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Calvin Goldspink (em off): Anteriormente em Descobrindo...
Léo: Tudo bem... (pausa)... Helen... Helen (voz no
telefone): Oi? Léo (olhando para baixo
e levantando para frente): Eu... Imediatamente ele
arregala os olhos assustado e gira o volante rapidamente, close numa forte
luz na sua frente, em seguida vemos o celular caindo. Corta para o lado de
fora onde o carro desvia de outro na contra mão e bate num poste. ___________________________________________ Léo: Não. Eu tenho um jogo importante daqui a quatro
semanas, não posso perder essa oportunidade. Médico: Sinto muito. Mas terá que assistir ao jogo pela
arquibancada, pois não vai poder correr... (pausa)... Agora tente descansar um pouco. ___________________________________________ Léo (balançando
negativamente a cabeça): Só pode estar brincando, o Roma
não te admitira de volta assim tão facilmente. Gil: Tem certeza? Vamos raciocinar... Com você de fora, o time ganha dois
desfalques. O Roma não pode substituir colocando alguém que não atuou em
nenhum jogo, que não conhece muito bem suas táticas. Então ele acabou
implorando para que eu voltasse. ___________________________________________ Deise: As férias escolares estão chegando, então pensei em levar a Helen para
viajar comigo durante um mês, assim eu posso conhecê-la melhor e guardar isso
pra sempre comigo... (pausa)... Não creio que possa me negar um pedido
desses. Corta: Rosa: Okay, eu vou pensar muito, mas muito nosso assunto. Mas ainda assim
vai depender se Helen vai querer. ___________________________________________ Helen: A empregada me deixou subir... (olha para o gesso no chão)... O que
você está fazendo? Léo: Por favor, Helen. A última coisa que
eu preciso neste momento é de repreensão. Helen: Mas é isso que você está merecendo.
Ficou maluco? Recém colocou esse gesso, não pode tirá-lo por conta. Corta: Helen: Okay, eu entendi. Só não espere que
eu fique do seu lado, vendo você se acabar por causa de um jogo. ___________________________________________ Roma: Não é confirmação, que fique bem
claro isso. Mas talvez se nos esforçarmos, lembre-se, eu disse talvez, você
possa jogar meio tempo... (pausa)...
Eu vou te ajudar. Léo (feliz): Mesmo? Ainda há uma possibilidade? ___________________________________________ Larissa: O Jonatas recebeu uma proposta
irrecusável de emprego. Cláudio franze a testa,
sem entender. Larissa (deixando as
lágrimas escorrerem): Na capital. Corta: Cláudio imediatamente a
abraça forte. Cláudio (falando com
dor): Nós daremos um jeito
nisso... (pausa e fecha os olhos)...
Eu prometo, daremos um jeito nisso. ___________________________________________ A câmera segue uma Picape em alta velocidade, dobrando a
esquecia. Atrás é possível ver vários rapazes amontoados, com mascaras de
palhaços, segurando sacos de papelão. Conforme vai avançando, percebemos que
se aproxima da frente do colégio Esplendor. Música: Yellowcard - Lights and Sounds Corta para vários alunos transitando pelo jardim, na frente do
colégio. Ouve-se os pneus do carro cantando, a câmera se movimenta mostrando
o carro vindo na direção deles. Alguns alunos correm, outros se aproximam,
curiosos. O carro pára e de repente, os rapazes que estão em pé na traseira,
começam a tirar ovos dos sacos de papelão e atacam nos alunos na frente. Em
seguida o carro acelera novamente e alguns alunos sujos de ovos correm,
tentando alcançá-lo até desistir. A imagem gira até o jardim, onde vários alunos estão sujos. Rapaz (sujo do ovo, caminhando):
Odeio esses jogos das finais, sempre sobra para os mais fracos! Corta para próximo o portão. Felipe, Larissa e Amanda observam
os alunos. Cláudio e Roger se aproximam deles. Cláudio: O que aconteceu aqui? Felipe (subindo as sobrancelhas):
As finais, meu caro... (o olha)...
Jogo contra nosso maior rival, era previsto que fariam alguma coisa para
provocar... (toca o ombro de Cláudio)...
Se prepara, a guerra começou. Cláudio olha para frente, observando os alunos que tentam se
limpar. Após alguns instantes, a tela escurece.
Abre no que parece ser uma sala de musculação. Vemos uma perna
subindo e descendo num aparelho. A imagem abre, mostrando se tratar de Léo
que está deitado sobre o mesmo. Ao seu lado está Roma, segurando um relógio e
olhando para o mesmo. Roma (apertando o botão do cronômetro):
Pronto! Léo (respirando fundo): Como eu fui? Roma: Melhorou bastante seu rendimento. Léo: Isso indica que eu irei jogar, certo? Roma: Meio tempo só. Léo: Hum. Roma: E não reclama, agradeça por não ver o jogo da arquibancada. Cláudio e Felipe entram na sala, se aproximando deles. Felipe (sorrindo): Como está nosso herói? Léo: Devagar, quase parando. Roma: Reclamando que nem uma criança. Felipe: Acreditam que fomos atacados por
uma metralhadora de ovos na entrada? Roma (nervoso): O que? Eu tenho que
tomar uma providencia, onde já se viu?... (começa a caminhar)... Só pode ter sido idéia daquele técnico
meia boca deles... Só pode ter sido! Roma sai. Léo e Felipe riem. Cláudio os olha sem entender. Cláudio: O que deu nele? Léo: Rincha com o treinador deles, todo ano ele fica assim... (pausa)... Então, fizeram muito
estrago? Felipe: Sujaram alguns alunos, mas nada
comparado ao que fizemos ano passado. (ri). Cláudio (curioso): E o que vocês fizeram
ano passado? Felipe: Fomos de madrugada à cidade deles e
enchemos a frente do colégio de papel higiênico, tintas, tomates podres,
entre outras coisas... (ri)... Foi
demais! Cláudio: E não deu problema pra vocês? Léo: Quem ia provar que foi a gente? Era a palavra deles contra a
nossa. Pra todos os efeitos, tínhamos álibis indicando que estávamos na
concentração no mesmo dia. Cláudio (sorrindo): Legal! Eles não
tentaram se vingar? Felipe: Sim, descontaram em quadra, dando
um chocolate na gente. Léo: Mas este será diferente... (pausa)...
