
|
David Gallagher (em off): Anteriormente em Descobrindo...
Doutor (sorrindo): Sua esposa está bem. Cláudio (respirando
aliviado): Graças a Deus! ___________________________________________ Cláudio (respirando
fundo): Não precisa ir embora.
Lucio: O que? Cláudio: É, esquece o pacto, está desfeito. Lucio (confuso): Por quê? Cláudio: Eu precisava ter certeza que você
havia mudado e que não a faria mais sofrer... (dando os ombros)... Bom, tive a comprovação nessas ultimas
semanas e no hospital. Corta: Cláudio (tímido): Okay, a verdade é que eu também não
quero que vá embora, preciso que você fique para que eu possa tentar conhecer
melhor o meu pai. ___________________________________________ Léo: É verdade. No começo confesso sim
que era um plano. Mas jamais houve intenção de excuta-lo. O meu maior erro
foi não ter aberto o jogo para os caras e principalmente, não ter contato pra
você o real motivo da primeira aproximação. Helen: Não interessa se você ia ou não adiante. Mesmo que não
fosse, você aceitou um plano que tramaram contra mim. Alguém que te recebeu
de braços abertos quando chegou na cidade e mesmo machucada, soube te perdoar
e dar uma segunda chance... (balança
negativamente a cabeça)... Mas eu havia deixado bem claro que aquela
seria a ultima. Léo: Por favor, eu preciso de mais um
credito. Eu estou perdido sem você, preciso de você, Helen. Helen (mordendo os
lábios): Desculpe, mas eu não
consigo mais acreditar. A partir do momento em que a confiança vai embora por
definitivo, fica muito difícil haver outra chance de mudar isso. ___________________________________________ Larissa (cortando e
respirando fundo): Eu estou apaixonada
por você! Cláudio (parando de
falar, ficando com a boca aberta): O que? Larissa (fechando e
abrindo os olhos): É isso mesmo, estou
apaixonada por você. Demorei a perceber isso e quando estava realmente
envolvida nesse sentimento, vi que era tarde demais... (pausa)... Eu só queria poder voltar atrás na época em que você
gostava de mim, quando sonhava comigo e eu não sabia da sua existência... (seus olhos se enchem de lágrimas)...
Eu só queria que tudo isso voltasse, agora, quando eu posso retribuir na
mesma proporção que teria a me oferecer. ___________________________________________ Cláudio: Priscila, você realmente é uma
garota incrível, inteligente, linda, qualquer um gostaria de ter o privilégio
de estar com você... (pausa)...
Mas... Pri (completando e
olhando para Larissa): É dela que você gosta. Cláudio: É mais forte que eu. Sinto que se
não te contasse, não estaria sendo sincero com você. Pri (olhando para o
lado, mordendo os lábios): Então, você deve ir atrás dela. ___________________________________________ Cláudio: Ouça, vou falar logo de uma vez. Eu
pensei muito no que você me disse, e cheguei a conclusão que não posso ir
contra o meu coração, que apesar dos pesares, ainda grita alto o seu nome... (pausa e respira fundo)... Então,
acho que podemos tentar. Corta: Larissa: E não vai. Eu prometo. Cláudio, eu
gosto muito, muito mesmo de você. ___________________________________________ Moça (sorrindo): Tudo bem... (franze a testa)... Helen? Helen (franzindo a
testa): A senhora me conhece? Moça (sorrindo): Eu sou sua... Rosa interrompe. Rosa: Querida, quem está aí? Ela aparece na porta e
se assusta ao ver a moça. Moça: Sua tia... (olha para Rosa)... Oi Rosa, tudo bem? ___________________________________________ Vista aérea da praça, manhã. Nota-se que há poucas pessoas no
local. A câmera se aproxima de uma especificamente, então podemos ver que se
trata de Helen. Ela está com os olhos fechados, como se estivesse sentindo a
brisa. Ao seu lado a mesma moça do episódio passado aparece, vindo em sua
direção. Moça (parando próximo a ela): Oi Helen? Helen (abrindo os olhos e sorrindo ao vê-la):
Oi Deise. Tudo bom? Deise (sentando-se ao lado dela):
Estou ótima, e você? Estava tão pensativa aí. Helen (sorrindo): Às vezes gosto de
sentir a brisa por aqui, pensar um pouco na vida. Deise a olha com certa admiração, sem nada a dizer. Helen sobe
as sobrancelhas, olhando-a. Helen: O que foi? Deise: Você, lembra muito seu pai. Helen: A senhora conheceu ele também? Deise (sorrindo): Primeiro, vamos deixar
esse negócio de senhora de lado, me chame de você ou quando se sentir a
vontade, de tia. Agora, sobre seu pai, sim, ele era o melhor homem do mundo. Helen: Gostaria tanto de ter conhecido ele e minha mãe... (suspira)... Daria qualquer para ter
pelo menos cinco minutos ao lado deles.
Deise: E eu tenho certeza que eles fariam a mesma coisa. Teriam muito
orgulho de ver como a filha deles está linda. Helen (franzindo a testa): Eu só não
entendi o porquê da minha avó ter agido daquele jeito com a senhora... Quer
dizer, você. Um flash toma conta da tela, desfazendo frente da Helen,
exatamente na cena em que Deise chega. Helen está parada com a porta entre
aberta, Deise está do lado de fora. Deise (sorrindo): Tudo bem... (franze a testa)... Helen? Helen (franzindo a testa): A senhora me
conhece? Deise (sorrindo): Eu sou sua... Rosa interrompe. Rosa: Querida, quem está aí? Ela aparece na porta e se assusta ao ver a moça. Deise: Sua tia... (olha para
Rosa)... Oi Rosa, tudo bem? Close no rosto de Rosa que a olha seriamente, Helen olha para
Rosa, confusa. Helen (confusa): Tia? Eu não sabia que
tinha uma tia. Deise (sorrindo): Sou irmã da Márcia, sua
mãe. Há anos eu queria te conhecer, saber como... Rosa (interrompendo, ríspida): O que você está
fazendo aqui? Deise: É ótimo te ver também, Rosa. Respondendo sua pergunta, vim
conhecer a minha única sobrinha. Rosa: Já viu? Então agora pode ir embora. Helen (repreendendo-a): Vovó! Deise e Rosa se encaram por alguns instantes. Helen: Se ela é irmã da minha mãe, quero saber mais a seu respeito,
saber como era a minha mãe... Rosa (olhando para Helen): Querida, entra.
Eu preciso trocar palavrinhas com essa pessoa. Helen: Mas vó, eu queria... Rosa (cortando): Por favor, meu anjo.
