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Emma Roberts
(em off): Anteriormente em
Descobrindo... Silvia: E o que você quer que eu pense? Que
de repente começou a me amar incondicionalmente? Nem uma criança acreditaria
nisso. Lucio (se levantando e se aproximando): Mas eu amo. Nunca
deixei de amar. As vezes a gente precisa levar uma pancada na cabeça, para
voltar a perceber o quanto essa pessoa é importante pra gente... (se aproxima ainda mais)... E o
quanto não queremos perdê-la. ___________________________________________ Cláudio: Quanto isso tudo tiver terminado.
Você irá pegar suas coisas e sumirá das nossas vidas de uma vez por todas.
Sem noticias, telefonemas, visitas ou coisa parecida. Após a operação, o que
eu mais quero é que ela tenha uma vida feliz. E não creio que você seja capaz
de dar isso a ela, uma vez que a única coisa que soube fazer, foi magoá-la. Corta: Lucio: Feito. Depois que sua mãe se curar,
sumo da vida de vocês e nunca mais dou noticias. ___________________________________________ Léo (encantando, se aproximando): Helen, você, você está
linda! Helen (timidamente): Só estou um pouco
arrumada. Léo: Não seja modesta, duvido que alguma
garota supere a sua beleza essa noite. ___________________________________________ Amanda: Eu
não sei o que vai ser do nosso futuro, mas sei que se não ficar hoje com
você, minha vida será tão vazia quanto antes de te conhecer. Não importa se
somos diferentes, o que importa é que meu coração não quer que isso tenha
fim... (pausa por alguns segundos)... Eu não posso me imaginar ficar
longe de você. Roger fica olhando-a, parecendo estar em transe. Amanda: Por
favor, diz que sente a mesma coisa. Roger: Como
poderia sentir o contrário? Você é minha Mandy! Amanda (sorrindo, com os olhos cheios de lágrimas): Namoro de verdade agora, sem restrições. ___________________________________________ Larissa (puxando seu braço e virando, furiosa): Vamos deixar uma coisa bem clara aqui. Nós
não somos um casal, eu não tenho sentimentos por você. Portanto, sugiro que
pare de agir feito um namorado ciumento e trate de cuidar da sua vida! A câmera se aproxima do rosto de Cláudio que fica sem reação. ___________________________________________ Larissa:
Sobre o que aconteceu ontem, eu... Cláudio (interrompendo): Não precisa explicar nada. A culpa é toda minha, eu que sempre fui um
trouxa, a vida inteira idolatrando alguém que sequer merecia que eu a
olhasse. E pensar que todos me alertaram pra tomar cuidado e ainda assim
acreditei que havia alguma coisa boa em você... (pega a mala)... Mas
foi bom ter aberto meus olhos, antes tarde do que nunca. Corta: Larissa (virando-se para ele): Espera, vamos conversar... (olha para a mala)... Aonde você
vai? Ele novamente pára, fica assim por alguns segundos e vira para ela. Cláudio: Eu? (pausa
e mexe os ombros)... Vou cuidar da minha vida! ___________________________________________ Frente de uma
casa, manhã. Vemos uma grande varanda de terra, com uma árvore do lado
esquerdo. Música
Instrumental A
câmera se aproxima lentamente da porta, até que a mesma abre e Cláudio
aparece. Ele pára e respira fundo por alguns instantes, em seguida senta no
degrau que fica a frente. Legenda: Duas semanas
depois. Close
no seu rosto pensativo. A porta abre e vemos alguém se aproximando e sentando
ao seu lado. É um rapaz. Rapaz: Saudades de Bom
Destino? Cláudio: Não, eu
precisava dar um tempo daquele lugar. Rapaz: Daquela garota,
como é mesmo o nome? Cláudio: Prefiro sequer
lembrar que ela existe. Rapaz: E sua mãe,
também quer esquecer que ela existe? Cláudio: Bruno, eu já
conversei com você sobre isso. Bruno: Eu sei, mas já
faz duas semanas que você está aqui, a tia liga todo dia e um simples “oi”
você se recusa a dar. Cláudio: E você pensa
que não dói fazer isso? Mas eu preciso resistir, quanto mais ela sentir minha
falta, maiores são as chances dela optar pela operação. Bruno: E se ela mesmo
assim não fizer? Se fosse a minha mãe, brigaria sim para que também operasse,
mas se sua última palavra fosse “não”, provavelmente eu iria querer passar
máximo de tempo possível ao seu lado. Cláudio
fica pensativo por alguns instantes. Bruno: Eu adoro você,
primo. E você sabe que pode ficar aqui o tempo que for necessário. Mas tente
pelo menos ligar e dizer que sente a falta dela. Ele
dá dois tapinhas no ombro de Cláudio e levanta. A câmera se aproxima
lentamente de seu rosto, que mantém uma expressão bastante reflexiva. A tela
escurece.
Vista
aérea de Bom Destino. Tarde. Música:
Crash Test Dummies – MMM Fica
a visão aérea da cidade por alguns instantes, até transparecer a imagem pra
dentro da casa de Larissa, quarto. Amanda
está sentada em frente à mesinha, escrevendo algo em uma folha. Nota-se que a
mesinha está vazia, dando a entender que o castigo de Larissa continua.
Larissa está deitada na cama, lendo uma revista. Amanda: Esse ano vai me
desafiar em qual brinquedo? Larissa
(sem entender): Ah? Amanda
(virando para ela e sorrindo): O parque bobinha, depois de amanhã chega à cidade. Larissa
(fingindo entusiasmo): Uhul! Amanda
a olha por alguns instantes, com uma expressão de pesar. Amanda: Você anda tão
pra baixo ultimamente, nunca te vi assim. Larissa: E tem algum
motivo para me alegrar? Amanda: Não se você
insistir em ficar desse jeito... (se
anima)... Já sei, vamos sair hoje à noite. Roger e eu estamos pensando em
ir ao cinema, o que você acha de ir com a gente? Larissa: E ficar de vela
pra vocês dois? ... (pausa)...