Só tem uma pessoa que me preocupa. Felipe: Fica tranqüilo, ele vai colaborar.
Ficou mais calminho depois do gelo geral. Cláudio: Bom, eu vejo vocês depois... (toca o ombro de Léo)... Vê se não
abusa dos exercícios. Léo faz sinal de positivo com a cabeça. Cláudio cumprimenta
Felipe e em seguida sai. Léo: Nunca pensei em dizer isso, mas esse aí virou peça importante
na equipe. Felipe (sorrindo): E pensar que queríamos
tirá-lo do time a todo custo. Léo (sorrindo): Pois é, as coisas
mudam... (olha para Felipe)... Eu
estive pensando em algumas táticas de furo de bloqueio. Como não irei atuar
no primeiro tempo... Corredor. Cláudio caminha pelo mesmo. Helen aparece atrás,
chamando-o. Helen: Cláudio. Cláudio (virando e sorrindo ao vê-la):
Oi meu anjo, tudo bom? Helen: Estou bem... (se
aproxima)... Faz um tempinho que a gente não conversa, queria saber como
você está... (mexe o ombro)...
Fiquei sabendo da Larissa. Cláudio: Estou bem também, na verdade a
ficha sobre isso ainda não caiu cem por cento. Helen: Entendo... (pausa)...
Ouça, estou aqui ta, se quiser conversar, desabafar, me procure. Cláudio: Me responde uma coisa... Você
acredita em relacionamentos a distância? Acha que pode durar? Helen (pensativa):
Não sei, talvez sim... (pausa)...
Ou não, depende do tamanho da distância. Cláudio (encostando na parede e fechando os olhos):
Ótimo. Helen (olhando com pesar): Não fica assim,
cada caso é um caso. Existem relacionamentos que sobrevivem há léguas de
distância, como também relacionamentos que não resistem morando ao lado... É
complexo. O sinal toca. Cláudio desencosta da parede. Cláudio (bufando): Espero que o meu seja o
primeiro caso... (pausa)... Vou
pra sala, a gente se fala mais tarde, branquinha. Helen (sorrindo): Beijo. Cláudio começa a caminhar, em direção a uma sala. Helen fica
olhando-o com uma expressão de pena. Sala de aula. Amanda e Larissa estão sentadas no fundo com
suas carteiras coladas. Amanda: Como está seu relacionamento com o
Cláudio diante disso tudo? Larissa: A gente evita falar sobre o
assunto, como se de última hora fosse aparecer uma saída. Amanda: Mas há uma saída... (sorri)... Você pode morar lá em
casa. Ta certo que o relacionamento lá não é dos melhores, mas tenho certeza
que não irão se opor a idéia. Larissa (pensativa): Será?... Eu não sei. Amanda: Pensa nisso, okay? Porque ficarei
tão desesperada quanto o Cláudio, caso você tenha que ir realmente... (pausa)... Como ficarei sem minha
melhor amiga? Larissa esboça um sorriso a ela, em seguida segura em sua mão.
Amanda a olha com uma expressão triste, ao mesmo tempo tentando sorrir. Casa de Cláudio. Silvia está sentada no sofá, assistindo
televisão. Lucio chega, trazendo consigo um papel. Silvia (curiosa): O que é isso? Lucio (sorrindo): Nosso roteiro de
viagem. Como você não escolheu o lugar, tomei a liberdade de fazê-lo... (entrega a ela)... Dá uma olhada. Silvia (olhando): É lindo! Sempre quis
fazer um cruzeiro marítimo. Lucio: É meu sonho, sabia?
Navegar no meio do mar com a mulher dos meus sonhos... (sorri). Silvia: Só estou meio preocupada em deixar
o Cláudio aqui, ele parece tão tristinho ultimamente. Lucio: Eu notei isso... (pausa)...
Vou tentar falar com ele pra saber o que está acontecendo, aproveito para
convencê-lo a viajar com a gente. Um programa em família, o que você acha? Silvia: Fará isso? Lucio: Claro que sim, afinal, eu não sou o pai? Silvia sorri para ele, em seguida Lucio a abraça. Lucio: É um novo tempo para todos nós, meu amor... (sorri)... Um novo tempo. A câmera começa a se afastar, mostrando as costas do sofá,
parando em determinado ponto. A tela escurece. Refeitório do colégio Esplendor. Léo e Helen estão sentados à
sua tradicional mesa, conversando. Música: Santana
& Match Box 20 – Smooth Helen: Como vai a fisioterapia? Léo: Um pouco puxado, mas é um mal necessário. Helen: E vai dar pra você jogar? Léo (sorrindo): Meio tempo, talvez um
pouco mais. Helen (sorrindo): Que ótimo! Meio tempo é
muita coisa pra quem não ia jogar sequer cinco minutos. Léo: Pois é, mas não estou preocupado com isso... (entrega uma folha a ela). Helen: O que isso? Ela pega o papel, lendo. De repente abre bem os olhos,
surpresa e olha para ele. Léo (sorrindo): Irei me inscrever no
vestibular da faculdade vizinha. É uma ótima universidade e tem o curso de
educação física que eu quero fazer. Helen: E quando decidiu isso? Léo: Há alguns dias, mas queria fazer surpresa. A grande vantagem é
que nos veremos sempre... (sorri). Helen (sorrindo): Estou orgulhosa de
você, sabia? Léo: Claro que tudo vai depender se eu passar de ano. Mas creio que
irei conseguir, tenho tido uma incentivadora de plantão que pega no pé toda
hora para estudar. Helen: E agora que já sabe o que quer da vida, vou pegar ainda mais no
seu pé. Léo (aproximando seu rosto e beijando-a):
Contanto que fique sempre perto de mim, será um prazer fazer esse
sacrifício. Eles começam a se beijar, mas logo são interrompidos com a
chegada de Cláudio, Larissa, Roger e Amanda. Todos tomam lugares nas cadeiras
e sentam. Cláudio: Estávamos observando e pensando:
Pobre casal, isolado de todos, devem se sentir mal com isso... Larissa (completando): E como somos
demasiadamente generosos, resolvemos fazer a boa ação do dia e enturmá-los ao
grupo... (sorri). Helen e Léo se olham e riem. Roger: Hey, Léo. Posso pegar um pouco dessas batatas fritas? Léo (sorrindo): À vontade. Felipe se aproxima deles. Felipe: Opa, reunião do grupo e ninguém me
chamou? Amanda: Senta aí Felipe. Coma um pouco de
batatas fritas. Roger (erguendo o prato para Felipe):
Estão realmente ótimas. Felipe pega algumas batatas, introduzindo a boca em seguida. O
som toma conta da cena, e a câmera enquadra nesse grupo. A imagem vai passando
pelo rosto de cada um, mostrando eles interagindo, rindo, conversando. Roger
oferecendo as batatas para os outros. Após alguns instantes, a imagem sobe
lentamente, ao mesmo tempo em que escurece novamente. Quadra. Os rapazes estão treinando chutes a gol. Léo está
correndo, dando voltas na quadra. A câmera se movimenta para a entrada,
mostrando um grupo de rapazes entrando e olhando com desprezo para os lados,
observando o ginásio. Rapaz: Que porcaria de lugar. Felipe (se aproximando): Mesmo? Por que está
aqui então? Rapaz (sorrindo): Fala Felipe! Como vai
amigão? Felipe: Me poupe do sarcasmo, Clayton. Léo pára de correr e se aproxima deles. Léo: O que fazem aqui? Clayton: O treinador mandou a gente vir
reconhecer a quadra adversária. Não deixaram avisado que viríamos não? Léo começa a rir. Clayton o olha com seriedade. Clayton: Posso saber qual é a graça? Léo: Eu pensei que você já tinha se formado. Me responde uma coisa,
quantas vezes pretende fazer o terceiro ano? Clayton: O suficiente pra presenciar sempre
a derrota de vocês... (pausa)...
