eu fosse desabafar com você.

 

Léo: Por que não? Ouça, eu sei que fui um péssimo amigo no passado, que te magoei, fiz você perder a confiança em mim. Mas tente acreditar no que eu vou dizer. Me preocupo sim com você e embora não pareça verdade, esse tempo em que estamos passando juntos, me fez bastante saudosista.

 

Helen (olhando-o com desconfiança, em seguida voltando a escrever): Eu estou bem.

 

Léo: Brigou com o seu amigo, não foi?

 

Helen: Agora é vidente?

 

Léo: Eu vi vocês no refeitório, o jeito como levantou brava. Eu não sei realmente o que aconteceu, mas sei que vocês irão se resolver. Ao contrário de mim, o Cláudio nunca será um babaca.

 

Helen levanta a cabeça, novamente olhando-o com desconfiança.

 

Helen: O que aconteceu com você?

 

Léo (sorrindo): Acho que se chama, efeito Helen.

 

Ela balança negativamente a cabeça, em seguida abaixa o olhar novamente, voltando para o caderno. Léo a olha por alguns instantes, em seguida abre um sorriso duvidoso.

 

 

Corta para outra sala. Larissa está sentada ao lado de Gaby. Cláudio está atrás, com o mesmo garotinho de antes.

 

Larissa: Me responde agora o que temos aqui? Eu sei que você sabe.

 

Gaby permanece em silêncio. Larissa olha para trás. Cláudio faz sinal com a cabeça para ela. Ela volta a olhar para frente. Abaixa e tira da bolsa uma cartela com estrelinhas de adesivo.

 

Larissa: Vamos fazer assim... (mostra a cartela a ela)... A cada exercício que você conseguir resolver, vamos colocar uma estrelinha. Quanto completar dez estrelinhas, você ganha um presente, o que você acha?

Gaby (interessada): Que presente?

 

Larissa (sorrindo): Isso você só saberá se conseguir completar o espaço com as estrelinhas. Estamos combinadas?

 

Gaby (feliz): Estamos! Quero algo bem legal, bem grande.

 

Larissa (rindo): Vamos com calma, primeiro resolva o exercício do jeito que eu te ensinei.

 

A garotinha pega a folha o lápis e começa a resolver o exercício. Larissa olha para trás, não acreditando. Cláudio faz sinal de positivo para ela. Ela sorri para ele, ele retribui.

 

Corta para os dois já no corredor. Larissa caminha radiante.

 

Larissa: Inacreditável. Ela falou comigo, resolveu todos os probleminhas e ainda me deu um beijo antes de ir embora.

 

Cláudio (sorrindo): Viu? Eu disse que não seria difícil. Era só uma questão de ter paciência.

 

Larissa: Tudo graças a você, que foi um anjo por ter ido comigo na biblioteca aquele dia. Na verdade, não só por isso, você tem sido um anjo comigo em vários sentidos.

 

Cláudio sorri, sem graça.

 

Larissa: Ainda não pude te agradecer direito por ter cuidado de mim na festa.

 

Cláudio: E nem precisa fazer, não fiz querendo nada em troca. Qualquer um faria o mesmo.

 

Larissa: Qualquer um não. A maioria se aproveitaria da situação, mas você é diferente dos outros rapazes. Por isso, insisto em ter a chance de lhe agradecer e quem sabe, te conhecer melhor.

 

Cláudio: Okay, mas o que tem em mente?

 

Larissa: Não sei, quer ir para algum lugar hoje a noite?

 

Cláudio (sorrindo): Só marcar o horário.

 

Eles continuam conversando e caminhando. Mas suas vozes são encobertas por um som instrumental. Corta para a visão aérea do corredor, deles de costas. A tela escurece. 

 

 

Casa de Larissa. Rosangela e Jonatas conversam sentados no sofá.

 

Rosangela: Ela vai querer nos matar depois disso.

 

Jonatas: Hey, quem são os adultos da casa, huh? Não é ela que deve impor medo na gente.

 

Rosangela: Mas você conhece o furacão que é Larissa. Não duvido nada dela resolver fugir de casa ou fazer um escândalo do tamanho que a cidade vizinha irá ouvir.

 

Jonatas: Quer desistir? Tudo bem.