Ainda não acredito que estão namorando de verdade. Amanda
(sorrindo): Nem eu... (suspira)...
Ai Lari, ele é tão fofo. Larissa
(colocando a revista de lado): Estou ficando enjoada. Amanda: É tão bom estar
com alguém que se preocupa com a gente de verdade. Larissa
não responde e olha para baixo. Amanda percebe. Amanda: Sente falta
dele, não sente? Larissa
(disfarçando): Claro que não, já disse que o Léo é passado. Amanda: Você sabe muito
bem que não é dele que estou me referindo. Larissa
abaixa o olhar outra vez. Larissa: Acabei magoando
alguém que realmente se importava comigo. Amanda: E ainda se
importa. Larissa: Depois do que
fiz no baile? Duvido que ele queira me olhar outra vez. Amanda: Mas pelo que o
Roger me contou, o Cláudio é louco por você desde criança. Duvido que um
sentimento assim acabe do dia para noite. Larissa
permanece em silêncio. Amanda se aproxima e senta ao seu lado na cama. Amanda: Quando voltar,
conversa com ele. Vocês vão se entender. Amanda
começa a alisar seu cabelo. Em seguida deita a cabeça de Larissa em seu colo,
fazendo carinho na amiga. Quarto
de Cláudio. Silvia está sentada na frente da mesinha onde fica o computador
de Cláudio. Ela olha insistentemente para um porta retratos no qual contém
uma foto dele. Lucio aparece atrás, encostando-se na porta. Lucio: Chorar não irá
trazê-lo pra casa. Silvia: Me deixa, Lucio.
Lucio: Okay, eu não
falo mais nada. Alias, não sei por que você está assim. Eu no lugar dele
teria feito o mesmo. Ficar em casa com uma mãe moribunda não parece ser um
bom programa para um adolescente. Silvia: Como se eu fosse
o único motivo dele querer sair de casa. Se olha no espelho, ele não suporta
ficar perto de você. Lucio: Obviamente, me
atacar é muito mais fácil do que aceitar o fato. E quer saber? Se minha
ausência é tão citada aqui, saiba que também não fui o único culpado dela. Silvia: O que você está
querendo dizer? Lucio: O assunto não
era esse, mas como você insiste em me culpar por tudo, porque não olha para
trás um pouco? Esqueceu da mulher fria que sempre foi comigo? Pequena
pausa. Lucio senta na cama. Lucio: Eu te amava
tanto, Silvia. Me casar com você era a melhor coisa que havia me acontecido
naquele tempo. Mas agora me responde. Como você acha que eu me senti, quando
me abandonou, dizendo que não estava dando certo e que ainda sentia algo por
certo alguém do passado? E depois que resolveu voltar para casa, somente porque
descobriu que estava esperando um filho meu e que seu amor do passado já
estava em outra? Como você acha que eu me sentia quando chegava em casa e era
recebido por uma mulher mais fria que a geladeira? E não diga que eu não fiz
por esse casamento, porque eu fiz até chegar no meu limite e acabar me
abrindo para outras possibilidades. Silvia: Como me trair
com várias mulher. Lucio: Exatamente. Mas
eu não considerava traição, quando eu nunca te tive de verdade. Silvia: Mas eu comecei a
te amar. Lucio: Só que eu já
havia colocado uma pedra em meu coração. Não tive forças suficientes pra
tentar quebrar meu orgulho. Me tornei uma pessoa fria, coloquei tudo a
perder. Breve
silêncio por alguns segundos. Lucio: Olha, isso não
tira minha culpa. Devia ter enxergado e aceitado os momentos em que tentou se
aproximar de mim. Deveria ter te respeitado. O Cláudio não merecia o pai
ausente que sempre fui. Mas infelizmente, já estava envolvido em várias
outras coisas. Silvia: E por que
voltou? Lucio: Porque pensar na
possibilidade de te perder pra sempre, fez renascer aquele forte sentimento
do começo que outrora estava latente. Me fez pensar em várias coisas,
principalmente perceber que meu filho estava crescendo e não tinha o pai como
referencia... (pausa)... Me fez
perceber o quanto minha será vazia se você se for. Silvia
parece refletir por alguns instantes. Seus olhos brilham. Silvia: Você tem razão.
Eu jamais deveria ter me casado sem amar. Depois ter amado e não demonstrado.
Lucio: E eu jamais
deveria ter desistido de nós. Close
no rosto de Lucio por alguns instantes, em seguida no rosto de Silvia. Ela
olha para frente. A tela escurece. Guará.
Cláudio, Bruno e alguns garotos estão no final de uma rua, conversando. Música:
Simple Plan – Promise Corta
para os pés de alguém em um skate em movimento. Vemos que a pessoa usa All
Star rosa. Bruno (sorrindo): Olha quem está chegando. Cláudio: Quem? Bruno: A garota que eu queria que você conhecesse. Bruno aporta com a cabeça. A câmera se
desloca mostrando a garota descendo com skate em alta velocidade a rua.
