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Calvin Goldspink (em off): Anteriormente em Descobrindo...

 

Cláudio: Vamos fazer uma promessa aqui.

Helen: Uma promessa?
Cláudio:
Não importa o que aconteça daqui pra frente, estaremos sempre juntos, seremos sempre amigos. Mesmo que eu esteja no Japão e você na Grécia, mesmo assim manteremos o mesmo contato, bastando apenas um gritar o nome do outro. Será um laço que estaremos firmando a partir de agora. E sempre que algo possa vir atrapalhar essa união, lembrarem desse dia, dessa promessa.

Helen: Uma promessa para toda a vida, não importa o que aconteça.

Cláudio: Não importa o que aconteça.

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Larissa: Ei! Seres na arquibancada!!!

Helen: Ta falando com a gente?

Larissa: Bom, em condições normais eu não falaria, mas como vocês estão invadindo o nosso espaço, infelizmente me vi obrigada a fazer uma exceção. 

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Felipe (pensativo): Faz ela ficar louquinha por você.

Léo (rindo): A troco de quê eu faria isso?

Felipe: Do seu lugar no time.

Léo (sem entender): E no que fazer a garota ficar louquinha por mim, me trará algum benefícios em relação ao time?

Gil: Eu sei do que ele está falando. Aquele panaca tem cara que faz de tudo para não ver os amigos sofrerem. Então é simples, você conquista a órfã, e ao invés de humilhá-la, propõe uma troca fazendo com que ele entregue seu lugar no time, saindo definitivamente dele. Caso não faça...

Felipe (completando): Sua amiga pobrezinha receberá a maior humilhação em publico que alguém poderia receber.

Gil: E assim resolvemos duas coisas numa só. Seu lugar no time e ele fora de nosso convívio de uma vez por todas.

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Amanda: Sente falta dele, não sente?

 

Corta:

 

Larissa: Acabei magoando alguém que realmente se importava comigo.

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Léo: Helen…

 

Helen (olhando-o): Sim?

Léo: Você me perdoa, por tudo que te fiz no passado, por ter te deixado de lado, quando nunca devia sequer pensar nessa possibilidade?

Helen: Hey, eu já te dei uma segunda chance, lembra? Não vamos ficar remoendo essas coisas. O importante é que já te perdoei, o resto, fica lá atrás.

Léo: Você é especial, sabia? Pode ter certeza que farei de tudo para recompensar o tempo perdido.

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Carol: O que foi?

Cláudio: Não se mexe.

Carol (preocupada): Por quê? Tem um bicho atrás de mim? Se for sapo, tudo bem. Agora, se for aranha, fala logo.

Cláudio (sorrindo): Não tem bicho nenhum.

Carol (confusa): Então por que pediu para que eu não me mexesse?

Cláudio: É que estava tão bonito olhar pra você.

Carol (rindo): Okay, Don Juan, desse jeito você vai me conquistar.

 

Corta:

 

Carol beija Cláudio. Ambos movimentam os lábios com bastante intensidade. Close nessa cena por alguns instantes.

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Cláudio: Vocês estão todos juntos?

Roger: Sim, vamos chegar mais perto...

Cláudio (sério): Não. Eu vou dar uma volta, te vejo amanhã no condomínio.

Roger: Cláudio, espera...

Cláudio se desloca e sai para o lado oposto de Roger.

Close no rosto desanimando de Roger, olhando-o sair. A câmera se aproxima de Larissa, focando seu rosto por alguns instantes. Ela fecha os olhos, triste.

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Ginásio do Colégio Esplendor. Roma caminha de um lado para o outro, de frente para os jogadores que estão sentados na arquibancada. Ele segura sua prancheta e olha atentamente para todos. Close em Cláudio sentando a esquerda e Léo mais na ponta, na direita.

 

Roma: Convoquei essa reunião antes das aulas começarem, porque precisamos discutir alguns pontos muito importantes sobre o jogo que está por vir... (pausa)... Nosso próximo jogo pode ser considerado de vida ou morte. Se não vencermos, damos adeus ao campeonato e seremos taxados como a grande vergonha do estadual. Acredito que ninguém queira isso, certo?

 

Close em alguns rapazes que fazem sinal de negativo com a cabeça.

 

Roma: Já que todos estão cientes da situação. Bolei um plano estratégico para o esquema tático de amanha. Se chama espionagem.

 

Gil (confuso): Como assim, treinador?

 

Roma: É simples. Enviarei dois olheiros para que possam espionar o treino dos furacões hoje!

 

Felipe: Ótima idéia! E nós conhecemos os olheiros?

 

Roma: Ai é que está a parte brilhante do plano. Os espiões serão dois de vocês.

 

Os jogadores se olham, preocupados.

 

Gil: Não está falando sério, está?

 

Roma: Meu jovem, nunca falei tão sério em toda minha vida... (sorri)... Podem me cumprimentar mais tarde.

 

Felipe: Mas isso é suicídio! Quem vai sair inteiro, depois que eles descobrirem que o time adversário, está na sua área espionando?

 

Roma: Não exagera. Não vai acontecer nada demais. Em todos os campeonatos é assim. Até aqui já espiaram.

 

Gil: Desculpa treinador, mas tenho que concordar com o Gil. Entrar na área do inimigo, é pedir para apanhar.

 

Roma (nervoso): E quem vocês pensavam que eu iria mandar, huh? Nada melhor do que os próprios jogadores para estudarem as táticas dos adversários. E quem decide aqui sou eu, portanto, está decidido!

 

Gil: E quem são os escolhidos para a grande missão?

 

Roma (sorrindo): Não foi fácil. Primeiro fiz um sorteio. Não convencido, resolvi fazer uma melhor de três. O incrível é que em todos chegou a um único resultado... (pausa)... Portanto os escolhidos são...

 

A câmera mostra os jogadores que se inclinam curiosos.

 

Roma: Cláudio e Léo!

 

Silêncio por alguns segundos. Cláudio e Léo se entreolham.

 

Cláudio (sorrindo, sem acreditar): Não, não. Deve haver algum engano.

 

Roma (colocando os óculos e olhando para a prancheta): Engano algum, está escrito aqui. Cláudio e Léo.

 

Léo: De fato, há realmente um engano. Eu não vou pra lugar algum com esse idiota.

 

Cláudio: A recíproca é a mesma.

 

Roma: Tudo bem, já que não querem colaborar em prol do time... (entrega um papel para Cláudio)... Aqui... (vai até Léo e entrega outro)... Pra você também.

 

Léo (olhando para o papel): O que é isso?

 

Roma: São suas dispensas. Se não podem acatar uma de minhas ordens, não podem fazer parte do meu time.

 

Léo (risada irônica): Você não pode fazer isso.

 

Roma: Tanto posso, como já fiz. E a reunião está encerrada, podem ir para o pátio, esperar o sinal bater.

 

Roma vira e começa a caminhar em direção a sua sala. A câmera frisa o rosto de Cláudio, em seguida o de Léo que se mantém pensativo.

 

Léo: Espera... (contrariado)... Eu aceito dar uma de espião com esse aí.

 

Cláudio: É, eu também.

 

Roma (sorrindo): Que bom que meus meninos são obedientes. Só uma advertenciazinha. Nada de irem separados e se encontrarem no local. Pode ser muito perigoso, portanto, é bom que vão e voltem juntos.

 

Ele faz sinal de positivo para os garotos e vira, voltando a caminhar. Léo levanta e vai até ele.

 

Léo: Treinador...

 

Roma (parando e virando): Sim?