Obedece a sua avó. Daqui a pouco nós conversamos. Helen olha para Rosa, em seguida respira fundo, contrariada. Helen (olhando para Deise): Tchau. E qual o
nome da senhora? Deise (sorrindo): Deise. E não se
preocupe, ficarei bastante tempo na cidade, não faltará oportunidade de nos
conhecermos melhor. Helen lança um leve sorriso desanimado para ela, em seguida
lança um olhar sério para Rosa e entra. Rosa fecha a porta e puxa Deise pelo
braço, levando-a para a calçada. Rosa (falando baixo): Posso saber que diabos
você está fazendo aqui? Deise: Eu já disse milhões de vezes, precisava vê-la. Rosa: Eu devia ter me mudado depois de tantos telefonemas. Deise: Não ia adiantar de nada, pois acharia vocês onde quer que se
escondesse... (balança negativamente a
cabeça)... Eu tenho direito de conhecê-la! Rosa: Não tem nada. Você é um monstro, sorte sua ela não saber metade
do que você é. Deise: Sempre com essa mania ridícula de julgar as pessoas. Rosa: Depois de todo sofrimento que causou, acha que não estou apta a
te julgar? Só conseguiu confirmar tudo o que eu pensava a seu respeito... (pausa)... Faça um favor a você
mesma. Finja que o dia de hoje não existiu que eu dou um jeito com a Helen. Deise: Eu não vou fazer isso, Rosa. Eu não vou embora, e dessa vez
nenhuma de suas ameaças irá me amedrontar. Rosa: E o que você espera que aconteça? Quer que ela descubra tudo e
te odeie para sempre? Silêncio por breves segundos. Deise olha para baixo, morde os
lábios e olha seriamente para Rosa. Deise: Só que você esqueceu-se de uma coisa... (pausa)... Eu não sou a única que ela irá odiar. A câmera se aproxima do rosto de Rosa. Ela olha com fúria para
Deise. Rosa: Vá embora, fique longe da minha neta. Ela vira e começa a andar, em direção a sua casa. Deise
permanece parada no mesmo lugar. Deise: Eu vou ficar. Rosa pára e vira. Deise: E não há nada que me convença do contrário. Ela se desloca e sai. Close no rosto de Rosa por alguns
instantes. Corta para o interior da casa. Rosa entra visivelmente nervosa.
Helen a espera sentada no sofá. Helen: Pode me explicar o que está acontecendo? Rosa (se aproximando, sentando e segurando nas mãos da neta): Minha
linda, me prometa que nunca mais verá essa mulher? Helen (balançando negativamente a cabeça):
Não! Essa é a única chance de eu saber mais sobre a minha mãe, já que você
nunca fez questão de me contar como ela era. Rosa: Não tinha nada o que dizer sobre a sua mãe, eu mal a conheci. Helen (olhando seriamente para avó):
Por anos eu fiquei calada fingindo que engolia essa sua história. Mas acho
impossível que sequer uma foto dela você tenha, sequer o rosto da minha mãe
eu pude ver. Então enquanto não resolver ser sincera comigo a respeito disso,
não peça para que não tenha curiosidade de saber mais e aproveitar qualquer
meio de fazer isso. Helen levanta, saindo. Rosa coloca a mão na testa,
visivelmente perturbada. O flash volta a tomar conta da tela, voltando para o parque,
onde Helen e Deise estão. Deise: A Rosa nunca gostou da minha família. Sempre odiou a idéia de
seu filho querido, namorando a minha irmã. E isso travou uma guerra pior que
a de gregos e troianos. Nunca ouve uma trégua. Helen: Você tem uma foto dela para que eu possa ao menos conhecer o
rosto da minha mãe? Deise (triste): Desculpa. Sua mãe
odiava fotografias, teve na identidade porque foi obrigatório. Infelizmente
na ânsia de te encontrar, acabei esquecendo de trazer umas das poucas que eu
tinha dela. Mas prometo que providenciarei isso o mais rápido possível. Helen (esboçando um leve sorriso):
Obrigado... Me fala mais sobre ela, o que gostava de fazer, o que sentiu
quando soube que estava grávida de mim, quem escolheu meu nome, sei lá, me
conta tudo o que puder. Deise (sorrindo): Vamos por partes. Sua
mãe era uma mulher bastante... Um som instrumental começa a encobrir o que ela diz. Helen
observa bastante interessada. A câmera se afasta lentamente, ao mesmo tempo
em que a tela vai escurecendo.
A câmera passeia por um bosque, até se aproximar de uma árvore
que fica próximo a um lago. Música: Sister Hazel - Beautiful Thing Cláudio está abraçado a Larissa, encostado na árvore,
sentados. Após alguns segundos, eles param de se beijar e se olham com
ternura. Cláudio (sorrindo): Parece um sonho tudo
isso. Larissa (sorrindo, fechando os olhos):
Nós dois, assim, juntinhos? Cláudio: Quando eu iria imaginar que depois
do que me disse no boliche, na primeira vez que ouvi sua voz direcionada a
mim, estaríamos hoje assim? Larissa: Esse lance de você gostar de mim
desde criança é verdade mesmo? Cláudio: Não apenas gostar... (pausa)... Quando te vi saindo do
carro no dia da sua mudança, eu fiquei tão paralisado, que tenho certeza que
ali começou uma fixação sem fim. Creio que ali estava pela primeira vez
aprendendo a me apaixonar. Larissa: E por que nunca tentou se aproximar
antes? Principalmente nesse dia que eu não conhecia ninguém na cidade. Talvez
o porvir dos anos fosse diferente... (sorri)...
Talvez hoje estivéssemos completando sei anos de namoro, huh? Cláudio (sorrindo): Bom, quando criança eu
era um bocó. Claro que tentei e ensaiei uma aproximação milhões de vezes, mas
todas sem sucesso. Depois você se tornou a princesinha da cidade... (dando os ombros)... Aí que realmente
ficou impossível. Sorte foi quando o Roger me convenceu a fazer o teste para
o time, e a Helen me incentivou a não desistir. Larissa (pensativa): Helen... (pausa e o olha)... Ela sempre te
ajudou, não é? Cláudio: Eu costumo dizer que ela é um anjo
enviado pra essa me ajudar. (sorri). Larissa (sorrindo): Ela é um amor
realmente, merece ser feliz... (pausa
e sorri novamente)... Acho que podemos arrumar um jeito de ajudá-la. Cláudio (franzindo a testa): Ajudá-la de que
forma? Larissa (sorrindo): Fazendo ela e o Léo se
acertarem de vez! Cláudio: O que? De jeito nenhum, a Helen
está ótima longe dele. Larissa (séria): Cláudio. Você não
acreditou que eu mudei? Cláudio (concordando com a cabeça):
Claro que acreditei. Larissa: Então, a gente é capaz de fazer
coisas incríveis quando estamos apaixonados, inclusive mudar radicalmente de
postura, pensamentos e etc... (pausa)...
Ele gosta dela de verdade. Cláudio (pensativo): Eu não sei... Larissa: Você como melhor amigo dela,
poderia dar um empurrão, conversar, assim como ela fez horas antes da gente
se acertar. Cláudio fica pensativo por alguns instantes. Larissa: Promete que pelo menos irá pensar
no assunto? Cláudio (sorrindo): Okay, prometo... (pausa)... Agora chega de assuntos
paralelos e vamos nos concentrar na gente, já perdemos tempo demais. Larissa sorri e aproxima seu rosto do dele. Ambos voltam a se
beijar. O som toma conta da cena, enquanto a imagem se afasta lentamente até
subir aos céus, que está claro. Logo anoitece e amanhece novamente, descendo
na frente do colégio Esplendor. A câmera se aproxima um pouco, cortando para dentro do
Ginásio. Música: Foo Fighters – Times Like These Na quadra vemos os jogadores com roupa de treino. A imagem
gira para a arquibancada onde vemos Roger, Amanda e Larissa sentados na parte
de cima, conversando. Amanda: Deixa eu ver se entendi? Você quer
juntar Helen e Léo? (sobe as
sobrancelhas). Larissa: Exatamente. Até o Cláudio já
concordou com isso. Roger: Duvido. Larissa (girando os olhos): Okay, ele ficou
de pensar. Mas já é um começo. Primeiro ele precisa se convencer das
intenções do Léo realmente. Roger: Eu acho que a Helenzinha está muito bem sozinha. Larissa: Qual é gente, todos nós precisamos
de alguém. Amanda: Ohhh, como ele ficou romântica de
repente... (ri). Roger: É assim mesmo, no começo a gente fica bobo, só vê flores,
depois vira uma geladeira. (ri). Amanda dá um tapa no braço dele, que revida com um selinho. Amanda: Certo. E o que você tem em mente? Larissa (desanimada): Aí é que ta. Não tenho
absolutamente nada em mente. Roger: Ótimo começo!... Mas tenho certeza que pensará em algo. (sorri). Amanda (olhando-o): Todos nós iremos, não é
meu amor? Roger: Claro princesa. (sorri).