Cláudio sobe as sobrancelhas. Close em no perfil dela que está de tranças e
um capacete amarelo. A imagem abre mostrando ela mais próxima e mais próxima,
ela passa pelos garotos que acompanham sua trajetória com o olhar. Bruno (com as mãos na cabeça): Cuidado! Ouve-se o barulho de latas de lixos sendo
derrubadas. Os garotos correm na direção. Close na garota se levantando e
batendo nas roupas. Os garotos se aproximam dela. Garota: Preciso treinar mais essa freada no fim da ladeira. Bruno (sorrindo): Tudo bem, Carol?... (abraça
ela)... Como foi de viagem? Carol: Foi legal, mas senti falta de vocês... (sorri). Ela olha para Cláudio e acena com a cabeça. Carol: O franguinho aí, quem é? Bruno: Carol, meu primo Cláudio, Cláudio, Carol. Cláudio: Franguinho, huh? Tem razão, eu não desceria uma ladeira
dessa... (provoca)... Tem que ser muito homem pra isso. Carol: Se você quis insinuar alguma coisa, é bom que seja bem claro. Bruno (abraçando Carol): Opa, opa. Não vamos brigar, você acabaram de se conhecer. Tenho
absoluta certeza que se darão muito bem. (sorri). Bruno caminha abraçado a Carol. Ela vira o
rosto encarando Cláudio com um olhar sério. Ele retribui com um sorriso. Casa
de Helen. Helen abre a porta e Léo aparece. Léo: Hey, posso falar com
você um instante? Helen: Claro, entra. Ele
entra e ambos se dirigem até a sala, sentando no sofá. Léo: Sobre o nosso
passeio de hoje, terá de ficar para outro dia. Helen: Aconteceu algum
problema? Léo fica
hesitante por algum momento. Helen percebe seu nervosismo. Helen: Está me deixando preocupada. Léo: Lembra uma vez que te contei sobre um irmão que foi embora de
casa, com vários problemas e tudo mais? Helen (pensativa): Lembro... Lembro sim. Léo: Então, ele me ligou pela manhã. Está num hotel na estrada que
liga à outra cidade e pediu pra me ver... (pausa por alguns segundos)... Estou apavorado. Há anos que não o
vejo. Helen: Quer que eu vá com você? Léo (balançando
negativamente a cabeça): Não, não, não
quero te envolver nisso... (levanta)...
Ouça, adoraria te ligar mais tarde ou te levar na inauguração do parque
depois de amanhã. Helen levanta e
faz sinal de positivo com a cabeça. Ele a cumprimenta com um beijo no rosto e
vira em direção a porta, abrindo-a. Helen fica pensativa e olha na direção
dele. Helen: Léo, espera. Ele pára e a
olha. Helen (caminhando
até ele): Eu vou com você. Léo: Helen, pode não ser uma boa idé... Helen
(interrompendo): Já me decidi. Ela sai. A câmera
se aproxima do rosto dele que esboça um leve sorriso. Praça do centro
da cidade. Close no rosto de Amanda e Roger que se beijam com bastante
intensidade. A imagem se afasta um pouco, mostrando ambos sentados num banco.
O local aparentemente está vazio. Música:
Phantom Planet - Lonely Day Roger: Meu Deus, como sua boca vicia! Amanda: Eu sempre fui irresistível. Eles se beijam
novamente. Roger: E eu, também sou irresistível? Amanda (pensativa): É, dá pro gasto. Ela sorri e
novamente eles se beijam. Roger: Dá pro gasto, huh? Que não consegue desgrudar mais de mim? Amanda: Você tem razão... (o
beija)... Você é irresistível, me rendo. Roger (sorrindo): Eu disse. Eles novamente se
beijam e ficam assim por alguns segundos, até se recomporem. Amanda: E o Cláudio, volta quando? Roger: Eu não sei. Ele me ligou há uns dois dias, mas disse que não
tem previsão de volta. Por quê? Amanda: A Lari, ela anda tão pra baixo. Tenho certeza que é por causa
dele. Roger: Não era pra menos, depois do que fez a ele no baile, tinha que
ficar daí pra pior. Amanda: Mas ele deve continuar sendo louco por ela, não é? Você mesmo
disse que esse sentimento era meio sem noção. Quem sabe a gente podia juntar
os dois, huh? Roger: De jeito nenhum, me inclui fora dessa. Duvido que ele queira
olhar na cara dela. Amanda: Mas ela está arrependida, disse que faria tudo diferente se
pudesse voltar no tempo. Roger: Quer saber a verdade? Eu acho bem feito pra ela! Quem sabe
assim ele não se liberta de vez e se abre para outras possibilidades? Eu
torço por isso. Amanda (fazendo
carinha de meiga e passando a mão no peito dele): Ah, por favor? Roger (olhando-a e
desviando o olhar): Sem chances! Amanda (olhar meigo
e beijando o pescoço dele): Por
mim? Roger (com os olhos
fechados/não resistindo): Isso é jogo sujo. Ela pára de
beijar o pescoço dele e o olha com o mesmo expressar meigo, só que dessa vez
pisca os olhos várias vezes e faz beicinho. Roger (suspirando): Okay, como posso resistir?... (a olha)... Mas terá que se certificar que ela está mesmo
arrependida. Amanda: Eu conheço a Lari desde criança, tenho certeza que sim. Ela sorri e
começa a beijá-lo novamente. O som aumenta e a imagem começa a se afastar de
ambos. Roger: Não vai pensando que irei me render toda vez que beijar o meu
pescoço. Amanda: Eu tenho outras armas. A tela escurece.
Abre em Guará. Cláudio, Bruno, Carol e mais alguns garotos estão num campinho
de futebol. Carol: Faz tanto tempo que não jogo, estava sentindo falta disso já. Cláudio: Vai jogar com a gente? Carol: Claro que vou. Cláudio (para
Bruno): Mas não tem outra menina. Bruno: E daí? Cláudio: Não seria desvantajoso para alguma das equipes? Carol: Você está me gozando? Cláudio: De forma alguma. Não estou falando por mal, é que... Carol
(interrompendo): Fique esperto e tente
não sambar com a bola na minha frente. Ela lança um
olhar fulminante para ele, em seguida se afasta alguns centímetros. Bruno (rindo e
colocando a mão no ombro de Cláudio): Mexeu
com a garota errada, primão! Ele se afasta
alguns centímetros também. Corta para Bruno e outro garoto de frente para
Cláudio, Carol e mais alguns garotos. Atrás de Bruno e o outro garoto, há
mais dois em cada lado. Bruno: Eu fico com o Thiago... (olha
para o garoto ao lado)... Leco? Leco: Renan. Bruno: Carlão. Leco: Caio. Bruno (pensativo): Eu quero... A câmera mostra
apenas Cláudio e Carol, um ao lado do outro. Bruno (sorrindo): Carol! Ela sorri para
Cláudio e mostra a língua para ele, caminhando em seguida para atrás de
Bruno. Bruno se aproxima de Cláudio. Bruno: Foi mal, primo, mas você vai se dar bem no time do Leco. Cláudio (sorriso
irônico): Claro! Eles vão para o
meio do campinho, se posicionando para o início do jogo. Música: Hawk Nelson – Every Little Thing Cláudio e Carol
se encaram e o jogo tem seu início. Carol está com a
bola, ela vem da defesa, driblando todos a sua frente e chegando ao ataque.
