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Beau Mirchoff (em off): Anteriormente em Descobrindo...

 

Cláudio: Espero que ainda cumpra sua parte no trato... (pausa)... Quando tudo isso acabar, você vai embora das nossas vidas.

Lucio (triste): Pode deixar... (pausa)... Eu farei o que combinamos.

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Léo: Olha, você pode me odiar, eu não tiro a sua razão. O que eu fiz foi horrível... (pausa)... Alguém como você merece ter homens se arrastando a seus pés, não idiotas que tramam planos infantis. Não posso nem dizer que fiz aquilo sem te conhecer, porque já te conhecia há dois anos, só que havia esquecido o quão bem me fazia estar perto de você, como aquilo inspirava que há de melhor em mim... 

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Larissa: Não, deixa eu falar primeiro. O que você disse no parque tem razão, eu não sou uma pessoa que possa inspirar confiança e não posso exigir uma segunda chance, se em casa eu faço o contrário. Pode não acreditar em mim, mas quero que você saiba que estou tentando melhorar lá primeiro.

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Cláudio: Eu tentei me mostrar forte até agora, mas não consigo mais. Eu estou desesperado, morrendo de medo. Não sei o que será da minha vida se ela se for.

 

Corta:

 

Lucio (passando a mão na cabeça do filho, ainda abraçado a ele): Esse pesadelo vai logo acabar, filho, vai logo acabar.

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Silvia: Lucio, sei que temos tentado evitar essa conversa, mas é chegado à hora de pensarmos sim em todas as possibilidades... (pausa)... Se der errado, o que você pretende fazer daqui pra frente?

 

Corta:

 

Lucio: Bom, se você se for, terá de arrumar um jeito de voltar. Porque eu não sei mais viver sem você.

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Silvia: Eu sei que você não quer saber de despedidas e não irei fazer. Mas queria que pelo menos um pedido pudesse ser realizado... (pausa)... Filho, perdoa seu pai. Ele errou como qualquer ser humano erra. Mas tem tentado de tudo pra mudar o passado e ser melhor no futuro. Eu o amo e o perdoei, gostaria muito que você fizesse o mesmo.

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Lucio (apreensivo): E então doutor, como foi?

Cláudio: Como ela está?

 

Corta para o rosto de médico, de Lucio, Cláudio, médico novamente. A imagem começa a descer lentamente até mostrar o chão.

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Abre mostrando o que parece ser um lago. Um garotinho, aparentemente cinco anos de idade, está parado na ponte, olhando para a água. A câmera se movimenta para frente, mostrando Silvia dentro da água, sorrindo para ele.

 

Silvia (chamando com os braços): Vem Cláudio, pula meu lindo.

 

O garotinho balança a cabeça em sinal de negativo, notoriamente com medo de pular.

 

Silvia: Não precisa ter medo, eu protejo você.

 

Ele fica pensativo por alguns instantes.

 

Silvia: Vem, confia na mamãe.

 

Ele fica hesitante por alguns instantes, em seguida abre um sorriso e pula na água. Corta para dentro da mesma. Ele abre os olhos e começa a olhar para os lados. Silvia aparece na sua frente, sorrindo, em seguida segura e o leva para a superfície.

 

Silvia (sorrindo): Viu? Não foi difícil.

 

Cláudio (rindo): Não.

 

Silvia: A mamãe nunca vai deixar nada de ruim te acontecer, sempre estará aqui pra você... (sorri)... Agora vou te ensinar a boiar.

 

 

A câmera começa a subir lentamente, ao som de uma música instrumental lenta. Após alguns instantes, um clarão toma conta da tela, ficando branco por alguns segundos. Quando se desfaz, abre dentro da sala cirúrgica.

 

Médico: A hemorragia foi contida.

 

Corta para o monitor cardíaco que volta a bater normalmente.

 

Assistente: Ela está voltando.

 

Médico: Bom aneurisma, chegou à hora de ir embora.

 

Um flash toma conta da tela, desfazendo na sala de espera, na mesma cena em que o episódio passado terminou.

 

Lucio (apreensivo): E então doutor, como foi?

 

Cláudio: Como ela está?

 

Doutor (sorrindo): Sua esposa está bem.

 

Cláudio (respirando aliviado): Graças a Deus!

 

Helen e Priscila vão até ele, abraçando-o.

 

Doutor: Não foi uma cirurgia fácil, por um momento pensei que iríamos perdê-la. Mas sua esposa insistiu em ficar com a gente. Enfim, no final tudo ocorreu muito bem.

 

Lucio (aliviado): Mas ela está bem mesmo? Essas complicações pode ter afetado em alguma coisa na sua recuperação?

 

Doutor: Bom, não podemos afirmar 100% que não houve seqüelas, porque ela ainda está inconsciente. Mas pela minha experiência, creio que vá acordar sem nenhum problema abrangente.

 

Cláudio (feliz): E podemos vê-la?

 

Doutor: Ela vai dormir por umas oito, nove horas, deixem-na descansar por esse período e quando acordar, poderão conversa com ela.

 

Lucio (abraçando o médico): Eu não tenho palavras para te agradecer!

 

Doutor: Não tem necessidade. É meu ofício, dever e prazer salvar vidas.

 

Ele sorri para Lucio, toca sem ombro e sai. Lucio olha para Cláudio e sorri, abrindo os braços.

 

Lucio: O pesadelo acabou!

 

Cláudio (respirando fundo): Não consigo acreditar.

 

Lucio (abraçando-o): Vou buscar um pouco de café.

 

Cláudio faz sinal de positivo com a cabeça, em seguida Lucio sai. Larissa se aproxima e sorri para ele.

 

Cláudio (sorrindo): Obrigado.

 

Ela o abraça. Priscila olha com um olhar repreensivo. Após alguns instantes, ela o olha, sorri outra vez e vira. A câmera se desloca mostrando Léo se aproximando de Helen.

 

Léo: Helen, podemos conversar um instante?


Helen (ignorando-o e olhando para Cláudio): Bom, já que está tudo bem, vou pra casa dormir um pouco, mais tardinha eu volto.

 

Roger (se aproximando com Amanda): Nós também vamos, tenho que levar a princesinha pra casa ainda.

 

Amanda: Espero que a princesinha não tenha saído de forma irônica.

 

Roger (irônico): Eu não sei ser irônico. (sorri).

 

Cláudio: Hey, gente. Eu não tenho palavras para agradecer a força que vocês me deram... (junta as mãos)... Muito obrigado mesmo!... (olha para Léo e Felipe)... Vocês também.

 

Léo esboça um leve sorriso. Felipe esboça um sorriso largo. Todos começam a sair, exceto Priscila que continua com ele.