 

Rosangela (sorrindo): Claro que não, eu não sei por que, mas estou recorrendo a todas as alternativas possíveis.

 

Jonatas: Ouça, você sabe que eu amo a Larissa como se fosse minha filha, não sabe?

 

Rosangela: Claro, não tenho duvidas quanto a isso. Só de você ainda permanecer casado comigo depois de tudo o que recebe dela, já prova mais do que suficiente que me ama, que nos ama.

 

Jonatas: Então, confie em mim. Estou fazendo para o bem dela. Ela precisa aprender a dar valor as coisas que tem e de onde elas vem. Neste, nós.

 

Rosangela (dando um selinho nele): Execute o plano, meu amor. Eu confio em você.

 

Ele sorri para ela. Em seguida ela deita a cabeça sobre o seu peito, levando a atenção para a televisão.

 

 

Quarto de Cláudio. É noite. Cláudio está sentado na cama, lendo uma revista. Close na porta aberta e Lucio entrando.

 

Lucio: Precisamos conversar.

 

Cláudio (sem olhá-lo): Primeiro, bata na porta quando entrar, segundo, não temos nada para conversar.

 

Lucio: Mas a porta estava aberta.

 

Cláudio: Bata do mesmo jeito. Alias, nem bata, passe direto pelo corredor. Agora se me der licença, estou lendo um artigo muito importante para o meu desenvolvimento.

 

Lucio: E será que esse artigo é mais importante que sua mãe? Pois é dela que eu vim falar.

 

Cláudio abaixa a revista, olhando-o.

 

Cláudio: Okay, conseguiu cinco minutos da minha atenção. O que tem minha mãe?

 

Lucio: Já tentou falar com ela sobre fazer a operação?

 

Cláudio: Mas é claro que já tentei. Mas ela não quer ouvir falar a respeito.

 

Lucio: Ela resiste em fazer, porque tem medo de acabar não resistindo ou saindo com alguma seqüela grave. Mas eu conversei com os melhores médicos do país e as chances dela sair curada são maiores do que ficar esperando a morte aparecer, coisa que pode acontecer a qualquer momento.

 

Cláudio: Eu já sei disso tudo, e tenho feito o impossível para tentar convencê-la a se operar. Mas foi como eu disse, ela se recusa a aderir a idéia.

 

Lucio: Talvez haja um outro meio.

 

Cláudio o olha por alguns instantes. Lucio puxa uma cadeira e senta a sua frente.

 

Lucio: Ouça, eu sei que você me odeia e não tiro a razão disso não. Mas eu queria propor uma aliança entre nós dois. Que juntos busquemos um meio mais que convencer a sua mãe. Quem sabe ela vendo nós tendo uma relação de pai e filho, acabe por mexer com o coração dela e encorajá-la a deitar na mesa de operação?

 

Cláudio (pensativo): Eu não sei.

 

Lucio: Temos que tentar todos os meios possíveis. Alem do mais, não pense em mim, pense nela. Creio que valerá esse sacrifício da sua parte em prol da cura da sua mãe.

 

Cláudio: Está certo, eu concordo. Mas você tem que me prometer uma coisa.

 

Lucio: Qualquer coisa.

 

Cláudio: Quanto isso tudo tiver terminado. Você irá pegar suas coisas e sumirá das nossas vidas de uma vez por todas. Sem noticias, telefonemas, visitas ou coisa parecida. Após a operação, o que eu mais quero é que ela tenha uma vida feliz. E não creio que você seja capaz de dar isso a ela, uma vez que a única coisa que soube fazer, foi magoá-la.

 

Lucio abaixa a cabeça, ficando bastante pensativo.

 

Cláudio: É pegar ou largar.

 

Lucio: Feito. Depois que sua mãe se curar, sumo da vida de vocês e nunca mais dou noticias.

 

Cláudio (sorrindo vitorioso): Parceiros?

 

Lucio (triste): Parceiros.

 

Lucio levanta e sai. A câmera se aproxima do rosto de Cláudio que continua a expressar um sorriso vitorioso.

 

 

Casa de Helen, cozinha. Helen está sentada sobre a mesa, comendo algumas bolachas que estão sobre um pequeno preto e bebe um copo aparentemente de achocolatado. Ouve-se a campainha tocar.

 

Voz de Rosa (em outro cômodo): Eu atendo.