Cláudio aparece. Ela dá uma meia lua nele e continua correndo. Cláudio vai
atrás. Próximo a chegar perto, ela dá um giro com a bola, desconcertando-o.
Close em Bruno que começa a rir. Ela faz tabela com outro garoto e faz o gol.
Carol comemora e vai até Cláudio. Carol
(provocando-o): Pra você, ta? (pisca para ele e sai). Cláudio: Agora é uma questão de honra! Corta para ele
com a bola correndo em direção ao gol. Carol aparece na frente dele. Ele dá
um chapéu de carretilha nela e faz o gol. Cláudio (olhando
para Carol): Pra você também... (sorri). Corta para vários
takes de Carol driblando os garotos e fazendo gols. Corta alguns takes de
Cláudio tentando fazer alguns gols e não conseguindo. Corta novamente para
takes de Carol fazendo vários gols seguidos. Close no rosto de Cláudio que
sobe as sobrancelhas e a olha impressionado. Corta para mais algumas cenas de
Carol feliz, jogando. Segundos depois a imagem transparecer para todos
sentados num banco próximo ao campo, indicando uma passagem de tempo. Carol
bebe água e Cláudio está ao lado dela. Cláudio: Já pensou em jogar profissionalmente? Carol: Por quê? Ficou impressionado com a garota aqui? Cláudio (sorrindo): Desculpa por mais cedo. Carol (sorrindo): Relaxa, eu comecei com o “franguinho”. Ambos riem. Cláudio: É sério, você joga muito bem. Carol: Obrigado. E respondendo sua pergunta, não penso em jogar profissionalmente.
Jogo pra mim tem que ser diversão apenas. Cláudio (sorrindo): Belo ponto... (estende a
mão a ela)... Amigos? Carol (sorrindo e
dando a mão para ele): Amigos. Cláudio: Então, agora você precisa me ensinar aquele drible que quase
quebrou minha costela... Carol (rindo): É simples... O som volta a
tomar conta da cena, encobrindo o que ela diz. A câmera começa a se afastar e
subir, mostrando os céus por alguns instantes, quando desce, temos a visão de
uma estrada, onde vemos o carro de Léo em movimento. Corta para dentro. Helen
está com o celular no ouvido. Helen: Okay, obrigado. Beijos. (sorri
e desliga)... Pronto! Léo: Não acredito que sua avó soube que você estava saindo da cidade
e não deu nenhum ataque. Helen: Até poderia em outras circunstâncias, mas digamos que de um
jeito meio louco, ela confia em você. Léo: E você, também confia em mim? Helen (sorrindo): Estou aprendendo novamente. Léo a olha, sorri
e volta a olhar para frente. Corta para o que parece ser uma lanchonete de
beira de estrado. A câmera se aproxima mostrando pelo vidro, Helen e Léo
sentados a uma mesa. Corta para dentro. Helen: Qual o tempo exato que você não vê o seu irmão? Léo: A ultima vez que nos falamos, eu tinha dez anos. Helen: E sentiu falta dele? Léo: Muita. Eduardo era um exemplo para mim. Se hoje me acham bom
jogador, deviam ter visto ele jogar. Tinha tudo para brilhar, até se envolver
com pessoas erradas... (pausa)...
Como pode alguém ter tudo na vida e ainda se envolver com drogas? Helen: Não explicação para isso, mas geralmente é quem tem tudo que
acaba experimentando, querendo buscar novas aventuras, não sei. Léo: Olha, por mais irresponsável que eu possa ser, jamais pensei em
me aproximar disso. Helen: É uma escolha certa. Prova que não é tão irresponsável assim. Ela sorri para
ele, que retribui. Helen: Seus pais falam dele? Léo: Minha mãe até pouco tempo falava, mas hoje não a vejo mais
triste e chorando escondida. Meu pai já quer ouvir o nome do Eduardo em casa.
Sabe, filho modelo que decepcionou? Helen: Entendo, isso deve ter refletido em você? Léo: Absolutamente. Os olhos do velho se voltaram cem por cento para
mim. Então imagina como é a cobrança para ser um filho, que o outro não
chegou a ser?... (a olha por alguns
segundos)... Sabe o lado bom de passar por tudo isso?... (pausa)... Ter alguém como você por
perto, dando forças, com palavras singelas e de ajuda, que só você consegue
ter. Helen (sorrindo e
colocando a mão sobre a dele): Pode
contar sempre comigo. Ele sorri,
olhando-a com bastante ternura. Close nas mãos de ambos por alguns segundos. Casa de Larissa,
sala. Larissa está deitada no sofá, visivelmente entediada, apertando
insistentemente o controle da televisão. Atrás vemos Amanda e Roger se
dirigindo à sala. Larissa senta ao vê-los. Larissa (surpresa): O que vocês estão fazendo aqui? Amanda (sentando ao
lado dela): Viemos te tirar da
fossa. Roger (sentando do
outro lado dela): E nada como um bom
filme... (mostra uma sacola com DVDs)...