Fiquei sabendo do seu acidente, que cosia chata, huh? Léo: Verdade, imagino que tenha chorado litros por conta disso,
acertei? Clayton: Com certeza. É sério, pensa que eu
gosto de saber que não irá jogar? Não quero ouvir desculpas que os
Gladiadores só perderam porque seu maior astro estava machucado. Se bem que
não é difícil ganhar do seu time, com ou sem você dentro de quadra. Léo: Eu não cantaria muita vitória antes do tempo... (abre os braços)... Mas, realmente
não irei jogar, o que é uma pena. Porém sei que o restante do time dará conta
do recado. Cláudio e Felipe o olham, estranhando. Clayton: É realmente lamentável... (pausa)... Sabia que terá olheiros
nesse jogo? Seria tão mais prazeroso que me escolhessem ao invés de você, se
estivesse jogando. Léo: Realmente é uma pena. Mas tomara que você consiga mesmo entrar
para algum time profissional. Tendo em vista que parece que não sabe fazer
outra coisa, senão isso. Clayton: Vamos deixar o resto das
provocações depois que o jogo acabar... (respira
fundo)... Bom, já vimos o bastante desse lugar... (sorri para Léo)... Mando um beijo pra você da arquibancada,
quando fizer o primeiro gol. Léo: Aguardo ansioso por isso. (sorri). Clayton e sua turma saem. Cláudio olha para Léo. Cláudio: Não entendi, você não disse que ia
jogar pelo menos meio tempo? Léo: Golpe tático. Imagina ele dizendo isso ao treinador deles?
Quando eu entrar em quadra, com certeza confundirá todo o esquema que ele
preparou. Cláudio sobe as sobrancelhas, balançando positivamente a
cabeça em seguida. Felipe (sorrindo): Nosso Gladiador novato
tem muito o que aprender ainda. Roma aparece, indo em direção ao banco. Os jogadores vão até
ele. Roma: Acabei de receber um telefonema dizendo que os jogadores do
Dimensão virão aqui hoje, fazer reconhecimento da quadra. Felipe: Chegou atrasado, treinador.
Acabaram de sair. Roma: Mas como? Entraram sem ser avisados? Que porteiro é esse que
deixa entrar qualquer pessoa no colégio? ... (pausa)... Viram vocês treinando? É melhor eu mudar várias coisas
no esquema tático... Roma começa a andar, fazendo algumas anotações em uma
prancheta. Cláudio: Realmente ele fica louco nas
finais. Os rapazes olham na direção de Roma, rindo. Em seguida voltam
a tomar posição na quadra e Léo volta a correr em volta. Praça do centro da cidade. Amanda está deitada com a cabeça no
colo de Roger. O mesmo faz carinho na cabeça dela. Música:
McFly – All About You Amanda: Você acha que se a Lari se mudar
realmente, ela e o Cláudio continuarão juntos? Roger: Não sei, mas ele diz que sim. Amanda: Acha que daria certo? Roger: Não sei, pode ser que sim, pode ser que não. Amanda: E se fosse com a gente, caso eu
tivesse que me mudar. Você iria querer continuar namorando comigo? Roger: Não sei, pode ser que sim, pode ser que não. Amanda levanta e lança um olhar sério para ele. Roger (rindo): Estou brincando,
bobinha. Mas sei lá, eu sou carismático, irresistível. Imagina você pintando
fora e uma legião de garotas vindo me consolar, querendo tirar uma casquinha?
É uma situação complicada. Amanda: Não dá pra falar sério com você. Roger: Hey, relaxa... (pausa e
a abraça)... A resposta é simples e objetiva. Claro que eu iria querer
continuar namorando com você. Não consigo olhar para frente e não nos ver
juntos... (a olha e sorri)... Você
me completa de todas as formas possíveis e imaginárias, menina ranzinza. Amanda (olhando-o e sorrindo): Sabe que eu
adoro ouvir você dizendo essas coisas sobre nós? Roger: Por isso puxa tal assunto? Amanda: Eu te amo, meu palhacinho. Roger (sorrindo): Eu sei que sim. Eles aproximam seus lábios e começam a se beijar. O som
aumenta, tomando conta da cena, frisa essa imagem por alguns segundos. Casa de Cláudio. Cláudio está sentando no sofá, assistindo
televisão. Após alguns instantes, Lucio se aproxima, sentando ao seu lado. Lucio: Nervoso para o jogo de amanhã? Cláudio: Bastante ansioso. À medida que o
tempo se aproxima, o frio na barriga vai aumentando gradativamente. Lucio (sorrindo): É algo inevitável de se
sentir. Mas vocês vão se sair bem. Cláudio: É... (sorri)... Espero. Lucio: É só sobre o jogo que você está preocupado ou tem outra coisa
em te incomodando? Cláudio: Ta meio que na cara, não é?... (suspira)... Minha namorada está de
mudança para a capital e não sei como agir para que ela se sinta bem, eu me
sinta bem. Lucio: Bom, essa é a garota que você é apaixonado desde pequeno,
certo? Se vocês se amam de verdade, vão conseguir passar por cima disso tudo.