 

Helen (falando alto): Está bem vovó.

 

Corta para ela abrindo a porta, em seguida vemos o rosto de Léo.

 

Rosa: Olá senhor Leonardo, que prazer vê-lo... (pausa)... E sóbrio.

 

Léo (sem graça): Oi dona Rosa. Eu digo o mesmo... (sorri)... A Helen está?

 

Rosa (abrindo a porta): Por favor, entre.

 

Léo (entrando): Obrigado.

 

Eles caminham até a sala.

 

Rosa: Querida, visita pra você.

 

Corta para Helen na cozinha, levantando rapidamente da mesa, com um sorriso no rosto. Ela chega na sala e avista Léo parado, desfazendo imediatamente o sorriso.

 

Helen: Você? O que faz aqui?

 

Léo (sorrindo): Pela sua reação, creio que estava esperando outra pessoa?

 

Helen: Não, essa reação é especifica a sua pessoa mesmo.

 

Léo (sorrindo): Adoro o jeito carinhoso com que você me trata.

 

Ela faz sinal para ele sentar. Ela faz o mesmo.

 

Léo: Vim te convidar para dar uma volta.

 

Helen (surpresa): Com você?

 

Léo: Bom, a gente pode ligar para uma lista de pessoas também, mas eu preferia que fossemos só nós dois. Seria uma forma de retribuir o que fez por mim na festa. E deixo você escolher o lugar. (sorri).

 

Helen: Léo, não precisa fazer nada disso, vai pra casa.

 

Léo: Não posso, eu quero passar mais tempo com você, resgatar nosso laço de amizade. Pode soar falso o que eu vou dizer, mas, sinto sua falta.

 

Helen: Já passamos tempos demais juntos e me desculpa se vou ser grossa, mas a recíproca aqui não é a mesma. Sem falar que estou cheio de afazeres aqui em casa.

 

Ela levanta, Léo também.

 

Léo: É uma pena, queria muito que você pudesse me dar uma nova chance.

 

Rosa (aparecendo): Na verdade, você pode ir meu anjo, eu termino tudo aqui, não é muita coisa não.

 

Helen (virando para Rosa e lançando um olhar de repreensão a ela): Vovó, já disse que tenho muita coisa para fazer.

 

Rosa (sorrindo): Não tem não, minha linda, vá se divertir, só se é jovem uma vez na vida.

 

Léo (sorrindo): É assim que se fala, dona Rosa... (olha para Helen)... Agora não tem desculpas.

 

Helen fica sem ter o que dizer, em seguida caminha contrariada em direção ao quarto. Antes pára perto de Rosa e lança um olhar sério a ela.

 

Helen: Obrigado.

 

Rosa (sorrindo): Não há de que, querida.

 

Helen sai. Rosa olha para Léo que está sorrindo e batendo as mãos.

 

Léo: Está uma noite linda lá fora.

 

Rosa se aproxima com uma expressão séria.

 

Rosa: Escuta aqui rapazinho. Trate de tratar minha neta como uma princesa e não ouse sequer fazer algo que posso vir magoá-la. Essa é a segunda chance que você está ganhando, se feri-la... (mostra uma faca)... Te faço em pedacinhos. Estamos entendidos?

 

Léo (assustado): Pode deixar! Completamente entendidos!

 

Rosa (sorrindo): Assim espero.

 

Ela vira e vai em direção a cozinha. Léo respira fundo, assustado. A tela escurece.

 

 

Casa de Larissa. Quarto. Larissa entra no quarto e pára, estranhando algo. A câmera gira mostrando a mesa onde fica seu computador vazia.

 

Larissa (caminhando pelo quarto, procurando): Mas que diabos...

 

Sala. Jonatas e Rosangela estão em frente a tevê, abraçados e comendo pipocas. Larissa aparece.

 

Larissa: Posso saber onde está meu computador, telefone, televisão e até meu estojo de maquiagem?

 

Jonatas (colocando uma pipoca na boca): Está confiscado.

 

Larissa (ignorando-o): Rosangela? Onde está?

 

Jonatas: Como eu disse, está confiscado até segunda ordem. Ah, e sua mesada também.

 

Larissa: Isso só pode ser uma brincadeira de mau gosto.