Balde de pipocas e alguns chocolates para distrair bastante a mente. Larissa: Gente, vocês não precisavam fazer isso. Amanda: Mas acontece que nós queremos passar a noite inteira rindo e
falando besteira. Roger: E vocês sabem que falar besteira é minha especialidade. Larissa (sorrindo): Okay. Mas vou continuar no meio para evitar que vocês dois
comecem a se agarrar. Roger: Sem problemas, há sempre aquela opção de “meu amor, vamos à
cozinha pegar um pouco de água?”. Larissa: Certo, darei uma pausa de cinco minutos para vocês, a cada uma
hora. Amanda (fazendo
cócegas em Larissa): Perfect! Larissa (rindo): Pára com isso, Amanda. Roger também
começa a fazer cócegas nela. A imagem se afasta do cômodo, fixando essa cena
por breves instantes. A tela escurece. Abre mostrando
Guará numa visão aérea. É noite. Corta para uma pracinha, onde Cláudio,
Bruno, Carol e os outros garotos estão reunidos. Leco: Aquela ali... (aponta
para uma garota)... Que nota vocês dão? Bruno: Oito! Renan: Pra mim merece um nove. Bruno (apontando
para outra garota): E aquela ali, merece
quanto? Leco: Eu jogo uns dez sem sombra de dúvidas. Carlão: Onze. Bruno: A nota é até dez, Carlão! Carlão: E qual o problema de eu querer dar onze pra guria? Carol (esboçando um
sorriso sem graça): Galerinha, eu vou andar
um pouco e já volto, ta? Ela sai. Cláudio
a observa dando a volta num chafariz e sentando-se num banco afastado. Cláudio: Já volto, Bruno. Bruno (sem dar
muita atenção): Okay... (para os garotos)... E para aquela
ali? Corta para Carol
sentada sozinha, pensativa. Cláudio se aproxima dela. Música: Brighter Than
Sunshine - Aqualung Cláudio: Posso me sentar com você? Carol (sorrindo): Claro. Cláudio senta e a
olha por alguns segundos. Cláudio: Algum problema? Carol: Posso te fazer uma pergunta e promete me responder com franqueza? Cláudio: Claro, pode fazer. Carol: Você me acha feia? Cláudio (rindo): Claro que não, por que essa pergunta? Carol (olhando para
frente): É que às vezes, sei lá. Os garotos
não entendem com é difícil pra mim, ficar escutando eles falarem de outras
garotas... (olha para ele)... Olha
pra mim, as garotas vivem dizendo que eu pareço um garoto, que vivo suja e
tudo mais. Cláudio: Mas você queria ser como as outras garotas? Carol: Não, gosto de ser como eu sou, de andar no meio dos meninos,
andar de skate, jogar futebol. Cláudio: Então qual o problema? Carol: Deixa pra lá, você não vai entender. Cláudio: Tenta me explicar. Carol (respirando
fundo): É que estou sempre com eles, faço
tudo que fazem. E já ouvi eles dizendo que seria bacana se todas as garotas
fossem tão “tranqüilas” como eu. Mas depois eles acabam sempre por elogiar as
outras. São elas que são bonitas, inteligentes... (balança negativamente a cabeça)... Não estou querendo elogios,
não é isso. Eu só queria que às vezes... Cláudio: Eles percebessem que você é tão bonita e inteligente que
qualquer uma delas. Carol: É... (pausa por alguns
segundos)... Eu que esfolo os joelhos andando de skate, que fico toda
suja de terra depois de uma partida de futebol, que fico descabelada, que
faço sempre um monte de coisas. Mas na hora de querer ter alguém perto, são
as outras que eles vão procurar. As que não se desarrumam praticando algum
esporte, que não se machucam correndo por aí... Corta pra a
rodinha de Bruno e os demais garotos. Leco olha na direção de Cláudio e Carol
e sorri. Leco: Hey, Bruno, olha lá o seu primo. Bruno: O que tem ele? André: Cheguem mais pra cá. Eles se aproximam
de Leco. Leco (apontando com
a cabeça): Olha, já está na maior
intimidade com a Carol! Close em Cláudio
e Carol conversando, em seguida volta para Bruno e os demais. Bruno: Mas também, a Carol não é pouca coisa, huh? Renan: Com certeza, ela é mó gata né? Carlão: E não é fresca que nem as outras meninas. Bruno: Mas ela nunca ia dar bola pra nenhum de nós. Léco: Pois é, quem dera eu tivesse uma chance com ela. Eles ainda os
olham por alguns instantes, sobem as sobrancelhas e voltam para os seus
lugares. Corta novamente para Cláudio e Carol. Cláudio: ... Então um dia eles vão reparar o quanto você é bonita,
inteligente... (pausa)... Meiga. Carol: Você está dizendo essas coisas só para me agradar. Cláudio: Não, não. Embora nos conheçamos há poucas horas, eu consigo
enxergar todas essas qualidades em você. Carol (esboçando um
sorriso tímido): Obrigado. Ambos se olham,
sorrindo por alguns instantes. A câmera começa a se afastar e subir
lentamente, mostrando o céu estrelado. Após alguns segundos, desce mostrando
a frente de um hotel de beira de estrada. Vemos o carro de Léo, parado no
estacionamento. Corta para dentro. Helen: Sabe em que quarto ele está? Léo: Doze... Helen: Você vai ficar bem? Léo (respirando
fundo): Veremos quando eu voltar... (abrindo a porta)... Feche os vidros,
tranque as portas e buzine se acontecer alguma coisa. Helen balança
positivamente a cabeça. Léo sai do carro e fecha a porta, em seguida caminha
para frente. Corta para uma
porta com o número doze. Léo se aproxima, respirando fundo e bate duas vezes
na mesma. Voz masculina: Quem é? Léo: Sou eu, Léo. A porta abre e
Léo entra devagar. Corta para dentro. A câmera se desloca lentamente,
mostrando um rapaz barbudo e aparência cansada próximo a cama. Léo o olha sem
esboçar reação. Eduardo timidamente se aproxima dele e lhe dá um abraço. Eduardo: Olha pra você, como cresceu. Léo: Mano... (o olha com
pena)... Que saudades! Eduardo: E a mãe, o pai, como eles estão? Léo: Sentem sua falta. Um silêncio toma
conta da cena. Eduardo abaixa a cabeça e se afasta alguns centímetros. Léo: Por que fugiu daquele jeito? Por que ficou tanto tempo sem dar
notícias? Eduardo: Eu não planejei nada disso, apenas, aconteceu... (o olha)... Você trouxe o que eu
pedi? Léo tira um
pacote da jaqueta. Léo: Não é muita coisa, é tudo o que eu consegui arrumar. Eduardo (pegando o
pacote): Vai dar pra me virar um tempo.