A câmera desce até a quadra. Cláudio observa Léo passando por
ele, Léo o olha franzindo a testa. Léo (estranhando): O que? Cláudio (balançando negativamente a cabeça):
Nada não! Cláudio corre. A câmera dá um close no rosto de Léo que
continua com a testa franzina. Corta para Felipe com a bola, ele toca para Gil. Este último,
visivelmente nervoso, tenta passar por dois adversários e os empurra. A
imagem gira até Roma que apita. Gil (abrindo os braços): Qual é treinador, eu
mal relei neles. Roma: O juiz aqui sou eu! Gil (olhando para um dos rapazes caídos):
Frangote! Corta para Léo olhando-o, ao seu lado está Felipe. Léo: É um imbecil mesmo. Felipe: Fica frio e não queira perder seu
lugar no time novamente, arrumando encrenca. Deixa pra lá. Léo (olhando-o): Você tem razão. Corta para Léo com a bola. No fundo, perto do gol, Gil abre os
braços, pedindo o passe. Léo lança um sorriso maquiavélico e chuta a bola com
força na direção dele. Gil consegue desviar, ela passa reto e forte. Gil
lança um olhar sério para Léo. Felipe olha para Léo. Léo (rindo): O que? Foi sem querer. Felipe (rindo e balançando negativamente a cabeça):
Compreensível. Roma (falando alto): Quero ver você fazer
igual no jogo de amanhã, mas em direção ao gol. Léo (prestando continência): Pode deixar,
general! Roma apita e faz sinal para que os jogadores se aproximem
dele. Eles formam uma meia lua em volta. Roma: Foi com muito sacrifício que chegamos as quartas de finais.
Aqueles que se empenharam até aqui, especialmente nos dois últimos jogos
decisivos, peço que se empenhem ainda mais amanhã contra o time de Ourinhos.
Lembrem-se que os Gladiadores estão acima de Léo, Felipe, Gil, Cláudio,
Edvaldo e todos vocês. Portanto, entrem com um único espírito competitivo,
espírito de luta e principalmente, espírito de união... (pausa)... Posso contar com a colaboração de todos vocês para
isso? Os jogadores balançam positivamente a cabeça. Roma sorri. Roma: Certo. O time que entrará em quadra amanhã, é o mesmo que
terminou o jogo passado. Léo (sorrindo): Quer dizer que eu
voltei a ser titular? Roma: E não faça eu me arrepender dessa decisão. Léo (feliz): Claro que não! Farei jus a essa
nova chance. Roma: Quero que cheguem duas horas antes para a concentração e nada
de extrapolar de hoje para amanhã... Estamos entendidos? O treino está
encerrado. Os jogadores começam a se dispersar. Cláudio se aproxima de
Roma. Cláudio: Acha mesmo que podemos levar o
campeonato deste ano? Roma: Bom, ano passado eu tinha um time muito bom que acabou sendo
barrado nas semi-finais... (pausa)...
Mas este ano eu tenho um time excelente, embora alguns tropeços devido a
altos egos, confio na capacidade da minha equipe. Cláudio (sorrindo): Confesso que me dá um
frio na barriga quando penso nisso. Roma (sorrindo): Se você que entrou para
o time, se sente assim, imagina eu, que há mais de vinte anos sonho com esse
titulo? Cláudio: Então já mais um motivo para que nos
empenhemos ainda mais em busca do campeonato. Se não fosse por você, eu não
estaria aqui. Roma: O meu trabalho apenas é empurrar e acreditar, o resto é com
vocês. E se acreditar que irá conquistar o titulo, por que não? Roma sorri para ele, em seguida começa a caminhar. Cláudio
esboça um sorriso, pensativo. Ele olha na direção da arquibancada. Larissa
faz sinal para que ele vá até ela. Ele se desloca, indo na direção da mesma. Interior da casa de Helen. Vemos Helen passando pelo corredor
e caminhando até a sala. Rosa da cozinha aparece, preocupada. Rosa: Oi minha linda. Onde estava? Helen: Não vou mentir pra senhora. Estava com a Deise. Rosa (bufando): Então aquele telefonema
mais cedo era dela? Helen (balançando positivamente a cabeça):
Era sim. Rosa (se aproximando): Filha, toma cuidado com
essa mulher. Você pode acabar saindo machucada nisso tudo. Helen: Okay, eu me afasto dela, se me contar o real motivo dessa
rincha entre vocês. Rosa não responde, apenas abaixa o olhar. Helen balança
negativamente a cabeça. Helen: É sempre assim quando o assunto é meu passado. Passa mal, fica
nervosa, triste. E acaba de comprovar que realmente há um grande mistério
envolta disso tudo. Rosa: Não fale besteira, não há mistério nenhum a ser revelado. Helen: Tudo bem. Sendo assim não tem no que se opor quando eu me
encontrar com minha tia... (mexe os
ombros)... Afinal, não há nada a ser revelado e a rincha entre vocês não
é da minha conta. Helen sai, caminhando até seu quarto. A câmera permanece na
sala. Rosa senta no sofá, bufando. Rosa (balançando negativamente a cabeça):
Eu mereço! Vestiário do Ginásio. Cláudio está de frente para o seu
armário, colocando uma camisa. Ele fecha a porta e vira, dando cara com
Léo. Léo: Eu juro que essa era a última coisa que eu queria fazer. Mas
como situações em desespero, requer medidas desesperadas, estou aqui. Cláudio (confuso): Do que você está
falando? Léo (respirando fundo): Preciso da sua ajuda! Cláudio (rindo, surpreso): O que? (caminha até o banco a frente). Léo (indo atrás): É isso mesmo. Preciso
muito que fale com a Helen. Como é melhor amigo dela, com certeza irá ouvi-lo
e quem sabe me dar uma chance de tentar... Cláudio (interrompendo): Não, obrigado! Cláudio começa a sair. Léo o acompanha com o olhar. Léo: Por que não? Cláudio (parando e virando): Porque
simplesmente eu não acredito que possa trazer algum beneficio a ela. Léo (se aproximando): Mas eu posso... (pausa)... Olha, Cláudio. Você
realmente tem vários motivos plausíveis para não acreditar em mim. Mas estou
falando a verdade, eu amo aquela garota e preciso desesperadamente provar
isso a ela. Pra falar a verdade, estou quase à beira da loucura por conta
disso... Cláudio o olha por alguns instantes, colocando a mão no queixo
e ficando pensativo. Léo: Acha que me humilharia pedindo ajuda a você, se não estive
realmente dizendo a verdade? Cláudio: É, é um bom argumento. Talvez eu
fale então com ela, mas não garanto nada se vai ou não sair perdoado. Léo (aliviado): Obrigado, cara, você
não sabe como isso está me sendo útil. Cláudio: Só uma coisa, se fizer ela sofrer
novamente... Léo (cortando): Você pode me bater,
matar e enterrar. Cláudio: Ainda bem que já está ciente. Léo (sorrindo): Eu vou provar que posso
fazer a Helen muito feliz, confie em mim. Cláudio balança positivamente a cabeça, em seguida vira e sai.