 

Pri: Você não quer ir pra casa, comer alguma coisa?

 

Cláudio (sorrindo): Não, vou ficar mais um pouco até a ficha realmente cair.

 

Pri (sorrindo): Okay, então eu vou pra casa e volto mais tarde pra ficar com você.

 

Ela dá um selinho nele e o abraça. Em seguida sorrio e caminha em direção a saída. A câmera se aproxima do rosto de Cláudio, novamente ele respira aliviado e olha para cima, fechando os olhos.

 

Cláudio: Obrigado meu Deus, de coração.

 

Ele cai sobre o sofá, abrindo os braços e sorrindo. A câmera se afasta lentamente ao mesmo tempo a tela vai escurecendo.

 

 

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Casa de Larissa. Ela entra em casa, visivelmente cansada. Se aproxima da sala e se esparrama no sofá. Rosangela aparece.

 

Rosangela: Então, como foi a cirurgia?

 

Larissa: Graças a Deus ocorreu tudo bem.

 

Rosangela (sorrindo): Que bom! Diz para o seu amigo que Jonatas e eu ficamos aqui torcendo por sua mãe.

 

Larissa faz sinal de positivo com a cabeça, em seguida fecha os olhos. Rosangela se aproxima e senta no sofá, colocando os pés dela em seu colo.

 

Rosangela: Você está bem?


Larissa: Cansada.

 

Rosangela: Vai tomar um banho, descansar um pouco, logo eu preparo algo bem gostoso pra você comer.

 

Larissa a olha por alguns segundos, em seguida esboça um leve sorriso.

 

Larissa: Okay, mas antes fica aqui comigo por alguns instantes.

 

Rosangela (sorrindo): Claro minha filha.

 

Larissa fecha os olhos, um som instrumental começa a tomar conta da cena. Rosangela começa a tirar as sandálias da filha, enquanto a câmera se afasta um pouco.

 

 

Tela preta. A imagem abre e fecha lentamente como se fosse os olhos de alguém. Vemos Cláudio sentado numa poltrona lendo uma revista, mais ao lado, vemos Lucio olhando para a janela. A câmera muda de posição e percebemos Silvia deitada na cama do quarto hospitalar, olhando para eles.

 

Silvia: Estou no céu?

 

Lucio e Cláudio imediatamente olham para ela, se aproximando.

 

Cláudio: Mãe! Você está bem?... (beija o rosto dela)... Graças a Deus acordou! Como se sente?

 

Silvia (cansada): Me sinto como se estivesse saindo de um sono profundo.

 

Lucio (segurando na mão dela e sorrindo): Eu disse que estava proibida de nos deixar.

 

Ela sorri e segura na mão de Cláudio com a outra mão. O médico entra na sala.

 

Doutor (sorrindo): Que bom que já acordou... (se aproxima)... Como minha paciente está se sentindo?

 

Silvia: Cansada ao extremo?

 

Doutor: Você acabou de passar por uma cirurgia bastante delicada, é normal que ainda se sinta indisposta... (olha para Cláudio e Lucio)... E lamento dizer que vocês terão de sair e deixar a mulher da casa descansar bastante. O que vai ser bom, porque vocês estão péssimos. (sorri).

 

Lucio (sorrindo e beijando o rosto de Silvia): Amanhã bem cedo estaremos aqui.

 

Cláudio (beijando-a): Obrigado por voltar pra nós. Eu te amo.

 

Silvia sorri e lança um beijo para cada. Eles caminham até a porta.

 

Silvia: Agora poderemos ser uma família de verdade.

 

Lucio e Cláudio param e se olham. Silvia sorri e fecha os olhos. Corta novamente para Cláudio e Lucio se olhando, em seguida Cláudio toma a frente e sai.

 

 

Vista aérea da cidade, fim de tarde. O dia anoitece e amanhece algumas vezes, simbolizando uma breve passagem de tempo.

 

Música: +44 - Make You Smile

 

Frente da casa de Cláudio, manhã. Corta para dentro. Vemos a porta abrindo e Cláudio, Lucio e Silvia entrando em casa. Silvia pára no corredor, fechando os olhos e respirando fundo.

 

Silvia: Nem acredito que estou em casa. Essas duas semanas pareceram uma eternidade.

 

Cláudio: Mas muito antes essas duas semanas, do que a eternidade, não é mesmo? (sorri).

 

Silvia: Tem razão, não tenho o que reclamar, apenas agradecer.

 

Lucio (pegando na mão dela): Vem, vamos para sala.

 

Eles caminham até a sala. Close no rosto de Silvia que sorri emocionada, seus olhos se enchem de lágrimas. A câmera se movimenta, mostrando a sala completamente enfeitada com faixas, bexigas, cartazes. Close num especial no qual podemos ver escrito: “Seja Bem Vinda Mãe e Esposa Amada”.

 

Silvia (feliz): Vocês são inacreditáveis!

 

Lucio: Não acaba por aqui... (olha para Cláudio)... Chame todos seus amigos, daremos uma festa de boas vindas a sua mãe.

 

Silvia: Lucio, não é pra tanto.

 

Cláudio: Claro que é... (olha para Lucio)... Pode deixar que eu vou avisar a turma.

 

Silvia sorri, Lucio a abraça, em seguida Cláudio a abraça também. Os três ficam olhando para a sala enfeitada, enquanto a imagem começa lentamente a se afastar, mostrando os três juntos, como uma família.

 

 

Frente da casa de Helen. Léo está parado na porta, aparentemente nervoso.

 

Léo: Será que vou levar a milésima portada na cara?... (respira fundo)... Vamos lá, coragem.

 

Ele toca a campainha. Após alguns segundos a parta abre Rosa aparece. Ela gira os olhos ao vê-lo.

 

Rosa: O que você quer, Leonardo?

 

Léo (sorrindo): Oi dona Rosa, a Helen está? (sobe e desce as sobrancelhas).

 

Rosa: Foi pra Boston. Lamento.

 

Léo: Ela deve estar fazendo um belo tour mundial, huh? E rápido, há dois dias estava no Egito. Arrisco dizer que amanhã estará no Japão, acertei?


Rosa (sorrindo): Não, Coréia... (bufa)... Por que continua insistindo, rapaz? Sabe que ela não quer falar com você. E eu apoio sua decisão.

 

Léo: Eu preciso ficar frente a frente com ela, preciso explicar tudo com detalhes e dizer olhando nos seus olhos o que eu estou sentindo... (coloca a mão no coração)... Aqui.

 

Rosa o olha por alguns segundos, em seguida balança negativamente a cabeça.