Desculpa te envolver nisso, mas não tinha mais ninguém a quem recorrer. Léo: Espero que isso sirva realmente pra você se virar, não alimentar
seu vício. Eduardo não
responde, apenas abaixa a cabeça novamente. Léo faz sinal de negativo com a
cabeça. Léo: Acho melhor eu ir então. Eduardo: Então... (pausa)...
Foi bom te rever. Léo: Eduardo, volta comigo irmão. Vamos recomeçar, ainda dá tempo. Eduardo: Não posso. Há oito anos, tomei uma decisão sem volta. Eduardo se
aproxima dele. Eduardo: Obrigado, por atender ao meu pedido... (pausa por alguns instantes)... Acho que agora é um adeus
definitivo. Léo morde os
lábios, notoriamente se segurando para não chorar. Eduardo o puxa e ambos se
abraçam forte. Fica essa cena por alguns instantes. Corta para dentro
do carro. Léo abre a porta e entra. Ele coloca as mãos no volante por alguns
segundos, em seguida pára, abaixando a cabeça. Helen o olha com bastante
pesar. Helen: Como foi? Léo (olhando-a com
os olhos lacrimejando): Me abraça? Ela imediatamente
o abraça e Léo desaba a chorar. Ela passa mão na cabeça dele, se segurando
para não chorar também. Após alguns
instantes, a imagem transparece, mostrando o carro já em movimento e Léo
aparentemente mais calmo. Música: Creed – What's This Life For Léo: Helen… Helen (olhando-o): Sim? Léo: Você me perdoa, por tudo que te fiz no passado, por ter te
deixado de lado, quando nunca devia sequer pensar nessa possibilidade? Helen: Hey, eu já te dei uma segunda chance, lembra? Não vamos ficar
remoendo essas coisas. O importante é que já te perdoei, o resto, fica lá
atrás. Léo: Você é especial, sabia? Pode ter certeza que farei de tudo para
recompensar o tempo perdido. Ela esboça um
sorriso meigo para ele. Ele a olha com bastante ternura e admiração. Em
seguida volta a olhar para a direção. A câmera corta para uma vista aérea do
carro na estrada, ficando assim por alguns instantes, até que a tela
escurecer. Guará, pela
manhã. Cláudio, Bruno e Carol estão parados perto de uma pequena fazenda. Bruno: O Leco está enrolando, que demora! Carol: Relaxa, Bruno. Vai ver deu algum problema com o cavalo. Cláudio
(arregalando os olhos): Cavalo? Carol: Cavalo. Qual a graça de ir até o riacho a pé? Fora que é uma
boa caminhada. Bruno
(desconfiado): Qual o problema, primo?
Não sabe andar a cavalo? Cláudio: Claro que sei... (pausa)...
É que faz tempo que eu não monto. Leco aparece
montado num cavalo. Leco (sorrindo): Então turma, como é que é? Carol: Por que demorou tanto? Leco: Eu tava vindo com o Trovão, mas ele machucou a pata no caminho,
então tive que voltar pra buscar o Brutus. Bruno: Vamos pegar os cavalos. Eles caminham até
um estábulo. Corta para lá. Bruno: Bom, eu vou com o Fantasma, o Morango é da Carol e você, pode
ficar com a Gumercinda, primo. Cláudio: Gumercinda? Eu não vou andar nisso. Carol: Hey, não fala assim. Ela tem sentimentos! Cláudio: Obviamente. A câmera mostra
Bruno e Carol subindo em seus respectivos cavalos. Cláudio tenta subir uma
vez e cai. Carol (rindo): Quer ajuda? Cláudio (sorrindo): Eu consigo. Ele tenta subir
novamente, quase cai, mas acaba conseguindo montar. Bruno: Vamos lá! Os três começam a
galopar, exceto Cláudio que fica parado. Ele abaixa próximo a orelha da égua.
Cláudio: Okay Gumercinda. Agora somos eu e você. Seja uma égua boazinha,
tudo bem? Eia! A égua dispara.
Cláudio tenta acalmá-la. Cláudio: Aaaaa!!! Oooooo! Oooo! Devagar... Devagar... Gumercinda
diminui o passo e Cláudio consegue acompanhar os outros. Foca essa cena por
alguns instantes, até cortar para eles já na beira do riacho. Bruno (colocando as
mãos na cabeça): Ai! Carol: O que foi? Bruno: Esqueci os lanches pra gente comer depois. Cláudio: Não faz mal, a gente come quando chegar em casa. Leco: Faz mal sim, você não sabe como é seu primo quando está com
fome. Bruno (fazendo cara
de mal): Sou outra pessoa. Leco (puxando
Bruno): Nós vamos lá buscar e vocês dois
ficam aí conversando, aproveitando o mar... (sorri). Carol: Não, mas... Bruno: E nada de discussões, vocês já são amiguinhos... (abre um grande sorriso). Bruno e Leco
sobem no cavalo e começam a galopar. Cláudio e Carol se olham, constrangidos.
Corta para Bruno e Leco. Leco: Será que vai mesmo rolar alguma coisa? Bruno: Não, mas vamos deixar eles sozinhos por um tempo... Ambos começam a
rir. Bom Destino, casa
de Cláudio. Silvia está sentada no sofá, pensativa. Lucio se aproxima,
sentando no sofá do lado. Lucio: Agora que lavamos a roupa suja, será que podemos ficar bem? Silvio: Eu não sei, acho que sim. Lucio (se
aproximando e sentando no mesmo sofá que ela): Eu prometo que daqui pra frente, as coisas serão bem
diferentes, confie em mim. Ele olha na
direção do telefone. Lucio: Agora, só tem uma coisa que você precisa fazer. Silvia olha na
direção do telefone. A câmera se aproxima do mesmo até a imagem desfocar e
desfazer novamente no riacho. Carol sente numa
pedra na beira do riacho. Ela solta os cabelos e começa a brincar com um dos
pés na água. Cláudio ao lado, fica a observando, ela percebe. Carol: O que foi? Cláudio: Não se mexe. Carol (preocupada): Por quê? Tem um bicho atrás de mim? Se for sapo, tudo bem.