A câmera se movimenta mostrando o rosto sorridente de Léo, ele fecha os
olhos. Pátio. Larissa, Roger e Amanda esperam Cláudio no portão. Ele
aparece, se aproximando deles. Larissa: Quem banho demorado. Cláudio: Desculpa, mas eu tive que atender
um cara em desespero. Larissa (confusa): Como assim? Cláudio (sorrindo): Mais tarde eu te
explico. Eles passam pelo portão, saindo do colégio. A câmera se
movimenta até a calçada, onde uma garota está encostada no carro, de braços
cruzados, olhando para frente. Amanda franze a testa, em seguida se aproxima
dela. Amanda (estranhando): Natália? O que faz
aqui? Natália (sorrindo): Olá irmãzinha. Disseram
que você estaria aqui, vim te buscar para dar uma volta. Corta para Cláudio, Larissa e Roger, um pouco afastados dali,
observando a cena. Roger: Hum, então essa é a irmã perfeita? Larissa: Lá se vai a alegria da Amanda. Corta novamente para Amanda e Natália. Natália: O que me diz? Amanda: Lamento, mas não posso. Tenho muita
coisa para fazer. Ela vai até Roger e segura na mão dele.
Amanda: Vamos? Roger: Acho que você deveria ir com ela. É sua irmã, Mandy. Amanda: Eu sei o que ela é. Mas não estou
com vontade de conversar. Larissa: Mas acho que deveria tentar, quem
sabe acabam se entendendo definitivamente? Amanda: Gente, pode parar. Eu não quero e
pronto! Natália se aproxima. Natália: Amanda, precisamos realmente
conversar. Roger (olhando para Amanda): Vai com ela,
conversa. Amanda: Okay, mas você vai junto. Roger (sorrindo): Não, apenas vocês. É
hora de um acerto de conta entre as irmãs. Amanda fica pensativa por alguns instantes, em seguida
suspira. Amanda: Está bem. Mas me liga a noite, ta
bom? Roger (sorrindo): Pode deixar. Ela dá um selinho nele, em seguida vai até Natália. Natália
sorri e ambas se dirigem até o carro, entrando em seguida. Natália acena com
a mão para eles, em seguida dá partida no carro e sai. Larissa: Estranho a Natália aparecer aqui na
cidade no meio da semana. Roger: Talvez queira de fato resolver esses assuntos em aberto com a
irmã. Eles começam a caminhar, Roger sorri e fica no meio deles,
abraçando-os. Roger: Sabe o que é legal? Hoje eu que vou segurar vela pra vocês
dois. Larissa (sorrindo): Okay, você tem alguns
créditos por permitir que eu ficasse no meio de você e da Amanda. Roger: Tenho vários créditos. A câmera muda para trás, onde os vemos de costas por alguns
instantes. Casa de Cláudio, cozinha. Silvia está em frente ao fogão, ela
tira um molho que está dentro da panela, provando-o com a colher, em seguida
fecha os olhos e respira fundo, dando a entender a aprovação do mesmo. Lucio
aparece de repente e a abraça por trás, beijando seu pescoço. Silvia (rindo): Que susto! Quer me
matar do coração? Lucio (sorrindo): Vamos abolir a palavra
morte do vocabulário dessa casa? Silvia vira, ficando de frente para ele. Ambos sorriem um para
o outro e começam a se beijar por instantes. Lucio: Que cheiro ótimo, o que está fazendo? Silvia: Um molho especial para hoje à
noite. Lucio: Incrível... (vai até o
fogão e pega uma colher)... Posso provar? Silvia (tirando a colher da mão dele):
Só à noite, apressadinho! Lucio sorri, em seguida sobe as sobrancelhas. Lucio: Amanhã o jantar é por minha conta. Silvia (estranhando): E você lá sabe
cozinhar? Lucio (rindo): Realmente não sei. Por
isso não serei eu a fazer e sim o garçom... (pausa)... Reservei uma mesa do melhor restaurante da cidade pra
gente. Silvia: Hum, que romântico. E é alguma
ocasião especial? Lucio: Eu não preciso de datas especiais para levar minha esposa para
jantar. Mas neste caso, é sim. Silvia (curiosa): E o que é? Lucio: Uma surpresa. Silvia: Mas conta de que surpresa se trata? Lucio: Claro que não, surpresa é surpresa, senão não seria surpresa. Silvia (abraçando-o): Pelo menos me responde.
É uma surpresa boa, muito boa, muitíssimo boa, ou infinitamente boa ao
quadrado? Lucio (rindo): Bom, no meu ponto de
vista é infinitamente boa ao quadrado. Silvia: Droga! Não vou agüentar até lá. Lucio: Vai sim, passa rápido. Silvia: Uma dica pelo menos? Por que tem
que ser amanhã? Não pode ser hoje? Lucio: Porque o que preparei estará pronto somente amanhã. Silvia (dando um dos ombros): Está bem, fazer
o que? Amanhã então. Lucio: Já disse hoje o quanto te amo? Silvia (sorrindo e abraçando-o):
Não me lembro, refresque minha memória. Lucio: Eu te amo e te amarei toda minha vida. Te amo nos seus gestos, Te
amo no seu sorriso, Te amo
na sua voz... Enquanto ele fala, a câmera começa a se afastar, e um som
instrumental toma conta da cena. A imagem pára em determinado ponto, até que
escurece lentamente. Abre
no interior do carro em que Amanda e Natália estão. Um silêncio pouco constrangedor
toma conta da cena. Após alguns segundos, Amanda olha para a irmã. Amanda: Posso saber por que surgiu de
repente? Natália: Não posso querer passar um tempo
com minha irmãzinha? Amanda: Não se você nunca fez isso. Natália: Pois é, acontece que você nunca deu
espaço para isso... (olhando para
Amanda)... Por que não gosta de mim? Amanda (cruzando os braços e olhando para a janela):
Como se você não soubesse. Natália: Sinceramente? Não sei por que tanta
indiferença. Amanda (girando os olhos): Esquece. Amanda olha para a janela e franze a testa, estranhando o
lugar. Natália: Chegamos. Amanda: Que lugar é esse? Natália (sorrindo): Não se lembra? É a
primeira casa em que moramos. Amanda: Oh! O carro pára. A imagem corta para fora, então vemos uma casa
grande de madeira, um chão de terra e uma árvore no meio, mais parecido com
um sítio. Natália e Amanda saem do carro. Natália (indo em direção da árvore e colocando a mão na mesma):
Costumávamos subir nela quando éramos crianças. Amanda: Ainda não entendi por que me trouxe
aqui? Natália: Ouvi dizer que eles vão derrubar
essa casa. Não sei, pensei que talvez gostaria que dar uma ultima olhada
nela. Amanda: Essa casa tem mais valor pra você
do que pra mim. Eu tinha quatro anos quando nos mudamos daqui, mal me lembro
de nada... (pausa)... Me responde
uma coisa, Natália. Qual o motivo de estar aqui no meio da semana? Natália (bufando): Nossa, como você é
difícil, huh? Tudo bem, vou abrir o jogo. Sequer a mãe o ou pai sabem que
estou aqui, então fique sabendo o tamanho da importância que você tem pra
mim. Amanda cruza os braços e a olha. Natália gira os olhos. Natália: Talvez a gente fique muito tempo
sem se ver. Amanda: Como assim? Natália (se aproximando): Estou me mudando para o
exterior. Amanda: Por quê? Conseguiu um estágio, uma
bolsa de estudos, algum intercambio? Natália: Não, estou deixando minha
faculdade. Amanda (arregalando os olhos): Ficou maluca?