Além do mais, hoje os meios de comunicação estão evoluídos. Existe internet,
webcam, a cada quinze dias um pode visitar o outro... Cláudio sobe as sobrancelhas, ficando pensativo, ao mesmo
tempo em que balança a cabeça positivamente, concordando. Lucio: Todo amor passa por uma prova. Os primeiros dias podem não ser
muito fáceis, mas depois vocês acabam superando todo obstáculo. Cláudio (abaixando o olhar): Verdade... (após alguns instantes, levanta o olhar)...
Ou, uma idéia meio louca acabou de passar pela minha cabeça... (olha para Lucio)... Posso te pedir
uma coisa? Lucio (fazendo sinal de positivo com a cabeça):
Vai em frente! A câmera se aproxima do rosto de Cláudio, o mesmo começa a
abrir um grande sorriso na face. Centro da cidade. A câmera passeia mostrando o movimento do
comércio, as pessoas passeando na praça, os carros parando nos faróis, até
girar na lanchonete. Música: Atomic Kitten - The Tide is High Helen e Deise estão à mesa, cada uma com uma lata
aparentemente de refrigerante. Deise: Você sempre quis saber mais sobre sua mãe, não é? Helen: Muito mais. Deise: Eu estive conversando com a sua avó e ela milagrosamente acabou
concordando. Mas claro que tudo dependerá da sua aprovação, se você vai
realmente querer. Helen: Claro, e o que realmente eu posso querer ou não? Deise (sorrindo): Depois que as aulas
terminarem, gostaria de fazer uma viagem comigo, para que possamos passar um
tempo juntas e assim fortalecer nossos laços? Podemos até visitar a cidade em
que nasceu. Helen (desconfiada): E minha avó concordou
com isso? Deise (rindo): Sei que parece algo
extremamente impossível, mas pode perguntar a ela. Helen: E quanto tempo duraria essa viagem? Deise: Um mês. Helen começa a rir por alguns segundos. Deise a olha sem
entender. Helen (rindo): Desculpa... (parando de rir)... Mas é
extremamente impossível crer que a dona Rosa tenha concordado que viajemos
durante um mês... (pausa)... Você
a drogou, certo? Deise (sorrindo): Eu sei que é
impossível, mas se quiser podemos ir agora a sua casa e poderá constatar por
si própria que sua avó até que não é uma pessoa tão carrasca assim, quando
diz respeito à família da sua mãe. Helen: Okay, se for verdade então, tudo bem, acho que será muito bom
pra eu saber ainda mais sobre você, minha mãe, e quem sabe outros parentes
distantes... (faz sinal de positivo
com a cabeça)... Eu aceito fazer essa viagem. Deise (feliz): Eu prometo que você não
irá se arrepender. Grandes surpresas a esperam nesse tempo nosso. Helen sorri para ela. Close no rosto de Deise que também
sorri. Condomínio. Cláudio e Larissa caminham de mãos dadas por uma
rua qualquer. Música:
Extreme – More Than Words Larissa: Cláudio, a gente tem evitado esse
assunto, mas precisamos conversar a respeito do nosso futuro. Cláudio (sorrindo): Eu sei que temos. Larissa (olhando-o): Posso saber que sorriso
é esse? Cláudio: Estou feliz, muito feliz! Larissa: Ah, legal! Conformou-se mais rápido
do que eu pensei. Cláudio: Estou feliz porque encontrei uma
solução para o nosso caso... (sorri).
Larissa (parando): Encontrou? Cláudio (parando e ficando de frente para ela):
Lari, me responde uma coisa... Você quer ir embora da cidade? Larissa: Claro que não. Cláudio: Então pronto, é simples. Você vai
ficar. Larissa (confusa): Não entendi. Cláudio: Agora pouco tive uma conversa com
meu pai e perguntei se você podia morar em casa. Ele disse que não via
problema desde que seus pais aceitassem... (sorri)... Não é incrível? Larissa: A Amanda me fez a mesma proposta. Cláudio: Fantástico! E nós nos preocupando a
toa... Agora é só perguntar para sua mãe se ela permite que você fique
conosco. Larissa não responde, ficando pensativa sem esboçar reação. Cláudio: Okay, confesso que não era a reação
que eu esperava... (pausa)... Qual
o problema? Larissa: É que eu queria ficar, mesmo. Mas
também que minha mãe estivesse junto... Cláudio: Não estou entendendo. Larissa (suspirando): As coisas estão se
acertando entre nós agora, não sei, talvez esse tempo que passaremos juntos
sirva para que possamos finalmente ser uma família de verdade, incluindo até
o Jonatas. Cláudio olha para o lado e desfaz a expressão alegre. Cláudio: E como ficaremos então? Larissa: Do mesmo jeito que estamos, só que
alguns quilômetros separados. Não vamos terminar. Cláudio: Você diz isso agora, mas e quando
fizer novos amigos, tiver adaptada no colégio novo e tudo mais? Larissa: E você não confia no que eu sinto
por você? Cláudio (olhando-a): Claro que eu confio,
mas é que em poucos meses tanta cosia é capaz de mudar... (suspira)... Eu tenho medo. Ela o olha por alguns instantes, em seguida passa a mão no
rosto dele. Ele beija sua mão. Larissa: Olha, não está nada decidido, temos
tempo ainda. Prometo que irei pensar muito na possibilidade de ficar, okay? Cláudio: Sei que posso estar parecendo
egoísta. Mas só de pensar em ficar longe de você, depois de tanta luta, acabo
ficando sem chão... (pausa)... Mas
é claro que deve tomar a melhor decisão pra sua família. Larissa (abraçando-o): Eu também não me
imagino longe de você. Então não vamos dar nada como decidido ainda... Eu
prometo que irei pensar. Eles se olham por alguns instantes, em seguida começa a se
beijar com bastante ternura, aumentado a velocidade e intensidade em seguida.