 

Rosa: Vai pra casa, Leonardo. Não queira apressar, forçar as coisas. Mesmo que eu venha acreditar em você agora, ouça meu conselho. Deixe o tempo curar as feridas.

 

Léo (desanimado): Tudo bem, vou embora... (olha para Rosa)... Eu amo sua neta.

 

Ele esboça um leve sorriso, em seguida sai. A câmera se aproxima do rosto de Rosa, ela franze a testa, ficando pensativa por alguns instantes. Em seguida, fecha a porta.

 

 

Praça do centro da cidade. Cláudio e Priscila estão no banco. Ele está deitado com a cabeça no colo dela, ela faz carinho no cabelo dele.

 

Música: Nickelback – Feeling Way Too Damn Good

 

Pri: Que bom que sua mãe voltou pra casa, as coisas voltando entrar nos eixos.

 

Cláudio: Só tem uma coisa que está sendo adiada e que precisa ser resolvida.

 

Pri: O que?

 

Cláudio (ficando pensativo por alguns instantes): Deixa pra lá... (levanta)... Estamos querendo dar uma festa em comemoração a sua recuperação.

 

Pri (animada): Uma festa? Fantástico!

 

Cláudio: Isso, porem mais reservado, mais por agradecimento a quem acompanhou a cirurgia naquela madrugada.

 

Pri: E isso inclui o Léo também?


Cláudio (dando os ombros): É, pode ser.

 

Pri (sorrindo): Estão ficando amigos?

 

Cláudio: Claro que não. Isso está a léguas de distância. Acontece que ultimamente temos nos tolerado e não posso negar que foi um gesto humano ele ter ido ao hospital.

 

Pri: As pessoas as vezes podem nos surpreender.

 

Cláudio: Pois é, assim como você.

 

Pri: Eu?

 

Cláudio: Quando eu iria imaginar que um dia estaríamos sentados no banco da praça, conversando, trocando caricias... (sorri)... Nos beijando.

 

Pri (sorrindo e aproximando do rosto dele): Sabe que me deu vontade te beijar ainda mais agora?

 

Eles começam a se beijar por alguns segundos.

 

Pri: Okay, agora me diz, o que em mim conseguiu surpreender você?

 

Cláudio: Eu não sei bem explicar, mas nossa aproximidade, o jeito com que eu esteve perto de mim, se preocupando, dando força. Totalmente o contrario do que eu imaginava antes de te conhecer.

 

Pri: Deixe-me adivinhar. Antes de me conhecer, você me achava uma patricinha fútil, sem conteúdo, que não sabia fazer outra coisa a não ser compras e dar festas, acertei?

 

Cláudio (sorrindo): Mais ou menos isso. A verdade é que nossa tendência é julgar antes de conhecer.

 

Pri: Pois é, pra falar a verdade eu tenho um pouco disso tudo sim... (ri)... Mas, sei olhar além de um cartão de crédito e também me condeno por julgar as pessoas que não faziam parte do ciclo popular do colégio.

 

Cláudio: Mas deixemos isso pra trás... (a olha e sorri)... O importante é que aquele bendito jogo fez com que nos aproximemos e nós mesmos pudemos tirar a impressão errada que tínhamos um com o outro.

 

Pri (sorrindo): É verdade, nosso tempo estava chegando... (o beija)... E não quero que acabe mais.

 

Cláudio sorri para ela, em seguida o som aumenta tomando conta da cena. Eles começam a se beijar com bastante intensidade, enquanto a câmera começa a subir lentamente, mostrando o praça por completo.

 

 

Casa de Cláudio, quarto de Silvia e Lucio. Lucio e Silvia se beijam com bastante intensidade na cama. Ela está em cima dele, após alguns segundos ela pára e o olha.

 

Silvia: Parece inacreditável isso tudo. Viver sem aquele medo de a qualquer momento sua cabeça explodir... (o olha com ternura)... Viver com meu marido, meu filho, não tem felicidade maior.

 

Lucio a olha, e esboça um leve sorriso, em seguida fica pensativo por breves segundos. Silvia senta na cama e o olha, preocupada.

 

Silvia: O que foi? Parece preocupado com alguma coisa?

 

Lucio (sentando na cama): Meu amor, acho que você não vai gostar muito do que eu vou te dizer, mas infelizmente amanhã terei de fazer uma viagem a negócios.

 

Silvia: Mas já?

 

Lucio: É, eu não queria, mas fiquei semanas fora da empresa, minha secretária ligou dizendo que aquilo está uma loucura sem mim... (a olha)... Desculpa.

 

Silvia (desanimada): Tudo bem, fazer o que? Mas não esquece que me prometeu uma viagem em família depois que eu me recuperasse.

 

Lucio: Claro, e nós vamos... (sorri)... É só por dois, três dias até acertar tudo por lá.

 

Silvia esboça um leve sorriso, Lucio se aproxima e a beija.

 

Lucio: Jamais esqueça que eu te amo e não há proporções para o tamanho desse amor. Tudo que eu fizer daqui pra frente, é sempre visando o seu bem estar.

 

Silvia (sorrindo): Está me deixando preocupada com essa conversa.

 

Lucio (sorrindo e balançando negativamente a cabeça): Não fique.

 

Silvia: Eu também te amo, muito.

 

Eles se aproximam e voltam a se beijar, em seguida se abraçam. A câmera muda para o rosto de Lucio que expressa um ar triste na face, em seguida fecha os olhos. A tela escurece.

 

 

Abre mostrando o céu estrelado, aos poucos começa a clarear e o sol a aparecer.

 

Música: Blink 182 – What's My Age Again?

 

A câmera desce mostrando o refeitório do colégio Esplendor, vários alunos estão no local. Corta para a tradicional mesa onde Larissa, Amanda, Roger e agora Helen estão sentados.

 

Larissa: Não vem ao menos ouvir o que ele tem a dizer?

 

A imagem corta para Léo sentado sozinho na mesa onde ele e Helen ficavam, volta para Helen olhando na direção do mesmo.

 

Helen: Não, cansei de papo furado. Cansei de ser uma garota ingênua.

 

Amanda: Eu acho que ele está arrependido de verdade, caso contrario não ficaria afastado dos seus ratinhos.

 

Helen: Ainda assim acredito que não passa de um teatro.

 

Roger: Certo, mas me diz o que ele tem a ganhar com isso agora? Já recuperou seu lugar no time, não pega mais no pé do Cláudio, foi até legal indo no hospital acompanhar a operação... (pausa)... Estou com a minha princesa, acho que ele está realmente arrependido. 

 

Helen não responde, apenas sobe as sobrancelhas e volta a olhar para Léo. Corta para a mesa dele, Felipe se aproxima, sentando perto.