Você vai matar os velhos! A imagem se aproxima do rosto de Natália, ela sobe as
sobrancelhas. Parte interna da casa de Helen. Ela se aproxima da porta,
abrindo-a. Cláudio aparece do lado de fora, sorrindo para ela. Helen (sorrindo): Oi! Cláudio (sorrindo): Olá! Quer sair para
conversar? Close no rosto de Helen. Corta para eles caminhando pela
praça, conversando. Música: Oasis - Stand By Me Cláudio: Uau, então quer dizer que você tem
uma tia misteriosa e isso está causando dor de cabeça na sua casa? Helen: Loucura. Existe um grande mistério envolta disso tudo e irei
descobrir... (pausa e o olha)...
Mas creio que não tenha me trazido até aqui pra falar da minha tia. Cláudio (respirando fundo): Você vai me
achar maluco em dizer uma coisa dessas, mas como tudo anda tão invertido
ultimamente, creio que nem vá ligar de eu falar... Helen: Pode dizer. Cláudio: Eu estive pensando, talvez o Léo
esteja realmente mudado e a procura de redenção. Helen: Realmente, as coisas estão do avesso, pra você vir me falar bem
do Léo... (pausa)... Por acaso ele
pediu para que fizesse isso? Cláudio: Ta aí outra prova que ele está
mudado. Acha que ele viria recorrer a mim se não estivesse desesperado em
busca do seu perdão? Tenta conversar melhor com ele, Helen? Helen: Eu não sei, ele me machucou tanto e não a primeira vez. Eles param, ficando de frente um para o outro. Cláudio: Lembra na lanchonete que você me
disse que a Larissa havia mudado, para eu não perder tal chance de ser feliz
e tudo mais? Eu me sinto na obrigação de dizer o mesmo. Se tem uma coisa que
aprendemos bastante esse ano, é que as pessoas realmente podem mudar.
Principalmente quando estão apaixonadas. Helen franze a testa para ele. Cláudio (sorrindo): Ele me disse com todas
as letras que está apaixonado por você. Me pareceu bastante sincero. Helen (receosa): Eu não sei... Cláudio: Diz que pelo menos irá pensar no
caso? Helen (sorrindo): Eu prometo. Cláudio sorri, em seguida eles voltam a caminhar. Cláudio: Agora me conta o que descobriu
sobre sua mãe, por essa sua tia? Helen: Ela me falou bastante coisa a respeito da minha mãe, disse
que... Enquanto eles caminham, o som toma conta da cena, encobrindo o
que Helen diz. A câmera muda para um ângulo aéreo, mostrando o movimento da
praça por alguns instantes. Casa de Larissa, sala. Vemos num sofá, Rosangela olhando para
uma foto. Espalhados por toda parte também há vários álbuns de fotos. No sofá
ao lado está Jonatas deitado, aparentemente dormindo. Larissa chega na sala,
olhando para as fotografias espalhadas e em seguida para Rosangela. Larissa: O que você está fazendo? Rosangela (sorrindo): Dando uma nostalgia na
minha vida... Às vezes é tão bom relembrar. Larissa se aproxima e senta ao lado dela. Rosangela mostra uma
foto para ela. Rosangela: Olha essa coisinha linda? Larissa (sorrindo): Eu vivia de lacinho.
Detestava isso. Rosangela: Mas você ficava tão fofa assim. (sorri). Larissa sorri, olha para baixo e pega uma foto. A câmera dá um
close na mesma, mostrando um homem com um bebê. Larissa desfaz lentamente o
sorriso. Música Instrumental Lenta Rosangela: Ele era lindo, não é? Larissa (olhando para a foto e com os olhos cheios de lágrimas):
Era... (pausa)... Sinto tanto sua
falta. Rosangela: Eu sei que sente e eu também sinto.
Rosangela olha para a filha que abaixa o olhar, triste. Rosangela: Não pense que eu não amava seu pai,
porque eu o amava muito. Ele foi o primeiro homem da minha vida e nunca vou
esquecê-lo. Sei que errei muito em ter me envolvido tão cedo com outros
homens. Mas acontece que ele me fazia sentir uma mulher tão segura que
desnorteei quando se foi. Não sabia ficar sozinha e tive tentar preencher o
vazio deixado por ele. Silêncio por breves segundos. Rosangela: Destes homens que eu tentei suprir
a falta que ele me fazia, nenhum quis assumir compromisso quando souberam que
eu tinha uma filha pequena. Mas com ele foi diferente... (olha para Jonatas que ainda está dormindo no sofá)... Quando
soube, quis logo te conhecer e disse que te amou desde o primeiro momento em
que te viu, que se nosso relacionamento fosse pra frente, faria de tudo para
tentar ser um pai pra você, independente de qualquer laço sangüíneo. Close no rosto de Larissa por alguns instantes. Rosangela: E ele cumpriu, pois em todos esses
anos, sequer um dia o vi lhe tratando com indiferença, mas como um pai trata
uma filha, mesmo ela deixando bem claro que o odeia. Larissa: Por que não me disse tudo isso
antes? As coisas poderiam ter sido bem diferentes. Rosangela: Porque meu maior erro foi não saber
lidar com a morte do Pedro, não sendo uma mãe participativa na sua infância,
saber as suas vontades, medos. Infelizmente quando voltei para a realidade,
você já havia crescido e a tarefa de tentar recuperar isso, parecia
impossível. Larissa olha para baixo por alguns instantes, em seguida volta
o olhar para Rosangela. Larissa: Acompanhando o sofrimento e medo do
Cláudio na possibilidade de perder a mãe, consegui me colocar em seu lugar.
Por mais que tenhamos nossas diferenças, eu acho que não suportaria te perder
de vez. Rosangela (com os olhos cheios de lágrimas):
Você acha que é tarde demais para um novo começo? Larissa (mexendo o ombro): Eu não sei, só
vamos saber se tentarmos. O som instrumental toma conta da cena, ambas se olham
emocionadas por alguns instantes, em seguida se abraçam. A câmera corta para
o rosto de Rosangela, lágrimas escorrem de seus olhos. Rosangela: Eu prometo
que tudo será diferente, que seremos uma família unida, eu prometo... (pausa)... Eu te amo, minha filha. Larissa (cortando para o seu rosto):
Eu... (pausa e fecha os olhos)...
Também te amo. A câmera se desloca para o sofá. Jonatas acorda se
espreguiçando, ele olha para o lado e vê as duas abraçadas e franze a testa
em seguida, surpreso. Ele sorri e novamente fecha os olhos. A imagem começa a se afastar lentamente do cômodo ao mesmo
tempo em que começa a transparecer e mostrar o centro da cidade à noite. Uma lanchonete. Amanda e Natália estão a uma mesa,
conversando. Música: Howie Day – Collide (Som ambiente) Amanda: Então a perfeitinha queridinha dos
papais, vai largar o curso que tanto investiram nela? (balança negativamente a cabeça)... Inacreditável. Natália: Perfeitinha? ... (pausa e sobe as sobrancelhas)...