A câmera começa a se afastar lentamente, ao mesmo tempo em que na mesma
velocidade a tela vai escurecendo. Abre mostrando o dia amanhecendo, o sol surgindo e após alguns
segundos, anoitecendo novamente. Música: Ronan Keating - I Love It When We
Do A câmera desce, mostrando a frente do ginásio. Se aproxima,
transparecendo para dentro. Algumas pessoas já ocupam o lugar. Larissa e Amanda caminham
pelo corredor, ambas vestindo camisetas do time. Elas olham para a
arquibancada. Helen está na parte de cima, a mesma acena para elas. Ambas
sorriem e sobem até ela. Larissa: Trouxemos algo pra você. Amanda (entregando um embrulho):
É certeza que irá gostar. Helen pega o embrulho, abrindo-o com curiosidade. A câmera
mostra uma camisa dos Gladiadores. Ela sorri e olha para as garotas. Larissa: Olha atrás. Ela olha atrás. Close no número e o nome de Léo estampado
atrás. Helen (feliz): É perfeito, gente.
Obrigado mesmo! Larissa sorri e desvia o olhar para a entrada do ginásio, em
seguida franze a testa e começa a rir. Larissa (rindo): Oh meu Deus, o que é
aquilo? Amanda (olhando na mesma direção):
O que? A câmera gira, mostrando Roger caminhando do corredor,
sorrindo. Ele veste uma camisa vermelha, faixa da mesma cor na testa. No seu
rosto vemos duas linhas vermelhas pintadas em cada bochecha e algumas faixas
brancas nos braços. Ele acena para as pessoas que olham para ele. Amanda o
espera no corredor, ele vai ao seu encontro. Amanda: O que você está fazendo? Roger: Ué, vestido a caráter para torcer pelo nosso time... (grita)... Vai Gladiadores, acaba com
eles! Amanda (rindo): Você não existe sabia?
Me mata de vergonha. Roger (sorrindo): Eu sei, às vezes nem
acredito em mim mesmo. Ela balança negativamente a cabeça, ainda rindo, em seguida
segura na mão dele e ambos começam a subir, indo ao encontro de Helen e
Larissa. Vestiário. Os jogadores estão em pé, a maioria fazendo
alongamentos. Cláudio visivelmente aparenta estar nervoso. Roma entra,
parando centro e olhando para cada um. Música Instrumental Lenta Roma: Quando passaram por aquela porta, não serão mais simples alunos
vestindo o uniforme de uma equipe escolar. Serão Gladiadores, prontos para
acabar e aniquilar o inimigo que vier pela frente... (pausa)... O tropeço do ano passado, não refletirá este ano,
porque vocês estão mais prontos para a guerra, prontos para vencer. Eu
costumo dizer que tinha um timo ótimo ano passado, mas este ano, tenho um
excelente, que conseguiu aprender e amadurecer num curto período de tempo... A câmera passeia mostrando os rostos dos jogadores. Roma: E só esse fato os torna heróis, e se crerem, nada vai tirar
nossa vaga na final, nem Dimensão ou qualquer outra equipe deste estado.
Vocês são meu orgulho e não vão deixar de ser. Portanto, ajam como um grupo
unido lá em quadra, cedendo um para o outro, ajudando nas assistências,
avançando e voltando, sempre pensando no grupo, na torcida, em mim. Léo (batendo as mãos): É isso galera, vamos
mostrar a eles quem é que manda! Felipe: Isso, quem deve intimar somos nós,
os Gladiadores! Léo: E nada, nem ninguém tirará esse titulo da gente!... (vai até Roma e faz sinal com as mãos
para o grupo)... Venham aqui! Os rapazes se aproximam, formando uma roda e se abraçando.
Alguns começam a falar: Um, dois,
três... E todos gritam juntos: Força
Gladiadora! Em seguida começam a gritar. Música: Blink 182 – All the Small Things Roma (batendo palmas): É isso aí, vamos lá
fora mostrar de quem é esse território! Novamente eles gritam e começam a ir em direção a porta,
saindo. A câmera muda para o lado de fora, mostrando eles entrando em
quadra. O local já está completamente lotado. A torcida ao vê-los começam a
gritar e aplaudir. Já em quadra vemos o time do Dimensão, vestindo camisas
verdes, calções pretos e meias verdes.
Clayton olha para
Léo. Clayton: Pensei que não fosse jogar. Léo (sorrindo): E perder a chance de
fechar sua matraca? ... (sorri)...
Acho que não. Clayton: Mesmo que jogue, está bichado,
muito longe de fazer uma grande partida. Léo: É impressão minha ou já não está mais tão seguro como antes? Clayton: Está pra nascer o dia em que você
me intimará. Léo sorri para ele, em seguida vai para o banco de reservas.
Clayton fecha a cara e volta a se aquecer. A câmera gira até a grade lateral, onde Cláudio e Larissa se
beijam. Larissa: Para dar boa sorte... (fica pensativa)... Ou devo mandar
você quebrar as pernas, como fazem no teatro? Cláudio (sorrindo): Eu não sei, mas esse
beijo já valeu por tudo. Larissa: Meu herói, vai lá e acaba com eles.
Cláudio: Vai me amar mesmo se perdemos? Larissa: Nunca te amei por causa do jogo,
não vai se por isso que vou deixar. Eles sorriem um para o outro, em seguida dão um selinho. A
câmera se movimenta para o lado, onde Helen e Léo conversam. Léo: Me deseja boa sorte? Helen (beijando-o): Boa sorte. Mas olha, se
sentir alguma dor, pede pra sair, okay? Léo (sorrindo): Certo, minha enfermeira
linda. Ela sorri e o puxa, beijando-o em seguida. A câmera gira para
o banco de reservas, onde Roma está olhando para sua prancheta, um senhor se
aproxima dele. Senhor (estendendo a mão): Boa sorte,
treinador Roma, que vença o melhor. Roma (cumprimentando-o): Boa sorte pra você
também, treinador Francisco. Que vença o melhor realmente. Francisco: O melhor. Ele aponta com a cabeça para o seu time, em seguida sai,
sorrindo. Roma balança negativamente a cabeça. Roma: Imbecil. No centro, os jogadores começam a tomar posição. A torcida
grita e canta sem parar. Léo vai para o banco e senta. Cláudio está parado na meia quadra, com o pé em cima da bola.