 

Léo: Você ta fazendo isso de propósito, sabe muito bem que eu o Cláudio não nos gostamos.

 

Roma: Filho, quantas vezes vou ter que dizer que é hora de crescer? A vida não é só isso que você imagina. Jogos, briguinhas, conquistas. Haverá situações que você se deparará com pessoas que também não gostam de você, mas terá de conviver com elas. E o que fará quando esse dia chegar? Simplesmente sair no braço com todas elas? Se odiando ou se amando, o que importa é que aprendam a se suportar... (pausa)... E falando de futebol, escuta o conselho de um velho experiente. O jogo, só se vence em equipe e é isso que vocês não aprenderam até agora. E que está resultando no desempenho da equipe... (dando dois tapinhas no ombro dele)... Pense nisso.

 

Ele esboça um leve sorriso e vira, voltando a caminhar. A câmera se aproxima do rosto de Léo por alguns instantes, ele aparenta estar pensativo.

 

A tela escurece. 

 

 

 

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Frente do colégio Esplendor, manhã. Roger está parado no jardim, observando os alunos entrarem pelo portão. Amanda aparece, ficando do seu lado, também olhando para frente.

 

Música: Natasha Bedingfield – Unwritten

 

Amanda: Volta as aulas, huh?

 

Roger: Até pouco tempo eu daria tudo para não entrar neste lugar.

 

Amanda: É, eu também não.

 

Roger (olhando-a): Mesmo?


Amanda (sorrindo): Não, falei apenas para te agradar.

 

Roger sorri e volta a olhar para frente.

 

Amanda: Na verdade eu achei que tinha tudo por ser popular, disputada, ter atenção de todos. Mas você tinha razão, de que vale tudo isso, se são poucas pessoas que realmente se importam com a gente?

 

Roger (sorrindo): Eu disse, sabia que a razão estava do meu lado.

 

Amanda: Não se gabe, eu sei muito bem que você só mudou de opinião a respeito do colégio, por minha causa.

 

Roger: Bobinha, eu ia me dar bem, era só uma questão de tempo.

 

Amanda (sorrindo): Ou de eternidade.

 

Ouve-se o sinal tocando.

 

Roger: Agora você pode entrar sem nenhuma obrigação comigo.

 

Amanda: Como não? Sou sua namorada, claro que tenho obrigações com você.

 

Ela segura na mão dele.

 

Amanda: Vamos? Namorado?

 

Roger (sorrindo): Vamos, minha princesa.

 

Eles começam a caminha de mãos dadas em direção ao portão. A câmera corta para um ângulo aéreo, frisando a imagem deles e dos alguns por alguns instantes.

 

 

Sala de Aula. Vemos a professora olhando para o livro e escrevendo em uma lousa branca. A câmera se desloca a passeia por uma fileira, até chegar na detrás, onde Amanda e Larissa estão, ambas com suas carteiras coladas.

 

Amanda (falando baixo): Já viu ele?

 

Larissa: Ele quem?


Amanda: O Cláudio, sua boba.

 

Larissa: Não, ele não estava na entrada.

 

Amanda: Vocês tem que resolver isso logo.

 

Larissa: Ah é? Então me diz como se ele anda fugindo de mim? Nem no condomínio consigo vê-lo e você viu como ele agiu ao me ver no parque.

 

Amanda: Ele só está machucado, assim que você se desculpar, com certeza acabará se jogando nos seus braços.

 

Larissa: Espera aí, eu não disse que estou gostando dele.

 

Amanda (sorrindo): E não precisa, está escrito na sua testa.

 

Larissa gira os olhos e balança negativamente a cabeça, em seguida olha para frente. Close na sua expressão reflexiva.

 

 

Outra sala. O ambiente está escuro e as luzes do retro projetor iluminam um pouco o local. Uma professora fala enquanto muda as figuras do retro. Corta para o fundo, onde vemos Cláudio prestando atenção na aula e Roger sentado uma carteira atrás.

 

Roger (cutucando as costas de Cláudio com a caneta): Hey...

 

Cláudio (virando): Oi?

 

Roger: Onde você estava? Passei na sua casa e sua mãe havia dito que já tinha saído.

 

Cláudio: Reunião do time antes da aula.

 

Roger: Legal! Alguma coisa importante?

 

Cláudio: Nada demais, a não ser ter que passar uma longa tarde com meu inimigo.

 

Roger (sorrindo): Mesmo? Você e o Léo estão para levantar a bandeira branca?

 

Cláudio: Acredita que o Roma obrigou a gente ir a São José espionar o time adversário?

 

Roger (rindo e dando dois tapinhas no ombro dele): Boa sorte, meu amigo.

 

Cláudio balança negativamente a cabeça e vira para frente, voltando a prestar atenção na aula.

 

Roger: E a Larissa?

 

Cláudio (virando novamente): O que tem a Larissa?

 

Roger: Já tiveram chance de conversar, se entender?

 

Cláudio: Não, e não faço a mínima questão que isso aconteça.

 

Roger: Deixa de ser turrão. Dá uma chance para a garota, tenta conversar com ela.

 

Cláudio: Me admira você falando isso. Vivia dizendo para eu tirar essa paranóia chamada Larissa da cabeça. Agora que finalmente estou conseguindo, quer que eu faça o contrário?

 

Roger: Eu sei. Mas, as pessoas podem mudar de opinião, certo?... (pausa)... Ouça, eu tenho passado bastante tempo com ela, por causa da Amanda. E acredite, a garota está diferente, arrisco a dizer que até me tem como grande amigo. (sorri).

 

Cláudio o olha com desconfiança, ao mesmo tempo em que fica pensativo.

 

Roger: Tenta pelo menos ouvir o que ela tem a dizer, depois você tira suas conclusões.

 

Cláudio: Okay, qualquer hora eu falo com ela. Mas agora deixa eu voltar a prestar atenção na aula, antes que o professor nos coloque para fora.

 

Roger: Certo. Não esquece de me passar a matéria depois.

 

Roger sorri para ele. Cláudio gira os olhos e olha para frente. Ele fica pensativo por alguns instantes. A tela escurece.

 

 

Abre mostrando o corredor. Os alunos estão espalhados pelo mesmo, andando de um lado para o outro.

Corta para Helen caminhando em direção ao refeitório. Atrás dela podemos ver Roger se aproximando.

 

Roger: Helen-zinha!

 

Helen (virando/sorrindo): Roger!

 

Ambos se abraçam.

 

Roger: Saudades! Como foi de férias?

 

Helen (dando os ombros): Nada de novo, fiquei na cidade mesmo. E você?

 

Roger (sorrindo): Perfeita! A primeira que passei sorrindo de orelha a orelha.

 

Helen (sorrindo, irônica): E nem imagino o motivo. Aliás, você disse saudades, mas não foi me visitar um dia sequer.

 

Roger: Verdade... (abraçando-a)... Eu sou um péssimo amigo.

 

Helen (rindo): Tudo bem, eu entendo. Começo de namoro, é obvio tem que aproveitar.

 

Roger: E o Cláudio, já falou com ele?

 

Helen (desfazendo o sorriso): Não, receio que não estejamos muito bem.

 

Roger: Por causa do lance do baile, não é?... (pausa)... Hey, nosso amigo as vezes troca os pés pelas mãos, mas não fez propósito. Ele adora você.

 

Helen (sorrindo): Eu sei que não.

 

Amanda chega por trás, abraçando Roger.

 

Amanda (sorrindo): Hey, você!

 

Roger (sorrindo): Deixa eu te apresentar, Amanda...