 

Jonatas (sorrindo): Certamente que não. Você trata todos como bem quer. É estúpida com quem te quer bem. Portanto até aprender a ter um pouco de respeito e obediência, suas regalias nessa casa acabaram. (pensativo)... Sabe que seu quarto é muito grande para uma pessoa só? Estou pensando em transferi-la para o quarto de hospedes.

 

Larissa (nervosa): Nem passando por cima do meu cadáver. Vem cá, vocês dois enlouqueceram, é isso? Parem com essa palhaçada e devolvem minhas coisas imediatamente!

 

Rosangela e Jonatas não dão atenção, voltando-se para a tevê.

 

Larissa (para Rosangela): Você aceitou isso?

 

Rosangela: Não só aceitei, como dei meu total apoio. É hora de aprender a respeita minha querida.

 

Larissa (furiosa): Eu odeio vocês dois!

 

Ela vira e sai furiosa, resmungando. Jonatas e Rosangela se olham, vitoriosos.

 

Rosangela (rindo): Até o estojo de maquiagens?

 

Jonatas (sorrindo): Desculpa, confesso que essa parte foi pra provocar mesmo.

 

Ambos começam a rir, enquanto a imagem se afasta lentamente do cômodo.

 

 

Parte Interna de um shopping.

 

Música: Ashlee Simpson - Pieces of me 

 

A cena é cortada para vários takes de Amanda e Roger no shopping em geral.

 

- Vemos eles no barco pirata, com os braços abertos, na ponta.

- Eles no fliperama. Close na tela que mostra “Game Over”. Roger pula e comemora, Amanda brava dá um tapa no braço dele. Ele sorri e beija o rosto dela.

- Eles na loja de CDs. Roger mostra um cd para ela e faz sinal de positivo. Ela faz caretas e sinal de negativo. Em seguida vemos ela no balcão com um fone de ouvido, sorrindo e se rendendo a musica.

- Eles na livraria, praça de alimentação, caminhando olhando as vitrines. O som diminui.

 

Amanda (feliz): Não acredito em tudo que fizemos hoje.

 

Roger: Temos que aproveitar o máximo possível, o baile de inverno está chegando e nosso tempo se esgotando.

 

Amanda (desfazendo o sorriso): Tem razão.

 

Roger (olhando para o relógio): Quer que eu te leve para casa?

 

Amanda: Na verdade, tive uma idéia melhor. Que tal passearmos na cidade e pararmos no parque para conversar um pouco?

 

A câmera se aproxima lentamente do rosto de Roger, que esboça um sorriso emocionado.

 

Roger: Diria que você é um gênio. Eu não teria pensado em algo melhor.

 

Amanda (sorrindo): Então vamos?

 

Roger (sorrindo): Só se for agora.

 

O som volta a aumentar, e toma conta da cena. Numa vista aérea, vemos eles caminhando em direção a saída do shopping. 

 

 

Um lugar não identificado. Helen e Léo caminham pela calçada, em silêncio. Léo observa duas vezes ela, que mantém uma séria expressão no rosto.

 

Léo: Quer que eu conte uma piada?

 

Helen (sem entender): O que?

 

Léo (sorrindo): Quem sabe eu consiga tirar um sorriso desse rosto e mandar essa cara de velório embora?

 

Helen: Tive uma idéia melhor, porque não apostamos corrida? Quem chegar primeiro nas suas respectivas casas, ganham!... (sorri rapidamente).

 

Léo: Você estava um pouco menos ranzinza hoje cedo.

 

Helen: Talvez porque eu não imaginei que passaria a noite com você.

 

Léo: Vamos lá, essa resistência que você tem de ficar perto de mim, a ponto de não querer de volta a amizade que tivemos no passado, faz parecer que você estava apaixonada na época.

 

Helen abre bem os olhos e não responde. Léo imediatamente fica pensativo e pára. Em seguida cai em si e corre até ela.

 

Léo: É isso, não é? Esse ódio todo que você tem, essa resistência de ficar próxima. Você gostava de mim naquela época.

 

Helen (séria): Não quero falar sobre isso.

 

Léo: Por quê? Porque não me disse o que sentia? Quem sabe as coisas poderiam ser diferentes?

 

Helen (parando, nervosa): Poderiam como? Abnegaria do trono que estava sentando pra ficar com a amiga pobre? Você estava tão empolgado com seu novo convívio social que sequer ligaria em saber que eu gostava de você. Coisa que qualquer um perceberia depois daquele beijo.