Gil está ao seu lado. Cláudio olha para Clayton que o está encarando. Clayton (sorrindo): Pronto pra virar
paçoca? Gil (para Cláudio): Não liga, ele só está
querendo te intimidar. Cláudio respira fundo e acena com a cabeça, para Gil. O juiz
apita e o jogo tem seu inicio. Música: Green Day – Holiday A câmera se movimenta mostrando a torcida na arquibancada, é
notória uma pequena torcida do Dimensão no canto da mesma. Corta para Roma no
banco, para Léo e o restante dos reservas. A câmera se movimenta mostrando a
quadra. Um jogador adversário está com a bola, ele passa para um
companheiro, em seguida o mesmo passa para Clayton. Clayton passa por Felipe,
passa por outro rapaz e chuta forte em gol. A bola passa no canto esquerdo do
goleiro, entrando. Eles pulam comemorando. Close na pequena torcida que pula e
vibra com o gol. Clayton olha para Léo e aponta para ele, sorrindo. Corta para a arquibancada, onde Larissa, Helen, Roger e Amanda
estão. Roger: Logo no começo?... (grita)...
Juiz ladrão! Sem vergonha! Ordinário! Amanda: Que culpa teve o juiz? Roger: Nenhuma, mas na falta de um culpado, o juiz sempre paga pato...
(grita)... Seu lugar é prisão! Ão,
ão, ão! Volta para a quadra. O Dimensão está com a bola, o jogador
lança, Clayton se antecipa, recebendo, Gil tenta tirar a bola, em vão.
Clayton avança e fica de frente para o goleiro. Ele chuta e a bola entra. Clayton começa a correr, comemorando junto com seus
companheiros. Close na torcida adversária que mais uma vez comemora. Roma joga sua prancheta no chão, visivelmente nervoso. Ele
olha para o lado e vê Francisco olhando- o e rindo. Clayton passa perto de Léo e o provoca. Clayton: Assim ta muito fácil. Cadê a graça? Léo não responde, apenas o encara. Ele olha para Roma, que
está vermelho, visivelmente nervoso. Corta para alguns takes do jogo: -Cláudio toca para Gil, Gil para Felipe, Felipe chuta, mandando para
longe. -Clayton dribla Felipe, dribla um rapaz, tenta passar por Gil e é
derrubado. -Close no goleiro dos Gladiadores defendendo uma, duas, três, quatro
vezes. -Close em Roma que anda de uma lado para o outro, abrindo os braços,
reclamando. -Close em Larissa olhando aflita para quadra, Roger levantando os braços,
e falando algo. Labialmente nata-se que se trata novamente do juiz. -Léo do banco bate insistentemente a perna no chão, também nervoso. -Clayton chuta a bola, batendo na trave. -Cláudio chuta a bola, passando direto para fora. A câmera muda para um ângulo aéreo da quadra. Após alguns
segundos, a tela escurece lentamente. Abre no vestiário. Os jogadores estão espalhados pelo mesmo,
visivelmente desanimados, abatidos. Roma entra e pára, olhando-os. Roma: O que é isso? Rapaz: Isso, é a entrega. Eles estão acabando com a gente, treinador. Não há
a mínima chance de vencermos. Roma balança negativamente a cabeça, em seguida abaixa o olhar
e olha para eles novamente. Roma: Sendo assim, já posso informar a todos, que o juiz apitando o final do
jogo, eu apresento minha demissão. Léo: O que? Não pode fazer isso! Por quê? Roma: Porque eu não treinei um time para se dar por vencido. Não treinei
vocês para abaixarem a cabeça diante o aparente “gigante”. Eu treinei vocês
para superarem obstáculos, pois nessa hora, em que acham que estão
derrotados, que vocês mostram a verdadeira força que possuem. E mesmo que
venha perder essa luta, a cabeça continua em pé, porque em nenhum momento
deixaram de lutar, foram apáticos, ou desanimadores. Mas foram guerreiros até
os minutos finais. A câmera passei pelo rosto dos jogadores. Roma: E se o que eu tentei passar esse tempo todo não fez efeito. Então o
culpado está aqui... (aponta para si)... E não mereço vestir a camisa
de técnico desse time. Silêncio por alguns segundos. Roma (abaixando a cabeça): Espero vocês na quadra, para terminar
de cavar nossa sepultura. Ele os olha uma última vez, em seguida sai do vestiário. Léo: Ele está certo, galera... (levanta)...
Qual é, não chegamos até aqui pra morrer no mar. Vencemos coisas mais
difíceis, a começar por nossas diferenças... Ele olha para Cláudio, que faz sinal de positivo com a cabeça
pra ele. Léo: Sabe qual é a
diferença entre nós e eles? A cor da camisa, tirando isso, não são melhores
que a gente, e podemos sim, vencer esse jogo... (caminha)... Para alguns de nós aqui, este é ultimo ano. Será que
daqui vinte anos sentiremos orgulho de olhar para trás e lembrar do time que
só prometeu e nada e nada conquistou? A câmera passeia pelos rapazes que se olham e fazem sinal de
negativo com a cabeça. Léo: Então vamos levantar a cabeça e voltar para aquela quadra com
espírito renovado, devemos isso a esse colégio... (pausa)... Devemos isso ao treinador que nunca deixou de
acreditar em nós. Ele estende a mão no meio. Léo: Quem está comigo? Os rapazes começam a gritar e vão ao encontro de Léo, formando
uma roda e colocando as mãos uma em cima da outra. Todos juntos (gritando): Força Gladiadora! Quadra.
Roma está sozinho no banco de reservas, limpando o suor com um pano. Música: Hawk Nelson - Every Little Thing A
torcida começa gritar, Roma olha na direção do vestiário, a câmera acompanha
mostrando o jogadores correndo e vibrando, levantando as mãos para que a
torcida grite ainda mais. Eles correm até Roma, Léo se aproxima dele. Léo: Estou pronto treinador! Nós vamos vencer esse jogo. Roma (sorrindo): Vamos mandar esse
Dimensão pra... (ri)... Outra
dimensão. Léo sorri, em seguida toma posição no meio de quadra. Ele olha
para Clayton. Léo: Já riu? Bom, porque a partir de agora você fará o oposto... Clayton apenas o olha, sem nada a responder. O juiz apita e o
jogo se reinicia. O jogador do Dimensão está com a bola, ele tenta passar a
bola para um companheiro, mas Gil se antecipa, pegando a mesma e tocando para
Léo. Léo toca rapidamente para Felipe, que pega a bola e chuta forte no gol.