 

Amanda (interrompendo): Deixa de ser bobo, não precisa apresentar... (sorri e olha para Helen)... Tudo bem, Helen?

 

Helen (sorrindo): Tudo bem, Amanda e com você?

 

Amanda: Também. Ouça, aquela vez no treino...

 

Helen (interrompendo): Águas passadas.

 

Amanda (sorrindo): Isso. Venha se sentar com a gente sempre que quiser. Será muito bem vinda.

 

Helen (sorrindo): Obrigado... (pausa)... Agora, se derem licença, preciso falar com uma pessoa.

 

Ela sorri mais uma vez para eles e sai, entrando no refeitório. Roger olha para a Amanda, impressionado.

 

Amanda: O que?

 

Roger: A Elite vai acabar?

 

Amanda (dando os ombros): Quem sabe, com essa nova invasão ralé... (começa a puxá-lo para dentro do refeitório)... Vamos.

 

Roger (sendo puxado): Sou ralé com muito orgulho.

 

Entrada do refeitório. Cláudio passa pela porta e caminha observando as mesas. Ouve-se a voz de Roger chamando-o.

 

Roger (fazendo sinal com a mão): Cláudio! Aqui amigão!

 

Corta para a mesa onde estão Roger, Amanda e Larissa. Ela encara Cláudio. Cláudio a olha, balança de leve a cabeça, ignora e continua andando para frente.

 

Voz de Priscila: Hey, gatinho.

 

Cláudio pára e sorri ao vê-la. Close nela a uma mesa com outras garotas.

 

Pri (sorrindo): Senta aqui com a gente.

 

Cláudio vai até elas. A câmera se desloca mostrando Larissa olhando e bufando.

 

Larissa: Ele nunca mais vai falar comigo.

 

Roger: Fica fria. O Cláudio tem um coração enorme, mas é meio turrão. Apenas, dá um tempo para ele.

 

Amanda: Isso, amiga. Logo, logo, vocês estarão juntinhos.

 

Roger: Juntinhos? Assim, como nós dois?

 

Larissa: Não liga para o que ela diz. Cismou que eu estou gostando dele.

 

Amanda: Viu? Ela é turrona também, foram feitos um para o outro.

 

Eles sorriem e dão um selinho. Larissa balança negativamente a cabeça.

 

 

Corta para a mesa onde Helen está. Léo se aproxima e beija o rosto dela, sentando ao seu lado.

 

Léo (sorrindo): Hey!

 

Helen (surpresa, sorrindo): Vindo de primeira aqui? Onde estão seus amigos, não vai se sentar com eles?

 

Léo: Já estou com uma amiga. E muito especial. Os outros podem esperar... (sorri).

 

Helen: Léo, você não precisa fazer isso porque...

 

Léo (interrompendo): Por que você tem me aturado esse tempo todo e me ajudou quando precisei?

 

Close no rosto de Helen que esboça um leve sorriso. Léo segura na mão dela.

 

Léo: Ouça, eu não estou aqui com você por gratidão, ou obrigação. Estou aqui porque eu quero, porque me faz bem estar perto de você.

 

Helen (sorrindo tímido): Então ta bom.

 

Léo sorri para ela. A câmera gira até a mesa em que Cláudio e Priscila estão.

 

Pri: Como foi de férias?

 

Cláudio (sorrindo): Ótimo!

 

Pri: Hum, espero que tenha sido apenas um romance de férias.

 

Cláudio (rindo): O que? Eu não disse nada disso.    

 

Pri (sorrindo): Seu sorriso te entregou... (pausa)... Olha só, você está me devendo uma ainda, viu?

 

Cláudio (confuso): Devendo?

 

Pri: Claro, esqueceu que me deixou plantada na pista de dança, para ir atrás daquelazinha lá?

 

Cláudio (caindo em si): Oh, claro. Desculpe por aquele dia, não estava em mim.

 

Pri: Deu pra perceber, espero saiba compensar...

 

Cláudio: Pode ter certeza que irei.

 

Ambos se olham esboçando sorrisos um para o outro.

 

 

Mesa onde Gil, Felipe e outros rapazes estão. Léo se aproxima deles, feliz.

 

Léo: Eai galerinha!

 

Felipe (sorrindo): Olha aí o grande escolhido do Roma. Pronto para passar uma tarde com o inimigo?

 

Léo: Nem me lembre. O treinador acabou de comprovar o ódio que sente por mim ao propor esse absurdo.

 

Gil: Veja pelo lado bom, aproveita essa viagem para colocar o plano em pratica. Já que ela está na sua, manda ele sair logo do time.

 

Léo olha na direção de Helen. Close nela folheando uma revista. Ele volta a olhar para os rapazes.

 

Léo: Então, sobre isso, eu...

 

Gil: O que? Não vai me dizer que se encantou com a santinha e desistiu de tudo?... (desconfiado)... Até porque você não tem mais desgrudado dela, huh?

 

Léo: Não, não estou encantado por ela. E se tenho passado muito tempo ao seu lado, é justamente para conquistar definitivamente sua confiança.

 

Gil: Então qual o problema em executar hoje? Quer esperar até que o campeonato acabe e por ironia o babaca ganhe status de herói da cidade?

 

Léo: Claro que não. Era outra coisa que eu tinha em mente. Mas pensando bem, não daria certo mesmo... (se deslocando)... Agora deixa eu ir lá, continuar a dar uma de bom moço.

 

Léo toca o ombro de Gil e sai. Gil o acompanha com o olhar, desconfiado. Felipe o olha.

 

Gil: Que foi?

 

Felipe: Você precisa relaxar, sabia?

 

Gil (sentando): Dá um tempo.

 

A câmera gira até a mesa onde Roger, Amanda e Larissa estão.

 

Roger: Pra falar a verdade, acho que só pedir desculpas não vai adiantar não.

 

Larissa: E o que você sugere que eu faça?

 

Roger: Você tem que expor tudo pra fora, dizer o que sente... (pausa)... Vamos treinar, vai, diz o que sente.

 

Larissa (sem jeito): Bom, eu... (pausa)... Eu... (pausa)... Ah, eu não sei.

 

Roger (rindo): Terá de ser bem mais convincente que isso.

 

Amanda: Fica tranqüilo, ela vai conseguir.

 

Larissa: Eu acho que não. Nunca fui muito de me expressar e isso é profundo demais pra mim.

 

Roger: Bom, mas é melhor se esforçar antes que outra fisgue o coração do rapaz.

 

Roger aponta com a cabeça em direção a mesa de Priscila. Larissa olha com uma expressão séria, pensativa. Close em Cláudio e Priscila conversando e rindo.

 

 

Mesa onde Helen e Léo estão. Léo está um pouco sério, pensativo. Helen percebe sua expressão, fecha a revista e olha.

 

Helen: O que foi? Parece um pouco tenso.

 

Léo (olhando-a): Não é nada não... (pausa)... Deixa eu te contar da ultima. Eu e seu amiguinho, vamos passar um dia inteiro juntos, não é demais?

 

Helen (surpresa): Inacreditável, explica isso direito.

 

Léo: O Roma determinou que fôssemos juntos espionar o treino adversário.

 

Helen (rindo): Eu pagaria para ver isso.

 

Léo: Vai rindo, vai. Ore para que não nos matemos antes de chegar a São José.

 

Ela continua rindo. Léo balança negativamente a cabeça, em seguida sorri.

 

 

A câmera gira até onde Cláudio e Priscila estão.

 

Pri: Entusiasmado com o jogo de amanhã?