Então é isso, você me odeia porque acha que sou perfeita? Amanda: Não mais depois dessa. Mas ligamos
os fatos dentro de casa, quem é a mais elogiada? Quem é que sempre faz tudo
certinho? Quem é o orgulho da família? Já ouviu falarem na Amanda, que não
seja para reclamar de alguma coisa? Natália: Não é verdade. Acha que eu gosto
disso tudo? De toda cobrança que vem em cima de mim, toda pressão
estabelecida por eles, quando tudo o que você tem que fazer é pelos outros,
realizar os sonhos dos outros, não o seu? Amanda: Aonde você quer chegar? Natália: Tudo o que eu fiz até agora foi
pensando único e exclusivamente na felicidade deles, não na minha. Ou você
acha que eu gosto de fazer direito? Odeio todas aquelas leis... (pausa)... Amanda, você não foi
cobrada como eu, porque nasceu sete anos depois, eu fui um projeto de plano
perfeito traçado muito antes deles se casarem. Você tem sorte de ser do jeito
que é, fazer as suas vontades, sem ficarem avaliando o tempo todo e dizendo
como tem que ser feito. Amanda: Pensando por esse lado... Eu não
sabia que se sentia assim. Natália: Agora sabe. Eu nunca fui uma filha
perfeita, no máximo deixei transparecer que sim. Mas cheguei num momento em
que precisava tomar as minhas próprias decisões. Amanda: E como vai contar a eles que vai
largar o curso e se mudar para outro país? Natália: Isso é o de menos, comparado com o
motivo dessa mudança. Amanda (curiosa): E qual o motivo? Natália: O homem que eu amo foi transferido
pra lá. Close no rosto de Amanda que fica sem ter o que dizer. Natália (sorrindo): Pode ter certeza que
depois dessa perderei o posto de perfeitinha. Amanda: Tem certeza que quer fazer isso? Natália: Sim, preciso tomar minhas próprias
decisões, mesmo que seja para quebrar a cara depois e me arrepender. Mas
ainda assim, fiz o que me deu na cabeça, coisa que não acontecia antes... (pausa)... Eu sou vim aqui pra saber
se você ficará bem. Apesar de nunca termos sido unidas, eu amo você
pirralhinha, sempre amei. Amanda (tímida): Desculpa por tudo que
eu disse antes. Natália (sorrindo): Agora eu entendo você. Amanda esboça um sorriso tímido a ela. Natália segura em sua
mão. A câmera sobe, mudando para um ângulo aéreo e abrindo, ficando assim por
alguns instantes. A tela escurece. Colégio Esplendor. Manhã.
Música: The Calling – If Only Cláudio caminha pelo corredor e se depara com Priscila. Ambos
ficam de frente um para o outro. Cláudio: Oi Pri! Pri (sem jeito): Oi Cláudio, tudo bom? Cláudio: Tudo bem e com você? Pri (sem encará-lo): Também. Silêncio constrangedor por alguns instantes, Cláudio abre a
boca para falar, mas Priscila se antecipa. Pri: Eu tenho que ir. Cláudio: Okay, foi bom te ver. Pri (acenando de leve com a cabeça):
Igualmente. Ela começa a caminha, Cláudio vira, acompanhando-a com o
olhar, fixa a imagem de seu rosto por alguns instantes, até que a mesma
começa a transparecer, mostrando a frente do colégio. Em seguida alguns takes
dos alunos em sala de aula. Cont- The Calling – If Only -Larissa e Amanda com
suas cadeiras coladas, escrevendo em silêncio. Amanda parece bastante
pensativa. -Um professor em outra
sala escrevendo na lousa e falando, a câmera se movimenta até a primeira
fileira de carteiras, onde vemos Helen, pensativa, como se não estivesse
prestando atenção na aula. -Em outra sala vemos
Léo em sua carteira, ele escreve algo em seu caderno. A câmera da um close no
mesmo, mostrando o nome da Helen escrito forte, a lápis. A imagem começa a transparecer novamente, mostrando a frente
do colégio, em seguida sobe e passeia pelo telhado até chegar ao refeitório.
O local já é tomado por alunos. Cont- The Calling – If Only Corta para uma mesa, onde Priscila está sentada sozinha,
visivelmente abatida. Felipe se aproxima e senta ao seu lado. Felipe (sorrindo): Oi Pri? Pri (olhando-o e sorrindo): Oi Fê, tudo bom? Felipe: Estou ótimo, você que não parece
muito bem. Pri (desanimada): Está tão na cara assim? Felipe: Bem visível... (pausa)... É por causa do novo casal, não é? Pri: Sabe quando você está acostumado a ter tudo o que quer, e
quando é deixado de lado, parece que arrancam um pedaço de você? É assim que
tenho me sentido ultimamente. Felipe (sorrindo): Claro que sei, você não
estava acostumada a ser contrariada. Mas creio que seja bom sentir na pele um
pouco, o que os outros sentem. Pri (olhando-o): Obrigado pelo consolo,
colega. Felipe (rindo): Mas não se preocupe,
isso passa. Às vezes demora um pouco, mas passa. Pri (subindo uma das sobrancelhas):
Já esteve em situação parecida? Felipe: Todos já tiveram. O mais recente
foi de uma baixinha que me deu um fora meses atrás. Pri (surpresa): Eu? ... (pausa)... Mas você nem estava afim
de mim direito. Felipe: Isso é o que você diz. Pri: Mesmo? Você gostava mesmo de mim? Felipe: Não conta pra ninguém, mas eu
escondo um lado bastante romântico dentro de mim. E você não faz idéia do
quanto doeu ser dispensado daquela vez. Pri (rindo): Mas por que não me disse que estava
gostando de verdade? Pra mim era só curtição da sua parte também. Felipe: Bom, primeiro que não ia adiantar falar se estava na cara que
você não sentia o mesmo. Segundo que não se obriga ninguém a gostar do outro,
se não houve conquista, é bom deixar pra lá. Pri (mexendo o ombro): Verdade, eu sou prova
viva disso, às vezes não adianta fazer de tudo para agradar, não se pode
mandar no coração... (ela o olha
desconfiada)... Mas e agora, passou? Felipe (sorrindo): Foi como eu disse,
demora um pouco mas passa. Digamos que hoje você não passa de uma garotinha
triste curtindo bastante a fossa. Priscila começa a rir. Pri (sorrindo): Obrigado, conseguiu me
animar, de verdade. Felipe (sorrindo): Não há de que. Agora,
você vai levantar esse astral e me dizer que vai à minha festa depois do jogo
hoje, huh? Pri: Eu não sei, não estou muito no clima para festas. Felipe: Bom, neste caso não estarei
perguntando e sim intimando. Pri (sorrindo): Okay, eu vou nem que
seja pra falar que fui. Felipe (sorrindo): E irá se divertir, eu
prometo. Eles se olham por alguns segundos, sorrindo um para o outro. A
câmera gira até a mesa onde Roger e Amanda estão. Roger: Você está bem? Amanda: Mais ou menos, estou pensando na
Natália. Nunca fomos próximas, mas parece que irá doer saber que partirá e
ficaremos talvez anos sem nos ver. Roger: Bom, pelo menos serviu para que tirasse a má impressão que
tinha dela, certo? Amanda: Eu estava errada em relação
preferência da casa. Depois de saber o quanto isso a sufocava, me sinto até
bem em ser um pouco rejeitada. (sorri). Roger: É, tendemos realmente a julgar precipitadamente. Enquanto você
sofria pela rejeição, ela sofria por tamanha cobrança. Amanda: Pois é... Roger sorri e a abraça, colocando a cabeça dela em seu ombro,
em seguida beija sua testa. Amanda fecha os olhos. Biblioteca. Helen passeia por um corredor, observando alguns
livros. Ela escuta alguns sussurros aparentemente conhecidos e avança para
mais perto. A câmera mostra Léo sentado a uma mesa, com vários livros abertos
e escrevendo em uma folha, falando sozinho. Helen fica observando-o. Léo (falando sozinho, olhando para o livro e escrevendo):
Eu nunca senti nada tão forte por alguém. É tão admirável perceber que meu
sonho é você. E o que é a vida sem um sonho? Incrível como alguém pode ter um
jeito tão especial de ser. Seu toque de serenidade, sua beleza é realidade.