 

Felipe: Estou preocupado com você, cara. Como pode o líder da Elite ficar tanto tempo longe da sua tropa?

 

Léo: Eu tenho outras prioridades agora. A Elite já era pra mim.

 

Felipe (respirando fundo): É, acho que já era pra todo mundo... (dando os ombros)... Uma hora tinha que passar, certo?

 

Ele olha na direção de Helen, em seguida volta a olhar para Léo.

 

Felipe: Nada ainda?

 

Léo: Não, estou fazendo o que a dona Rosa sugeriu, dar um tempo a ela. Mas confesso que me seguro para não puxá-la e fazê-la me ouvir. Ou melhor, subir em cima dessa mesa e fazer isso.

 

Felipe (rindo): Isso, faz isso sim, é capaz dela sair correndo do que se atirar em seus braços. Faz realmente o que a senhora pediu, dê um tempo a ela.

 

Léo (subindo as sobrancelhas): Estou tentando.

 

Ele olha na direção dela, close nela que o olha, ele sorri e acena levemente com a mão. Ela ignora e desvia o olhar. Ele desfaz o sorriso. Cláudio se aproxima de Léo e Felipe.

 

Cláudio: Okay, não sou bom com essas coisas então vou direto ao assunto. Vou dar uma pequena festa lá em casa em comemoração à recuperação da minha mãe. Como vocês acompanharam tudo de perto, gostaria muito que vocês fossem. Bom, é isso.

 

Ele vira e sai imediatamente. Close em Léo e Felipe que ficam de boca aberta, surpresos.

 

Felipe: Wow, uma festa?

 

Léo: Legal. Mas eu não vou.

 

Felipe: Por quê? Você mesmo o ouviuele dizer que gostaria muito que nós fossemos.

 

Léo: Não é como se fossemos bons amigos.

 

Felipe (balançando negativamente a cabeça): Bobão, esqueceu quem é a melhor amiga dele? Quer oportunidade melhor que essa para finalmente falar com ela?

 

Léo levanta a cabeça e imediatamente começa a sorrir. Felipe balança negativamente a cabeça e em seguida levanta.

 

Felipe: To precisando arrumar uma namorada. Esse negocio de conselheiro sentimental ta ficando chato já.

 

Ele sorri e sai. Léo o acompanha com o olhar, sorrindo. Em seguida ele olha na direção de Helen, esboçando o mesmo sorriso.

 

Corta para a mesa em que ela e os demais estão.

 

Amanda: E você? Vai se conformar em perdê-lo para ela?

 

A câmera se movimenta, mostrando Cláudio e Priscila conversando na mesma mesa. Volta para o rosto desanimado de Larissa vendo a cena.

 

Larissa: O que eu posso fazer? Ele escolheu ficar com aquela ali.

 

Helen: Eu vou conversar com ele.

 

Larissa: Nem precisa mais, o Cláudio deixou bem claro já que não quer nada comigo. Por mais que eu me esforçasse para mostrar que mudei.

 

Amanda: Não é verdade. Você conversou com ele, mas não teve coragem de se declarar. E olha que teve diversas oportunidade para fazer isso.

 

Larissa: Eu sei, e ia fazer. Mas depois do beijo apaixonado e essas trocas de caricias entre eles que me deixa enjoada, perdi a coragem.

 

Amanda: Devia ter roubado “aquele beijo”, dele quando deixei vocês dois sozinhos em casa.

 

Larissa: Primeiro, não é tão simples assim, e nem ficamos muito tempo sozinhos. Segundo, não venha me falar de coragem, porque a senhorita também demorou um século para se declarar.

 

Roger: Isso é verdade.

 

Amanda: Eu quis fazer um suspense, só isso.

 

Roger: Ah é? Por causa desse suspense, quase me perdeu para umas três, quatro, cinco que estavam perdidamente loucas por mim.

 

Amanda (balançando positivamente a cabeça): Ah, claro. Mas pode ter certeza querido, que eu não iria sair perdendo.

 

Helen e Larissa se olham e balançam negativamente a cabeça.

 

Helen (olhando para Roger): Você que desde criança acompanhou a fixação que ele tinha pela Larissa, acha mesmo que ele está afim da Priscila?

 

Roger (pensativo): Não sei, talvez. Creio que sim, ou não.

 

Larissa (rindo): Acho bom se decidir.

 

Roger: Bom, a verdade é que ele está bem. Ela é legal, linda, simpática, bonitona.

 

Amanda: Com assim?

 

Roger: Com todo respeito, é claro. Ela é inteligente, alegre.

 

Amanda (enciumada): Por que não vai beijar a Priscila então?

 

Roger (sem entender): Como é que é?

 

Amanda: Claro, com esse tanto de qualidades que a garota possui, devia ir atrás dela. Em menos de três minutos fez cinco elogios a ela, sem contar que um foi repetitivo.

 

Roger (ainda sem entender): E?

 

Amanda (nervosa): Desde a hora que me viu, não me fez um elogio sequer!

 

Roger: Ah minha flor de formosura. Você é linda, fantástica, incrivelmente...

 

Amanda (cortando, emburrada): Pode parar!

 

Roger: Você não quer elogios?

 

Amanda: Eu queria algo espontâneo, não desse jeito. Isso não é de coração.

 

Roger: O que? Claro que é de coração.

 

Corta para Larissa falando ao ouvido de Helen.

 

Larissa: Acho melhor a gente sair daqui, porque a conversa tomou outro rumo.

 

Helen (rindo): Apoiado. Vamos antes que sobre pra gente.

 

As duas levantam e sem. Corta para Amanda emburrada.

 

Amanda: Quer saber? Você não gosta de mim de verdade!

 

Roger: Que heresia! Claro que gosto, quer um prova?

 

Amanda: Isso, prove!

 

Roger (pensativo): É... (pausa)... É...

 

Amanda: Como é que é? Estou esperando!

 

Roger: Calma, não é tão simples assim.

 

Amanda: Pois então, quando deixar de ser complicado provar que me ama, pode vir falar comigo.

 

Ela levanta e começa a andar em direção a saída do refeitório.

 

Roger (seguindo-a com o olhar): Amanda! Mandy! Volta aqui!

 

Ele abre as mãos e balança negativamente a cabeça.

 

Roger: Vai entender o que deu nela.

 

 

Casa de Larissa. Rosangela está sentada no sofá assistindo televisão. Ouve-se alguns passos em sua direção, em seguida vemos Jonatas sentando ao seu lado, de terno e gravata, visivelmente chateado.

 

Jonatas (dando um selinho nela): Hey!

 

Rosangela (estranhando): Hey! Tirou o resto do dia de folga?