 

Cláudio (sarcástico): Você não imagina o quanto.

 

Pri: O colégio está organizando uma caravana com alguns alunos para torcer por vocês.

 

Cláudio: E você vai?

 

Pri (sorrindo): Acha que eu deixaria ir ver o melhor jogador em quadra?

 

Cláudio sorri sem graça. Léo aparece ficando de frente para eles.

 

Léo: Ô idiota, bateu o sinal da saída eu vou estar no meu carro. Se em cinco minutos você não aparecer, vou sozinho.

 

Cláudio: E quem disse que eu vou entrar no seu carro?

 

Léo: Você que sabe. De ônibus eu não vou. Como Roma exigiu que fossemos juntos, não vou economizar palavras para contar a ele... (se deslocando)... Bateu o sinal, cinco minutos.

 

Léo sai. Priscila olha para Cláudio, confusa.

 

Pri: O que está acontecendo?

 

Cláudio (encostando na cadeira e cruzando os braços): O Roma e suas gracinhas.

 

Corta para um banheiro. Larissa está penteando os cabeços em frente ao espelho. Helen aparece ao seu lado, se aproximando do espelho e olhando fixamente para o mesmo. Larissa a olha.

 

Larissa: Procurando alguma espinha? Não se preocupe, você está limpinha.

 

Helen: E você, pra que se pentear tanto? Seu cabelo é lindo!

 

Helen a olha por alguns segundos, franzindo a testa.

 

Larissa: O que foi?

 

Helen: Você, falando comigo assim. A única vez que fez isso...

 

Larissa (interrompendo): Foi quando eu te ofendi na quadra.

 

Helen: É...

 

Larissa: Eu sei que fui uma vadia com você aquele dia... (pausa)... Ouça, desculpa pelo que disse, eu me achava acima de tudo e de todos, até cair um pouco pra tentar aprender. Mas a verdade é que estou tentando mudar, então se puder me desculpar.

 

Helen: Falarei o mesmo que disse a Amanda, está tudo bem, águas passadas. Até porque eu também disse o que não devia naquela discussão.

 

Larissa: Mas conseguiu medir as palavras e não descer do salto... (sorri).

 

Helen sorri e acena com a cabeça. Larissa fica pensativa por alguns instantes, em seguida a olha.

 

Larissa: Fiz uma coisa com o Cláudio no qual eu me arrependo amargamente. Como vocês são próximos, estive pensando, se poderia me ajudar?

 

Helen: Não creio ser a pessoa mais certa a ajudar, ainda mais porque eu e o Cláudio não estamos mais tão próximos assim.

 

Larissa: Mas é fato que vocês se entendem. Apenas diga que vai tentar, caso tenha a oportunidade de fazer... (pausa)... Por favor?

 

Helen: Okay, mas se eu conseguir falar com ele.

 

Larissa (sorrindo): Obrigado.

 

Eles se dirigem até a porta, Helen sai primeiro, em seguida Larissa. A câmera permanece dentro do banheiro enquanto vemos a porta fechando. A tela escurece.

 

 

Vista aérea do Colégio. Ouve-se o sinal tocando. Do portão vemos vários alunos saindo. Corta para Cláudio carregando sua mochila. Ele olha para os lados até avistar Léo mais a frente encostado em seu carro. Ele vai até ele.

 

Música: Ashlee Simpson – Boyfriend

 

Léo: Não é que a princesinha realmente resolveu vir?

 

Cláudio: Muito engraçado... (joga a mochila dentro do carro)... Vamos acabar logo com isso.

 

Léo se desloca para o outro lado, enquanto Cláudio abre a porta e entra.

 

Corta para Larissa saindo pelo portão, Priscila aparece atrás dela, chamando-a.

 

Pri: Lari!

 

Larissa (virando e olhando-a seriamente): O que?

 

Pri (sorrindo): Quero saber se posso incluir o seu nome na caravana?

 

Larissa: Você sabe que pode... (pausa)... Quantas vagas ainda tem?

 

Pri (olhando no seu fichário): Agora com você, fica sobrando apenas uma.

 

Larissa: Roger e Amanda já estão inclusos?

 

Pri: Sim, por quê?

 

Larissa: Então completa pois irei levar uma pessoa.

 

Pri (sorrindo): E posso saber quem?

 

Larissa (sorrindo falsamente): Não!

 

Pri (dando os ombros): Okay então!

 

Ela vira e começa a andar.

 

Larissa: Qual é a sua com o Cláudio?

 

Pri (parando e virando): A minha com o Cláudio? Como assim?

 

Larissa: Exatamente, vejo você se jogando pra cima dele. O que exatamente está pretendendo?

 

Pri: E seu te disser que isso não é da sua conta?

 

Larissa (se aproximando): E se eu te disser, que é sim da minha conta?

 

Pri: Por quê? Vai dizer que agora se preocupa com ele, depois tê-lo humilhado no baile? Não acha um pouco tardio pra isso não?

 

Larissa: Não, não acho, agora as coisas são diferentes e sim, me preocupo com ele.

 

Pri: Não precisa, eu não sou que nem você... (pausa por alguns segundos)... Escuta Larissa, eu não vou dar uma de vilã novelística que tenta separar a todo custo o casal apaixonado. Se ele quiser ficar com você, tudo bem. Agora, se ele me escolher, terá que se conformar e aceitar... (pausa)... Quem manda não dar valor, quando se tem?

 

Ela pisca para Larissa e sai. A câmera se aproxima do rosto de Larissa, ela lança um olhar fulminante para Priscila. A imagem começa a transparecer, mostrando uma estrada de terra. Vemos o carro de Léo passando. Corta para dentro.

 

 

Cláudio está com o vidro totalmente aberto, olhando para fora. Léo aperta o botão do som, ligando-o.

 

Música: Green Day – Holiday

 

Ele balança a cabeça em sinal de positivo e sorri. Cláudio o olha, em seguida para o som e o desliga. Léo lança um olhar sério para ele e volta a ligar. Cláudio volta a desligar.

 

Léo: Não sei se você percebeu, mas estamos no meu carro!

 

Cláudio: Não por minha opção, preferiria mil vezes ir de ônibus.

 

Léo: Não seja por isso, se quiser posso parar, deve haver algum ponto quilômetros daqui.

 

Cláudio (balançando negativamente a cabeça e falando baixo): Babaca.

 

Léo: O que você disse?

 

Cláudio: Nada.

 

Léo: Não, você disse alguma coisa. Repita se for homem.

 

Cláudio (olhando-o): Quer mesmo que eu repita? Okay, lá vai... Ba-ba-ca! Foi isso que eu falei, deu pra entender ou quer que escreva?

 

Léo: Prefiro ser taxado assim, do que um perdedor como você.

 

Cláudio: Perdedor, eu? Quem está sentado no banco de reservas?

 

Léo: Por tempo determinado. Perdedor, ou fui eu que levei um pé na bunda no baile?

 

Cláudio: Pelo menos eu não sou uma pessoa baixa como você, que fica armando planinhos infantis com alguém que não merece, como a Helen.

 

Léo: E o que você sabe sobre a Helen, huh? Sequer se preocupa com o que ela pensa. Quem a magoou um dia antes da festa?

 

Cláudio: Pior você que a magoou por dois anos. E não sabe como eu me arrependo do que fiz.

 

Léo: Mesmo? Eu não vi você tentando se desculpar com ela durante as férias inteiras.