Sensível, segura... (pausa)... E
um coração que é só verdade. O que mais posso querer, o que mais posso fazer
para que me perdoe? Daria o mundo para te ver feliz. Helen franze a testa, sorrindo ao mesmo tempo. Volta para Léo
escrevendo. Uma garota se aproxima dele, sentando ao seu lado. Garota: Olá Léo! Léo (sorrindo): Oi Renata! Renata (pegando o livro): O que está fazendo? Léo: Copiando uns poemas para uma pessoa. Renata (pegando a folha): Helen? Quem é Helen?...
(pensativa)... Não é a... Léo: Ela mesma. Renata (estranhando): É você mesmo?
Escrevendo poemas como se estivesse apaixonado? Léo (sorrindo): Nem eu me reconheceria.
Renata: É lindo que esteja assim. O que eu
posso fazer é te desejar boa sorte e caso não dê certo com essa garota, você
tem meu telefone, me liga! Ela sorri e levanta, saindo. Léo balança negativamente a
cabeça e abaixa olhando para a folha. Léo: Espera sentada... (continua
a escrever)... Querida Helen, veja tudo o que há de belo em você... Enquanto ele fala, a câmera dá um close no rosto de Helen que
permanece no mesmo lugar. Ela está bastante pensativa. A tela escurece. Abre na frente do colégio. Vários alunos se dispersam pelo
local. Amanda está próxima ao carro, conversando com Natália. Música: Sum 41 - In Too Deep Amanda: Quando você vai? Natália: Provavelmente amanhã. Amanda: Já conseguiu contar a eles? Natália (suspirando): Ainda não, mas farei
até a noite. Roger aparece sorrindo, abraçando Amanda. Amanda (sorrindo): Deixa eu te apresentar.
Esse é Roger, meu namorado, Roger, essa é Natália, minha irmã. Natália: Suponho que tenha escutado várias
queixas sobre mim? Roger (sorrindo): E como! Estava até
pensando que você era algum tipo de mito. Natália (sorrindo): É, quem ouvir falar
dever pensar em algo como o monstro do lago Ness... (pausa)... Vocês não querem tomar um sorvete? Roger e Amanda se olham. Roger: Por mim tudo bem. Amanda (sorrindo e olhando para Natália):
Claro, será um prazer. Natália sorri, em seguida abre a porta para que eles entrem.
Ela vira em direção a sua porta. A câmera muda para Cláudio e Larissa caminhando pela calçada
de mãos dadas. Cont- Sum 41 - In Too Deep Cláudio: Vai fazer o quê hoje à tarde? Larissa: Eu não sei e você? Cláudio: Concentração daqui duas horas. Larissa: Talvez eu faça algo com minha mãe. Cláudio (surpreso): Mesmo? Larissa: Uhum. Acho que estamos conseguindo
nos entender. Cláudio (sorrindo): Que ótimo! Espero que
seja o começo de uma grande amizade entre vocês duas. Larissa (sorrindo): Eu também espero. A câmera muda para um ângulo aéreo, mostrando os caminhando
por alguns instantes. A imagem se desloca para o céu e aos poucos começa a
anoitecer. Desce mostrando a frente do ginásio do colégio Esplendor. A
câmera se aproxima do mesmo, cortando para dentro. Cont- Sum 41 - In Too Deep As arquibancadas estão lotadas, grande parte da torcida dos
Gladiadores. Na quadra vemos os jogadores da casa com seu tradicional
uniforme composto de camisa vermelha e shorts brancos. O adversário veste
camisa amarela e shorts preto. Roma perto do banco caminha de um lado para o outro. Abre os
braços, joga o boné no chão, reclama com o juiz. A imagem sobe até o placar
eletrônico onde vemos: Gladiadores 0x0 Visitantes. A câmera dá um giro pela arquibancada onde vemos juntos,
Roger, Amanda, Larissa e Helen. Se movimenta para a esquerda, onde vemos
Silvia e Lucio, ambos aparentemente felizes. Corta para dentro de quadra. Léo está do lado de Gil. Léo: O que foi aquilo? Gil: Aquilo o que? Léo: Você chutou pra fora de propósito. Gil: Não me enche o saco! Gil corre. Léo olha para Felipe. Léo: Você ouviu. Felipe sobe as sobrancelhas. Corta para o adversário com a
bola. Ele está de frente para Gil e passa com facilidade. Roma coloca as mãos
na cabeça. Cláudio toma a bola do adversário e chuta para fora. Cláudio (para Gil): Presta atenção! Gil: Vai se ferrar! Roma faz sinal de tempo para o juiz. O mesmo apita, concedendo
o pedido. Os jogadores param e correm até seus respectivos treinadores. Roma (nervoso): Posso saber que merda
de atuação é essa? Se o adversário não fosse pior, podem ter certeza que
estaríamos perdendo de goleada. Léo: Fala isso para quem parece estar dormindo em quadra, ou jogando
para eles. Gil: Está insinuando alguma coisa? Léo: A carapuça serviu? Felipe (apartando): Qual é gente, não hora
disso. Cláudio: É verdade, vamos nos concentrar na
partida. Gil (olhando-o): Cala a boca! Léo: Não, cala a boca você e começa a jogar feito homem, pois sua
atuação está digna de pena. Gil: Pronto, era só o que me faltava, virou a parte baixa agora?
Qual o próximo passo, andar de mãos dadas com ele? Léo: O que? Léo empurra Gil. Gil vai para cima dele. Os jogadores apartam
a briga e Roma se intromete. Roma: Pronto? As mocinhas já acabaram de palestrar? O treinador pode
falar agora? Léo levanta os braços, ambos se acalmam. Roma: Ótimo! Agora, voltem para a quadra e joguem com espírito.
Estamos minutos próximos das semifinais. Conquistem essa vaga! Os rapazes começam a se movimentar. Roma segura Gil. Roma: Você, para o banco. Gil: O que? Eu não vou ser sacado do jogo! Roma: Prefere ser sacado da equipe? Pensa que não estou vendo que
entregando o jogo?... (balança
negativamente a cabeça)... Parece que as coisas que eu falo, entra por um
ouvido e sai pelo outro, para certas pessoas. Gil olha em volta, todos os estão olhando. Ele balança
negativamente a cabeça e tira a camisa. Gil: A temporada acabou para mim. Ele joga a camisa no chão, em seguida sai em direção ao
vestiário. Roma olha para os jogadores. Roma: Sobreviveremos sem ele. Ricardo, entra já. O rapaz levanta e corre para dentro da quadra. Cláudio olha
para Léo. Cláudio: Quer vencer essa partida? Léo (balançando positivamente a cabeça):
Pode ter certeza que sim. Cláudio: Então vamos seguir a estratégia
três. Se ninguém errar, furamos o bloqueio deles. Léo fica pensativo por alguns instantes. Em seguida balança a
cabeça, concordando. Música: Nine Black Alps -
Unsatisfied Léo (olhando para Felipe): Numero três. Felipe concorre e toma posição. Cláudio e Léo se olham e
acenam um para o outro com a cabeça. O juiz apita reiniciando a partida. Léo recebe e a bola e toca
para um companheiro. O mesmo passa para Cláudio. Cláudio faz que vai tocar
para Felipe, mas dá um toque por cima, lançando para Léo e enganando o
adversário. Léo fica de frente para o goleiro, ele chuta forte no canto,
fazendo o gol. Os jogadores pulam e correm para se abraçar. A torcida começa
a pular em quadra, comemorando. Léo se desvincula dos companheiros e se
aproxima do alambrado. Ele aponta para Léo, fazendo sinal com a boca, dando a
entender que diz: “É pra você”. A câmera se aproxima do rosto de Helen que esboça um sorriso.