 

Jonatas (bufando): Antes fosse... (olha para frente)... O que você está assistindo?


Rosangela (sorrindo): Um documentário bem legal na Discovery sobre vários partos prematuros. Teve um que quase... (caindo em si e voltando a olhar para ele)... O que aconteceu?

 

Jonatas (subindo as sobrancelhas): Nada, nada demais... (sorri)... Continua me contando sobre o documentário?

 

Ela o olha, fechando um pouco os olhos, desconfiada. Jonatas a olha, e gira os olhos, balançando negativamente a cabeça.

 

Jonatas: Okay, fui demitido.

 

Rosangela: O que? Por quê?

 

Jonatas: Dez anos dando o sangue por aquela empresa, que cresceu devido a meu esforço. De repente os sócios me chamam dizendo que estão passando por uma pequena crise e terão de cortar alguns custos... (a olha)... Dá para acreditar nisso?

 

Rosangela (olhando-o com pesar e passando a mão no rosto dele): Oh meu amor. Não fica assim, você é qualificado, consegue outro de olhos fechados.

 

Jonatas: Mas não é isso que me deixou assim, nem estou preocupado. Mas puxa vida, foram dez anos. Aquela empresa era como se fosse uma segunda casa para mim. Creio que merecia ter sido um pouco mais valorizado.

 

Rosangela (abraçando-o e beijando seu rosto): Eu compreendo... (pausa)... Bem que você poderia tirar um tempinho de férias agora, antes de começar em um novo emprego.

 

Jonatas (sorrindo): Foi exatamente isso que eu pensei. Esquecer o trabalho antes de começar a ligar para os meus contatos.

 

Rosangela (beijando-o): Isso, vai ser bom pra você descansar um pouco... (sorri)... Bom pra nós dois aproveitarmos mais.

 

Ele esboça um leve sorriso para ela, ainda com um ar abatido. Rosangela o abraça, fazendo-o deitar sua cabeça em seu ombro. Em seguida começa a fazer carinho nele. A tela escurece. 

 

 

Abre mostrando a frente da casa de Cláudio. Nota-se que é noite. Corta para dentro, onde vemos o lugar decorado com várias bexigas e várias pessoas espalhadas por toda parte.

 

Música: Weezer – Keep Fishing

 

A câmera gira mostrando Cláudio no meio da sala, falando com Priscila.

 

Cláudio: Pensei que havia sido claro, quando disse a palavra “reservado”, mocinha.

 

Pri (sorrindo): Relaxa, o que é uma festa sem pessoas para animar?

 

Cláudio (sorrindo): Algo me dizia que não deveria ter deixando em suas mãos, a parte do convite.

 

Pri (puxando-o): Dança comigo, dança.

 

A câmera gira até perto da escada, onde Silvia e Lucio estão. Ambos parecem felizes.

 

Lucio: Esses jovens são animados, huh?

 

Silvia: Com certeza, olha só nosso filho. (aponta com a cabeça).

 

Lucio: Se bem que éramos assim também na faculdade, lembra?

 

Silvia (sorrindo): Éramos o terror das pistas de dança.

 

Lucio: Que tal mostra para essa criançada como é que se dança de verdade? (sobe e desce as sobrancelhas).

 

Silvia: Não, não. A música era diferente, eu era diferente.

 

Lucio (sorrindo e puxando-a pela mão): A essência é a mesma, e você continua arrasando.

 

Silvia (tentando se esquivar): Lucio, não...

 

Eles vão para o meio, onde vários jovens estão dançando. Lucio começa a fazer alguns passas. Silvia balança a cabeça negativamente e começa a rir.

 

Lucio: Vamos lá, sei que esses pés ainda arrasam na pista.

 

Ela gira os olhos, abre os braços e se rende, dançando. Os jovens que estão por perto sorriem e se animam com ambos.

Corta para Cláudio e Priscila.

 

Pri (sorrindo): Olha só seus pais?

 

Cláudio (rindo): Oh céus, que vergonha!

 

Pri: Desculpa, mas tenho que dizer que você não herdou deles o jeito para dançar... (aponta com a cabeça)... Deveria pegar algumas aulas com seu pai.

 

Cláudio olha para Lucio que está visivelmente animado. Cláudio começa desfazer lentamente o sorriso, ficando pensativo.

A câmera gira mostrando Larissa e Helen em outro cômodo, encostadas na parede. Larissa visivelmente desanimada, olhando para Cláudio e Priscila dançando.

 

Larissa: Acho melhor eu ir embora. Tem coisa pior do que ficar assistindo isso?

 

Corta para Léo e Felipe passando pela porta.

 

Helen (olhando-os): Tem.

 

Larissa: É uma boa hora pra vocês conversarem.

 

Helen (olhando-a): Eu vou tomar um pouco de ar.

 

Helen sai em direção à porta da cozinha. Léo se aproxima de Larissa.

 

Léo: Ela cada vez mais animada em me ver, huh?

 

Larissa: Vamos lá pra varanda ter uma conversinha?

 

Léo (estranhando): Oukay.

 

Larissa toma a frente e começa a caminhar, Léo vai atrás, ele olha para Felipe que está conversando com uma garota. Felipe acena para ele com a cabeça. A câmera muda para a escada, onde vemos Amanda sentada, com cara emburrada. Roger se aproxima com dois copos nas mãos. Ele oferece um a ela.

 

Roger: Festa legal, huh?

 

Amanda (pegando o copo e ironizando): Very Nice!

 

Roger: Quer dançar?

 

Amanda (olhando-o seriamente): To com cara de quem quer dançar?

 

Roger: Mandy, não é possível que ainda esteja chateada comigo?

 

Amanda: Pois é, talvez porque eu não seja tão simpática, legal, salve e salve, como a Priscilinha e outras meninas.

 

Roger (girando os olhos): Maldita hora em que eu fui abrir minha boca.

 

Amanda: Não, maldita hora em que não abriu. Cadê a declaração de amor, huh?

 

Roger (sorrindo): Sabia que você está muito linda esta noite?

 

Ela lança um olhar fulminante a ele, em seguida levanta e sai, furiosa.

 

Roger (olhando para o céu): Mulheres, quem as entende?... (olha na direção em que Amanda saiu e começa ir atrás)... Amanda, volte aqui!

 

 

Lado externo da casa. Léo e Larissa caminham varanda.

 

Música: Simple Plan - Welcome To My Life

 

Larissa: Eu te conheço Leonardo. O que realmente quer com a Helen?