 

Cláudio: Não fiz porque não estava na cidade. Mas claro que irei fazer. E não fale como se fosse uma boa pessoa e que se preocupa com a Helen. Mais cedo ou mais tarde ela vai descobrir o que está tramando e a conhecendo como eu conheço, duvido que um dia volte a olhar na sua cara.

 

Léo abaixa a cabeça, ficando pensativo. Corta para o rosto de Cláudio que olha para frente e arregala os olhos.

 

Cláudio: Cuidado!!!!

 

Léo olha imediatamente para frente. Close numa vaca no meio da estrada. Ele tenta desviar e bate lateralmente numa parede de terra. O carro volta para a estrada mas começa a parar lentamente, saindo fumaça pelo capô. A porta abre e Cláudio sai do mesmo.

 

Cláudio (nervoso): Maluco, irresponsável. Você quase matou a gente!

 

Léo (saindo, aliviado): Meu, da onde surgiu aquela vaca?

 

Cláudio (abrindo os braços): Olha para isso aqui? Surpresa seria se não aparecesse nenhum animal. Eu disse para pegarmos a estrada principal, mas não, você teimou em vir por esse atalho idiota!

 

Léo (encostando no carro, respirando aliviado): Foi por pouco.

 

Cláudio: E agora, o que vamos fazer?

 

Léo tira o celular do bolso.

 

Léo: Merda. Sem sinal.

 

Cláudio (sorrindo ironicamente): Perfeito!

 

Léo: O que você quer que eu faça?

 

Ele balança negativamente a cabeça, em seguida abre a porta do carro, pegando a chave, fechando a porta e apertando um botão, no qual os vidros começam a subir. Após alguns instantes, começa a andar para frente.

 

Cláudio: Aonde você vai?

 

Léo (caminhando): Deve haver alguma cidade por perto. De lá eu ligo e peço para o seguro vir buscar o carro.

 

Cláudio: Inacreditável. Você sequer sabe onde estamos. Eu não vou pra lugar algum.

 

Léo: Sem problemas, fica aí. Só não garanto voltar cedo, se não tiver problema ficar no meio do nada quando escurecer...

 

Cláudio olha para os lados, pensativo. Em seguida caminha na mesma direção que Léo. Corta para eles numa vista aérea.

 

Léo (rindo): Eu sabia! Medroso!

 

Cláudio: Não sou medroso, sou precavido!

 

Léo: Medroso, medroso, medroso.

 

Cláudio (nervoso): Já disse que não sou medroso!

 

Casa de Helen, parte interna. Helen caminha até a porta, abrindo-a. Roger, Amanda e Larissa estão do lado de fora.

 

Helen (surpresa): O que vocês estão fazendo aqui?

 

Roger: Viemos te convidar para ir ao cinema.

 

Amanda: E não aceitamos não como resposta!

 

Larissa: Isso mesmo, vá se trocar que o filme começa daqui meia hora.

 

Amanda: E aproveita que o Roger está bancando tudo!

 

Roger: Eu?

 

Amanda (cutucando-o): Não seja mão de vaca.

 

Roger (olhando para Helen e sorrindo): O Roger está bancando!

 

Helen passa a mão na nuca, pensativa.

 

Larissa: Já dissemos que não aceitamos recusa.

 

Helen (sorrindo): Okay, me dêem cinco minutos.

 

Larissa, Roger e Amanda sorriem. Helen abre a porta por completo para que eles entrem. A câmera se posiciona para o lado, mostrando-os entrando.

 

 

Cláudio e Léo caminham pela estrada de terra. Léo está centímetros à frente e Cláudio se mostra entediado.

 

Cláudio: Não tem cidade nenhuma por aqui.

 

Léo: Pára de reclamar e continua andando. É claro que tem.

 

Cláudio: Você nem sabe onde estamos. Quando vai aprender a deixar de ser um tremendo imbecil que se acha o dono da verdade, huh?

 

Léo (parando e virando): Okay.

 

Ele fica de frente para Cláudio, ambos se encaram por alguns segundos, em seguida, Léo acerta um soco em seu rosto. Cláudio cai.

 

Léo: Cansei de ouvir seus fricotes. Já te devia essa há tempos.

 

Cláudio (levantando): É mesmo?

 

Ele se aproxima e acerta um soco no rosto de Léo, fazendo-o cair.

 

Cláudio: E eu também cansei de ouvir a sua voz, pra falar a verdade essa eu acho que já te devia muito antes de te conhecer.

 

Léo levanta. Cláudio levanta os punhos.

 

Léo: Eu vou acabar com você!

 

Cláudio: Então, vem, por vir. Vamos ver quem vai se dar mal por aqui.

 

Léo se aproxima e acerta um soco em Cláudio. Ainda em pé, Cláudio acerta um soco em Léo. Ambos começam a se agarrar e cair, rolando no chão de terra. Léo fica em cima de Cláudio e acerta um soco no mesmo, Cláudio consegue puxá-lo e inverter a situação, ficando em cima e acertando um soco em Léo. Léo o puxa e ambos começam a rolar novamente até que param.

 

Léo: Escuta?

 

Cláudio: O que?

 

Léo: Shhh!

 

Cláudio pára para prestar atenção. Ouves-se barulho do que parece ser um caminhão. Rapidamente eles levantam e começam a bater em suas roupas sujas. O caminhão aparece. Eles começam a pular e acenar. O veiculo pára e um senhor olha para eles.

 

Senhor: Perdidos no pasto, garotos?

 

Cláudio: Tem alguma cidade aqui por perto?

 

Senhor: Infelizmente não. Ta longe à beça a próxima cidade.

 

Cláudio (olhando para Léo e esboçando um sorriso sarcástico): Ótimo!

 

Léo: O senhor poderia nos dar uma carona? Meu carro quebrou ali atrás e precisamos chegar a próxima cidade para buscar o reboque.

 

Senhor: Sem problemas, sobem aí.

 

Cláudio e Léo se olham, em seguida sobem no caminhão. A câmera corta para a traseira do mesmo, saindo. Fica parada até que o vemos virar a estrada. 

 

 

Um cinema. A câmera passeia mostrando o rosto de Helen, seguido do de Larissa, Amanda e de Roger, este último com os olhos cheios de lágrimas. Amanda o olha e começa a rir.

 

Roger: O que? O filme é triste.

 

Amanda: Ounn... (ela beija o rosto dele).

 

Larissa (para Helen): Amanhã vai uma caravana torcer pelo time e coloquei seu nome na lista.

 

Helen: Não leve a mal o que eu vou te perguntar, mas, você está fazendo isso apenas para que eu fale com o Cláudio?

 

Larissa: De forma alguma. Tá, é uma conseqüência, porém eu disse que estou tentando mudar. Você é amiga do Cláudio, que é amigo do Roger, que é namorado da minha melhor amiga, ou seja, uma hora isso teria que acontecer.

 

Helen: Okay, acredito em você.

 

Pausa por alguns segundos.

 

Larissa: Você e o Léo tem estado bem próximos, huh? Hey, toma cuidado com ele.

 

Helen: Eu entendo a preocupação de vocês, mas como você mesmo disse que está tentando mudar, eu acredito que ele também está. O Léo não é mais o mesmo de dois meses atrás.

 

Larissa: Você tem razão, mas, ainda assim, fique com um dos olhos aberto.

 

Helen acena com a cabeça, em seguida volta a olhar para o filme.

 

 

Corta para o caminhão parado. Vemos ele dando partida, Cláudio e Léo está de fora, Cláudio acena para o motorista.

Eles se olham e viram. A câmera mostra um lugar cheio de terra, algumas casas de madeira, um bar e um campinho de futebol. Alguns rapazes estão jogando nele.