 

Léo (respirando fundo): Aquele beijo... (coloca a mão na cabeça)... Claro... (balança negativamente a cabeça)... Helen eu nem sei o que te dizer.

 

Helen: Não precisa dizer nada, até porque isso passou, acredite em mim. Vejo você simplesmente como uma pessoa qualquer. Não precisa se sentir culpado pelo que passou. E não, não resisto em ficar perto de você, porque ainda guardo algum sentimento ou esperança. Resisto porque não acredito na sua mudança repentina e no seu arrependimento. Vamos colocar um ponto final nisso agora, okay? Chega de tentar resgatar algo que já se perdeu há muito tempo... (balança negativamente a cabeça)... Jamais voltaremos a ser amigos.

 

Breve silêncio.

 

Helen: Agora se me dá licença, eu vou pra casa.

 

Ela começa a caminhar, enquanto ele fica parado, sem esboçar reação. Após alguns instantes olha na direção em que ela caminha.

 

 

Lanchonete. Cláudio e Larissa estão sentados no lado externo da lanchonete, onde há vista para a praça. Larissa mantém uma expressão triste no rosto.

 

Música: The Afters – Someday (como se estivesse tocando no som ambiente da lanchonete)

 

Cláudio: O que aconteceu? Estava tão alegre pela manhã, agora parece tão tristinha.

 

Larissa: Em casa, parece que acabou a sanidade por lá. Você acredita que eles confiscaram tudo o que é meu? E olha a parte mais insana, até mesmo meu estojo de maquiagem entrou na dança.

 

Cláudio: Lamento...

 

Larissa: O que eles pretendem fazendo isso? Que eu venha aprender a dar valor ao que tenho, dar valor a quem me dá?... (balança negativamente a cabeça)... É muito mais fácil eu odiá-los ainda mais.  

 

Cláudio: Não fala assim. Mesmo que tenham agido como adolescentes, é notável que amam você e fizeram isso pensando em sim em algum beneficio, mas não próprio. É sua mãe, Larissa, não pode dizer que a odeia.

 

Larissa: Um momento, não é você que vive dizendo que odeia seu pai?

 

Cláudio: Sim, mas ele fez por merecer. Por anos fez minha mãe sofrer, acredite, esse sentimento não é à toa. Agora, sua mãe, no que ela pode ser considerada culpada?

 

Larissa: Eu fui muito apega a meu pai. Quando ele morreu, ela não respeitou meu luto, minha dor e em menos de um ano levou três namorados pra dentro de casa, incluindo esse que ela acabou casando. O corpo dele mal havia esfriado e ela já levava alguém para ocupar o seu lugar. O mais duro foi não se importar com o que eu pensava a respeito, embora sendo uma criança, eu tinha sentimentos, medos. Ela nunca tentou se aproximar de mim, conversar sobre a perda, não. Agora vendo que o tempo passou e percebendo o quão distante eu me tornei, tenta agir como uma boa mãe, recuperar o que perdeu. Mas não... (balança negativamente a cabeça)... Pra cima de mim? Definitivamente não.

 

Cláudio: Talvez o que vocês precisam é sentar e conversar, principalmente você, expor tudo o que está sentindo e colocar pra fora, talvez seja uma passo para que possa perdoá-la e também ouvir os seus motivos. Creio que sua mãe teve medo e se sentiu perdida tanto quanto você. Mas ela se condena mais por ser a adulta e você a criança na época.

 

Silêncio por breves segundos.

 

Cláudio: Minha mãe está com uma doença grave e a qualquer momento pode morrer.

 

Larissa (sentida): Sinto muito.

 

Cláudio: Tento passar o maior tempo possível ao lado dela e fico imaginando o que será da minha vida, caso ela venha a partir? Não sabemos o dia de amanha, e se acontecesse algo a sua mãe? Creio que a pior dor de uma pessoa é se arrepender e não conseguir voltar atrás.

 

Larissa: Embora seu pai tenha feito tudo que você disse que fez, creio que isso serve pra você também... (dando os ombros)... Todos teriam o direito de uma segunda chance, não?

 

Cláudio (esboçando um leve sorriso): Mas é fácil aconselhar...