 

Léo: Pois é, por tanto me conhecer, que não te condeno por realmente não acreditar em mim. Mas estou sendo o mais sincero possível, como nunca fui antes. O que eu sinto pela Helen é verdadeiro, é algo que nunca senti por nenhuma outra garota... (olha para ela)... Desculpa se estou desmerecendo o tempo em que tivemos juntos. Mas a Helen tem um jeito que consegue provocar sensações incríveis de bem estar em mim. Me faz querer ser diferente, melhor... (balança negativamente a cabeça)... Eu não sei explicar.

 

Larissa: Tudo bem, o nosso namoro nunca foi um exemplo de par perfeito. Nós dois sabemos o real sentido de termos ficado juntos.

 

Léo: Pois é, bendito ciclo idiota de popularidade. Agora, olha seriamente para mim e me responde. Eu iria correr tanto atrás de alguém se não fosse pra valer?

 

Larissa (sorrindo): Obviamente não. Te conhecendo como te conheci, só mudando realmente para fazer tudo isso.

 

Léo: Então, confie em mim. Não faria nenhum mal a ela. Alias, você também deveria seguir o meu exemplo e correr atrás de quem você realmente gosta.

 

Ele sorri para ela. Ela pára, ficando pensativa, ao mesmo tempo triste.

 

Larissa: Não, pra mim já é tarde, ele já está em outra.

 

Léo: Mas você já disse o que sente de verdade? E já ouviu da boca dele que não gosta mais de você?... (pausa)... Então, o que está esperando? Abre o jogo e conta tudo que está aí dentro.

 

Larissa (se animando): É, realmente, isso mesmo que irei fazer. Tenho que arriscar, certo?


Léo (sorrindo): Certo, é assim mesmo que se diz.

 

Larissa o olha, sorrindo com admiração. Léo faz o mesmo.

 

Léo: Será que o novo Léo e a nova Larissa, ainda podem ser amigos?

 

Larissa (sorrindo): Mas é claro que podem, vem cá.

 

Eles se abraçam forte, enquanto a música toma conta da cena. A imagem começa a subir, mostrando a parte de cima da casa. A imagem transparece para dentro, onde vemos Cláudio caminhando pelo corredor. Ele observa uma luz acesa no quarto e se aproxima do mesmo. A porta está entreaberta, ele emburra e entra. A câmera mostra Lucio colocando algumas roupas dentro de uma mala.

 

Cláudio: O que você está fazendo?

 

Lucio (olhando-o): Desculpa, sei que parte do nosso trato era que eu fosse embora assim que sua mãe operasse. Mas quis ter certeza que ela estava bem antes de partir.

 

Cláudio: Pretende ir quando?

 

Lucio: Amanhã cedo... (pausa e abaixa o olhar)... Só que não tive coragem de dizer a ela que estou indo embora.

 

Ele fecha a mala e a coloca embaixo da cama. Em seguida caminha até a porta.

 

Lucio: Cuida bem da sua mãe, ela merece ser feliz.

 

Ele sorri forçadamente, em seguida acena com a cabeça e sai do quarto. A câmera muda para o rosto de Cláudio, ele morde os lábios, em seguida sai apressadamente. Corta para o corredor.

 

Cláudio: Espera!

 

Lucio pára. Cláudio o olha por alguns segundos e vai até ele.

 

Cláudio (respirando fundo): Não precisa ir embora.

 

Lucio: O que?

 

Cláudio: É, esquece o pacto, está desfeito.

 

Lucio (confuso): Por quê?

 

Cláudio: Eu precisava ter certeza que você havia mudado e que não a faria mais sofrer... (dando os ombros)... Bom, tive a comprovação nessas ultimas semanas e no hospital.

 

Lucio (com os olhos brilhando): Você está falando sério? Quer mesmo que eu fique?

 

Cláudio: É, ela te ama, precisa de você, ficaria triste se fosse embora e nunca mais voltasse, sabe como são as mulheres, huh?

 

Lucio ri emocionado.

 

Cláudio (tímido): Okay, a verdade é que eu também não quero que vá embora, preciso que você fique para que eu possa tentar conhecer melhor o meu pai.

 

Lucio imediatamente o abraça, chorando. Cláudio gira os olhos e o abraça também, sorrindo.

 

Cláudio (sorrindo): Certo, agora vamos parar com essa parte sentimental que estou começando a ficar constrangido.

 

Lucio: Filho, eu prometo a você que seremos uma família de verdade daqui pra frente. Prometo que farei você e sua mãe muito felizes.

 

Cláudio: Okay, okay. Agora, o que está esperando? Vá logo desfazer aquela mala.

 

Lucio (sorrindo): Com muito prazer.

 

Ele novamente abraça Cláudio, em seguida se encaminha para o quarto. A câmera se aproxima do rosto de Cláudio, ele respira fundo e sorri, satisfeito. A tela escurece.

 

 

Abre no jardim. Helen caminha por ele, próxima a uma piscina, falando sozinha.

 

Música: Avril Lavigne - I'm With You

 

Helen: Por que eu tive que ser tão idiota? Não devia ter acreditado nele, mas com essa mania estúpida de bondade, pra variar me machuquei. Sempre me ferro, droga! Pensar que realmente estava gostando dele, até comprovar que não passa de um verme rastejante. Mas nunca, nunca mais vou cair na dele. Nunca mais!... (balança negativamente a cabeça)... Ai coração, porque sempre escolhe errado?

 

Léo (aparecendo atrás): Mas ele escolheu certo.

 

Helen (virando e olhando seriamente): Está me espionando? Vai embora! Não quero falar com você.

 

Léo (se aproximando): Helen, dessa vez eu não vou embora.

 

Helen: Ótimo! Então eu vou.

 

Ela começa a caminhar, ele se apressa e a segura.

 

Léo: Não antes de me escutar primeiro... (pausa)... Helen, eu não ia fazer aquilo com você.

 

Helen: Claro que não.

 

Léo: É verdade. No começo confesso sim que era um plano. Mas jamais houve intenção de excuta-lo. O meu maior erro foi não ter aberto o jogo para os caras e principalmente, não ter contato pra você o real motivo da primeira aproximação.

 

Helen: Não interessa se você ia ou não adiante. Mesmo que não fosse, você aceitou um plano que tramaram contra mim. Alguém que te recebeu de braços abertos quando chegou na cidade e mesmo machucada, soube te perdoar e dar uma segunda chance... (balança negativamente a cabeça)... Mas eu havia deixado bem claro que aquela seria a ultima.

 

Léo: Por favor, eu preciso de mais um credito. Eu estou perdido sem você, preciso de você, Helen.

 

Helen (mordendo os lábios): Desculpe, mas eu não consigo mais acreditar. A partir do momento em que a confiança vai embora por definitivo, fica muito difícil haver outra chance de mudar isso. 