O goleiro espalma para a lateral. A câmera gira rapidamente até a Helen, Roger, Amanda e Larissa
na arquibancada. Larissa: O que aconteceu com eles? Roger: Parece que tomaram algum energético. Quadra. Gil cobra a lateral para Cláudio, o mesmo pisa na bola
e observa atentamente. Clayton corre em sua direção, deixando Léo livre de
marcação na frente. Cláudio lança para ele, Léo de cabeça toca para Felipe
que recua a bola para Gil que chuta no gol, indefensável no canto direito. Os
Gladiadores pulam comemorando, juntamente com a torcida. Léo corre até o gol,
trazendo consigo e bola e colocando-a no meio para que o jogo se reinicie
rapidamente. Corta para o banco, onde Roma comemora com as mãos fechadas e
olhos também. Léo olha para Clayton e pisca para ele. Clayton lança um olhar
fulminante a ele. O jogo se reinicia. Clayton está correndo com a bola, Cláudio
chega firme e consegue tirar a bola, chutando com força para a lateral. Léo
corre até ele e o cumprimenta. Léo: É isso mesmo, não dá moleza não!... (olha para Clayton)... Alguns se comportam fragilmente sobe
pressão. Clayton novamente encara Léo. A câmera sobe até o placar
eletrônico que mostra: Gladiadores 1x2
Visitantes. Corta para Roma que anda de um lado para o outro, alterado.
Ele olha para o relógio e começa a bater as mãos, claramente nervoso. Léo está com a bola, ele toca para Felipe, Felipe dribla um
adversário e toca para Cláudio, Cláudio toca para Gil, o mesmo vê Léo sozinho
e toca. Léo fica frente a frente com Clayton. Ele faz que vai para um lado e
vai para outro, desconcertando Clayton e passando por ele. Léo se aproxima do
goleiro e toca para Felipe ao lado que apenas empurra a bola para dentro do
gol. Close na torcida que pula e vibra, close em Roma que senta no banco
levanta o punho, comemorando. Corta para o placar: Gladiadores
2x2 Visitantes. A câmera mostra o jogo sendo reiniciado, em seguida dá um giro
de 360º em volta da arquibancada, indicando uma possível passagem de
tempo. Close em Roma, ele olha para o relógio. Ao seu lado, poucos
metros, Francisco faz o mesmo. Clayton está com a bola. Ele passa para um companheiro, o
mesmo toca para outro. Gil e Felipe ficam na cobertura, ele toca no meio,
conseguindo furar o bloqueio deles e deixando Clayton livre na frente do gol.
Ele chuta, o goleiro espalma, mandando pra lateral. Close na torcida que
coloca as mãos na cabeça. O juiz apita o final do jogo. Os jogadores correm até seus
treinadores. Roma: Parabéns a todos vocês. Entenderam o recado, e fizeram por
merecer. Agora é gol de ouro, quem fizer na prorrogação leva. Então, não
deixem de bloquear e chutar... (olha
para Léo)... Como está sua perna? Léo: Está ótima, dá pra jogar tranqüilo. Roma: Tem certeza? Léo: Absoluta, pode confiar. Roma: Okay... (pausa)...
Agora é chegada a hora do triunfo, meus garotos! Cláudio: Nós vamos vencer pelo senhor,
treinador! Léo: É isso mesmo, se tem alguém que mereça mais que todos aqui,
esse alguém é você... (olha para os
companheiros)... Como é que é galera, vamos jogar pelo nosso paizão aqui?
Os jogadores gritam, concordando. Léo dá uma abraço forte em
Roma, em seguida beija sua careca. Léo (sorrindo): Pra você! O juiz faz sinal para que os jogadores voltem. A câmera se
desloca e sobe até a arquibancada. Helen (nervosa): Eu nunca me interessei
por esses jogos, mas agora mal consigo ver essa prorrogação de tão nervosa
que estou. Roger: Nem eu... (se deslocando
para sair e tocando o ombro de quem está na frente)... Com licença. Amanda: Aonde você vai? Roger: Estou nervoso, preciso mastigar. Amanda (se deslocando): Eu vou com você. Eles saem. Helen e Larissa se olham, em seguida seguram nas
mãos uma da outra. Corta para dentro de quadra. O jogo se reinicia. Cláudio está com a bola, ele corre para lado esquerdo e chuta
direto para o gol. A bola bate na trave, ele coloca as mãos na cabeça. O goleiro adversário cobra tocando para um jogador. O mesmo
tenta avançar, mas perde para Felipe que recua para Gil. Gil toca para Léo no
canto direito. Léo dribla um rapaz e começa a correr pela lateral, Clayton
corre junto, chegando ao seu lado. Ele olha para Léo, esboça um sorriso
maldoso. A câmera desce mostrando suas pernas, o joelho de toca o de Léo,
fazendo-o cair. Léo cai, segurando o joelho e gritando de dor. O juiz apita a
falta. A câmera muda para o rosto de Helen, apreensiva ao ver a cena. Volta
para quadra. Clayton (abrindo os braços): Eu não fiz nada! Felipe (nervoso, empurrando-o):
Não fez nada? Isso foi jogo sujo seu bexiguento! Os jogadores dos dois times se amontoam e começam a se
empurrar. Ambos os técnicos se aproximam, juntamente com o juiz, apartando a
briga. Roma (empurrando seu time para trás):
Pára, pára. Não vamos perder a cabeça agora! Pará trás, para trás! Close em Léo sentado, sendo analisado por um massagista. Roma
se aproxima dele, em seguida olha para trás. Roma: Pedro, se aqueça, rápido. Léo (segurando a perna de Roma):
Não! Me deixa continuar, por favor! Roma: Olha o seu estado, está forçando mais do que permitido. Léo (levantando): Eu consigo treinador,
por favor? Roma (após alguns segundos): Se começar a
mancar, não pensarei duas vezes antes de te tirar! Léo (sorrindo): Combinado. Roma balança negativamente a cabeça, em seguida volta para o
banco. Léo vira para frente, olhando para Clayton. Uma mão toca sem ombro. Música: The All-American Rejects – Move
Along Quando ele vira, percebemos que se trata de Gil. Gil: Hey, irmão... (pausa)...