 

Larissa (sorrindo): Difícil é seguir o próprio conselho.

 

Cláudio: Exatamente.

 

Ambos se olham por alguns instantes, em seguida desviam os olhares, cada um expressando uma forma pensativa. 

O som toma conta da cena em formato original agora, e corta para a praça.

 

Cont- The Afters – Someday

 

Amanda e Roger estão sentados no banco. Percebemos que o lugar está vazio, apenas os dois e o pipoqueiro mais a frente.

 

Roger: Está uma noite linda, não?

 

Amanda (olhando em direção ao céu): Uma noite perfeita.

 

Ela abaixa o olhar, encontrando o dele. Eles se encaram por alguns segundos.

 

Amanda: Mais uma vez, obrigado. Você tem me feito tão bem que não faz idéia de como isso tem impactado em mim. Eu nunca tive alguém que se importasse comigo, que pudesse conversar, me fazer rir. Claro , tem a Lari. Mas com você é diferente, parece que sente o que eu sinto.

 

Roger: Confesso que nunca pensei em ouvir isso de você, mesmo tendo certeza que algo de bom eu te mostraria com o nosso acordo. Pelo menos te forçar a passar um pouco de tempo comigo serviu para que tirasse a impressão de bocó, fracassado, rejeitado, que sempre tive.

 

Amanda (olhando-o com admiração): Pode ter certeza que não penso mais assim.

 

A câmera se posiciona lateralmente. Amanda fecha os olhos e aproxima seu rosto do dele, ele também. Quando estão prestes a se beijar, são interrompidos pela voz de Gil.

 

Gil: Ora, ora, ora, o que temos aqui? E não é que o casal vinte estava prestes a se bicar? Que papelão, hein Amanda?

 

Felipe e outros rapazes também estão com ele.

 

Gil: Não percebe o ridículo que está passando ao ser vista com esse cara?

 

Roger: É melhor você sair daqui!

 

Gil: Ou o que? Vai me dar um soco e sair correndo, como fez na festa? Para o seu azar, estou muito menos alcoolizado que naquele dia. E se pensou que iria deixar passar batido, enganou-se.

 

Amanda (levantando e falando alto): Gil, sai fora daqui. Ninguém vai brigar.

 

Gil: A decisão não é sua. Então frangote, prefere apanhar em pé ou sentado?

 

Roger imediatamente levanta.

 

Roger: Okay, apenas eu e você.

 

Gil: Na verdade, estive pensando em algo coletivo.

 

Os rapazes se aproximam, exceto por Felipe que continua parado, de braços cruzados. Amanda começa a gritar.

 

Amanda (gritando): Larga ele, Gil, Felipe, por favor,faça alguma coisa.

 

Corta imediatamente para a lanchonete, onde Cláudio e Larissa percebem o barulho.

 

Cláudio (levantando): Que gritaria é essa na praça?

 

Larissa (preocupada): Parece a voz da Amanda.

 

Cláudio (preocupado/saindo): Roger.

 

Corta novamente para a praça. Felipe se aproxima de Gil. Os rapazes seguram Roger.

 

Felipe: Acha isso mesmo necessário?

 

Gil: Se quiser ficar de fora, vai em frente, mas eu vou dar uma lição nesse aí.

 

Felipe levanta os braços e se afasta. Gil se aproxima de Roger.

 

Gil: Vamos ver onde está a coragem agora...

 

Amanda (chorando): Por favor, pare.

 

Cláudio aparece.

 

Cláudio: O que está acontecendo aqui?

 

Gil (girando os olhos e virando para ele): Pronto, agora a pancadaria será completa!

 

Cláudio: Solta ela, agora!

 

Gil (rindo): Eu ouvi direito? O que se passa nessa cidade que de uma hora pra outra todos os franguinhos resolveram ficar valentes?

 

Larissa: Gil, larga ele!

 

Gil: E as garotas bonitas a saírem com fracassados?

 

Cláudio (para Larissa): Deixa que eu resolvo isso, okay?

 

Ele olha para o lado e avista o carrinho de pipocas, em seguida corre até o local.

 

Cláudio (para o pipoqueiro): Licença, por favor.

 

Ele tira o guarda sol que protege o carro e tira a parte de cima, ficando apenas com o ferro. Em seguida se aproxima novamente do grupo.