 

Léo abaixa o olhar, com dor. Os olhos de Helen estão brilhando.

 

Helen: Por favor, respeite a minha vontade.

 

Ela sai, passando por ele. Léo fica parado, com a mesma expressão de dor. Ele levanta o olhar, seus olhos estão brilhando.

 

 

Parte interna da casa. Cláudio desce a escada. Larissa está embaixo, encostada na mesma. Ele pára ao vê-la.

 

Larissa: Podemos conversar?

 

Cláudio: Claro, aqui?

 

Larissa (balançando negativamente a cabeça): Não, vamos para um lugar mais reservado.

 

Corta para eles entrando no que parece ser uma lavanderia. Cláudio fecha a porta.

 

Música: Five For Fighting - 100 Years

 

Cláudio: Então?

 

Larissa: Não é fácil pra mim dizer essas coisas.

 

Cláudio: Se for pra dizer mais uma vez que sente muito e tudo mais, não precisa, já disse que a raiva passou e...

 

Larissa (cortando e respirando fundo): Eu estou apaixonada por você!

 

Cláudio (parando de falar, ficando com a boca aberta): O que?

 

Larissa (fechando e abrindo os olhos): É isso mesmo, estou apaixonada por você. Demorei a perceber isso e quando estava realmente envolvida nesse sentimento, vi que era tarde demais... (pausa)... Eu só queria poder voltar atrás na época em que você gostava de mim, quando sonhava comigo e eu não sabia da sua existência... (seus olhos se enchem de lágrimas)... Eu só queria que tudo isso voltasse, agora, quando eu posso retribuir na mesma proporção que teria a me oferecer.

 

Close no rosto de Cláudio, ele nada diz, apenas abaixa o olhar.

 

Larissa: Mas isso não vai acontecer, não é? Você está em outra, parece feliz. Mas não me perdoaria dessa vez se não te dissesse o que estava sentindo.

 

Cláudio (sem saber o que dizer, olhando-a com pesar): Larissa...

 

Larissa (com os olhos cheios de lágrimas): Tudo bem... (pausa)... Quero que seja muito feliz, independente da garota.

 

Ela abaixa a cabeça e passa por ele. Cláudio fica sem ter o que dizer. Ele fecha e abre os olhos, respirando fundo, em seguida abaixa a cabeça. A câmera desce até o chão, ao mesmo tempo em que a imagem vai transparecendo, mostrando o céu escuro, clareando lentamente.

 

 

Shopping. Roger caminha olhando para as vitrines. Ele está pensativo, observando alguns artefatos femininos. Após alguns segundos olha para o lado e avista Amanda. Ele corre até ela.

 

Roger: Hey, garotinha! Vamos parar de palhaçada?

 

Amanda: O único palhaço aqui é você.

 

Roger: Ah claro. Posso saber onde se enfiou na festa ontem à noite e foi embora sem me dar um tchau?

 

Amanda (sorrindo): Ah, isso? É que eu acabei encontrando um gostosão e saí de moto com ele!

 

Roger: Acaba de confirmar que eu não sou o único palhaço aqui.

 

Amanda (nervosa): O que você disse?

 

Roger: Okay...

 

Roger se ajoelha, pegando na mão de Amanda.

 

Roger (falando alto): Princesa! Linda! Meu grande e eterno amor! Perdão, volta pra mim?

 

Amanda (cobrindo o rosto com a mão): Roger, o que você está fazendo? Levanta já daí, todo mundo ta olhando!

 

Roger (ainda ajoelhado): Não queria uma prova de amor? Nada melhor que uma declaração em publico! Então, me perdoa?

 

Amanda: Tudo bem, já provou, agora levanta!

 

Close nas pessoas em volta olhando. Roger olha em volta e sorri, ainda ajoelhado.

 

Roger: Não até você me dizer que me perdoa e me ama também.

 

Amanda: Te perdôo e te amo meu palhacinho.

 

Roger (levantando e beijando-a): Ai minha linda, que saudades de você!

 

Amanda: É, eu também! (sorri).

 

Roger: Vou até te pagar um cinema em comemoração.

 

Amanda: Nossa, tenho que fazer isso mais vezes então.

 

Eles começam a caminhar, abraçados. A câmera muda para um ângulo aéreo, mostrando eles de costas.

 

Roger: Mesmo? Sou tão muquirana assim?

 

Amanda: Não.

 

Roger: Agora fala!

 

Amanda: Não, não é não.

 

Roger: Porque se eu for, é melhor que diga para que eu...

 

Amanda (interrompendo): Roger!

 

Lanchonete. Cláudio e Helen estão sentando na parte externa da mesma.

 

Helen (sorrindo): Então você resolveu perdoar seu pai? Fico tão feliz com isso.

 

Cláudio: É, acho que é hora de um novo começo, deixar as coisas do passado, no passado.

 

Helen: E isso é só em relação ao seu pai, ou num todo?

 

Cláudio: Suponho que esteja se referindo a Larissa, acertei?

 

Helen: O que ela sente é verdadeiro. Eu não estaria te dizendo isso se não fosse verdade.

 

Cláudio: Eu sei, sei que ela mudou. Mas eu tenho medo de arriscar. Demorou tanto para que tudo se acertasse, eu pudesse me interessar por outra gora e aquela obsessão fosse embora. Tenho medo de me machucar ao me envolver nisso outra vez.

 

Helen: Mas você nunca saberá se não tentar. Sem falar que você está mais maduro. O que aconteceu serviu para que pudesse sim tirar essa fixação da cabeça, o que é bom, pois não irá com afoito e sim, saberá não se machucar mais com isso.

 

Cláudio expressa um ar bastante pensativo.

 

Helen: Não foi o que você sempre sonhou, ter a Larissa dizendo que está apaixonada por você, sofrendo por não estar contigo?

 

Cláudio: Pra falar a verdade cheguei a sonhar um pouco menos.

 

Helen: Então, não deixa essa chance rara escapar. Porque ta na cara de quem você realmente gosta.

 

Cláudio coloca a mão no queixo. Em seguida olha para o lado, pensativo. Após alguns segundos, a tela escurece.

 

 

Casa de Helen. Parte interna. Ela acaba de fechar a porta e caminha em direção a sala. A campainha toca. Helen pára e bufa, virando para atender.

 

Helen (abrindo a porta): Eu já não disse pra você me deixar em paz?

 

A câmera se desloca, mostrando uma moça (Heather Tom).

 

Moça (sorrindo): Disse?

 

Helen (sem graça): Me desculpa, pensei que fosse outra pessoa.

 

Moça (sorrindo): Tudo bem... (franze a testa)... Helen?

 

Helen (franzindo a testa): A senhora me conhece?