Agora, se for aranha, fala logo. Cláudio (sorrindo): Não tem bicho nenhum. Carol (confusa): Então por que pediu para que eu não me mexesse? Cláudio: É que estava tão bonito olhar pra você. Carol (rindo): Okay, Don Juan, desse jeito você vai me conquistar. Cláudio se
aproxima e senta ao lado dela. Cláudio: E o que te conquista? Carol: Como é que é? Cláudio: O que um garoto precisa fazer para te conquistar? Ela o olha, em
seguida levanta, pensativa. Carol (caminhando): Sabe que eu não sei?... (encosta
numa árvore)... Mas acredito que não precisa muito não. Cláudio (arranca
uma flor do chão e enquanto fala, coloca no cabelo dela): Será que basta dizer que além de linda e ter personalidade
brilhante, você é a garota mais incrível que eu já conheci? Carol: Nossa, e até parece que sou tudo isso mesmo. Eles ficam bem
próximos um do outro. Música:
Jesse Mccartney – Beautiful Soul Cláudio: Mas é claro que é! Além de muito inteligente, você não se deixa
levar pela opinião dos outros. E em matéria de beleza, nossa, olha pra você!
Tudo em você é bonito, seus olhos, seu rosto, seu cabelo ondulado... (passa a mão no cabelo dela)... Sua
boca... Carol beija
Cláudio. Ambos movimentam os lábios com bastante intensidade. Close nessa
cena por alguns instantes. A câmera gira, mostrando Bruno e Leco atrás de
outra árvore. Bruno (levantando
as mãos aos céus): Até que enfim. Leco: Pensei não iam se beijar nunca... (cutucando Bruno com o cotovelo)... Acho melhor a gente ir
embora. (sorri). Bruno (sorrindo): Tem razão, vamos deixar os pombinhos aproveitarem. Eles se deslocam
para sair, a câmera volta a mostrar Cláudio e Carol ainda aos beijos
encostados na árvore. A imagem se afasta lentamente e começa a subir,
frisando a cena numa visão aérea por alguns instantes. A tela escurece. Abre mostrando
Bruno deitado no sofá. Cláudio chega. Bruno: Nossa! Onde você esteve esse tempo todo? Cláudio (sorrindo): Isso foi armação sua e do Leco, não foi? Bruno (se fazendo
de desentendido): Não sei do que você
está falando. Cláudio começa a
rir e balançar negativamente a cabeça. Bruno se rende e ri também. Uma mulher
se aproxima de Cláudio. Mulher: Cláudio, sua mãe no telefone. Ela disse que é importante. Cláudio olha pra
Bruno, que faz sinal com a cabeça, para que Cláudio vá atender. Corta para ele já
com o telefone no ouvido. Cláudio: Mãe? Silvia (cortando
para ela com o telefone, emocionada): Filho!
Que saudades. Cláudio (respirando
fundo): É, eu também estou. Silvia: Por favor, volta pra casa. Cláudio: Mãe, você sabe que eu... Silvia
(interrompendo): Volta... (pausa)... Eu vou fazer a operação. Cláudio (surpreso): Mesmo? Está falando a verdade? Silvia (cortando
para ela no telefone, abrindo e fechando os olhos): Sim, vem pra casa, eu vou precisar bastante do meu filho por
perto. Um som
instrumental toma conta da cena. A câmera se aproxima do rosto de Cláudio,
que esboça um largo sorriso. Bruno se aproxima dele. Bruno: O que foi? Cláudio (sorrindo): Estou voltando pra casa. Bruno sorri.
Novamente frisa o rosto contente de Cláudio. A imagem começa a transparecer,
mostrando a vista aérea de uma rodoviária. Música: Aerosmith –
Crazy Cláudio e Bruno
estão parados, esperando o ônibus. Cláudio: Hey, obrigado primo, por tudo! Bruno (sorrindo): Que nada! Você sabe que mora no meu coração. Sempre que
precisar, só gritar. Cláudio: Sabe que ainda te espero em casa, huh? Bruno: Pode deixar, nas férias de verão, talvez eu apareça por lá. Eles se abraçam.
Atrás deles, vemos Carol entrando na rodoviária. Cláudio a vê. Bruno olha
para trás e a vê também. Bruno: Vai lá, eu te espero aqui. Cláudio vai até
Carol. Cláudio: Pensei que não viria se despedir de mim. Carol: Desculpa... (pausa)...
Demorei um século para chegar até aqui. Eles se olham por
alguns instantes. Cláudio: Carol, ouça... Carol
(interrompendo): Relaxa, Cláudio. Eu
sei, amor de férias, passa com o tempo... (balança negativamente a cabeça)... Não vou ficar te esperando.