 

Léo (horrorizado): Meu Deus, que lugar é esse?

 

Cláudio: Eu não sei, deve ser alguma vila, cidade, sei lá.

 

Léo: Que coisa mais horrorosa.

 

Cláudio: Vai, tenta ligar para o seguro.

 

Léo: Primeiro preciso saber onde estamos. Vou perguntar ali naquele bar.

 

Léo caminha até o bar. Cláudio olha para o campinho e vai até ele. Os rapazes que estão jogando param ao vê-lo, são quatro ao todo.

 

Rapaz: Perdeu alguma coisa por aqui, playboy?

 

Cláudio: Desculpa, só estava vendo vocês jogarem. E não sou playboy, vê... (mostra o rasgo na camisa que fez ao brigar com Léo)... É do pior dos camelôs.

 

Rapaz: Certo, o que está fazendo em São Benedito?

 

Cláudio: Sabe que nem eu sei direito? Estava a caminho de São José, de repente estou aqui (sorri).

 

Rapaz: Bem fora de rota, não acha?

 

Léo se aproxima e começa a bater as mãos no corpo para tirar a poeira.

 

Léo: Você acredita que o guincho só vai poder chegar daqui a quatro horas? Temos que arrumar um jeito de sair desse fim de mundo.

 

Cláudio (cutucando Léo): Hey!

 

Léo: O que foi?

 

Cláudio sobe as sobrancelhas, Léo olha para o grupo de rapazes que o encaram com seriamente.

 

Léo (sorrindo): Olha só, fim de mundo é nossa expressão caipira para dizer que o lugar é super bacana.

 

Rapaz: Está pensando que aqui tem algum idiota?

 

Cláudio (intervindo): Hey, desculpa o meu irmão, ele tem sérios problemas mentais. Nem minha sabe mais o que fazer... (puxando Léo)... Mas a gente já está indo embora, obrigado, pela boa recepção... (olha para Léo)... Vamos, seu médico está esperando.

 

Rapaz: Hey, hey, espera um pouco.

 

Cláudio e Léo param.

 

Rapaz: Já que o guincho só chega mais tarde, porque não se divertem um pouco com a gente?... (mostra a bola)... Vamos jogar!

 

Cláudio (abrindo os braços): Por que não?

 

Léo (para Cláudio): Ficou maluco? Acredita mesmo que estão com boas inten...

 

Cláudio (rindo, disfarçando e falando ao ouvido de Léo): É bom não contrariar, se quiser sair inteiro daqui.

 

Léo (sorrindo e olhando para eles): Sabe que um futebolzinho é uma ótima idéia?

 

 

Corta para eles já no campinho.

 

Música: Yellowcard - Lights & Sounds

 

O jogo se inicia. Um rapaz está com a bola, ele tenta passar por Léo, mas o mesmo o impede, roubando a bola e correndo para frente, ele dribla um, dois, e é derrubado por outro que o empurra por trás.

 

Léo (levantando a mão): Falta!

 

Rapaz: Falta? Não pensei que estava com alguma mocinha.

 

Léo: É mesmo?

 

Corta:

 

- Léo pega a bola e é derrubado.

- Cláudio passa a bola para um rapaz e o mesmo faz gol.

- Léo tenta passar, mas dois vão para cima dele, derrubando-o outra vez. Close nele batendo a mão no chão, nervoso.

 

Léo lança a bola para Cláudio que pega na frente e corre até o gol. Um rapaz se aproxima e lhe da um carrinho lateral, fazendo Cláudio cair e rolar no chão.

 

Léo: Hey! Isso é falta!

 

Rapaz: Aqui não tem falta!

 

Corta para Cláudio levantando. Léo o olha.

 

Léo: Então tá.

 

Um rapaz está com a bola, correndo em direção ao gol, Léo corre até ele, alcançando-o e o empurrando, fazendo com que o mesmo mergulhe no chão e se arraste por alguns centímetros. O jogo é parado e todos se aproximam dele, o mesmo porta voz toma a frente.

 

Rapaz (nervoso): O que foi isso?

 

Léo: O que? Pensei que aqui não existisse falta.

 

Rapaz (se aproximando): Mas você fez de propósito e vai levar umas porradas por causa disso.

 

Cláudio (interceptando): Que isso galera. Não vamos levar por esse lado. Eu disse que ele era meio retardado, deixa eu levá-lo...

 

Rapaz (interrompendo): Se quiser pode ir. Mas ele, vai levar uma geral para aprender a não cantar de galo no terreno dos outros.

 

Os quatro se aproximam de Léo.

 

Léo (mexendo os ombros e dando alguns pulinhos): Okay, eu não queria isso, mas já que vocês pediram.

 

Léo acerta um soco no rosto de um deles e consegue acertar em outro. Um avança e o segura por trás, deixando o da frente livre para socá-lo. Corta para o rosto de Cláudio.

 

Cláudio (girando os olhos): Oh, droga!

 

Cláudio  vai até um dos rapazes e lhe da um soco, segura outro e acerta outro soco. Léo se livra de um e bate no mesmo, chutando o segundo. Cláudio toma um soco e imediatamente vira, acertando outro. Cláudio e Léo acertam mais dois, os mesmos caem no chão.

 

Cláudio (puxando Léo): Vamos dar o fora daqui... (correndo)... Corre!!!

 

Léo começa a correr atrás dele. Close nos rapazes caído no chão. O porta voz olha para eles.

 

Rapaz: Estão olhando o que? Vamos atrás dele e você... (olha para um rapaz)... Chama o resto.

 

Imediatamente eles levantam e começam a correr. Corta para Cláudio e Léo correndo.

 

Cláudio: Pra onde? Pra onde?

 

Léo: Pro mato! Pro mato!

 

Eles pulam uma cerca e começam a correr para o mato. Atrás deles vemos vários rapazes correndo na mesma direção, poucos metros dali. Corta para uma vista aérea deles se perdendo no mato. Após alguns segundos, a tela escurece.

 

 

Abre mostrando o céu estrelado. A câmera desce mostrando Léo e Cláudio caminhando por uma estrada de terra. Ambos estão machucados e aparentam cansaço.

 

Cláudio: Acho que desistiram de correr atrás da gente.

 

Léo (se coçando): Mas também, quatro horas escondido no mato... (pausa)... Droga, to coçando todo!

 

Cláudio (rindo): E a cobra?

 

Léo (rindo): Hey, tinha certeza que era peçonhenta.

 

Cláudio (rindo): Certo!

 

Silêncio por breves segundos.

 

Léo: Por que fez aquilo? Me ajudar? Poderia muito bem ter ficado de fora e me visto apanhar.

 

Cláudio (respirando fundo): Por mais babaca que você possa ser, eu precisei fazer aquilo. Afinal, somos da mesma equipe e precisamos de você inteiro amanhã.

 

Léo (rindo): Da onde surgiu aquela força toda? Você bate que nem uma mulher!

 

Cláudio: Ah bato? Sorte sua que o caminhão chegou para apartar nossa briga.

 

Eles riem. Léo se silencia por alguns instantes.

 

Léo: Sobre a Helen, pode ficar tranqüilo, há tempos que já havia desistido do tal plano infantil. Ela merece o melhor.

 

Cláudio (sorrindo): Pela primeira vez aplaudo uma atitude sua.

 

Close num local iluminado. Cláudio pára e aponta.

 

Música: Angels And Airwaves – The Adventure

 

Cláudio: É uma cidade!

 

Léo (comemorando): Graças a Deus! Vamos conseguir ir para casa agora!