 

Moça (sorrindo): Eu sou sua...

 

Rosa interrompe.

 

Rosa: Querida, quem está aí? 

 

Ela aparece na porta e se assusta ao ver a moça.

 

Moça: Sua tia... (olha para Rosa)... Oi Rosa, tudo bem?

 

Rosa não responde, olhando seriamente para a moça. Helen a olha com um ar desconfiado.

 

Música: Keane – Bedshaped

 

A câmera se aproxima do rosto de moça que está sorrindo. A imagem começa a transparecer, abrindo no parque de diversões, noite.

 

Cláudio e Priscila caminham de mãos dadas, perto dos brinquedos.

 

Conti - Keane – Bedshaped

 

Pri: Não acredito que esse é o último dia do parque. Essa temporada passou tão rápido.

 

Cláudio (um pouco distante): Verdade.

 

Pri: Imagina ano que vem quando o parque voltar. Estaremos completando um ano de namoro.

 

Cláudio lança um sorriso sem graça, em seguida olha para o lado. A câmera se movimenta, mostrando Larissa olhando para a roda gigante. Ele a olha por alguns instantes, em seguida olha para Priscila, com uma expressão de pesar.

 

Cláudio: Preciso te dizer uma coisa.

 

Pri (preocupada): Pode dizer.

 

Ele olha na direção de Larissa, ela faz o mesmo. Em seguida olha para ele.  

 

Pri: Já entendi.

 

Cláudio: Priscila, você realmente é uma garota incrível, inteligente, linda, qualquer um gostaria de ter o privilégio de estar com você... (pausa)... Mas...

 

Pri (completando e olhando para Larissa): É dela que você gosta.

 

Cláudio: É mais forte que eu. Sinto que se não te contasse, não estaria sendo sincero com você.

 

Pri (olhando para o lado, mordendo os lábios): Então, você deve ir atrás dela.

 

Cláudio (olhando-a com pesar): Desculpa, eu queria que fosse diferente.

 

Pri: Não precisa me jogar confetes. Sei quando é o momento de sair. E pode ficar tranqüilo que não vou ficar sofrendo pelos cantos, sou superior a isso.

 

Cláudio: Sinto muito.

 

Pri: Não sinta, agora vá.

 

Ele acena levemente com a cabeça, em seguida sai. A câmera se aproxima do rosto de Priscila, ela morde os lábios novamente, se segurando para não chorar. Seus olhos se enchem de lágrimas.

 

Corta para a roda Gigante. Larissa entrega um bilhete para o senhor e entra, sentando numa cadeira. O senhor a olha.

 

Senhor: Cadê seu par mocinha?

 

Larissa: Não tenho par.

 

Senhor (falando alto): Garota bonita, solteira, sozinha!

 

Larissa (sorrindo sarcasticamente): Quer um microfone?

 

Cláudio se aproxima e entrega um bilhete para o senhor.

 

Cláudio: Eu vou junto com ela.

 

O senhor sorri e sai. Cláudio senta no banco ao lado de Larissa, ela o olha com bastante surpresa. A roda começa a girar.

 

Larissa (surpresa): O que você está fazendo aqui?


Cláudio: Bom, além de bastante frio na barriga... (a olha)... Tenho problemas com altura. A gente precisa ter outra conversa.

 

Larissa (sorrindo): Okay, pode falar.

 

Cláudio: Acho melhor esperarmos até pisarmos em chão firme.

 

Larissa (sorrindo): Não não, já esperei muito por isso. Me diz, o que a gente precisa resolver.

 

A roda pára no alto. Cláudio olha para baixo.

 

Larissa: Acho que a roda está culminando para o clima da conversa.

 

Cláudio: Ouça, vou falar logo de uma vez. Eu pensei muito no que você me disse, e cheguei a conclusão que não posso ir contra o meu coração, que apesar dos pesares, ainda grita alto o seu nome... (pausa e respira fundo)... Então, acho que podemos tentar.

 

Larissa (sorrindo): O que? Não ouvi direito.

 

Cláudio: Podemos tentar!

 

Larissa: Tentar o que?

 

Cláudio: Nos conhecer mais, ser mais do que amigos.

 

Larissa: E a Priscila?

 

Cláudio: Acabei de terminar com ela... (pausa)... E espero ricamente não me arrepender dessa decisão.

 

Larissa: E não vai. Eu prometo. Cláudio, eu gosto muito, muito mesmo de você.

 

Cláudio (sorrindo): Okay, acredito então.

 

Música: Nada Surf – Always Love

 

Eles se olham por alguns instantes. Em seguida seus rostos se aproximam, seus olhos se fecham e seus lábios se encontram. Ambos começam a se beijar com muita intensidade. A câmera frisa essa cena por vários segundos, até que começa a se afastar devagar e mostrar o parque por inteiro.

 

Desce rapidamente mostrando Cláudio e Larissa já em terra, abraçados, se beijando.

 

Cláudio (sorrindo): Um casal?

 

Larissa (beijando-o): O mais lindo de toda a cidade.

 

Novamente eles começam a se beijar. Atrás vemos Amanda e Roger se aproximando de mãos dadas. Ambos com surpresos com a cena.

 

Amanda: Não creio no que estou vendo.

 

Cláudio e Larissa olham para eles, ainda abraçados, sorrindo.

 

Amanda (eufórica, indo abraçar Larissa): Parabéns amiga! Eu disse que você ia conseguir.

 

Roger (olhando para Cláudio): Então resolveu ouvir seu coração?

 

Cláudio (sorrindo): Há sentimentos que tem como fugir deles.

 

Amanda (feliz): Quer dizer que agora somos um quarteto?

 

Larissa (sorrindo): Acho que sim.

 

Roger (abraçando-os): Vocês não imaginam as maravilhas que faremos juntos.

 

O som aumenta, tomando conta da cena. A imagem sobe enquanto vemos os quatro caminhando abraçados. Frisa a imagem deles e do parque por alguns instantes.

 

 

Lentamente a tela escurece. 

 

 

 

 

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 Créditos Finais:

 

 

Criado e Escrito por:

 

Thiago Monteiro

 

Colaboração:

 

Raquel Rosa

 

Participação Especial:

 

Heather Tom - Deise

 

Música Tema:

 

Switchfoot - Meant To Live

 

Trilha Sonora:

 

+44 - Make You Smile

Nickelback – Feeling Way Too Damn Good

Blink 182 – What's My Age Again?

Weezer – Keep Fishing

Simple Plan - Welcome To My Life

Avril Lavigne - I'm With You

Five For Fighting - 100 Years

Keane – Bedshaped

Nada Surf – Always Love

 

 

                                                       

 

 

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