 

Cláudio (furioso): Se você não mandar largar ele agora, eu juro que arrebento sua cabeça com isso e de quem mais tiver por perto!

 

A câmera se desloca para o outro lado da rua, onde vemos Helen caminhando rapidamente e Léo centímetros atrás dela.

 

Léo: Helen, por favor, quer esperar? Nós precisamos conversar.

 

Ela não responde e olha para o lado, parando imediatamente ao ver Cláudio com o ferro na mão.

 

Léo (alcançando-a): Ainda bem que você parou, vem cá, já pensou em fazer teste para a equipe de...

 

Helen (interrompendo): Oh meu Deus. O que está acontecendo ali?

 

Léo olha na direção em que ela olha e percebe a presença dos amigos.

 

Léo (franzindo a testa): Não faço a mínima idéia.

 

Helen (olhando-o): Você tem que fazer alguma coisa.

 

Ela o segura pela gola.

 

Helen: Por favor, você me deve isso!

 

Close no rosto de Léo, que fica pensativo por alguns instantes. Volta para a praça.

 

Gil: Você não vai ter coragem de fazer isso.

 

Cláudio: Experimenta, porque não arrisca ser o primeiro?

 

Léo (aparecendo): Ninguém vai arriscar... (olha para Gil)... Vamos, solta ele e vamos embora daqui.

 

Gil: Enlouqueceu? Eu não vou sair daqui sem brigar!

 

Léo (balançando negativamente a cabeça): Hoje não. Eu não vou deixar.

 

Ele caminha até Roger. Helen está próxima ali, ela e Cláudio se encaram. Léo se aproxima dos rapazes, puxando Roger.

 

Roger: Vai pra casa... (olha para os rapazes)... E nós, vamos também.

 

Amanda se aproxima de Roger, abraçando-o.

 

Música: Jimmy Eat World - 23

 

Amanda: Você está bem?

 

Roger (sorrindo): Eu estou bem.

 

Ele passa a mão na cabeça dela e ambos vão até Cláudio e Larissa. Léo se aproxima de Helen.

 

Léo: Obrigado pela noite.

 

Ele sorri, em seguida sai, junto com os rapazes. Quando o ultimo passa na sua frente, temos a visão de Cláudio encarando-a. Ela abre a boca para falar algo, mas pára.

 

Cláudio: Passear com ele também faz parte do trabalho?

 

Ela não responde. Ele balança negativamente a cabeça e vira, indo em direção a Larissa, Roger e Amanda.

 

Cláudio: Vocês estão bem? Vamos sair daqui.

 

A câmera os mostra saindo, caminhando. A mesma se desloca lentamente para Helen que olha na direção dos quatro. Ela parece triste.

 

Corta para Léo, Gil, Felipe e os demais próximos a um estacionamento. 

 

Cont- Jimmy Eat World - 23

 

Gil (furioso): Um motivo, me dê um único motivo pra você ter agido feito um idiota defendendo aquele babacas agora a pouco. 

 

Felipe começa a rir. Em seguida Léo também. Gil se faz de desentendido.

 

Gil (nervoso): Por acaso perdi alguma coisa engraçada?

 

Felipe (para Léo): Jogada de mestre, cara. Ela vai ficar caidinha por você depois dessa.

 

Gil cai em si e esboça um sorriso.

 

Gil: Como eu não pensei nisso? Brother,desculpa, você foi demais agora.

 

Léo (sorrindo): Eu sei. Agora é apenas uma questão de tempo.

 

Eles começam a rir, enquanto a câmera se aproxima lentamente do rosto de Léo. A imagem transparece para a praça.

 

Cont- Jimmy Eat World - 23

 

Helen está sentada sozinha, bastante pensativa, aparentemente triste. Fixa essa cena por alguns instantes. Logo após, a câmera sobe lentamente aos céus, parando em determinado ponto.

 

 

A tela escurece.

 

 

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Créditos Finais:

 

 

Criado e Escrito por:

 

Thiago Monteiro

 

Música Tema:

 

Switchfoot - Meant To Live

 

Trilha Sonora:

 

Yellowcard - Only One

Rock 'n' Roll Soldiers - Funny Little Feeling

Ashlee Simpson - Pieces of me

The Afters – Someday

Jimmy Eat World – 23

                                             

 

 

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