Ele sorri para ela e volta para dentro de quadra. A câmera muda para um ângulo
aéreo, ficando a imagem lenta por alguns instantes. Em seguida a mesma
escurece. Varanda da mansão de Felipe. Vários jovens estão no local.
Alguns bebendo, outros conversando, outros em trajes de banhos. A câmera muda
para dentro da casa, sala. Música: Everclear - Wonderful Cláudio, Larissa, Amanda e Roger estão juntos, conversando
sentados no sofá. Léo se aproxima deles. Léo (para Cláudio): Hey, parabéns pela
dica. Cláudio (sorrindo): O mérito é do time
inteiro. Léo sorri e olha para os lados. Léo: Por acaso vocês viram a Helen? Roger: Eu acho que ela não vem, foi na locadora. Léo: Locadora? Roger: É, disse algo sobre Jardim Secreto, não entendi muito bem, acho
que é para alugar um filme. Léo (pensativo): Jardim secreto? ... (ele abre bem os olhos)... Nossa!
Valeu! Léo sai correndo. Close no rosto de Roger que fica sem
entender. Abre dentro de um restaurante. Silvia e Lucio estão a uma
mesa. Close no prato deles, indicando que o jantar está no fim. Lucio: Como meu filho é bom de bola, huh? Silvia: Verdade, quem será que ele puxou? Lucio: Como quem? Herdou do pai isso (sorri). Silvia: Você era péssimo na faculdade. Lucio (rindo): Você que não entende
nada de tática de jogo, mofar no banco de reservas também é uma estratégica
técnica. Silvia (sorrindo): Com certeza... (pausa)... Agora pára de me enrolar e
me diz qual é a tal surpresa? Lucio (bebendo um copo de vinho):
Okay, é chegada a hora. Ele levanta a mão, acenando para alguém. De repente dois
rapazes surgem tocando violinos. Lucio levanta e se ajoelha na frente de
Silvia. Silvia: O que é isso? Lucio tira do paletó uma caixinha preta, quando abre, vemos
duas alianças dentro da mesma. Lucio: "Eu te Amo e te amarei durante toda minha eternidade... Te amarei nos seus gestos. Te amarei
no seu sorriso.Te amarei na sua voz. Te amarei
no que você é! Sim, eu te amarei em tudo... (mostra a aliança a ela)... Você quer
casar comigo? Silvia (emocionada): Mas nós já somos casados. Lucio: Não tem problema, renovamos os votos. Dessa vez com muito mais
amor proporcionado a nossa volta. Silvia o olha por alguns instantes, seus olhos brilham,
visivelmente emocionada. Lucio: O que me diz? Quer novamente subir ao altar e dizer que passará
o resto da vida comigo? Silvia (emocionada): Claro que sim! Por toda
eternidade. Lucio (sorrindo): Por toda eternidade! Ele levanta e Silvia também. Ambos se aproximam e colam seus
rostos, começando a dançar ao som dos violinos. A imagem começa a abrir, e
todos do restaurante observam a cena admirados. Foca isso por alguns
instantes. Vista aérea da cidade, chove bastante. Corta para Léo subindo correndo as escadas que dá ao grande
jardim que fica no topo da cidade. Música: 3 Doors Down –
Here By Me Ele chega na parte de cima e começa a caminhar pelo jardim. Léo (gritando): Helen!.... (grita)... Helen! Ele caminha procurando, olhando para os lados. Após alguns
segundos pára, e desanimado vai até onde é possível ver a cidade. Léo (abaixando a cabeça): É claro que você não
estaria aqui. De repente as luzes do local acendem. Ele olha para trás. A
câmera mostra Helen parada, próximo a ele. Helen: Você se enganou. Léo (se aproximando): Helen! Te procurei por
toda parte, imaginei que tivesse dado uma dica ao Roger onde estaria... (pausa e a olha por alguns segundos e
começa a mexer nos bolsos)... Eu só queria te dizer que... Close nas folhas molhadas, impossível de serem visualizadas. Léo: Acho que devia ter decorado os versos. Mas não tem problema, o
que está no meu coração... Helen (sorrindo, interrompendo):
Não precisa. Eu já ouvi bastante na biblioteca. Léo (franzindo a testa): Você estava lá? Helen: Sim, a tempo de ouvir cada coisa linda que você disse a meu
respeito. Léo: E ainda é pouco para expressar tudo o que você significa para
mim. Helen: Eu estive pensando, talvez eu possa sim te dar uma terceira
chance. Léo (feliz): Mesmo? Mas não sei se você entendeu
bem o ponto, eu quero sim uma terceira chance, mas também de ser muito mais
que seu amigo. Helen (sorrindo): Podemos dar um jeito
nisso. Léo (se aproximando ainda mais):
Eu te amo, Helen. Jamais irei decepcioná-la outra vez. Prometo. Em câmera lenta vemos seus rostos se aproximando, seus lábios
se juntando, começando um beijo tímido no começo, mas intenso no decorrer do
mesmo. Léo passa a mão de leve no rosto de Helen, eles desfazem o beijo e se
olham por alguns instantes. Léo segura na mão dela, admirando-a. Em seguida
Helen se aproxima e o abraça, beijando-o novamente. Lentamente a câmera sobe, fixando na imagem dos dois. Pára em
determinado ponto, em seguida começa a transparecer, dentro da casa de
Amanda, sala. Cont- 3 Doors Down – Here By Me Close em duas bolsas em cima do sofá. Duas mãos a pega e a
imagem sobe, mostrando se tratar de Natália. Amanda aparece atrás dela. Amanda: Vai embora assim, no meio da
tempestade? Natália: Eu preciso ir. Não tive coragem de contar
a eles... (mostra um envelope)...
Nesta carta eu explico tudo. Ela coloca a carta em cima da mesa, me seguida vai até o
corredor próximo a porta, Amanda a acompanha. Natália coloca as bolas no
chão. Natália: Se cuida irmãzinha. Amanda: Você também. Seja muito feliz! Elas se olham por alguns instantes, em seguida Amanda vai até
a irmã e a abraça fortemente. Natália sorri e faz o mesmo na mesma
intensidade. Após alguns segundos, elas desfazem o abraço. Natália sorri para
ela, vira, abre a porta, pega as bolsas e sai. Amanda a olha saindo por
alguns instantes, em seguida fecha a porta. Close no seu rosto, seus olhos
estão cheios de lágrimas. Rua do condomínio. Ainda chove bastante. Cláudio e Larissa
sobe com pressa, de mãos dadas. Cont- 3 Doors Down – Here By Me Após alguns segundos, Larissa pára, segurando-o. Cláudio (parando): O que houve? Larissa (sorrindo): Sabe que eu nunca
beijei na chuva? Cláudio (pensativo): É, eu também não. Larissa: Então está aí uma coisa para marcar
nosso namoro. Cláudio (se aproximando e a abraçando):
Nosso primeiro beijo em meio a um dilúvio. Larissa sorri, em seguida eles começam a se beijar. O som toma
conta de cena e após alguns instantes, a imagem começa a subir, parando em
determinado ponto. Lentamente a tela escurece. Créditos Finais: Criado
e Escrito por: Thiago Monteiro Colaboração: Raquel Rosa Participação
Especial: Heather
Tom – Deise Lacey Chanbert – Natália Música Tema: Switchfoot - Meant To Live Trilha
Sonora: Sister Hazel - Beautiful Thing Foo Fighters – Times Like These Oasis - Stand By Me Howie Day – Collide The Calling – If Only Sum 41 - In Too Deep Nine Black Alps -
Unsatisfied Everclear – Wonderful 3
Doors Down – Here By Me
|