 

Cláudio: E a espionagem?

 

Léo (olhando-o): Você realmente não acreditou que o Roma precisava espionar o treino adversário, acreditou?

 

Cláudio (sorrindo): Não. Sei que foi mais de suas loucuras para tentar unir duas pessoas que se odeiam.

 

Léo: É, acontece que eu ainda te odeio. Espero que esquente o banco amanhã.

 

Cláudio (rindo): Eu também, todo tempo.

 

Léo (sorrindo): Vamos embora.

 

Corta para um ângulo aéreo, mostrando-os caminhando até o local iluminado. A imagem sobe mostrando o céu estrelado, em seguida começa a clarear e escurecer novamente. Desce mostrando a frente de um ginásio. Corta para dentro.

 

Cont- Angels And Airwaves – The Adventure

 

Vemos a maior parte da torcida adversária e uma pequena parte da torcida dos Gladiadores ocupando o lado esquerdo da arquibancada. Entre eles estão, Helen, Larissa, Roger, Amanda e Priscila no banco de baixo.

 

Corta para o placar eletrônico que marca: Furacões 1x1 Adversários.

A imagem desce mostrando Gil com a bola. Ele corre, Cláudio sozinho levanta a mão pedindo o passe. Gil ignora e tenta tocar para Felipe, mas o adversário acaba pegando antes que a mesma chegue.

 

Cláudio (para Gil): Hey! Eu estava livre.

 

Gil: Cala a boca.

 

Ele continua correndo. Corta para Roma que coloca as mãos na cabeça e olha para o relógio. Ele fica pensativo e vai até Léo que está sentando no banco.

 

Roma: Se alonga, rápido.

 

Léo: Mesmo?

 

Roma abre os braços. Léo levanta rapidamente e começa a se aquecer. Corta para o jogo, o jogador adversário chuta, a bola passa longe do gol. Um jogador gladiador corre até o banco, para ser substituído, ele cumprimenta Léo e o mesmo entra em quadra.

 

O goleiro Gladiador passa a bola para Felipe. Felipe passa para Gil que tenta tocar para Léo que já está marcado. O adversário toma a bola e chuta em gol, passando longe do mesmo.

 

Léo (para Gil): Ficou maluco? Não me viu marcado? O Cláudio estava livre na frente.

 

Gil (confuso): O que?

 

Corta para Felipe com a bola, ele passa para Léo, Léo dribla um adversário e toca para Gil. Cláudio desmarcado pede a bola, mas Gil novamente ignora e toca para Léo que é derrubado. Close em Léo no chão por alguns segundos. O som é abafado. Léo balança negativamente a cabeça, levanta e vai até Gil.

 

Léo (falando alto): Se você não tocar a bola para ele, quando estiver desmarcado, eu juro que vou te tirar daqui à ponta-pés.

 

Gil fica de boca aberta, sem saber o que dizer. Close em Roma que franze a testa e sorri.

 

Léo (batendo as mãos): Vamos lá time, vamos vencer essa partida!

 

Léo cobra a falta, tocando atrás para Felipe. O mesmo avança e toca para Cláudio. Cláudio corre pela lateral, passando por um adversário e tocando rasteiro para Léo. Léo deixa a bola passar por um pé, desconcertando o adversário e chutando de primeira para o gol. Close na bola entrando.

 

Corta para a torcida dos Gladiadores pulando e gritando gol. Roma comemora do banco junto com os reservas. Os jogadores em quadra se abraçam, exceto Gil.

 

O jogo tem seu reinicio, o adversário tenta o chute, mas Felipe recupera. Ele toca para Gil, Gil devolve para ele. Felipe toca para Léo, o mesmo toca para Cláudio. O Juiz apita o final da partida.

 

Cont- Angels And Airwaves – The Adventure

 

Os Gladiadores começam a pular e se abraçar. Corta para Roma no banco que ri emocionado.

 

Roma (emocionando, falando para si): Eu sabia que ia dar certo, eu sabia.

 

Corta para os jogadores comemorando, exceto por Gil que está um pouco afastado, olhando seriamente para eles. Corta para a quadra numa vista aérea, a imagem começa a ficar lenta, até escurecer.

 

 

Abre no parque de diversões. Léo e Helen caminham entre as barracas. Ela segura uma maça do amor. Ambos aparentemente felizes.

 

Música: Avril Lavigne - Anything But Ordinary

 

Helen: Vocês foram incríveis hoje! Dignos de receberem o titulo de Gladiadores.

 

Léo (feliz): Você viu aquilo? Nossa, até agora não consigo acreditar.

 

Helen (parando e olhando-o): Estou orgulhosa de você.

 

Léo (esboçando um leve sorriso): Foi só um jogo.

 

Helen: Você sabe o que estou querendo dizer.

 

Eles se olham por alguns segundos. Helen coloca a mão no rosto dele.

 

Helen: O que aconteceu com o seu rosto? Está todo machucado.

 

Léo: É uma longa história, longa história... (pausa e sorri)... Mas te contarei mais tarde. Agora, quero comemorar.

 

Helen (sorrindo): E tem algo em mente?

 

Léo (sorrindo): Sempre tenho algo em mente...

 

Ele olha para frente. Close em Gil e Felipe num fliperama, metros a frente.

 

Léo: Mas antes, preciso falar com uma pessoa. Você me dá licença só um instante?

 

Helen (sorrindo): Claro, vai lá.

 

Ele beija o rosto dela e sai. Ela olha para uma pequena ponte, onde avista Cláudio parado, pensativo e vai até ele.

 

Helen: Oi.

 

Cláudio (desencostando da ponte): Helen!

 

Ele a abraça.

 

Cláudio: Que saudades eu senti de você!

 

Helen (esboçando um leve sorriso): Eu também senti muito a sua falta.

 

Ele se afasta, olhando-a timidamente.

 

Cláudio: Sobre aquele episódio antes do baile, me perdoa, de coração. Em momento algum eu tive intenção de te magoar e minha cegueira realmente enxergou que estava tudo bem pra você. Me desculpa.

 

Helen: Tudo bem, está virando clichê da minha parte dizer isso, mas vamos colocar uma pedra em cima de tudo.

 

Cláudio: Eu prometi que mesmo se estivesse casando, e você me chamasse, eu correria até onde está. Perdão por ter quebrado isso.

 

Helen: Esquece, Cláudio. As coisas acontecem com algum propósito, creio que aquele dia serviu tanto pra mim, como pra você se libertar de algumas coisas. Era preciso acontecer.

 

Ele a olha por alguns instantes.

 

Cláudio: Uma promessa para toda a vida, certo?

 

Helen (sorrindo): Uma promessa para toda a vida!

 

Eles se abraçam fortemente por alguns instantes. Larissa se aproxima deles.

 

Larissa: Cláudio...

 

Eles desfazem o abraço. Cláudio olha para Larissa. 

 

Larissa: Posso falar com você um instante?

 

Cláudio não responde e olha para Helen.

 

Helen (sorrindo): Vai lá, vocês tem muita coisa para conversar.

 

Cláudio: Você tem certeza?

 

Helen (sorrindo): Claro, eu vou ficar bem... Vai!

 

Helen olha para Larissa, ambas sorriem uma para outra, em seguida Helen sai. Cláudio olha para Larissa, ela se aproxima deles.

 

 

Corta para o fliperama, onde Gil, Felipe e Léo estão. Gil nervoso e olhando insistentemente para o jogo, ignora Léo. Um silêncio constrangedor toma conta da cena.