Apenas, seja feliz. Cláudio (sorrindo): E você também, menina linda! Eles se abraçam
fortemente. A câmera gira mostrando o rosto de Carol, ela está de olhos
fechados. Corta para
Cláudio já entrando no ônibus. Ele sobe os degraus, mas pára e olha para
Bruno e Carol que estão um do lado do outro. Ele acena para ambos, que fazem
o mesmo. Segundos depois, Cláudio entre a porta fecha. O ônibus começa a
sair. Corta para Bruno e Carol na mesma posição, assistindo o ônibus partir. Bruno: Vou sentir falta dele. Carol (com os olhos
brilhando): É, eu também. Bruno a olha e
esboça um sorriso. Carol percebe. Carol: O que foi? Bruno: Eu já falei que você é linda? Carol (dando um
tapa no braço dele e virando): Bobo! Bruno (rindo): É sério... A câmera mostra
ambos numa visão aérea, caminhando em direção a saída da rodoviária. Carol: Por que isso agora? Bruno: Eu não sei, só achei que seria importante que você soubesse
disso. Carol: Bom... Obrigado. O som aumenta. A
câmera se movimenta mostrando os céus por alguns instantes. Após alguns
segundos, a tela escurece. Abre mostrando a
frente da casa de Cláudio. Noite. Corta para
dentro. Lucio e Silvia estão na sala, sentando no mesmo sofá, assistindo
televisão. Nota-se que o braço de Lucio está sobre o ombro de Silvia. Ouve-se
o barulho da porta abrindo, Silvia levanta feliz. Corta para Cláudio entrando
e Silvia correndo até ele, abraçando-o. Silvia: Meu lindo!... (beija o
rosto dele duas vezes e fala com braveza)... Nunca mais faça isso! Cláudio (sorrindo): Espero que não tenha mudado de idéia. Silvia: Não, já liguei para o médio. Será daqui algumas semanas, é
necessário fazer alguns exames primeiro. Cláudio
(abraçando-a): Vai dar tudo certo!... (pausa)... Eu vou tomar banho. Cláudio pega sua
mala, em seguida se dirige até a escada. Antes, encara Lucio. Lucio: Seja bem vindo, filho. Cláudio apenas
acena com a cabeça, me seguida começa a subir. Corta para dentro
do quarto. Cláudio está desfazendo as malas, Lucio entra e fecha a porta. Lucio: O plano B deu certo, estava começando a ficar com medo desse
falhar também. Cláudio: Eu tinha certeza que ia dar certo. Lucio: E se não desse? E as aulas tivessem pra começar, ficaria lá
mesmo? Cláudio (sorrindo): Digamos que eu ganhei mais naquele lugar em duas semanas, do
que todos esses anos vivendo em Bom Destino. Lucio (sorrindo): Bom, vou deixá-lo sozinho. Lucio abre a
porta, Cláudio desfaz o sorriso e o olha. Cláudio: Espero que ainda cumpra sua parte no trato... (pausa)... Quando tudo isso acabar,
você vai embora das nossas vidas. Lucio (triste): Pode deixar... (pausa)...
Eu farei o que combinamos. Lucio abaixa o
olhar, em seguida sai e fecha a porta. Música: Coldplay –
Trouble A
câmera se aproxima do rosto de Cláudio que expressa um sorriso no rosto. Ele
senta na cama, em seguida deita na mesma, fechando os olhos. A imagem se
afasta, passando pela janela, mostrando a casa pelo lado de fora e subindo
até o céu estrelado. Após alguns segundos, a imagem desce mostrando um parque
de diversões. O local está cheio, a câmera corta para alguns takes mostrando
pessoas caminhando, a roda gigantes, carrinho de bate-bate, elefantes que
voam, até parar numa barraca onde vemos Roger tentando acertar as latas com
uma bolinha. Amanda está ao seu lado. Ele erra, jogando a bolinha longe. Roger: Que droga! Amanda: Pontaria não é seu forte. Roger: Veremos se a sua é melhor. Amanda: Ainda duvida? Ela pega a
bolinha e começa a mirar as latinhas. Roger vira e começa a olhar o movimento
do parque. Após alguns segundos, ele franze a testa, como se estivesse visto
alguém conhecido. A câmera se desloca, mostrando Cláudio metros à frente,
olhando para cima. Corta para Roger sorrindo e indo até ele. Roger (se
aproximando, feliz): Hey, cara! Cláudio o olha e
também sorri. Ambos se abraçam. Roger: Quando chegou? Cláudio: Há algumas horas. Roger: Por que não me ligou avisando? Eu te esperaria em casa... Corta para a
barraca onde Amanda está. Larissa se aproxima dela, sorrindo. Larissa: Olha o que eu ganhei na barraca vizinha? (mostra um ursinho). Amanda: Não vale, eu também quero... (lança um olhar fulminante para as latinhas)... Mas parece que há
alguma tramóia nisso, não consigo acertar uma latinha sequer. Larissa (sorrindo): Eu sei o que há de errado. Sua pontaria... (pausa)... Onde está o Roger? Amanda: Sabe que eu não sei? Ele estava aqui agora mesmo, será que foi
abduzido por... (vira para procurar)...
Ops! Larissa (sorrindo): O que? Ela olha na mesma
direção que Amanda e começa a desfazer lentamente o sorriso. Corta para onde
Cláudio e Roger estão. Cláudio (sorrindo): E a namorada, como está? Roger: Está bem, ela está logo ali atrás... (vira e aponta)... Ops! Cláudio começa a
desfazer lentamente o sorriso ao ver Larissa. Ambos se encaram por alguns
instantes. Cláudio: Vocês estão todos juntos? Roger: Sim, vamos chegar mais perto... Cláudio (sério): Não. Eu vou dar uma volta, te vejo amanhã no condomínio. Roger: Cláudio, espera... Cláudio se
desloca e sai para o lado oposto de Roger. Cont- Coldplay –
Trouble Close no rosto
desanimando de Roger, olhando-o sair. A câmera se aproxima de Larissa,
focando seu rosto por alguns instantes. Ela fecha os olhos, triste. A câmera
muda para um ângulo aéreo, fixando essa imagem por alguns segundos. Lentamente a tela
escurece. Créditos Finais: Criado e Escrito por: Thiago
Monteiro Colaboração: Raquel Rosa Participação Epecial: Kevin Schmidt - Bruno Mika Booren – Carol Cody
Linley – Leco Allen
Evangelista – Carlão Nick
Jonas - Renan Ryan
Reynolds - Eduardo Música Tema: Switchfoot -
Meant To Live Trilha Sonora: Crash Test
Dummies – MMM Simple Plan
– Promise Phantom
Planet - Lonely Day Hawk Nelson
– Every Little Thing Brighter
Than Sunshine - Aqualung Creed – What's This Life For Jesse
Mccartney – Beautiful Soul Aerosmith –
Crazy Coldplay
– Trouble |