Vamos vencer esse jogo, eu te dou cobertura. Léo (esboçando um sorriso, após alguns instantes):
Vamos irmão, vamos vencer. Gil estende a mão para ele, Léo segura e ambos se abraçam.
Ouve-se a vibração da torcida dos Gladiadores. A câmera muda mostrando o
rosto feliz e satisfeito de Roma vendo a cena. Léo cobra a falta, lançando na defensiva para Cláudio. Cláudio
avança e toca para Gil. Gil está na frente, correndo para receber a bola, o
jogador adversário o acompanha. Felipe toca para Léo. O mesmo começa a
correr, Gil está na sua frente também correndo. Léo toca na frente para Gil,
o mesmo pára a bola e corre, deixando-a e enganando os que o acompanhavam,
deixando a mesma para que Léo pegue, ficando de frente com o goleiro. Gil: Chuta! Léo chuta. O som abafa e em câmera lenta vemos a trajetória da
bola em direção ao gol. O goleiro pula, ela passa por ele e bate na trave,
girando lentamente. A câmera corta rápido para os rostos de Léo, Cláudio,
Felipe, Gil, Clayton, Roma, Marcos, Larissa, Helen, Francisco, novamente Léo
e na bola que continua girando em câmera lenta. Lentamente a vemos entrar no
gol. Léo arregala os olhos e abre a boca, gritando e pulando. A
imagem volta à velocidade normal. Cont- The All-American Rejects – Move
Along (Refrão) Os jogadores correm para abraçar Léo, que se ajoelha. Eles
pulam em cima dele, fazendo um montinho. A câmera gira até o banco, onde Roma está sentado, parecendo
não acreditar, ele ri e olha para o céu. Corta para a arquibancada, onde
Helen e Larissa estão pulando abraçadas. Léo consegue sair do monte e olha
para Clayton com um sorriso provocativo. Clayton abaixa a cabeça. Corta novamente para Roma, ele olha para o lado e avista
Francisco, desnorteado. Francisco olha para ele, em seguida forma a palavra “Parabéns” com os lábios. Roma sorri e
acena para ele, em seguida começa a caminhar pela quadra, indo em direção
aparentemente da sua sala. Num ângulo aéreo, vemos a torcida invadindo a quadra, indo ao
encontro dos jogadores. Cláudio e Larissa se abraçam e começam a se beijar. Léo ainda abraçado com os outros, avista Helen metros à
frente. Ele sorri e corre até ela, abraçando-a, levantando-a e rodando-a. Em
seguida a desce e começa a beijá-la com bastante intensidade. Roger e Amanda se aproximam de Cláudio e Larissa. Roger abre
os braços para Cláudio e o abraça. Após alguns instantes, Cláudio começa a
olhar para os lados, como se estivesse procurando alguém. Larissa: O que foi? Cláudio: O Roma, preciso dar um abraço nele! Amanda: Vi ele indo em direção a sua sala. Cláudio (para Larissa, sorrindo):
Eu já volto. Larissa (beijando-o): Vai lá, me herói. Cláudio: Sabia que já sonhei com essa cena? A câmera se desloca, mostrando Léo e Helen abraçados. Um homem
se aproxima de deles. Homem: Léo, posso falar com você um instantes? Léo (sorrindo): Claro, diretor... (olha para Helen e dá um selinho nela)...
Eu já volto. Helen (sorrindo): Temos todo tempo do
mundo. Léo e o diretor começam a caminhar. Ele o leva até um homem
próximo a grade. Diretor: Leonardo, esse é Ronald... (sorri)... Ele é olheiro e quer
trocar algumas palavrinhas com você. Léo sorri para ele e o cumprimenta. Corta para a sala de Roma. A música cessa, dando lugar a um
som instrumental. Roma caminha pela sala, com os olhos cheios de lágrimas,
visivelmente emocionado. Ele olha para alguns retratos que estão numa
estante, em seguida vai até a mesa. A câmera se aproxima de uma placa, onde
está escrito “Treinador Roma”. Ele sorri e pega a placa, olhando para a mesma
por alguns instantes. De repente ele franze a testa, parecendo sentir algo e
derruba a plaquinha. Sua respiração começa a ficar ofegante e imediatamente
coloca a mão no coração e apóia com a outra na mesa. Segundos depois ele cai
de joelhos esparramando-se de costas para o chão. A câmera se desloca para a
porta, onde ouvimos duas batidas. Cláudio a abre, feliz. Cláudio (sorrindo e entrando): Treinador eu
queria... (pára de falar e arregala os
olhos ao ver Roma caído)... Oh meu Deus, treinador! Cláudio corre desesperadamente até ele. Roma nada diz, apenas
geme baixo e continua com a mão no coração. Cláudio (desesperado): Treinador, treinador...
(começa a gritar)... Socorro!
Alguém me ajude! Socorro! Ele olha para Roma e começa a dar tapinhas em seu rosto. Cláudio (desesperado): Vamos, não, por favor,
não! Cláudio olha para a porta e corre até ela. Um homem está
passando pelo corredor. Cláudio o segura, em desespero. Cláudio: Pelo amor de Deus! Os paramédicos...
Uma ambulância! Close no rosto do homem que se assusta. A imagem volta para dentro da sala e a câmera começa a passear
devagar pelo chão até chegar em Roma caído. Fixa em seu rosto por alguns
instantes que está de olhos abertos, mas aparentemente desacordado. Lentamente a tela escurece. Créditos Finais: Criado
e Escrito por: Thiago Monteiro Participação
Especial: Heather Tom – Deise Stephen
Colletti - Clayton Ed
Lauter- Treinador Francisco Música Tema: Switchfoot - Meant To Live Trilha
Sonora: Yellowcard - Lights and Sounds Santana & Match
Box 20 – Smooth McFly
– All About You Atomic Kitten - The Tide is High Extreme
– More Than Words Ronan Keating - I Love It When We Do Blink 182 – All the Small
Things Green Day – Holiday Hawk Nelson - Every Little Thing The All-American Rejects – Move Along
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