 

Léo (quebrando o gelo): Qual é Gil, vai ficar de cara emburrada comigo agora?

 

Gil não responde e continua jogando. Léo e Felipe se olham.

 

Felipe: Deixa pra vocês conversarem amanhã, de cabeça fria.

 

Gil soca a maquina, dando a entender que perdeu. Ele olha para Léo.

 

Gil: Por que fez aquilo, huh? O que deu em você pra falar comigo daquele jeito por causa daquele babaca?

 

Léo: Não foi por causa dele. Foi por causa do time, eu queria ganhar aquele jogo de qualquer jeito.

 

Gil (nervoso): E pra isso precisava me humilhar na frente de todos?

 

Léo: Não exagera, não foi pra tanto.

 

Gil respira ofegante e olha para frente. Após alguns segundos, franze a testa. A câmera se desloca, mostrando Helen olhando para uma barraca. Volta para Gil, ele olha para Léo.

 

Gil: Você apronta comigo, eu apronto com você!

 

Ele começa a andar.

 

Léo: Do que você está falando? Gil, aonde você vai?

 

Corta Helen parada em frente uma barraca, quando vira, dá frente com Gil.

 

Gil (sorrindo): Oi Helen?

 

Helen (franzindo a testa): Oi?

 

Ela tenta sair, mas ele a impede.

 

Helen: Me da licença, por favor?

 

Gil: Me responde uma coisa antes, como se sentiria se soubesse que não passa de um brinquedo nas mãos do Léo?

 

Helen: Do que você está falando?

 

Léo e Felipe se aproximam. Léo empurra Gil.

 

Léo: O que você está fazendo?

 

Helen (saindo): Eu vou embora.

 

Gil: E vai sem ouvir a verdade? Conta para ela Léo, o seu plano para tirar o Cláudio do caminho.

 

Helen pára e vira, olhando para Léo.

 

Helen: De que plano ele está falando?

 

Léo abre a boca para falar, mas Gil se antecipa.

 

Gil: O nosso amigo aqui, se aproximou de você, apenas no intuito de ganhar sua confiança e depois usar isso para chantagear o Cláudio a deixar o time, caso contrario, ele faria você chorar pelos cantos do colégio assim que estivesse loucamente apaixonada por ele.

 

Helen (incrédula): Eu não acredito nisso.

 

Gil: Então pergunta olhando nos olhos dele, e vê se ele tem a cara de pau de negar.

 

Helen olha para Léo, seus olhos estão brilhando.

 

Helen: Léo, é verdade o que ele está falando?

 

Léo: Helen, vamos conversar em outro lugar, eu te explico com mais...

 

Helen (falando alto): Responde, seu covarde!

 

Léo fecha os olhos e abaixa a cabeça.

 

Música: My Chemical Romance – The Ghost Of You

 

Léo (com dor): É, é verdade.

 

Ela o olha por alguns instantes, seus lábios começam a tremer. Em seguida vira e começa a andar. Léo vai atrás, segurando-a.

 

Léo: Mas eu posso explicar tudo...

 

Ela imediatamente vira e acerta um tapa no rosto dele.

 

Helen (com os olhos cheios de lágrima e falando pausadamente): Nunca, nunca mais eu quero ouvir a sua voz. Não se aproxime de mim outra vez. Eu tenho nojo de você.

 

Ela vira novamente e começa a andar apressadamente. A câmera se aproxima do rosto de Léo que a segue com olhar, visivelmente sentindo. Ele vira e olha para Gil.

 

Léo: Eu e você ainda vamos acertar nossas contas... (pausa)... Pode esperar por isso.

 

Ele sai. A câmera se aproxima do rosto de Gil que está com uma aparência um pouco assustada. Felipe está do seu lado e balança negativamente a cabeça.

 

 

Corta para Cláudio e Larissa caminhando.

 

Cláudio: Diz logo, Larissa. O que você quer falar comigo?

 

Larissa: Pode parecer inverdade isso, mas eu senti sua falta.

 

Cláudio: Mas é claro que sentiu, não duvido. Não é sempre que se tem um bobo da corte disposto a lamber o chão que você pisa. Mas escuta a péssima noticia: Da minha parte isso nunca mais irá acontecer, procura outro trouxa pra você brincar.

 

Larissa: Não. Eu sei que eu errei, mas preciso te pedir desculpas, preciso que você me perdoe pelo que fiz.

 

Eles param, ficando de frente um para o outro.

 

Cláudio: Eu não consigo acreditar em você. Creio que é uma mudança muito repentina, já que há poucos meses sequer queria ouvir minha voz.

 

Larissa: Por favor, você precisa acreditar em mim. Eu não sou mais a mesma pessoa que agiu feito uma cretina com você no baile. Eu mudei de verdade, e quero mudar mais. Eu não sou essa cobra que você imagina.

 

Cláudio: Eu realmente acreditava que não, até ser picado... (pausa)... Por anos, você foi a garota dos meus sonhos. Aquela que eu quis ter em meus braços para cuidar, amar, respeitar, fazer com que se sentisse muito mais do que especial perto de mim... (pausa)... Mas hoje, olhando para trás, não consigo imaginar o porquê sempre desejei isso... (balança negativamente a cabeça)... Você não merece uma segunda chance.

 

Larissa: Todos merecem uma segunda chance.

 

Cláudio: Então leva em pratica isso lá na sua casa, pra sua mãe que você odeia tanto. Porque eu, não acredito em você.

 

Ele vira e começa a andar. Larissa coloca as mãos na cabeça e vira, fechando os olhos.

 

Música: The Calling - Wherever You Will Go

 

Corta para Cláudio caminhando apressadamente, Priscila o segura. 

 

Pri: Wow, wow, wow, que fúria é essa?

 

Cláudio: Nada.

 

Ele olha para frente e vê Larissa caminhando, de cabeça baixa.

 

Cláudio: Lembra quando me disse que estou te devendo uma?

 

Pri: E realmente está.

 

Cláudio: Chegou a hora de pagar.

 

Ele abraça Priscila e a beija. A câmera se desloca mostrando Larissa andando de cabeça baixa e falando sozinha.

 

Larissa (falando sozinha): Cláudio, preciso te confessar uma coisa. Eu gosto de você, é isso mesmo, gosto de você, gosto de você, gosto de voc...

 

Ela olha para frente e pára ao ver Cláudio e Priscila abraçados, se beijando. Seus olhos começam a brilhar. Corta para Cláudio e Priscila desfazendo o beijo.

 

Pri: Nossa, isso que eu chamo de pagar uma divida.

 

Cláudio (sorrindo): Vamos para outro lugar?

 

Pri (sorrindo): Será um prazer.

 

Cláudio segura na mão dela e ambos viram e começam a andar. A câmera se desloca para Larissa, ainda parada, observando a cena com uma expressão de dor. Seus olhos estão cheios de lágrimas. Ela fecha os olhos, derramando as lagrimas em seguida.

 

Lentamente a tela escurece.

 

 

 

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Créditos Finais:

 

 

Criado e Escrito por:

 

Thiago Monteiro

 

Participação Epecial:

 

Andrew James Allen - Rapaz 1

 

Música Tema:

 

Switchfoot - Meant To Live

 

Trilha Sonora:

 

Natasha Bedingfield – Unwritten

Ashlee Simpson – Boyfriend

Green Day – Holiday

Yellowcard - Lights & Sounds

Angels And Airwaves – The Adventure

Avril Lavigne - Anything But Ordinary

My Chemical Romance – The Ghost Of You

The Calling - Wherever You Will Go

 

 

 

 

 

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